Desta vez com produção da Netflix e envolvimento direto do autor Daniel Handler, a infeliz história dos irmãos Violet, Klaus e Sunny Baudelaire (aqui interpretados respectivamente por, Malina Weissman, Louis Hynes e Presley Smith) volta às telas.

A série foi derivada da saga de 13 livros publicados por Handler nos anos 2000, e conta as desventuras do trio de irmãos após perder os pais em um incêndio, acontece que eles se envolvem em uma trama mais complexa com répteis, gramática, serralheiras, um ator ruim e uma sociedade secreta. A primeira temporada adapta os 4 primeiros livros da saga, dividindo cada livro em 2 episódios, que funcionam quase como histórias autocontidas, porém cada uma adiciona algo a anterior. Esta estrutura possibilita uma dinâmica interessante que ainda não foi feita por nenhuma série da Netflix.

Do primeiro episódio, quando os órfãos conhecem seu arque inimigo, Conde Olaf (Neil Patrick Harris), ao último, quando passam a ter de encarar seus destinos, a série mantém um ritmo constante ao espectador médio, oferecendo uma trama que prende a atenção na respectiva história e a quantidade de informações mantém entretido até o mais entendido deste universo.

Foto: imagem de divulgação, cena de Desventuras em Série – NetFlix

Apesar de semelhantes, uma vez que todas as 4 histórias contam com um plano de Olaf para ter os órfãos sob sua tutela e assim garantir que ele fique com a fortuna da família, cada arco apresenta personagens cativantes, como o tio Montgomery Montgomery, e sempre um teste aos órfãos sobre o quanto dor e sofrimento são capazes de enfrentar. Os testes de habilidade e resiliência (palavra que aqui significa capacidade de suportar dor) dos jovens são costurado em meio a uma trama maior, que ainda não se pode ver com clareza. A série sabe construir e interligar os mistérios que assombram a morte dos pais do trio a uma história própria de superação dos três, indo da felicidade momentânea a completa tristeza.

Foto: Presley Smith, Malina Weissman e Louis Hynes, Desventuras em Série – NetFlix

O visual meticulosamente construído, com um pé no surrealismo, funciona bem para ditar o clima de cada cena. A fotografia da série combina uma espécie de vintage com influências modernas (algumas citações inteligentes e irônicas), e contrastando cenários mortos e decadentes a cenários pulsantes de cor e vida.

Quanto ao texto e a história cunhados por Handler pouco precisa ser dito. O texto é afiadíssimo e pipoca de humor negro e ironia a todo momento. A série parece se divertir ao brincar com a ideia principal da história que trata de como adultos são capazes de grandes esforços para subestimar as crianças. Usando de um narrador cada vez mais envolvido na trama, e meios de comunicação fortemente falhos, fica clara a mensagem sobre não confiar em ninguém.

Foto: Malina Weissman, Neil Patrick Harris, Desventuras em Série – NetFlix

Desventuras em série, apesar de capitaneado por um elenco mirim, que com o passar dos episódios mostra mais e mais desenvoltura, tem um grande grupo de atores no elenco adulto. Neil Patrick Harris (que também canta a música de abertura), absolutamente sensacional como Conde Olaf, traz diversos tons para o personagem, inclusive proporcionando ótimos momentos quando Olaf se perde e esquece que está disfarçado. Handler parece se divertir escrevendo para o vilão, uma vez que em diversas passagens ele se mostra hiper-confiante, pomposo, completamente irônico com toda situação, a ponto de quebrar a quarta parede.

O abestelhado Sr. Poe (K. Todd Freeman) o personagem responsável pelos órfãos e por se assegurar que eles estejam bem, é o alívio cômico momentâneo para muitos momentos sombrios e o maior símbolo da incredulidade dos adultos sobre as crianças.

E o último destaque sem dúvida é para Patrick Warburton como Lemony Snicket, o narrador da história que a todo momento conversa com o espectador e nos convida para NÃO adentrar aquele mundo, ele é o único personagem onisciente ali e não coincidentemente o único que deseja ouvir os órfãos Baudelaire, mesmo que ele tenha uma história ainda misteriosa ao espectador. Com Lemony, Daniel tem carta branca para mostrar toda sua maestria ao escrever humor negro.

Foto: Destaque para Patrick Warburton, Desventuras em Série – NetFlix

Esta série, incrivelmente bem atuada, escrita, dirigida e produzida, oferece ao espectador um entretenimento de qualidade e muitas possibilidades para acompanhar a história dos órfãos.

“Mau começo”, “A sala dos répteis”, “O lago das sanguessugas” e “A serraria baixo-astral” todos tem uma diversidade de méritos e todos são ótimos de maneira própria, porém, o segundo merece destaque pela capacidade de contar uma história intrincada, recheada de mistérios, porém ainda tocante, enfim tudo de melhor que a série pode oferecer levado ao seu máximo.

Foto: Neil Patrick Harris (Olaf) K. Todd Freeman (Sr. Poe), Desventuras em Série – NetFlix

Além de tudo, “desventuras” é recheada de easter eggs tanto para os que vão embarcar nessa de primeira viagem (reparem bem no nome da maioria dos personagens, por exemplo) quanto para os fãs mais ávidos, que já podem identificar inclusive dois personagens que apesar de aparecer pouco, significam muito para o futuro da história.

E FIQUE LIGADO: A Netflix já confirmou a segunda temporada da série e o criador Daniel Handler afirmou que já estão trabalhando nos roteiros.

O Instagram é uma plataforma que está sempre atualizando e crescendo e nela podemos encontrar vários artistas expondo seus trabalhos. Em uma das minhas procuras por arte em crânios encontrei um artista de campinas que faz um trabalho excepcional que logo de cara me fez ficar admirado.

O @cafeskull monta e pinta caveiras de gesso e moveis rústicos de madeira de demolição. O trabalho de arte é excepcional e único com referências que vão de super-heróis, estilo old school, pinturas indianas, o grande Salvador Dali entre muitas outras.

Conversei com o Daniel ( o fundador) e ele me disse que começaram o trabalho aproximadamente a 10 meses (em março/2016), e que a ideia surgiu da necessidade de um artefato 100% artesanal com a cara de cada um do grupo.

O diferencial do CafeSkull esta na simplicidade das peças, ao mesmo tempo que contrasta com as cores chamativas e os traços muito bem elaborados.

Eles ainda não têm uma loja fixa, mas participam de eventos de Food Truck, feiras alternativas, shows de rock e picos onde tem uma galera que gosta de aprecia arte com carinho e respeito.  Além de fazerem trabalhos sob encomenda.

Foto: Da direita para a esquerda. Rodrigo (irmão), Daniel (fundador), André (primo)

Se gostou do trabalho deles siga-os no instagram e curta a pagina no facebook.

Foto: Imagem de divulgação polaroid pop

A um tempo atrás a volta das câmeras com revelação instantânea agitaram o mundo da fotografia. Dentre as muitas marcas que reapareceram com essa tecnologia a Fujifilm talvez tenha sido a que mais conquistou espaço nesse meio, por conta dos inúmeros modelos de câmera, além da popularidade nas redes sociais.

Porém a Polaroid, uma das patriarcas dessa modalidade fotográfica, não deixou sua essência de lado e manteve trabalhando na tecnologia de revelações instantâneas.

Na semana passada a marca expôs a sua mais nova criação durante o evento da CES.  A Polaroid Pop, com funções que vão além da fotografia e impressão de imagens.

Foto: Imagem de divulgação polaroid pop

Com 20 megapixels na qualidade de captutra, uma tela touch e capacidade de 128 GB de armazenamento, a nova Polaroid em seu design moderno deve chegar aos mercados apenas no segundo semestre deste ano.

A câmera também ganhou suporte de interação com Smartphones, podendo assim imprimir imagens no estilo clássico da marca.

Foto: Imagem de divulgação polaroid pop

Estamos sem duvida ansiosos para saber mais sobre essa nova câmera que promete ser uns dos itens de inovação no mercado tecnológico deste ano. Mas por enquanto, podemos sanar um pouco das nossas curiosidades ficando ligados nas noticiais que surgem por aí.

Gostaria de aproveitar para deixar minha indicação ao canal LoopInfinito. Eles trazem ótimos reviews e hands on das novidades tecnológicas.

ASSISTA O VÍDEO DO CANAL LOOPINFINITO SOBRE A POLAROID POP

E você o que achou dessa novidade? Conta pra mim!

Abraços e até a próxima.

Butcher Billy é um ilustrador brasileiro – curitibano – que ganhou reconhecimento mundial dias atrás por seus trabalhos que retratam características marcantes dos episódios de Black Mirror, uma série da Netflix que vem mexendo com a cabeça de muita gente.

Ele criou suas ilustrações baseadas na série tendo como inspiração as revistas em quadrinhos dos anos 80, adicionando uma pitada de pop-art e dramatismo. Cada detalha faz a diferença, por isso suas imagens também ganham um aspecto de papel envelhecido.

Logo seus trabalhos chamaram a atenção de muitos internautas como também dos produtores da Netflix. Billy foi convidado pelo próprio roteirista Charlie Brooker, para produzir versões impressas de suas artes, além disso, suas novas ilustrações devem ganhar destaque na próxima temporada da série.

VEJA ALGUNS DOS SEUS TRABALHOS









(Todas imagens desta postagem pertencem à Butcher Billy.)

O ilustrador também já criou outras imagens inspiradas em cultura geek, filmes e séries. Você pode conferir tudo isso em seu perfil no Behance.

Se você ainda não sabe do que se trata Black Mirror: É uma série distópica com episódios independentes – ou seja não há uma sequência de fatos – por isso cada um apresenta uma história diferente com personagens diferentes a cada temporada ou Ep.

Porém todas possuem algo em comum, o objetivo de mostrar como uma sociedade pode acabar se tornando refém da tecnologia, ou até mesmo como a tecnologia é capaz de moldar aspectos da personalidade, comportamento e caráter das pessoas. O próprio nome da série é uma referencia aos visores de celulares, telas de computadores e tv.

A medida que você assiste aos episódios percebe que essa ligação não está tão longe assim da nossa realidade. E por fim sempre consegue captar alguma critica ou alerta para se pensar.

Antes de se tornar uma produção original da Netflix, o seriado era exibido na Tv. Hoje se encontra na sua 3ª Temporada, são poucos episódios, mas variam de 1 hora ou 2.

Abraços!

Este ano resolvi encarar o desafio da Maratona Literária de Verão, um evento criado pelo Vitor Almeida, dono do canal Geek Freak. O objetivo dessa maratona é concluir a leitura do maior número de livros possíveis no período de 2 semanas.

Este ano a maratona será realizada em forma de torneio. Os participantes foram divididos em duas equipes, as escolhas eram : Crucio ou Império – sim são referências a Harry Potter -. Além disso, cada equipe irá contar com a presença de 3 mentores, todos booktubers, que irão fornecer um apoio e incentivo ao longo dos dias.

Antes mesmo de divulgarem em qual equipe cada um iria atuar, os booktubers delegaram algumas metas de leituras para esquentar a competição. Essas metas poderiam ser abraçadas por todos, independente de sua equipe, porém seguir essas categorias não é obrigatório, mas são ótimas formas de incrementar o desafio.

Agora já sabemos em qual equipe cada um está, assim como a sugestão de cada um:

Foto: Imagem de divulgação Torneio MLV

• Um livro que você prometeu ler em 2016 e ainda não leu – Mayra – All about that book
• Um livro indicado por um dos canais organizadores da maratona – Gabriel – MaremotoTV
• Um livro com um protagonista LGBT – Vitor Martins
• Um livro que você está enrolando pra ler, pois a capa não te atrai – Tereza Andrada 
• Um livro que você pagou barato ou comprou em uma promoção – Paulo Ratz – Livraria em casa
• Um livro com apenas uma palavra no título – Victor Almeida – Geek Freak

As inscrições se encerram dia no dia 03/01 à 00:00. E a competição começa oficialmente amanhã no dia 07/01 e vai até o dia 28/01. E A equipe vencedora, que registrar o maior número de livros lidos,  irá concorrer a um sorteio ainda não divulgado.

Okay, mas porque eu estou contando tudo isso só agora? – Desculpa.

Eu esperava conseguir reunir livros para todas as categorias, e assim concluir os desafios, porém nem tudo deu exatamente certo e eu precisei adaptar a minha TBR, que vou compartilhar com vocês.

MINHAS ESCOLHAS PARA O TORNEIO MLV

Busquei selecionar livros dentro ou próximos dos desafios e com números razoáveis de páginas, assim ler 6 livros no período de 21 dias será mais fácil.

 

1. Caixa de pássaros – Josh Malerman: Um livro comprado em uma promoção – Paguei 14,80 R$ nele na Black Friday do ano passado.

2. A menina que roubava Livros – Markus Zusak : Uma capa que não me atraí muito – Não chega ser uma capa feia, mas a coloquei aqui pela sua simplicidade e também porque esta é uma versão econômica.

3. O lado Bom da vida Matthew Quick: Um livro que tenho enrolado para ler – Este é mais um dos muitos livros que quase todo mundo já leu, menos eu, por isso o escolhi.

4. Juntando os pedaços Jennifer Niven : Acabou entrando como substituto, eu poderia colocar Silo, porém é um livro meio grande. O plano inicial era ler Extraordinário,  mas não consegui comprar a tempo, e acabei ganhando este de presente <3.

5. Aristóteles e Dante descobrem o segredo do universo – Benjamin Alire Sáenz: Com protagonistas LGBT – Já ouvi muitos elogios a essa historia, e até onde eu sei foi uma escolha certa.

6. A guerra do velho – John Scalzi : Um livro indicado por um dos organizadores – Eu comprei esse livros justamente pela indicação do Geek Freak.

Bom, essa é a minha TBR para o Torneio MLV, talvez eu não consegui ler todos a tempo, mas vou me esforçar.

Caso você tenha descoberto o evento só agora, calma, respira, não me xingue. Você ainda pode montar a sua TBR e tentar atingir a meta mesmo não participando diretamente.

Abraços! Desculpa. E até mais.