Arte, Cultura & Design

Seja você paulistano ou não, eu tenho um conselho: Visite o MASP! Sempre que estiver pela Paulista, nem que seja para matar tempo ou ver um artista de rua no vão, o passeio até lá vale muito! Sempre que possível conhecer a exposição que o museu desenvolve – e são muitas – isso só acrescentará à experiência.

Atualmente o museu exibe a mostra Histórias de Infância (e se você quer ir, corra! Porque semana que vem ela fecha). As curadoras, ambas da área de história criaram uma experiência imersiva para o visitante que desejar se aventurar. No primeiro andar do museu e no subsolo, desfilam sobre os olhos do visitante um grande número de obras, todas com uma coisa em comum: a infância. Chego a pensar se não era o desejo da curadoria estimular que nós, os visitantes, reflitamos sobre o significado do que é ser criança.

Imagem: Gustavo Sivi – Composição de Obras expostas. 

Essa reflexão é mais do que necessária. É crucial para nós adultos e também para as crianças, que desta vez foram convidadas para dentro da mostra, que pensemos na multiplicidade desta experiência. Ser criança não é somente ser um adulto em potencial, mas é ser um anjo, é construir brincadeiras, é enfrentar a morte, a vida, o nascer, o mundo da educação e também o mundo adulto. Esses são os 6 tópicos que estruturam esta mostra.

Desta forma, a exposição gira em torno destes tópicos, ao mesmo tempo que genialmente explode qualquer auspício cronológico. Logo que o visitante entra, é recebido por duas imagens lado a lado; uma fotografia de dois meninos negros em um dia de praia, trajando somente roupas de banho e uma pintura de duas crianças europeias, brancas e com trajes de gala. Ali é necessário parar e entender essas infâncias em conflito.

Rosa e Azul - Brasilia teimosa - Masp 2 - faltoufoco

Não é, de forma alguma, um passeio infantil, porém a presença da criança dentro desta mostra é importante. A exposição até convida que elas integrem o público, quando opta por baixar a altura das obras expostas até a altura dos olhos dos pequenos. O que vi foram crianças concentradas, tentando entender seu igual que também é seu diferente, mesmo na sessão que lida com retratos de morte infantil, as crianças ao meu redor pareciam imersas na visualidade dos quadros, tentando compreender cada detalhe.

Por fim, a beleza da exposição esta na sua oposição, girando entre beleza e drama, caos e organização, sagrado e mundano, etc… Seria necessário muitas e muitas páginas para falar de cada detalhe, e cada obra desta exposição incrível, mas não tenho esse espaço.

Imagem: (A) Reprodução da Obra de Cândido Portinari, (B) Gustavo Sivi – Obras expostas.

Ah! Uma última nota, a visita ao subsolo compensa tanto quanto toda a exposição. Para as mães, porque ali estão expostas as obras sobre a natividade, que é tão bela, porém cercada de tanta dor ao longo da história. Com certeza gerará reflexões nos corações das mães que são inimagináveis para mim. Os pequenos também podem curtir esse segundo momento porque é lá embaixo que esta o playground artístico, construído especialmente para eles – uma espécie de arte viva.

imagem: Gustavo Sivi.

Rolê Cult : WICKED, O Musical.

Olá galera! Eu sou o Gustavo, mas podem  me chamar  de Gusta. O Faltou Foco  me convidou para falar sobre Cultura e Entretenimento. Então sempre que aparecer algo, eu vou estar  aqui atualizando vocês. 

Assistir qualquer musical é uma experiência que nos transcende e nos carrega para dentro da história. Porque? Não faço ideia, mas eu amo. Com Wicked, o blockbuster da Broadway por excelência não poderia ser diferente e não foi. Indo assistir Wicked, você percebe esse poder do musical de agigantar os atores em cena, pela potencia de suas vozes, pela perfeição do figurino, pela maestria e perfeição dos passos de dança. Tudo isso cria obras de arte vivas e dinâmicas. Verdadeiramente um poder único do teatro.

Logo que chegamos na sala quem nos recebe é o dragão do relógio da cidade das esmeraldas, ainda dormindo ele prepara o público para toda magia que esta esta por vir enquanto voa sobre o palco. Abaixo dele, no lugar da clássica cortina vermelha, esta um mapa iluminado de Oz, com a mítica cidade das esmeraldas iluminada por uma luz verde mágica. Isso tudo antes mesmo do inicio da peça.

Foto: Gusta Sivi

Vamos a peça então, ou melhor ao livro, uma vez que este musical é adaptação para os palcos do livro de Gregory Maguire, que no Brasil ganhou o nome de “ Wicked – a história não contada das bruxas de Oz”. A grande genialidade de Wicked (tanto livro, quanto peça) esta em inverter os ponto de vista perfeitamente em relação a historia de L Frank Baum (cujo nome alias, é fonte de inspiração para o batismo da própria protagonista de Wicked). Aqui, ao invés da inocente garotinha do Kansas e seu cachorrinho, o espectador acompanha a historia da bruxa má do Oeste, Elphaba (Myra Ruiz) e da sua melhor amiga – curiosamente – Glinda (Fabi Bang), a bruxa boa do Norte.

Foto: Livro Editora Leya / Foto de dilvulgação

Logo quando o palco se abre diante de nós, vemos o povo da cidade das esmeraldas e Glinda, a Bruxa Boa comemorando a derrota da Bruxa Má, seu inevitável destino na história de L. Frank Baum.

Quando Glinda, em uma troca de perguntas com os habitantes de Oz, se questiona sobre a origem da maldade de Elphaba, a peça transporta o espectador para o começo de tudo: o nascimento da bruxa verde. Depois então, se focando na relação das duas bruxas, que oscila entre ódio e amizade enquanto elas dividem um quarto na Universidade.

Fato é, que nesse primeiro ato, o tema da peça é sobre o diferente e sobre como as pessoas não sabem lidar com o que sai do seu padrão. Quase como instinto, a pele verde da protagonista causa repulsa nas pessoas, o que já nos leva a pensar sobre sua suposta maldade, tão falada.

Assista ao vídeo “Ódio“, adaptação brasileira para “ What Is This Feeling?”.

Ao final do primeiro ato, a magia extraordinária da protagonista chama atenção de um certo mágico da cidade das esmeraldas. A partir daí, o espectador descobre uma nova faceta de um velho personagem, o que permite ao musical colocar uma interrogação também ao final da ideia de uma bondade maior, em especial quando o encontro da dupla de protagonistas com o mágico não vai como esperado. (O que para o fã de Wicked é ótimo porque abre passagem para a música mais icônica, que garanto, em sua versão brasileira, não deve nada para o original).

De forma geral, Wicked é um musical mais que necessário nesses tempos de intolerância que nós vivemos, e o mundo mágico passa a não ser tão distante assim, quando descobrimos que tipos de coisa Glinda fez em seu desejo por ser o centro das atenções e como os sentidos de bem e mal podem se inverter quando há armações políticas em jogo.

No intervalo, vale o passeio tanto pela lojinha no foyer do teatro que ainda está sendo montada, mas já conta com coisas lindas, quanto uma visita ao fosso da orquestra vale muito por te levar um pouquinho mais perto do bastidores da magia, mas também para ver o maravilhoso mapa iluminado de Oz, bem de pertinho.

O segundo ato é recheado de surpresas. É impossível contar muito sobre ele sem revelar as reviravoltas que o musical reserva. O que posso contar, é que nessa parte os atores centrais tomam seus lugares para Oz receber uma visita muito especial. A peça, em sua estrutura circular, modifica completamente o sentido da cena inicial, e mais que isso nos leva de volta a ela, agora com um novo entendimento da história, e sobre o significado do bem e do mal.

Foto: Marcos Mesquita /Divulgação

Uma coisa se sobressai de Wicked, algo tão falado e tão pouco visto em outras produções. Uma forte amizade feminina que cresce entre Elphaba e Glinda, que acrescenta profundidade a ambas personagens e nos faz questionar todas as ações delas. Sera que protegiam uma a outra ou protegiam os próprios interesses?

Teatro Renault

Um passeio para o centro de São Paulo, ainda mais se coroado por uma ida ao teatro, sempre vale a pena. O teatro Renault, que hospeda essa temporada de Wicked não fica longe da estação da Sé, e também dá margem para muitos outros passeios culturais. O centro de São Paulo como um todo é ótimo para turistar e conhecer mais da história da capital.

Wicked. Baseado no livro de Gregory Maguire.
Direção de Lisa Leguillo. Em cartaz no Teatro Renault.
Quinta e sexta, 21h; sábado, 16h e 21h; domingo, 15h e 20h.
R$ 50,00 a R$ 280,00. Bilheteria: 12h/20h (seg. a qua.); a partir das 12h (qui. a dom.). 

Wicked O Musical

As Ilutrações de Xuan Loc Xuan

Behance é uma excelente rede para web designers, ilustradores e fotógrafos que desejam fazer exposição e divulgar seus trabalhos. Por lá já encontrei diversas pessoas que não possuem apenas talento, mas também o Dom.

E este é o caso de Loc Xuan Nguyen (ou Xuan Loc Xuan como é chamado). O ilustrador vietnamita, que com poucas variações de cores em suas paletas, consegue criar lindas imagens compostas de personagens e objetos que chegam a transmitir sentimentos.

 

 

Você pode encontrar este e outros trabalhos dele clicando aqui. E caso queira, também pode segui-lo pelo Facebook.

Já faz um tempo que não faço post sobre Design, mas me animei ao encontrar essa equipe. Formada por Francesc Crous e Alessandro Calogero, essa dupla que já trabalhou com empresas famosas, tem seu diferencial por criar peças divertidas e interativas.

“Eles explicam o seus métodos: “A nossa forma de trabalhar é simples: nós tentamos chegar à essência das coisas, eliminando o que é supérfluo, sempre com foco no ser humano. Nós não gostamos de objetos “esculturais ”, para se admirar de longe. Queremos que nossos objetos transmitam o desejo de ser tocado. Qualidade funcional é um requisito básico que nós tomamos por conceito. Em cima disso, tentamos sugerir uma história, feita de memórias ou sensações, para criar esse vínculo impalpável entre objetos e pessoas.”
(fonte: CrousCalogero)

Eu consegui facilmente me imaginar usando muitos de seus projetos no meu dia a dia. Suas peças vão desde o “simples” ao “complexo”. E eles não se prendem a mesmice.

Veja mais sobre CrousCalogero.

Ben Young foi criado em Waihi Beach, Nova Zelândia.Mas agora vive em Sydney na Austrália. Ben aprendeu a esculpir sozinho e tem feito esculturas de vidro há mais de 10 anos.

No inicio ele começou a explorar a paisagem local e os arredores em busca de inspiração. O oceano teve uma forte influencia na sua vida, por ele ser um surfista e construtor de barcos profissional. Ele se inspirou em capturar a perfeição e força bruta do mar e das ondas perfeitas.

Ben afirma não usar nenhum tipo de maquina tecnológica ou algo assim. Sobre a escolha do vidro como matéria prima, ele diz: “Eu amo as qualidades líquidas que o vidro traz consigo. Ele me permite brincar com a iluminação e ver o vidro reagir. “

Descubra mais sobre ele através de seu Site e do Faceboock.

Se você quiser colaborar ou encomendar uma de suas esculturas, você pode entrar em contato pelo e-mail:  ben@brokenliquid.com

*Direitos de imagem: Ben Young, Robert Gray e Zico O’Neill*