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Hey! Feliz Ano Novo!

Então 2018 chegou, junto com a vontade de dar uma renovada, consertar tudo o que deu de errado no ano anterior, e o sentimento coletivo de ser algo mais, melhor para si mesmo e para os outros.

Nosso blog não esta fora do espírito de crescimento, desde o ano passado já andávamos planejando nossas metas e passos com o site. Que em 2018 levará o conceito de:

“VIVA MAIS EXPERIÊNCIAS”

Em 2017, o desafio dos 52 filmes, — algo popular na internet em vários blogs com suas próprias versões, assim como realizamos a nossa — foi um dos principais temas que movimentou nossos meses por aqui. Começamos a nos desafiar em 2016, porém ano passado decidimos compartilhar nossos avanços, o que acabou sendo uma experiência muito boa.

O desafio de 2018 já foi montado, e está disponível para você conferir e baixar:

Para esse ano, o desafio foi estruturado por temas agrupados em níveis de dificuldade e correlação entre os temas. Porém assim como nos anos anteriores, não há nenhuma ordem a ser seguida, de modo que você escolhe a melhor forma para completar sua lista.

Outra regra que permanecerá esse ano, é a de buscar ver filmes inéditos.

• Você também tem a total liberdade de escolher o ano do filme, quando este já não estiver sendo pedido para o desafio, ou seja não precisa ser apenas estreias.

• O mesmo vale para o gênero do filme; Fica à sua escolha, a menos que já esteja predefinido. 

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR

Espero poder contar com a participação de vocês. Assim como também espero conhecer mais pessoas, ter ótimas conversas e por quê não criar boas amizades. Por isso o desafio desse ano conta com um reforço, uma comunidade no Facebook, onde poderemos compartilhar coisas relacionadas ao mundo do cinema e nosso desafio. Participe!

Convido vocês a embarcar nessa jornada de novas experiências e conhecimento, porque a vida é muito vasta para viver focado apenas em uma coisa.

Abraços fortes,
tenha um ótimo ano.
E até mais.

Vista seu smoking, escolha seu vestido, ou vista o que quiser. Essa é uma ocasião de muito estilo, as variedades são aceitas. Vamos relembrar os filmes que marcaram o ano em nossos desafios cinematográficos.

Como eu já havia dito no post anterior, desde que começamos com essa ideia de desafio, temos tido ótimas surpresas, temos aprendido muito, experimentado muito, nos tornamos até um pouco mais cautelosos antes de fazer qualquer julgamento, dentro e fora das telas.

Colecionamos muitas risadas, levamos muitos sustos, sentimos tensão e desespero, choramos quando não esperávamos chorar.

Por isso nada mais justo que fazer uma menção honrosa a todos esses filmes que deixaram algum tipo de marca especial em nós nesse ano.

Eu irei eleger aqui os filmes que mais me agradaram durante o ano — lembrando que é um melhores do ano para o desafio, ou seja o que assisti esse ano para o jogo, e não de estreias de filmes deste ano — e convido você que também completou a sua lista com 52 itens, a fazer o mesmo, e claro, compartilhar com a gente.

 

⭐Movie Challenge Awards Faltou Foco 2017 ⭐

Filme com a melhor mensagem

Titulo: The mask you live in (Jennifer Siebel Newsom, 2015)
Categoria: Um documentário

Esse  documentário foi um dos primeiros itens assistidos por mim esse ano, no entanto até hoje me lembro de sua mensagem. Ele consegue criar um mapa que liga o comportamento mais fechado de muitos homens, com a pressão imposta muitas vezes pelos próprios pais para que hajam como “verdadeiros homens”.

Coisas como não falar abertamente sobre seus sentimentos,não  admitir que precisa de ajuda, e não chorar — algo tão natural — que com o tempo acumulados causam tristes efeitos em suas maneiras de se relacionar com as outras pessoas.

Concorrente: Okja (2017)

Enredo inovador

Titulo: A viagem (Tom Tykwer; Lana Wachowski e Lilly Wachowski, 2012)
Categoria: Um filme que se passa em diferentes épocas

Acreditem ou não, mas eu nunca tinha visto nada ao nível desse filme, tanto por suas historias fantásticas que são carregadas, tanto pela interação entre elas. Apesar de ser um filme longo, que exige paciência e muita atenção,  A viagem ficará marcada como um filme que marcou meu desafio desse ano.

O mais memorável

Titulo: Lion: Uma jornada para casa (Garth Davis, 2016)
Categoria: Indicado ao Globo de Ouro

Minha vontade após terminar de assistir Lion, era simplesmente rever o filme, ou rever na mesma semana, o que eu não vi, faz que provavelmente farei nos próximos dias.

Não esperava me apegar tanto com a jornada da sua infância, que rendeu em minha opinião as cenas melhores cenas do filme. E por se tratar de uma historia real, o coração fica um pouco mais apertado.

Concorrentes: Na Natureza Selvagem (2007), Mandela: Longo Caminho para Liberdade (2013)

Melhor Plot Twist

Titulo: Um Contratempo (Oriol Paulo, 2016)
Categoria: Um filme de detetive

Whaaat’s?? Como assim? Eu realmente não esperava por isso! Que filme louco! Agora tudo faz sentido. Esse momento foi épico, estou apaixonado por esses atores, preciso rever – Resume.

Concorrente: Die Welle: A Onda (2008), Ex_Machina (2015)

Melhor protagonista

Titulo: Okja (Joon-Ho Bong, 2017)
Categoria: Exibido no Festival de Cannes

É fato que o filme possui no mínimo 3 importantes protagonistas, mas o papel de Seo-Hyun Ahn como Mija, foi certamente o mais especial.  A garotinha que vivia isolada em uma fazenda no alto de uma montanha na Coreia do Sul, que lutou pela sobrevivência de sua melhor amiga, que fez aliados, que deu seus próprios passos e se pôs na frente de um grande confronto, e que mesmo sabendo que não poderia salvar o mundo, fez o melhor que podia.

Interpretação memorável

Titulo: Na natureza Selvagem (Sean Penn, 2007)
Categoria: Um filme baseado em uma história real

Não sei nem muito o que falar, assistam.

Concorrente: A viagem (2012), Um Contratempo (2016), A Boa Mentira (2014)

Melhor diversidade de atores em cena

Titulo: A viagem (Tom Tykwer; Lana Wachowski e Lilly Wachowski, 2012)
Categoria: Um filme que se passa em diferentes épocas

Mais uma vez (HAHA), como eu já disse, não só o elenco bem diversificado, até mesmo para manter uma ligação com as historias, como toda a caracterização desse filme são ótimos.

Concorrente: A Cabana (2017), A Boa Mentira (2014)

Filme com a melhor trilha Sonora

Titulo: La la Land: Cantando Estações (Damien Chazelle, 2016)
Categoria: Um musical contemporâneo

Fazia muito tempo que eu não me empolgava com um musical, e isso aconteceu com La La Land. Talvez pelas inúmeras referencias aos clássicos, talvez pela leveza com a qual o filme é conduzido. Mas principalmente por suas canções.

Concorrentes: Beyond The Lights: Nos Bastidores da Fama (2014), The Rocky Horror Picture Show (1975), Singin’ in the Rain (1952)

Melhor retrato cultural

Titulo: Tempestade de Areia (Elite Zexer, 2016)
Categoria: Uma produção do Oriente Médio

Tempestade de Areia traz para a luz uma realidade cultural muito distante da qual conhecemos aqui, ou se quer entendemos bem. É um filme que tem muito a apresentar.

Concorrentes:  A Boa Mentira (2014), Lion: Uma jornada para casa (2016), Mandela: Longo Caminho para Liberdade (2013), O túmulo dos vagalumes (1988), Boy (2010), Medianeras (2011)

Melhor filme nacional

Titulo: Saneamento básico (Jorge Furtado, 2007)
Categoria: Um filme com personagens criando um filme secundário

Eu ri.

Concorrente: Colegas (2012)

Melhores efeitos visuais

Titulo: Valerian e a Cidade dos Mil Planetas (Luc Besson, 2017)
Categoria: Um filme com cenas que retratam outro(s) planeta(s)

Ainda estou impactado pela construção desse universo tão louco, e seus habitantes graciosos e peculiares.

Melhor filme lançado antes de dos anos 2000

Titulo: Cantando na Chuva (Stanley Donnen e Gene Kelly, 1952)
Categoria: Um filme sobre a historia do cinema

 I’m singing in the rain, just singin’ in the rain. What a glorious feeling, I’m happy again.

concorrente: The Rocky Horror Picture Show (1975), O túmulo dos vagalumes (1988)

 

Esse é o ultimo post de nosso calendário especial para dezembro.

Um abraço,
e até mais

Hey! Sei que não estamos no fim do mês ainda, mas devido a programação especial do nosso Calendário de Dezembro, adiantei alguns filmes do desafio cinematográfico, para então lhes dar o ultimo resumo do ano.

Pois é, aqui estamos nós…

Últimos filmes Assistidos

49. Um filme que tenha um cantor como coadjuvante – Dunkirk (Christopher Nolan, 2017)

O longa se divide em três pontos de vista sob o acontecimento: No molhe, acompanhando a trajetória árdua de  Tommy (Fionn Whitehead), um jovem soldado que a todo momento é obrigado a lutar por sua sobrevivência em meio aos ataques, enquanto estuda formas de partir o mais rápido possível dali. Nos céus, onde o piloto Farrier (Tom Hardy) e seus companheiros enfrentam a missão de abater aeronaves inimigas que bombardeavam os navios de resgate, e a praia. E no mar, onde um civil britânico Mr. Dawson (Mark Rylance) , seu filho Peter (Tom Glynn-Carney), e o amigo Georoge (Barry Keoghan), partem rumo à praia em um barco de passeio, para ajudar com o resgate.

As cenas são ganham muita intensidade devido aos efeitos sonoros, e os enquadramentos que oscilam para dar destaques a certos acontecimentos e ajudam a contar a história.

Esse foi o primeiro trabalho do cantor Harry Styles como ator, que apesar de desempenhar um papel singelo no filme, contribui para a formação de conflitos na história. Uma vez que a evidente preocupação com a sobrevivência torna-se maior que a preocupação dos soldados com seus próximos, inclusive de outras nacionalidades.

Uma curiosidade interessante a respeito da direção de Christopher Nolan, é que ele priorizou contratar atores inexperientes e jovens para o filme, como uma forma de ligação a inexperiência e juventude dos soldados na batalha. Além disso, as cenas na praia foram de fato filmadas em  Dunkirk.

50. Um filme sobre a história do cinema – Cantando na chuva (Stanley Donen e Gene Kelly, 1952)

Don Lockwood (Gene Kelly) ao lado de  Lina Lamont (Jean Hagen) são venerados por muitos como um casal modelo, além de grandes atros do cinema mudo em  Hollywood. A pesar de tudo, fora das telas os dois não alimentam uma relação amorosa, pelo menos não para Don Lockwood.

Don se encanta por Kathy Selden (Debbie Reynolds) uma mulher talentosa que o contraria ao dizer que atores de cinema mudo não são reais interpretes. Seu comentário parece prever a novidade do cinema falado, já adotado por muitos estúdios.

No entanto, se adaptar a essa novidade não se torna uma tarefa fácil, principalmente para Lina Lamont que mantinha seu encanto enquanto não ouviam sua voz. E com essa motivação, Don Lockwood ao lado de seu fiel amigo Cosmo Brown (Donald O’Connor) e Kathy, estudam um meio de salvar sua carreira por meio da musica e do talento de Kathy.

O filme é uma produção absurdamente fantástica, obrigatória para os amantes de cinema, principalmente de musicais. Ele retrata com humor a passagem do cinema mudo para o falado, um evento marcante, que obrigava atores a lidar com falas. Além disso, conta com inúmeras performances de dança e canto extensas, muitas iicônicas até hoje. Sem duvida é um grande trabalho de Gene Kelly e Stanley Donen.

51. Um filme recomendado por alguém da sua família – A Cabana (Stuart Hazeldine, 2017)

Mark (Sam Worthington) vive atormentado pela perda brutal de sua filha mais nova, da qual só foi encontrado seu vestido e marcas de violência pelo chão de uma cabana. Sua família, em especial sua mulher Nan (Radha Mitchell), sempre foram muito ligados à religião, ele no entanto nunca sentiu-se tão próximo disso, e a perda de sua caçula o afasta ainda mais das crenças.

Certo dia enquanto limpava a neve de jardim ele se depara com uma carta deixada em sua caixa de correio, que o leva de volta para a cabana onde tudo aconteceu. Nesse lugar, Mark vive um encontro inesperado e surreal com um Ser Superior, que busca resgata-lo de sua profunda tristeza.

Talvez eu não tivesse escolhido assistir a esse filme, se não fosse a indicação do meu irmão que viu assim que foi lançado nesse ano. No geral achei um filme bom, apesar de desejar que certos questionamentos e diálogos entre os personagens fossem um pouco mais aprofundados e impactantes.

Enquanto ao elenco, para mim foi uma seleção esplêndida. Apesar de todas as representações criadas até hoje, senti que essa foi a mais surpreendente e carinhosa, como um passo para longe da ideia de que existam privilégios para sublimes para determinadas raças ou gêneros.

A comoção de Octavia Spencer  em lidar com tal papel transpassa por sua atuação. Assim como todo o carisma de Aviv Alush, e a graciosidade de Sumire Matsubara.

52. O filme favorito de alguém que você conheça – Menina de Ouro (Clint Eastwood, 2005)

E para fechar o desafio.

Maggie Fitzgerald (Hilary Swank) é uma mulher que passou grande parte de sua vida se contentando com um emprego que lhe desse o suficiente para sobreviver, até que resolve ir atrás de sua paixão, recorrendo a um treinador que ela admira, para que possa treina-la e ajuda-la a iniciar uma carreira mesmo que tardia.

Frankie Dunn (Clint Eastwood) por sua vez é um homem centrado em tudo que faz, responsável por treinar muitos nomes de sucesso no boxe, porém receoso sob o peso de ter que lidar com o risco ao qual seus atletas se dispõem. Frankie também lida com um distanciamento de sua família. E ao lado de seu amigo Scrap (Morgan Freeman), ele gerencia um ginásio de boxeadores, local onde Maggie passa a treinar para chamar sua atenção.

Ela não desiste de convence-lo, por mais que ele lhe diga que não treina garotas.

O longa, que faz parte da lista de filmes preferidos da minha amiga Lilian, possui reviravoltas surpreendentes e outras tristes, da qual não é possível se falar muito.

Maggie é uma personagem que conquista nossa torcida ao longo das cenas, principalmente após conhecermos sua história de vida e sua família oportunista. Logicamente a atuação de Hilary Swank contribuí muito para isso. Assim como o trabalho de Clint Eastwood que dirigiu e atou nessa produção.

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E… Acabou. Esse é o fim do nosso desafio de 52 filmes para 2017. Cumprir esses desafios tem sido uma experiência muito boa, pois nos desafiamos a sair de nossas zonas de conforto e conhecer um pouco mais sobre o que outras vozes, culturas, artistas, e vidas têm a nos dizer.

Esse ano não guardamos essas experiências só para nós, e é provável que no próximo ano isso volte a se repetir.

Deixo aqui meu enorme agradecimento a todos que acompanharam o desafio, aos blogs que nos marcaram em suas postagens, e aos leitores que nos enviavam mensagens contando suas descobertas. ❤

Um forte abraço, e até já
(por hoje ainda tem mais).

Olá!

Já é dezembro e nós estamos nas últimas semanas do desafio cinematográfico! Somente mais alguns filmes para o final do ano e ter oficialmente completado um filme por semana ao longo do ano!! (YAY) Quais as categorias restaram para o final da jornada?

Hoje nós trouxemos uma que talvez seja a mais difícil das categorias, assim próximo do encerramento, fechando com chave de ouro. Ao longo da história do cinema muitos diretores e realizadores se voltaram a pensar o próprio cinema, e mais importante se passado. Hoje tudo se trata da história do cinema e como o próprio cinema vê essa história.

Afinal, todos que já se colocaram atrás de uma câmera contribuíram para como nós encaramos o cinema atualmente, por isso todos os filmes aqui hoje se tratam de pessoas fazendo filmes, ou trabalhando com cinema, em algum período do passado. Alguns filmes trazem um passado nostálgico, belo, estético e muitas vezes idealizado, outros buscam a mais fiel reconstrução dos fatos(inclui-se aqui os documentários, inescapáveis nesta categoria).

ENTÃO VAMOS LÁ!

 

Cantando na chuva (Gene Kelly, Stanley Donnen, 1952)

Na Hollywood dos anos 30, o casal de queridinhos da América Don Lockwood (Gene Kelly) e Lina Lamont (Jean Hagen) se veem diante da popularização do cinema falante, porém ambos fizeram sua fama através de filmes silenciosos. Apesar de não possuírem grandes envolvimentos os dois decidem enfrentar a atuação e assumir papéis em um filme falado, mas para isso se veem diante de todo tipo de situação inusitada, de conselhos de amigos até mesmo a contratação de uma dubladora para Lina.

A caracterização de uma Hollywood que mesmo passados somente 20 anos já sofria alterações drásticas é extremamente bem sucedida. Gene Kelly e Donnen reproduzem os hábitos das celebridades que haviam começado um ciclo que se encerrava com eles. Além disso, Cantando na Chuva se estabelece como uma grande homenagem à inicio do cinema falado, afinal não haveria musicais sem ele.

 

Ave, César (Irmãos Coen, 2016)

Como provado pela indicação acima, Hollywood sempre foi um cenário frenético e aparentemente caótico. Durante os anos 50, em meio a paranoia anticomunista pela qual o cinema se viu tomado, o astro de uma mega produção, Baird Whitlock (George Clooney) é sequestrado de seu trailer em um dos principais dias de filmagem, a partir dai o assistente da produção tem de encontrar o protagonista antes do final do dia.

Que fique bem claro que os irmãos Coen não somente se utilizam desta história para satirizar Hollywood, mas também incluem fortes doses ironia ao próprio pensamento paranóico norte americano. A reconstrução de uma Hollywood que mais se assemelha a um caos aqui, diferentemente do filme anterior, não serve para uma homenagem ou elegia, mas sim para o humor mais ácido como é característico desta dupla de diretores.

Nine (Rob Marshall, 2009)

Talvez este seja um dos mais peculiares filmes desta lista. O diretor Rob Marshall se volta a outra tradição de cinema que não aquele hollywoodiano, esta em foco aqui os filmes italianos. Em 1963, o diretor italiano Federico Fellini lança uma obra semi autobiográfica, o filme “Oito e Meio“, a historia do diretor Guido Contini, um prolífico diretor italiano dos anos 60 que se vê diante de um bloqueio criativo. Incapaz de escrever e dirigir um novo filme, Guido parte em busca de si próprio, e no caminho encontra os amores perdidos e frustrados, mulheres que deixou para trás e há muito tempo não pensava.

Nine se trata assim, do remake musical de uma obra semi autobiográfica (sim , é um conceito estranho) do diretor Federico Fellini, inclusive há poucas mudanças nas duas histórias. O que importa na mais atual é sua abordagem histórica, sua necessidade de jogar o ator Daniel Day Lewis, interprete de Contini para o período de Fellini, porém o resultado que se vê é muito mais voltado para estética, muito forte na Itália dos anos 60 e também para a subjetividade do personagem principal.

 

Ed Wood (Tim Burton, 1994)

Como é tradicional em Tim Burton, o diretor se interessa pelos pequenos, pelos estranhos, pelos peculiares e pelos diferentes, Ed Wood não fica atrás. A biografia assinada por Burton do diretor de filmes trash dos anos 50, lida com Edward Davis Wood Jr. (Johnny Depp) considerado o pior diretor de todos os tempos, Ed se coloca a margem daquela Hollywood glamourosa e caótica da sua época e se volta a projetos independentes e grupos de atores diferentes e também excluídos daquele mundo.

Quando Burton olha para os marginais históricos de Hollywood ele não o faz a toa. Mesmo um diretor como Ed Wood deixou suas digitais na história do cinema, seja pelo lado negativo, pois seus filmes, com baixo orçamento são considerados risíveis, ou seja pelo positivo, afinal o próprio Burton é muito influencia pela estética proeminente nos filmes de Ed Wood, ou seja, algum legado ele possui. Assim como o próprio diretor, a sua cinebiografia também é extremamente polêmica.

 

A invenção de Hugo Cabret (Martin Scorsese 2012)

É o inicio do século XX, o jovem Hugo Cabret (Asa Butterfield) vive escondido em uma movimentada estação francesa, ele se tornou orfão de ambos os pais e tudo que resta dele é um robô chamado automato, em tese o robô teria de funcionar sozinho, mas Hugo foi incapaz de descobrir como faze-lo funcionar. Enquanto foge de seguranças e tenta sobreviver, Hugo conhece Isabelle (Chloe Grace Moretz) e por algum motivo ela tem uma chave que é capaz de fazer o robô automato de Hugo funcionar como antes. Então os dois se veem envolvidos em uma trama que é muito maior que eles, e passa pelo consertador de brinquedos, que talvez seja muito mais que isso 😉 .

A invenção de Hugo Cabret é um daqueles que a principio parece deslocado estando nessa categoria. Somente a principio, pois a atmosfera lúdica criada por Scorsese em total maestria de seu posto como diretor, encobre os diversos segredos e mistérios dessa trama. Se você já viu, sabe que é um conto que alude fortemente a invenção do cinema como forma de sonhar. Mas se você ainda não viu, não perca mais tempo, é sem dúvida o mais belo desta lista.

O artista (Michel Hazanavicius, 2011)

De forma semelhante a “Cantando na Chuva“, este filme aborda o período de transição dos filmes mudos para os filmes falados, pois essa foi uma das mais importantes mudanças na história do cinema. O ator George Valentin (Jean Dujardin), em uma clara referencia ao mega astro dos anos 20, Rudolfo Valentino, vê o declínio da sua carreira brilhante com a chegada do cinema falado. Considerado um momento de transição, alguns sempre acabam ficando a margem da transição, porém o filme mostra a luta de Valentin para se manter relevante, inclusive mostrando sua relação com Peppy Miller, que ascende a protagonista de filmes justamente sendo beneficiada pela mudança interna na indústria.

O artista é muito mais sóbrio ao tratar do período de transição, apesar dos personagens fictícios ele é fortemente centrado na realidade. Foi todo filmado em preto e branco, e mais importante, simulando um filme mudo, não por nostalgia a essa era, mas para mostrar ao espectador como se operou essa profunda mudança na forma de se fazer filmes. O artista é um brilhante exercício de metalinguagem e não a toa foi vencedor do Oscar de Melhor Filme em 2012.

Hitchcock/Truffaut (Kent Jones, 2015)

O livro, que compila a extensa entrevista entre os cineastas Alfred Hitchcock e François Truffaut, foi como um meteoro atingindo a água dado seu impacto. No extenso debate realizado entre os dois diretores, Hitchcock destrincha toda sua obra, de meios, métodos, histórias curiosidades, diante de um jovem diretor que já era um nome importante no cenário francês. Se é verdade que Hitchcock era mestre do seu meio de comunicação, Truffaut fez o próprio diretor explicar isso em detalhes.

Em 2015, o cineasta Kent Jones se incumbiu de ver as consequências do livro-entrevista, desse encontro de dois gigantes e também de como esse documento até hoje tem força nos cineastas mais novos e como influencia seus trabalhos. Em uma série de entrevistas que tem como tema central o livro, os cineastas ajudam a relembrar e discutir os inovadores e até mesmo ousados métodos usados por Hitchcock para contar suas histórias, incluindo até mesmo a forma subversiva como o diretor encarou a Hollywood de sua época. Aqui o procedimento da história fica por conta da rememoração (diferente dos outros, que buscam uma reconstrução), a todo momento se remetem àquela época para a compreensão de como isso os afeta até hoje.

Spielberg (Susan Lacy, 2017)

O segundo dos documentários desta lista é também um dos mais recentes a mergulhar na história do cinema norte americano, porém agora falamos de algo bem recente. É difícil achar alguém que não conheça o nome de Spielberg (os que não conhecem com certeza já assistiram algum de seus filmes), ele é considerado um dos diretores mais prolíficos dos últimos tempos e já foi capaz de construir um império em torno de suas obras. Quando se trata de Spielberg, falamos de um diretor junto com outros como George Lucas e Brian DePalma, que revolucionaram as lógicas do cinema e com seus filmes megalomaníacos arrastaram verdadeiras multidões para os cinemas e criaram novas mitologias.

No recem lançado documentário pela HBO, a diretora opta por realizar algumas fatias na vida de Spielberg, pulando do jovem garoto que tinha as próprias irmas como personagens, para o jovem diretor com seu grupo de amigos e por fim um dos maiores nomes da industria do cinema. Em suma, Lacy nos prova que um nome como esse e com o tipo de impacto que causou não deve passar batido.

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Eai? O que achou do Guia de Hoje? Faltou algum filme? Qual filme você escolheu para essa categoria? Conta pra gente!! E vamos em frente, que já já concluímos o desafio deste ano:)

Novembro foi um mês em que assisti mais de 20 filmes, selecionar quais seriam minhas 4 escolhas foi um pouco difícil, mas aqui estão elas:

45. Indicado ao Oscar por melhores efeitos visuais – Mogli: O Menino Lobo (Jon Favreau, 2016)

Como eu disse, em novembro consegui assistir muitos filmes. Para os que enquadravam-se nesse item vi a animação Kubo e as cordas magicas, Doutor Estranho e claro Mogli, que acabou sendo minha escolha de registro.

O filme de 2016 recria o universo clássico de O livro da selva, do autor Rudyard Kipling, já conhecido e amado por muitos por meio da animação da Disney de 1967. Porém essa história já foi recontada outras vezes em diversas produções.

Na minha opinião, o que diferencia essa das outras, é justamente o seu trabalho visual na criação de efeitos e vida dos animais, que são introduzidos com mais naturalidade nos movimentos de fala e locomoção. Coisas que aproximam a produção da “realidade” por assim dizer. As cenas de ação do filme também são mais brutas, porém não deixa de ser um filme que encantará as crianças.

Mogli (Neel Sethi) é um garoto de origem indiana que foi criado na selva por lobos, após ser entregue a eles por Bagheera (Ben Kingsley) um pantera negra. Durante a  trégua da água, quando a floresta passa por um período de seca e os animais prezam pela vida um dos outros, Mogli é descoberto por Shere Khan (Idris Elba), um tigre que jura caça-lo até a morte, e eliminar qualquer um que fique em seu caminho. Com isso Mogli decide afastar-se de sua alcateia para protege-los. Mas Shere Khan força seu retorno.

46. Indicado por melhor trilha sonora no Grammy – Trolls (Walt Dohrn e Mike Mitchell, 2016)

A animação entrou na lista do Grammy por sua indicação de melhor musica escrita para mídia visual com a musica Can’t stop the feeling, a qual levou o prêmio. A produção também foi indicada ao Oscar de melhor canção original, por meio da mesma musica, mas perdeu para “City of stars”, de “La la land: cantando estações

E sem querer ser critico, ou passar por cima da avaliação positiva de 74% do Rotten Tomatoes, senti que a trilha sonora é o fator de maior relevância nessa história. Sou apaixonado por animações, mas infelizmente esse filme não me conquistou, como achei que seria.

No filme acompanhamos uma colônia de Trolls, que a anos precisa fujir das garras dos Bergens, seres que acreditam que só podem ser felizes caso os devorem. Após uma invasão que leva parte seus amigos e súditos embora, a princesa Poppy (Anna Kendrick) parte em uma viagem para resgata-los, acompanhada do mal-humorado e improvável Tronco (Justin Timberlake). Juntos eles irão também refletir sobre a verdadeira fonte de felicidade.

47. Um filme com cenas que retratam outro(s) planeta(s) – Valerian e a Cidade dos Mil Planetas (Luc Besson, 2017)

Em um futuro onde a humanidade se estabeleceu pela galáxia a fora, e diferentes seres foram descobertos e aliados a eles ao longo dos séculos, em um tratado de convívio universal, Valerian (Dane DeHaan) é um agente viajante do espaço que ao lado de Laureline (Cara Delevingne), sua parceira por quem é apaixonado, combate crimes intergalácticos em com uma espécie de força tarefa espacial.

Em seu trabalho mais recente, o agente se vê no meio de uma operação cheia de segredos e trapaças, que irá por a vida de uma espécie inteira em risco, e consequentemente a sua própria vida também. O mais instigante, é que tais acontecimentos estão relacionados a um sonho tido por ele tempos atrás… Ou teria sido uma visão?

O filme é repleto de efeitos visuais fantásticos, além do trabalho impressionante na criação da aparência de alguns seres, não é atoa que está sendo considerado uma indicação ao Oscar de Melhores efeitos visuais para 2018 (atualmente em repescagem). O personagem de Dane DeHaan busca trazer um certo humor para a trama, o que nem sempre parece funcionar, ao contrario de Cara Delevingne, que mostra uma evolução e força diante das telas.

48. Uma biografia política – Mandela: Longo Caminho para a Liberdade (Justin Chadwick e William Nicholson, 2013)

O filme baseado em uma autobiografia do líder sul-africano Nelson Mandela, conta-nos sobre sua vida, desde seu nascimento em uma tribo isolada — onde foi batizado de Madiba — até sua chegada à presidência. Um caminho tortuoso que se tornou intimamente ligado a sua vida pessoal e a estabilidade e segurança do país, no regime do Apartheid.

Por diversos momentos o filme expõe certas fraquezas, e atitudes certamente humanas que nos parece improvável a essa figura. O longa nos mostra o lado paquerador e mulherengo do jovem advogado que defendia seu povo com anelo, mas passava por problemas conjugais.

Mandela torna-se membro do Congresso Nacional Africano, ao enxergar sua luta justa por direitos em um estado que privilegia descendentes europeus e discrimina os nativos. O movimento passa a combater o estado com violência, quando estes passam a reprimir as manifestações com armas de fogo.

Os ataques acarretam em seu julgamento como terrorista, e sua prisão. Nesse logo período sua esposa e filhas tornam-se vozes fortes do movimento. Mas é também quando o filme passa a nos mostrando seguidas cenas difíceis de serem assistidas, como confrontos civis e atos de tortura como vingança.

Com o tempo Nelson torna-se estimado e importante para o governo que oprime seu povo, pois reconhecem seu poder de influência.

O filme também nos apresenta recortes de cenas reais, reportagens, passeatas e outros momentos que marcaram esse período. A interpretação de Naomie Harris como sua esposa Winnie Mandela merece destaque, assim como a do próprio Idris Elba como Mandela.


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Estamos quase no fim do desafio deste ano, falta apenas 4 filmes para fechar essa lista. Mas calma que essa despedida será bem legal.

Até mais!