Quando eu era pequeno os meus sonhos por mais complexos que fossem cabiam dentro de uma mão pequena, e eram totalmente alcançáveis.

Sonhar era tão simples quanto olhar para o céu de tarde e designar aparências ás nuvens. Sonhar e falar se tornavam praticamente a mesma coisa.

Talvez o mundo não fosse tão cruel se todos ainda carregassem um olhar de criança – Não qualquer tipo de criança, mas sim aquelas que não sonham apenas para si mesmas.

Aos poucos o mundo vai se mostrando, nos obrigando a deixar toda ingenuidade de lado, junto com alguns sonhos levados embora por estralas que costumavam encher nossos olhos de brilho.

Então um dia você se depara com os chamados Sonhos de Adultos, que basicamente envolvem dinheiro, destaque, e sobrevivência. E na maior parte dos casos você não tem muito o que fazer a não ser aceitar e se adaptar.

As vezes ainda me pego refletindo sobre objetivos comuns para alguém muito mais jovem – Mas quer saber? Eu realmente não dou a mínima – Eles podem parecer mais difíceis hoje, mas continuam cabendo na palma de uma mão maior, exprimido junto com outros.

E se alguém me pedisse um concelho, eu diria: Não desistia dos seus planos, não faz mal ter que deixar eles guardados por um tempo, o importante é mantê-los ao alcance dos olhos e do coração. – E para as crianças que sonham como adultos, eu diria para ir com calma e curtir mais a imaginação, no futuro haverá tempo de sobra para se preocupar em agir como alguém maior.

E.Mateus

#18 – 22pros22

 

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