Quando montamos o desafio cinematográfico deste ano, introduzimos a ele também itens de empatia, adicionando categorias relacionadas ao cenário que vivemos atualmente, e muitas das questões que acreditamos serem merecedoras de debates mais abertos. E nesse ponto, os filmes possuem uma capacidade de vivência e ensino muito grande.

E é por esta razão que introduzimos a lista filmes protagonizados por negros, uma trama sobre refugiados, um filme com protagonistas acima de 60 anos, um longa baseado em uma história real, e filmes de diferentes continentes, para que tivessem a chance de refletir e entender um pouco sobre cenas que algumas pessoas sentem na pele todos os dias.

Para que também pudessem observar o olhar de cada um. Como na categoria de filmes dirigidos e roteirizado por mulheres, que teve não só como objetivo mostrar os espaço conquistado por elas, mas também suas formas de trabalho.

E é também por esta razão que inserimos um item voltado para dramas LGBTs. E a palavra drama nesta categoria exerce um peso imenso. Sabemos das inúmeras comédias com personagens caricatos, sabemos das produções que exaltam uma vida promíscua — aliás, existentes também em besteróis e erotismo hétero — , porém sabemos que isso não representa a vida de um grupo como um todo, nem suas dores e muito menos as batalhas travadas contra o próprio coração em alguns casos.

Ao criar esse guia, outra preocupação nos foi apresentada, a de conseguir coletar uma boa representatividade da diversidade dentro do núcleo LBGT. Que assim como a heterossexualidade, mostra-se muitas vezes disposta a exaltar padrões de comportamento e aparência que dificultam o autorreconhecimento para boa parte da comunidade.

Com tudo isso em mente, esperamos que consigam tirar um bom proveito desta lista!

Vamos Lá?

Orações para Bobby – Prayers for Bobby (Russell Mulcahy, 2009)

Mary Griffith (Sigourney Weaver) é uma cristã devota, que criou seus filhos sob os ensinamentos de sua religião. Seu filho Bobby (Ryan Kelley), passa a ter questões sobre sua sexualidade, e confidencia isso ao irmão mais velho. Dado o momento isso passa a ser de conhecimento de todos, que gradualmente aceitam a orientação de Bobby, porém Mary não acredita que isso seja certo, e tem a fé de que Deus possa salvar seu filho. Para não decepcioná-la Bobby concorda em seguir cada orientação de sua mãe, porém com o tempo ele se torna um garoto depressivo.

O filme consegue entregar uma visão sincera sobre as dificuldades de uma mãe em aceitar a condição de seu filho, e posteriormente as consequências de seu comportamento, o qual ela exercia como proteção, tiveram em sua vida e na vida dele.

O filme é baseado em fatos reais.

Meninos não Choram – Boys Don’t Cry (Kimberly Peirce, 1999)

Baseado em uma história real, o filme retrata a vida de Teena Brandon (Hilary Swank), que viveu em uma cidade de interior, mais precisamente em Falls City, Nebraska. Ao buscar sua identidade de gênero, assume-se como Brandon Teena, vivendo como um homem na cidade. Brandon se apaixona e inicia um relacionamento com Lana (Chloë Sevigny), e cria amizade com John (Peter Sarsgaard) e Tom (Brendan Sexton III). Porém ao ter sua identidade sexual revelada a público, Brandon sofre um ataque de ódio partido da pequena cidade, que resulta em um fim trágico e doloroso.

Lost and Delirious: Assunto de Meninas ( Léa Pool, 2003)

Mary Bradford (Mischa Barton) é enviada para um internato feminino ainda sob os sentimentos da perda de sua mãe, e a indiferença de seu pai e sua madrasta. Ao se instalar no dormitório ela conhece Paulie Oster (Piper Perabo) e Tory Moller (Jessica Paré), duas garotas de personalidades opostas mas com um grande vínculo sentimental. Que logo Mary conhece como um relacionamento secreto entre elas.

No entanto, Paulie e Tory passam por conflitos na relação, ligados ao preconceito de suas famílias e por suas incertezas. As coisas só pioram quando as duas são flagradas juntas. Tory passa a ter uma relação heterossexual, como saída para agradar sua família e tentar esquecer de Paulie, que por sua vez parece enlouquecer ao perder sua amada.

Mary se vê na necessidade de tentar solucionar esta situação.

Tomboy (Céline Sciamma, 2011)

Laure (Zoé Héran) é uma garota de 10 anos, que junto a sua família passa por uma mudança residencial, e por conta disso é uma total desconhecida em seu novo bairro. Quando conhece Lisa (Jeanne Disson), que a confundo com um garoto por conta de seu cabelo curto e o estilo de suas roupas, ela percebe então a possibilidade de se reinventar, e sem desfazer a confusão, passa a viver como Mickeal.

Laure vive uma vida dupla escondendo de sua família suas experiências como garoto, onde ela encontra uma espécie de liberdade.

Morgan (Michael D. Akers, 2012)

No filme, Morgan (Leo Minaya) foi um grande esportista, destaque nas corridas de motociclismo. Após um acidente em uma de suas competições ele vê sua vida transformar-se em uma série de desafios e limitações das quais ele precisa vencer. Como consequência do acidente ele fica paraplégico e passa a viver em uma cadeira de rodas, mas se vê decidido a não deixar sua vida parar.

Dado momento ele conhece Dean (Jack kesy), um ex-combatente que lhe oferece grande apoio. Com o tempo os dois se encontram apaixonados. Mas Morgan se sente insuficiente para o companheiro, que por sua vez não vê suas limitações motoras como um obstáculo para uma grande relação.

O filme consegue retratar de certa forma a sexualidade dos portadores de deficiência, que por muitas vezes possuem dificuldades em se relacionar.

Hoje eu quero voltar sozinho (Daniel Ribeiro II, 2014)

Leonardo (Ghilherme Lobo) é uma adolescente portador de uma deficiência visual, que vive com seus pais em uma cidade do interior. Ele recebe grande apoio e atenção de sua melhor amiga, Giovana (Tess Amorim), mas sofre bullying na escola por sua condição. Quando Gabriel (Fabio Audi) entra para sua turma, Leonardo sente algo despertar, o que começa como uma amizade, logo se transforma em um forte sentimento partido dele.

Apesar de ser um filme leve, a trama consegue explorar o desenvolvimento da sexualidade de Leonardo, trazendo de certa forma o pensamento de que a aparência, o porto físico ou até mesmo o sexo, não são os únicos responsáveis por uma atração, que no filme é retratada de forma simples e inocente.

Moonlight: Sob a Luz do Luar (Barry Jenkins, 2016)

Vencedor de Melhor filme no último Oscar, Moonlight narra a ardua tragetória de Chiron, uma homem negro em uma comunidade pobre de Miami em busca de responder para si mesmo e para os outros “quem ele realmente é”.

Apesar do cenário onde a trama passa a ser desenvolvida, o filme não se limita a contar a história de um jovem negro resistindo a criminalidade. O desenvolvimento mostra o amadurecimento de Chiron, diversos conflitos de relacionamento, e o conhecimento de sua própria sexualidade.

A ainda pequeno, interpretado por Alex Hibbert, o protagonista sofre por ser chamado de “bicha”—palavra da qual ele não entende o significado mas sabe ser um insulto — pelo simples fato de gostar de dançar. Em sua adolescência, interpretado por Ashton Sanders, ele descobre a atração e o amor, ao ponto que seu isolamento aumenta junto com o bullying. Já como adulto, interpretado por Trevante Rhodes, ele se encontra como chefe de tráfico, mas sem sentir que realmente vive aquilo que ele é.

Um pouco mais

Citamos a cima filmes que acreditamos possuir uma maior facilidade e sensibilidade para o entendimento desses assuntos, mas obviamente existem muitos outros que vão até um pouco mais além, e tratam abertamente de assuntos que começaram a ser discutidos só agora dentro da sociedade.

Dentro da categoria descoberta: 

Beautiful Thing – Delicada atração (Hettie MacDonald, 1997)

Shelter – De repente Califórnia (Jonah Markowitz, 2009)

Jongens – Garotos ( Mischa Kamp, 2014)

Azul é a cor mais quente (Abdellatif Kechiche, 2013)


Dentro da categoria Vida e Relacionamento:

O Segredo de Brokeback Mountain (Ang Lee, 2005)

Documentário: You Not Alone (Stanley Bennett Clay, 2012)

Documentário: Bridegroom ( Linda Bloodworth-Thomason, 2013)

Cuatro Lunas – Quatro Luas (Sergio Tovar Velarde, 2014)

Praia do Futuro (Karim Aïnouz, 2014)

Amor por Direito (Peter Sollett, 2016)

Dentro da categoria Indenidade de Gênero:

Minha Vida em Cor-de-Rosa (Alain Berliner, 1996)

Garota Dinamarquesa (Tom Hooper, 2015)

Laurence Anyways (Xavier Dolan, 2012)

Esta foi nossa colaboração para o desafio, e também o espaço que abrimos no blog para o mês da consciência LGBT. Se você conhecer outros títulos que mereçam destaque deixe nos comentários, e nos conte também se já assistiu algum desses e o que achou.

Lembrando que por aqui buscamos sempre o respeito e uma boa relação com todos, dispensamos brigas e discursos de ódio. Não confunda liberdade de expressão com opressão.

Abraços e até mais.

Texto: Fique Bem,

Foto: Lee Key

Se cuida para o seu bem.
Para ficar bem, pra quem te quer bem.
Pra dar o bem, pra quem você quer bem.
Bem pra você também.

Chore o que tiver que chorar, sinta o que tiver que sentir, ponha essa dor para fora. Só assim ela irá embora. As vezes precisamos de espaço no peito para coisas novas.

Não tenha medo de pensar e refletir, de lembrar e se incomodar. Faça isso quantas vezes você precisar, mas esteja pronto para deixar isso lado quando for chegada a hora.

Não se afogue na tristeza. Nem dê armas para os seus medos. Aprisionar-se não irá lhe proteger. A mudança já vive em você.

Existe um caminho entre a boca e coração, onde muita coisa pode se perder. A gente esconde o que sente, mente, muitas vezes sem perceber. A gente não se entrega, só se fecha, muitas vezes pelo medo de dar e não receber.

Depois de um tempo isso deixa de ser sobre o que fizeram com você, e passa a ser sobre o que você fez com aquilo que lhe fizeram.

Não se esquece alguém pondo outro alguém em seu lugar. Ponha um pouco de si mesmo nesse vazio que se abriu, ponha um pouco de amor pelo seu próprio sorriso, e o sentimento de querer ficar bem.

Fique bem, pra quem sabe alguém…
Mas fique bem, por você meu bem.

E.Mateus

Wish List: Achados da Colab55

Sabe quando você se depara com uma loja online que te faz querer encher o carrinho assim que você a acessa? Pois é, segurem suas carteiras, vou lhes apresentar a COLAB55.

Se você tem o costume de acompanhar ilustradores brasileiros, existe uma grande chance de já ter ouvido falar sobre essa marca. Já que eles desenvolvem um trabalho muito legal em parceira com artistas nacionais.

A COLAB55 se junta com ilustradores que desenvolvem artes exclusivas (ou não) para a loja, e como segundo passo esses trabalhos são convertidos para estampar dezenas de materiais. Entre as categorias no site estão posters, agendas e cadernos, camisetas, almofadas, canecas, cases e até mesmo azulejos personalizados, entre outras.

O site da loja também fornece uma boa estrutura de interação entre compradores e artistas, já que cada desenvolvedor pode ser localizado pelo seu perfil e os consumidores podem fornecer comentários sobre o que acharam sobre as artes disponíveis.

Lá encontrei alguns dos quais eu já vi trabalhos, como @robsonborges @malenaflores@vitormrtns. E pude conhecer muitos outros. Em menos de 20 minutos eu já me vi apaixonado pela loja.

Por isso resolvi trazer essa Wish List, com alguns dos produtos que mais me chamaram a atenção e acredito combinarem bastante comigo. (Outro fato interessante, já que a loja oferece uma grande variedade de estilos, isso torna mais fácil para as pessoas se identificarem com os produtos.)

 

1. Caderno Artesanal Gravity II2. Poster Abraçando a Natureza3. Caneca Folhas  – 4. Almofada Híbridos#35. Almofada Estrelas6. Adesivo Where is the Rainbow? – 7. Adesivo Beautiful Minds – 8. Flamula Be Kind

Perfis da Loja: Facebook, Instagram, Pinterest

Abraços e até mais!

É com muito orgulho que anunciamos a volta do Música em Foco aqui no Blog. Esse projeto surgiu lá em 2014, com uma ideia inicial de conhecer músicos e bandas que usam a internet para divulgação de seus trabalhos, e convida-los para uma conversa onde pudessem expressar suas inspirações, trajetórias e objetivos.

A ideia de levar isso além da matéria em texto, já circulava em nossas mentes a muito. E agora finalmente demos um passo adiante para que isso aconteça. A nova fase do Musica em Foco, inaugura também nosso canal no youtube.

Para essa nova etapa, contamos com a presença do Jean Nascimento, criador de A Quarta Montanha. Na entrevista com o Felipe Oliveira ele nos contou sobre o surgimento deste que é seu projeto pessoal, além de citar suas influencias e seu pensamento sobre o cenário Urbano.

Confira:

*Inicialmente o Vídeo teria sido postado na sexta-feira passada, mas por conta de alguns problemas com áudio ele foi retirado e repostado. Esta é a nossa primeira experiência pela plataforma de videos, por isso esperamos a compreensão de vocês*

Tivemos a honra de sermos escolhidos para ajuda-lo com o lançamento de seu novo trabalho. A música “Abriu os Braços” divulgada junto a entrevista, ficou marcada como sua segunda musica no projeto A Quarta Montanha.

E já adiantamos que amamos muito essa faixa, não só pelo ritmo mas também pela letra forte que a acompanha.

O sigle já esta disponível no Youtube e também na SoundCloud. Mas claro que deixaremos aqui para vocês conhecerem.

Ouça também “Vela”.

Nos Bastidores

Durante uma conversa que antecedeu a entrevista, Jean nos contou um pouco sobre seu olhar diante da interação das diferentes gerações com a cidade.

Ele se enxerga capaz de despertar de alguma forma o interesse das pessoas em usufruir melhor os espaços urbanos, não limitando o entretenimento apenas aos shoppings e lugares fechados. Por isso ele curte registrar locais e imagens interessantes em suas redes sociais.

Jean também levanta junto com seus amigos um grupo de ciclismo, fazendo do ato de pedalar um estilo de vida.

📷@lukasbatistel

Uma publicação compartilhada por Jean Nascimento A.k.a. Mtron (@mtrondesign) em

Como citado na entrevista, ele também gerencia um Blog e Canal chamado Jazz, onde ele compartilha suas idealizações e seu estilo de vida, vale a pena conferir: Instagram, Youtube, Blog.

A entrevista também revelou como a arte influencia suas composições, sendo que alguns de seus trabalhos artísticos dão ligações para suas letras. Alguns de seus materiais podem ser encontrados no Tumblr (MTRON), e em no instagram como @mtrondesign.

A ideia para o local de gravação partiu do próprio Jean. Queríamos um local no qual ele se senti-se confortável e habituado. Sendo assim, conseguimos uma autorização para gravar no jardim do Museu da Imagem e do Som em Campinas (MIS). A eles nossos agradecimentos. A locação nos ajudou a fazer com que a conversa fluísse mais livremente.

O museu conta com um bom acervo relacionado a evolução da mídia e comunicações no Brasil, em especial na cidade de campinas, com materiais ligados ao cinema, teatro, radio e televisão, além de bandas e orquestras que se apresentavam no passado pela região.

O museu também conta com a exibição de filmes premiados, desde grandes produções até as mais independentes. E conta também com oficinas e palestra relacionadas aos assuntos de comunicação e arte.

E apesar das condições do prédio, que acreditamos merecer uma atenção especial, a visita acaba se tornando uma boa experiência do conhecimento ao patrimônio histórico do município. Já que o museu esta instalado no Palácio dos Azulejos.

Estamos ansiosos para continuar trazendo mais conteúdos como estes pra cá.  E ir e evoluindo cada projeto aos poucos. Contamos com ajuda e opinião de vocês para a formação das próximas matérias.

E em breve divulgaremos o que será preciso para participar desta nova etapa do Musica em Foco.

Abraços da Equipe.

Por fim, a data mais romântica do ano chegou, mas para alguns esse dia pode se estender em uma enorme tortura. Ainda mais se você acaba de sair com o coração quebrado de um relacionamento, ou de uma desilusão amorosa. Não se sinta mal por estar incomodado com todas essas expressões de amor, realmente pode ser difícil ter que encarar situações que te lembrem coisas que você perdeu.

Por isso, tentei encontrar soluções para lidar com essa situação, já que estou passando por algo similar. Sei que toda a propagando do Dia dos Namorados está rolando a semanas, mas sabemos que é realmente hoje, que a coisa aperta.

Tente…

Evitar redes sociais

Ainda mais se você passou por um término ou desilusão amorosa recentemente, são campos minados.

Infelizmente não dá pra fugir tão fácil assim das propagandas e músicas que ficam em todos os lugares. Mas com toda certeza você irá se deparar com algo sobre a data na internet, desde postagens de casais até declarações prontas para serem compartilhadas. Acredite, você pode escolher não passar por isso.

Não cair na besteira de procurar algo fácil só para preencher seu vazio.

O que mais se vê em comum hoje em dia é a troca do sentimento pelo sentido, muitas pessoas buscam consolo para suas carências em pegas rápidos e descompromissados. Por mais que isso te faça bem no momento, depois você acaba se lembrando que ficou com alguém sem criar qualquer vínculo, ou até pior, se acostuma com o fato de não precisar criar vínculos só para sentir um beijo.

E se você está mal por alguma razão hoje, acredite, esse não é o caminho para você.

Reunir seus amigos

Se você sabe que não ficará bem com o clima da data, a pior coisa a se fazer é lidar com isso sozinho. Junte-se com outros amigos solteiros para passar um momento descontraído, seja criativo, façam um campeonato, uma noite de jogos ou filmes. Mas não abrace a solidão.

Se sentir completo.

Em vez de passar o dia refletindo sobre sua solidão, encontre formas de ser feliz consigo mesmo. Lembre-se de tudo que te alegra, coisas que preenchem seu tempo pessoal, suas particularidades, assista seu filme preferido,faça maratona de uma série da qual goste, pratique um hobby, cuide-se e preencha seu coração com coisas boas.

Esqueça da data — é só um dia comum.

Leve sua rotina em paz, como sempre. Busque não dar tanta importância para o que os outros estão fazendo. Isso só irá te machucar se você permitir. Seja forte.

Abraços.