Foto: Ezra Jeffrey

Até aqui uma verdade constante tem se apresentado, a verdade de que a vida é inconstante. E por mais que você busque deixar tudo no lugar, em repouso, no caminho certo, sempre existirão coisas que não dependem só de você.

A vida é como um emaranhado de fios, ou uma cesta trançada — se lhe for mais bonito —, cada linha segue seu percurso até se encontrar com outra, esse encontro forma uma base, ou nó, algum tipo de interação que mantém todo o elemento unido.

Na nossa existência esses encontros podem ser maravilhosos, mas também desastrosos.

Quando isso acontece, passo a enxergar três caminhos lógicos para seguir, ao mesmo tempo que sei que a verdade ligada a cada um deles carrega uma parcela de dor.

Me vejo obrigado a escolher o que devo sacrificar e a que devo me agarrar fervorosamente. Enquanto a face mais sincera da minha mente esboça um sorriso sem graça, dizendo para si mesma que vai ficar tudo bem, mesmo não querendo abrir mão de nenhum dos dois.

Me vejo intimado a não fugir, a lidar com isso, confrontar os erros cometidos por todos os lados dessa infelicidade, e buscar um caminho que não me leve a revivê-los.

E talvez o mais pesado. Aceitar. Aceitar que se foi, aceitar que perdi, que se rompeu, que aconteceu e não pude controlar. E por mais que eu berre, e enlouqueça de frustração, nada irá mudar o passou. Já foi, dói, eu sei.

Mas assim como o emaranhado só conquista sua forma através de conexões, mesmo que confusas, nós só passamos a crescer quando guardamos conosco aquilo que nos faz crescer.

No final, a parte de aceitar só é ruim quando vem acompanhada de acomodação.

No geral as pessoas costumam saber exatamente o que querem para si, e onde querem estar — mesmo que a mente não demonstre com clareza —, mas alcançar isso demanda as vezes mudanças, adaptações e amadurecimento.

hoje me vejo no meio dessas três etapas, ainda cambaleando por conta do tombo que levei, mas convicto daquilo que quero.

Não tenho certeza quanto a isso, mas acho que cresci.

E.Mateus

Olá internet, eu sou o Gusta 🙂

Eu trouxe pro blog a ideia do rolê cult, que desde o começo foi sobre se aproximar, trocar experiências mesmo estando tão longe. Na prática o role cult busca trazer boas indicações do que fazer em Sp (por causa do orçamento reduzido) que possa trazer experiências marcantes. Porém, o role cult tenta significar muito mais, ele tenta aproximar experiências de duas pessoas ou até outras que nunca se viram antes, mas que podem se reunir em torno da mesma ideia, evento enfim das mesmas sensações.
Eu fiz toda essa introdução porque hoje vou falar justamente de experiências e sensações únicas, mas vou tentar aproximá-las de vocês tendo o rolê como ferramenta. Em se tratando da forma como a arte pode nos provocar experiências eu nunca tive melhores do que quando, literalmente, estive dentro da arte de Lawrence Malstaf na exposição “poética da imersão”, cujas obras foram trazidas ao Brasil pela “FILE solo” e estão expostas no CCBB, no centro de São Paulo, ali do ladinho da Sé.

O prédio, antigo prédio que hospedava a primeira agência do Banco do Brasil em SP, foi transformado em espaço cultural e agora abriga as mais diversas exposições, cinema, teatro, enfim um centro cultural completo que ainda guarda traços do banco original (como o subsolo onde ficam as enormes portas do cofre). Se vocês como eu gostam de turistar, só o prédio já é motivo suficiente pra passar por lá. Se somado ao prédio, acrescentarmos as obras do belga Lawrence Malstaf que sempre trabalha numa temática da imersão, é uma visita quase obrigatória.

A própria FILE (Feira Internacional de Linguagens Eletrônicas) que acontece sempre nos meses de outubro e dezembro, tem uma enorme capacidade de atrair qualquer público porque geralmente as obras apresentadas dobram os limites entre arte e tecnologia. Agora, o novo projeto, da feira, o FILE solo traz os destaques de um só artista, e Malstaf não poderia ser melhor escolha.

Diferentemente de outras exposições, por todo o prédio estão espalhadas somente seis obras, mas tais obras são verdadeiras instalações complexas e desenhadas, associando arte e tecnologia, com um objetivo simples, forçar o visitante a se ver, a ter novas experiências e permitir que o visitante saia por alguns momentos da própria realidade.

(Talvez seria interessante ao leitor que se propor a visitar a exposição não ler daqui pra frente, tendo a oportunidade de explorar a exposição, sem influências.)

A primeira obra é por completo uma experiência individual. O artista recria algumas obras do pintor Francis Bacon usando a imagem do visitante. A instalação é simples, uma sala escura, uma cadeira e um espelho em frente a cadeira. O visitante se senta e aperta um botão ao seu lado para dar início a experiência. O espelho inicia a vibrar, efetivamente provocando fraturas na imagem, que se divide e se multiplica saindo ao nosso controle. Não há fotos aqui dessa instalação, é necessário estar lá para sentir.

A segunda obra convida a uma performance. O visitante pode literalmente ser embalado à vácuo em uma plataforma de plástico e aço gigante, que é fechada por um compressor de ar, assim sendo a pessoa fica lá dentro.

A terceira instalação deste andar merece atenção especial. Se constitui de duas esteiras colocadas lado a lado, porém que rodam em direções diferentes, á meio caminho de ambas existem dois espelhos colocados na horizontal, que sobem e descem na direção do visitante de forma quase aleatória. A obra de nome “TRANSPORTER” se propõe a levar o visitante de um lado para sala e depois de volta.

A última obra da exposição, está no saguão do CCBB e já impõe certa experiência ao público. Uma espécie de túnel de vento cheio de bolinhas de isopor, que quando ligado simula uma tempestade. “O observatório Nemo” é uma máquina grande e barulhenta, e que ao contrário das outras, que o refletem, seja de forma objetiva ou fragmentada, esta acaba por embaraçar a visão colocando o visitante bem no olho do furacão.

A exposição de Lawrence Malstaf, “a poética da imersão” ainda fica em cartaz até 18/9 no CCBB (Rua Álvares Penteado, 112 – Centro). Vocês vão topar essa experiência? Ou já toparam? Conta pra gente o que achou!

Em tempo….

O CCBB como centro cultural é tão completo, que é impossível fazer uma coisa só. Também aconteciam simultaneamente a “poética da imersão” dois outros eventos. O primeiro, no subsolo, a mostra de videoarte da artista Berna Reale que não pude visitar. O segundo, o premiado e internacional festival Anima Mundi 2017, que tinha algumas sessões no centro cultural também , além de convidar o visitante a fazer as próprias animações no zootropo.

O festival Anima Mundi tem como objetivo reunir os diversos profissionais de animação em torno da ideia de contar histórias e entreter o público. Eu tive a oportunidade de conhecer uma sessão da mostra “Novos Olhares” apresentando novos estudantes e animadores ao grande público, muitos dos quais tinham seus primeiros trabalhos sendo exibidos.

Infelizmente o festival desse ano já se encerrou, mas ano que vem tem mais. E vocês? Já conhecem o Anima Mundi? São espectadores fiéis?

Se você gostou desta forma de trazer arte e cultura, fala pra gente assim podemos trazer cada vez mais 😉

Hoje em São Paulo, precisamente no memorial da América Latina, inicia-se o 12º Festival de Cinema Latino Americano. O evento que ocorrerá até o dia 2 de agosto, contará com exibições de filmes de diversas nacionalidades, além de mesas de debates, programação musical entre outras coisas.

Você pode conferir a programação em detalhes através da página do evento no facebook ou pelo site do evento.

Em nosso desafio cinematográfico deste ano, separamos uma categoria voltada para o cinema Sul Americano. O festival acaba tornando-se uma ótima oportunidade de concluir a proposta e também vivenciar uma experiência diversificada. Mas se você – assim como nós – não poderá comparecer ao evento, saiba que não te deixamos na mão. Para isso separamos alguns filmes de diferentes países que acreditamos serem ótimas opções para o desafio.

*Grande parte dos filmes destacados ainda não foram assistidos por nós, sendo que a sinopse ou os trailers nos despertaram interesse. Assim como vocês usamos o desafio para vivenciar coisas novas.*

*Consulte as classificações indicativas*

Argentina

O Segredo dos teus Olhos (Juan José Campanella, 2009)

O drama do ex oficial de Justiça Benjamín Espósito, que tenta escrever um livro baseado numa história real que ele mesmo investigou no passado é magistralmente bem conduzido por Campanella. O diretor foi capaz de extrair do astro argentino Ricardo Darín uma de suas melhores atuações, como o protagonista. No desenrolar da trama de Segredo dos seus olhos, que o aproxima muito da tradição norte americana, as ruas de Buenos Aires ganham cada vez mais uma atmosfera densa, que dialoga com os sentimentos do personagem ao lidar com o caso emblemático.
Quanto mais Benjamin Esposito se aprofunda no romance, mais ele se interessa por descobrir o verdadeiro culpado do assassino e estupro da jovem mulher, inclusive se aliando ao marido dela e a sua jovem secretária para resolver o caso.

Outras indicações:

Diários de Motocicleta (Walter Salles. 2004)
Um dos maiores filmes de conhecimento do cinema argentino. A produção biográfica conta a jornada de Ernesto “Che” Guevara (Gael García Bernal) e seu amigo brasileiro Alberto Granado (Rodrigo De la Serna), rumo ao Peru, cruzando boa parte do continente sob uma motocicleta. Ao chegar em seu destino final, Ernesto percebe que esta lhe foi uma jornada de autoconhecimento que modificou seus valores.

Infancia Clandestina (Benjamín Avila, 2011)
O longa se passa na década de 70, quando o regime ditatorial argentino leva famílias a viverem de forma escondida por discordar dos ideias do governo. Ao se apaixonar pela primeira vez, Juan põe em risco todo o disfarce de sua família, para viver seu amor por Maria.

Porta de ferro – o exilio de Peron (Victor Laplace; Dieguillo Fernández, 2012)
Em 1955, o ditador argentino Juan Domingos Perón se coloca em exílio em Madrid, pois foi retirado do poder por seus opositores militares. Da Espanha, Perón se mantém informado de todos os acontecimentos na Argentina e de lá decide iniciar o trabalho de gravar suas memórias. O filme acompanha o ex ditador justamente por este período.
*Também se encaixa bem como uma biografia política*

Um time show de bola ( Juan José Campanella, 2013)
Para que esta afim de fugir um pouco do sério, está divertida animação traz a dose certa. O filme nos apresenta Amadeo, um garoto fanático por pebolim que certo dia observa seus jogadores de madeira ganhando vinda. Está descoberta desperta o olhar de pessoas gananciosas que querem tomar posse dos objetos mágicos. Os times rivais precisarão aprender a juntar suas formas para um bem maior, tudo isso no espírito do futebol argentino.

Colômbia

Alias Maria ( José Luis Rugeles, 2015)

Maria é uma soldada de guerrilha, ela tem 13 anos de idade, e recebe uma missão juntamente com outras três crianças em combate, elas devem levar em segurança o bebê recém-nascido do comandante até a cidade uma cidade vizinha.
No entanto, este não é o maior desafio enfrentado com Maria. Ela está grávida, o que é proibido na guerrilha. Ao ser descoberta em meio a missão, ela não encontra outra alternativa a não ser fugir, para evitar um aborto forçado.
Investigada por sua situação, a jovem passa a olhar de maneira diferente para cidades devastadas, para as famílias que sofrem perdas e todas as vítimas dos conflitos armados na Colômbia. Ela passa desejar uma vida melhor para si.

Cuba

Uma Noite (Lucy Mulloy, 2012)

Tido para muitos como um filme ousado, “Una Noche” vem com a proposta de retratar a juventude cubana nos dias atuais, em Havana. Porém com um toque quase de fantasia sob os as fronteiras da ilha.

O longa nos apresenta aos irmãos gêmeos Elio (Javier Nuñez Florian) e Lila (Anailín de la Rúa de la Torre), que junto com o amigo Raul (Dariel Arrechaga) sonham com uma vida nova em Miami, nos Estados Unidos.
Após ser acusado de agredir um estrangeiro, e passar a ser perseguido pelas autoridades locais, Raul não vê outra escolha a não ser deixar a ilha. E para isso contará com a companhia do casal de irmãos.

Juntos os três jovens embarcam em um bote, rumo ao mar sem fim, nesta experiência que os liberta de suas amarras, entregando-os à maturidade repentina em alto mar.

Outra indicações:

Juan dos Mortos (Alejandro Brúgues, 2013)
A história do quarentão Juan, um homem sem futuro na vida que vê tudo mudar quando a ilha é tomada por mortos-vivos a princípio parece mais um filme de zumbi americano. Porém, o olhar crítico do cineasta transforma em uma sofisticada e premiada sátira política. Bom pra quem gosta de novas abordagens sobre um gênero clássico.

Parque Lenin (Itzmar Leemans; Carlos Mignon, 2015)
Para os irmãos Antoin, Yesuán e Karla a maior lembrança da qual carregam juntos infelizmente não é a mais alegra. Ao perderem a mãe no em um parque de diversão, Parque Lenin, seus caminhos foram dispersados, de modo que Antoin mudou-se para a França, e estuda música clássica, enquanto Karla e Yesuán permaneceram em cuba, buscando construir e reorganizar suas vidas.

Memórias do subdesenvolvimento (1968, Tomás Gutiérrez Alea)
Tomás Gutiérrez Alea é um dos grandes nomes do primeiro cinema cubano, o cineasta soube como ninguém capturar o ambiente na ilha no momento pós revolucionário. “Memórias..” incorpora diversos elementos na narrativa descontínua de um intelectual que se sente sem lugar em uma Cuba após a vitória de Fidel.

Paraguai

7 cajas (Juan Carlos Maneglia, Tana Schémbori, 2014)

Victor trabalha como carreteiro, a vida não é fácil e os trabalhos são concorridos. Ele se desdobra aceitando pequenos trabalhos e levando comprar para clientes. Seu maior sonho é se tornar alguém famoso e marcar as televisões da loja de filmes do mercado.

Porém sua vida é posta em risco quando ele se propõe aceitar um trabalho diferente com uma boa remuneração. E o que parecia uma simples entrega de 7 caixas, resulta em uma corrida por sua sobrevivência.

Peru

Dias de santiago (Josué Mendez, 2004)

O jovem ex-soldado da marinha peruana Santiago Roman (Pietro Sibile), de 23 anos, retorna a Lima após anos lutando na selva contra terroristas e traficantes e disputas com o Equador. Ele faz parte da chamada “geração perdida peruana“, uma força usa necessariamente na visão de muitos, que só serviu para traumatizar tais jovens.

Em sua volta à Lima ele depara-se com uma cidade decadente, onde muitos de seus colegas da marinha vivem agora como assaltantes por terem sido deixados sem dinheiro ou trabalho.

No entanto ninguém parece compreender a dor que Santiago sente, mesmo ver o que tem de errado em toda essa situação.

Paloma de Papel (Fabrizio Aguilar, 2003)

Este filme foi aclamado pela crítica peruana e foi de grande importância para o seu cinema anos atrás. O filme retrata o conflito de uma guerra interna vivida no Peru, que atingiu diversos povoados.
Aos olhos de Juan e seus amigos, o filme buscar tratar o impacto desta luta sob as crianças, que observam os ares de sua cidade mudar dramaticamente, envolvendo-os em uma batalha da qual eles não escolheram participar.

México

Labirinto do Fauno (Guillermo Del Toro, 2006)

Labirinto do Fauno é um dos marcos na carreira do diretor Guillermo Del Toro, sendo o filme que em definitivo o levou para o cinema holywoodiano e para a cadeira de filmes enormes como “Círculo de fogo”. O filme narra a história da jovem Ofélia , de mudança para o interior, acompanhando o serviço de seu pai na luta contra rebeldes insurgentes e defendendo o governo do ditador Francisco Franco. A menina descobre por um velho fauno que pode ser uma princesa de um reino mágico há muito tempo esquecido, mas para provar isso ela deve passar por algumas tarefas.
Del Toro inova por pegar um período obscuro na história espanhola e preenchê-lo com uma atmosfera mágica, porém de constante perigo e desta forma, cria o ambiente perfeito para o espectador que deseja se voltar para filmes latino americanos. Recomendo (pessoalmente) continua na filmografia do diretor que desde sempre demonstra muita aptidão para incorporar o mágico e o obscuro em suas películas.

Outras indicações:

Amores Perros (Alejandro G. Iñarritu, 2000)
Este filme é embrenhado no cenário de violência urbana do México, no qual entrelaça diversas histórias a um único acidente de carro. O mesmo diretor também possui outros dois filmes no mesmo tom, porém lidando com ambiente norte americano: Babel (2006) e 21 gramas (2003).

Por La Libre (Juan Carlos de Llaca Maldonado, 2000)
Divididos entre amor e ódio, dois primos se esforçam para cumprir o último desejo de seu avó falecido, levar as suas cinzas para a cidade de Acapulco. Sendo um dos filmes mais leves desta nossa breve seleção mexicana, Por La Libre tem imensa capacidade de cativar.

E sua mãe também (Alfonso Cuarón, 2001)
Um dos grandes filmes de Cuarón, também conta com uma história de um filme de estrada, mas desta vez são dois amigos que viajam com uma mulher mais velha. A atmosfera carregada de drama mostra ao espectador dois jovens em um período de descoberta.

Compadres (Enrique Begne, 2016)
Este lembra os filmes de ação e estrada norte americanos, muita pancadaria, explosões e um americano dão tom dessa mistura de ação e comédia. Recomendável pra quem quer fugir de hollywood sem ir muito longe.

Uruguai

Mr. Kaplan (Alvaro Brechner, 2015)

Jacobo Kaplan (Héctor Noguera) sente-se na necessidade de fazer algo maior do que sua rotina como um senhor da terceira idade. Determinado em fazer algo pelo qual será lembrado, ele vê a oportunidade ao ouvir de sua neta que há um alemão que habitando uma praia, e que tem o apelido de “nazista”.

Ao lembrar-se da captura de Eichmann na Argentina, o qual foi julgado pelos crimes cometidos durante a Segunda Guerra Mundial, Jacobo conclui que o alemão também é um foragido do exército de Hitler.

Com a ajuda de um ex-policial, Wilson Contreras (Néstor Guzzini), ele inicia uma investigação e elaboração para um plano de captura do Alemão.

Outras indicações:

Anina – (Alfredo Soderguit, 2013)
Anina é uma garotinha de 10 anos que frequenta uma escola primária em Montevidéu. Após se envolver em uma confusão e entrar em uma briga na escola, ela é suspensa por alguns dias recebendo como punição cuidar de um envelope misterioso que não deve ser aberto. Anina passa a usar seus dias longe da escola para desvendar o que possa estar escrito dentro da carta, e aprender mais sobre a relação entre famílias e amigos.

Os inimigos da dor (Arauco Hernández Holz, 2016)
Ao visitar Montevidéu, um ator alemão acaba perdendo-se na cidade, logo é atacado por uma gang que tenta assaltá-lo. É quando então ele conhece Pedro, um ex-viciado que lhe ajuda mostrando um local para abrigar-se. O convívio dos dois se estende por alguns dias, até que conhecem Nelson, um segurança abandonado por sua esposa. Quando percebem, estes três homens unidos pela dor, estão envolvidos em uma missão por respostas.

~#~

Esperamos que tenham gostado das indicações. Optamos por deixar o cinema brasileiro de fora da lista por enquadra no item nacional. Caso conheça mais filmes legais, até mesmo de outros países, sugestões são sempre bem vindas. 😉

Abraços da Equipe.

A pequena cidade de San Diego anualmente passa por uma avalanche chamada San Diego Comic Con. Durante 4 dias os olhos de todos os interessados por cultura pop se voltam para lá, uma vez que as grandes de todos os ramos, quadrinhos, cinema, jogos e até literatura se unem em um evento único, com gigantesca participação popular e uma infinidade de cosplayers, os fãs que personificam seus ídolos fictícios.

Isto é a SDCC, que começou há muitos anos como uma reunião de quadrinistas talentosos para compartilhar seus trabalhos, logo chamou a atenção de gigantes do ramo como a Marvel e D.C. que em pouco tempo viram ali um celeiro para encontrar novos talentos e divulgar seus aguardadissimos novos trabalhos. Daí pra um evento mundial e capaz de agregar fãs de tudo quanto é coisa, que incorpora como nenhum outro a internet , foi um pulo.

Como era de se esperar as ondas da SDCC chegam ao Brasil, com revelações, anúncios e todo o tipo de coisa para enlouquecer os fãs brasileiros. Nós não passamos longe disso, e como forma de celebrar o maior evento de cultura Nerd decidimos trazer alguns dos anúncios que mais nos empolgaram e nos deixaram na ponta das cadeiras, vibrando por mais. Não buscamos uma cobertura completa, até porque isso seria impossível por não estarmos lá, mas sim começar uma conversa sobre alguns dos anúncios que mais nos motivaram e os quais provavelmente voltaremos a falar por aqui.

Marvel – Thor: Ragnarok, Pantera Negra e Vingadores: Guerra Infinita

O que ditou a vez no painel da Marvel são as grandes estreias que a produtora promete para o restante deste ano e o ano que vem, como os fãs já tem anotado nas suas agendas. Entre euforia dos fãs ávidos por novidades, brindes e presenças ilustres de celebridades, a produtora e gigante multimídia soltou novos trailers, pôsters e imagens promocionais.

Thor: Ragnarok

Primeiro Thor: Ragnarok. Se aproxima a queda de Asgard pelas mãos da Deus Hela, rainha do submundo na mitologia nórdica e também na mitologia da Marvel. Esse apocalipse levará Thor por diversos mundos, inclusive encontrando alguns rostos conhecidos.

O incrível pôster foi divulgado junto com um novo trailer para a aventura que chega aos cinemas em 26 de outubro deste ano. Ambos trazer uma estética muito colorida, e ação impactante mas que está longe de ser agressiva. Os cenários são muito estilizados e de certa forma começa a se juntar a outra produção famosa do Universo Cinematográfico da Marvel, os Guardiões da Galáxia.

Pantera Negra

Para O Pantera Negra, já vimos há algumas semanas atrás um impactante novo trailer, que trás a força por trás da nação de Wakanda governada pelo príncipe T´Challa, conhecido pelo mundo como Pantera Negra. A nova imagem vem para confirmar e empolgar mais ainda sobre o que veremos no filme, parece que o espectador será levado a explorar o país e conhecer melhor a nação que se encontra sobre uma mina de Vibranium. Ao que tudo indica a estabilidade de Wakanda será ameaçado por um inimigo já conhecido dos fãs do MCU. Pantera Negra estréia em 15 de fevereiro de 2018.

Vingadores: Guerra Infinita

A impactante conclusão de todos os esforços da Marvel para a fase 3 do seu universo cinematográfico começou a se desenrolar com a liberação deste poster (dividido em 3 partes). Nesta história o titã Thanos volta seus olhos para a Terra, que concentra um grande número de seres especiais e as chamadas Jóias do Infinito (pedras preciosas que dão imenso poder a quem as possuir). Isto provocará novamente a união dos maiores heróis da Terra a quem irão se juntar alguns não tão terráqueos assim como podemos ver pelo poster 😉 .

Dizem por ai, que a Marvel também mostrou um pequeno teaser para os sortudos que estiveram no hall H neste sábado de Comic Con. Eu particularmente, com teaser ou sem teaser estou muito empolgado para esta reunião e para ver como esta história que começou la em 2012 irá se desenrolar. Nos cinemas em 26 de abril de 2018.

Nova temporada para Stranger Things Doctor Who e Westworld

Stranger Things – Segunda Temporada

Já havia sido mencionado pelos Irmãos Duffer que a nova temporada de Stranger Things carregaria aspectos mais sombrios, e agora com o trailer podemos imaginar como isso funcionará na prática.

Vemos que Will permanece conectado ao mundo invertido mesmo depois de seu resgate, o garoto parece entrar em transes constantes que o levam de volta para outra dimensão com o seu corpo presente em sua realidade. O trailer também nos da uma visão onde Eleven está. É mais do que provável que sua presença continuará sendo fundamental para a série. Assim como a união dos personagens em busca de solucionar algo maior, como na temporada anterior.

O trabalho de ambientação da série continua fantástico pelo jeito, ‒ já que a série se passa em meio aos anos 80 e pelo trailer é possível coletar inúmeras referências da época ‒ com a arquitetura americana, os locais frequentados, os figurinos e claro a trilha sonora, que destacou Thriller de Michael Jackson.

A segunda temporada está marcada para chegar à Netflix no dia 27 de Outubro, próximo ao Halloween. E nossas expectativas estão bem altas.

Doctor Who: Especial de Natal

No domingo, último dia da corrida que é a SDCC, ocorreu o painel da quinquagenária série britânica Doctor Who. Para os que não conhecem a figura central da série é o Doctor (Doutor) um alien do planeta Gallifrey, o último dos seus habitantes, que viaja pelo Tempo e pelo Espaço em uma nave maior por dentro, sempre com uma companhia.

Agora, a série que estreou em 1963 e vem desde então constante se renovando, se prepara para entrar uma nova fase. O protagonista da série é capaz de se regenerar de tempos em tempos, desta forma, 12 (13 contando outros momentos que não a série oficial) atores já encarnaram o Doutor, e agora com a volta da série para um especial de Natal, uma grande novidade foi anunciada: pela primeira vez uma mulher assumirá o papel.

Para os já curiosos a série volta no dia 24 de dezembro, mas já foi liberado o título do episódio (“Twice upon a time”, uma referência ao original do era uma vez “once upon a time”) e também um trailer que mostra o atual doutor se encontrando com sua versão original, por um alguma anomalia no tempo. O episódio tem tudo para se tornar um ponto histórico dentro da série, e eu nunca estive tão ansioso para a chegada do natal.

Westworld

O novo mamute da HBO chegou com tudo na SDCC. A série fez um primeiro ano surpreendente e já arrebatou uma legião digna dos seguidores de outro mamute da emissora, Game of Thrones. Para os que não conhecem, Westworld reconta o filme de Michael Crichton de 1973, que fala sobre um parque hiperrealista onde as pessoas pode assumir papeis numa história de cowboys vivida por robôs, que começam a apresentar um comportamento estranho e capaz de fugir do controle.*

A série atual escrita por Jonathan Nolan deixou os fãs loucos por uma conclusão em seu último episódio, e agora em 2018 estreia a sua segunda temporada. Além do trailer capaz de empolgar qualquer um, a HBO também levou para a SDCC a chamada Westworld experience, que trouxe os fãs para mais perto deste mundo.

(*só pedimos atenção pois o trailer desta série contém algum conteúdo de violência e sangue.)

E por fim…

Jogador Número 1

Esta é uma adaptação esperada por muitos. A maior obra de Ernest Cline já havia sido anunciada com direitos de filmagem comprados, contando com Steven Spielberg na direção, já faz um bom tempo. Mas finalmente tivemos imagens de algumas cenas do filme, que parece ser eletrizante, e chega aos cinemas em 2018.

Jogador número 1 é um livro repleto de referências da cultura pop e games dos anos 80, que ocorrem justamente por seu enredo. E logo no trailer é possível ver algumas dessas menções em meio às cenas. No entanto, a primeira vista, a adaptação parece ter ganhado muito mais energia e ação do a história do livro, que não deixa boa.

Para quem não conhece, jogador número 1 acompanha a vida de Wade Watts, um jovem que vive em um futuro onde a terra alcançou o ápice da desigualdade e da pobreza. Em busca de uma visão melhor de suas próprias vidas, pessoas por toda parte se conectam ao Oásis, uma espécie de console que lhes garante uma realidade simulada onde podem ser o que quiser. Após a morte do grande idealizador deste universo, James Halliday, uma grande caça ao tesouro é iniciada. Como prêmio o vencedor irá adquirir toda herança de Haliday, incluindo o domínio deste universo virtual. A disputa e a busca pelos easter eggs escondidos chama a atenção não só de jogadores comuns, mas também de pessoas que passam a viver por isso, além de uma gananciosa organização.

Em breve falaremos mais sobre aqui no blog.

Conta pra gente?

Queremos saber de você quais destes ou outros anúncios do fim de semana lhe empolgaram, e o que vocês esperam deles!

Abraços da Equipe 😀

 

Hey! Como vão vocês?

Bem, com eu disse por aqui tempos atrás, esses últimos meses andam acarretando menos tempo livre para nós, e infelizmente o blog passou a ser atualizado com menos frequência. Mas em meio a tudo isso ainda conseguimos descolar tempo para honrar nosso compromisso com vocês (pensando em novos assuntos e cumprindo o desafio cinematográfico deste ano) e também nos divertir um pouco.

Ontem assisti a nova produção da Marvel, Homem-Aranha: De volta ao Lar, do diretor Jon Watts. E é sobre ela que vou falar um pouco.

Logo de cara percebemos os traços marcantes do herói desta nova geração, interpretado por Tom Holland, que traz um humor mais adolescente para o longa. E justamente por ser o mais jovem dentre as três versões já filmadas, é possível notar claramente que suas motivações como herói também são distintas.

Tobey Maguire que marcou as telas como o aranha de 2002 até 2007, interpretava um Peter Parker mais sensível, um herói que equilibrava a vontade de usar seus poderes recém descobertos para bem, junto com o desejo de proteger aqueles a quais amava.

Andrew Garfield, que viveu o herói nos filmes de 2012 e 2014, era um cabeça de teia mais despreocupado, descolado e muito inteligente, que quebrava em vários sentidos o estereótipo do antigo garoto nerd, e carregava pouquíssimas semelhanças com o anterior (inclusive os quadrinhos do qual foi inspirado).

Com Tom Holland o contraste é ainda maior. Sua maior motivação é provar o seu potencial como herói para Tony Stark, que apesar de patrociná-lo, repete constantemente que ele ainda não está pronto para grandes responsabilidades e precisa amadurecer.

Foto: Imagem de divulgação, Homem-Aranha: De volta ao Lar, Marvel.

A roupagem desenvolvida pelo Homem de Ferro e entregue a ele, também contribui para uma mudança em suas performances. De modo que nem tudo exatamente vem de seu poder como homem aranha, mas lhe dá uma espécie de reforço e aprimoramento. Inicialmente ele não conhece nem a metade de seus apetrechos, porém sendo um adolescente querendo se livrar de limitações e desbravar o mundo, isso muda logo.

Os aspectos de inteligência foram mantidos, ele é considerado um dos membros mais importantes para o time de decathlon acadêmico de sua escola, além de usar seus conhecimentos para desenvolver suas próprias armas quando preciso.

Foto: Imagem de divulgação, Homem-Aranha: De volta ao Lar, Marvel.

Falando em poder, desta vez o filme não retrata a cena clássica de Peter Parker adquirindo seus poderes por meio da picada de uma aranha mutante. Nem qualquer relato sobre uma possível existência do tio Ben. A história se inicia tempos depois do combate no filme Guerra Civil, do qual ele participou lutando ao lado do Homem de Ferro. Porém em uma conversa com seu amigo Ned (Jacob Batalon) ele faz uma menção ao acontecimento que originou sua força.

Ned caracteriza o amigo maravilhado por descobrir as habilidades e feitos de Peter. O nerd da cadeira como ele mesmo se intitula torna-se na história um aliado na investigação de uma enorme operação criminosa na cidade.

Seu primeiro grande vilão a ser enfrentado exige muito mais do que só o raciocínio e força. O herói é obrigado constantemente a enfrentar as regras, a realidade e acima de tudo seus valores.

Foto: Imagem de divulgação, Homem-Aranha: De volta ao Lar, Marvel.

O enredo é recheado por cenas cômicas, umas das principais características da personalidade do protagonista, mas que no filme não se limita a sair apenas de sua boca. Sua relação com as demais personagens atinge diferentes níveis. May (Marisa Tomei) mostra-se uma tia mais jovem e também mais moderna, concedendo a Peter não só o papel de tutora mas também de amiga. Liz Allen (Laura Harrier) é seu amor platônico, e sua graciosidade faz com que a gente torça para que eles fiquem juntos. A história também apresenta o irreverente e conhecido Flash (Tony revolori), o inimigo acadêmico de Peter, que neste filme tem sua implicância motivada por disputas de Q.I. A observadora Michelle (Zendaya Coleman) deixa a todo tempo no ar a incógnita que talvez ela saiba de muita coisa. Até mesmo Happy hogan (Jon Favreau) assistente de Tony Stark, cria momentos engraçados e desafiadores para o protagonista por não levar muita fé nele.

No geral, o filme mostra-se mais leve do que as versões anteriores, mas ao longo das 2 horas acompanhamos o crescimento e aprendizado desta figura icônica. Seus 15 anos não servem apenas como chamariz para um publico mais jovem, mas é bem utilizado para representar sua batalha entre sua vontade de crescer e as limitações que exigem dele mostrar do que é capaz. Além do reconhecimento que para alcançar a vida da qual almeja muito ainda precisa ser feito.

Mesmo sentindo falta de aspectos que sempre foram carregados por este herói, fiquei curioso pelas sequências (Que espero que aconteçam).

Algumas Curiosidades Sobre o Filme

Apesar de apresentar uma bela diversidade nas telas com personagens descendentes de diferentes etnias no núcleo principal, e se distanciar um pouco do que já foi mostrado sobre o Homem-Aranha, o trabalho de Jon Watts não foge completamente do universo Spider.

Quem é mais ligado no mundo comics e na cultura pop, certamente coletará dezenas de easter eggs durante o filme, que homenageia constantemente cenas que foram impactantes nas Hqs e filmes, inclusive de outras histórias.

As referências também são dadas pela presença de algumas personagens e seus nomes. Como a relação da personagem Michelle, interpretada por Zendaya, e Mary Jane. Logo após a divulgação do elenco, ocorreram fortes boatos de que Zendaya incorporaria Mary Jane neste longa, o que não aconteceu exatamente. Porém em certo momento do filme a garota diz que pode ser chamada por MJ, uma possível ligação por abreviação. Se os dois terão algum tipo de envolvimento, só o futuro poderá dizer.

Entre as cenas que homenageiam diferentes filmes, a que traz o Homem-Aranha correndo pelos quintais da vizinhança, dá ainda mais força para a declaração de que “De volta ao lar” se trata é uma referência aos filmes adolescentes dos anos 80 dirigidos por John Hughes. Inclusive em uma das casas a mesma cena em questão de Ferris Bueller’s Day Off (Curtindo a vida adoidado) é reproduzida ao fundo.

A produção de Sam Raimi, de 2002, também é reverenciada quando Peter é aconselhado a dar um beijo em Liz, enquanto está suspenso de cabeça para baixa.

Se deu curiosidade por mais, o site Omelete compilou muitos dos os easter eggs encontrados no filme.

Eu me despeço por aqui, Abraços e Até mais.