Filmes & Séries

Em agosto assisti muitos dos filmes do desafio juntamente com o Gusta. Mesmo usando alguns para categorias diferentes, o convidei para escrever um pouco sobre suas impressões também. Portanto, as categorias marcadas com 🙌🙌, sinalizam a conclusão de nós dois. 🙂

31. Um filme com protagonistas acima de 60 anos. – Frank e o Robô (Jake Schreier, 2012)

Este filme consegue criar de certa forma uma narrativa muito atual, porém em um contexto futurista, onde os robôs aos poucos são inseridos na sociedade como assistentes e os humanos ainda buscam com dificuldade lidar com problemas decorrentes do envelhecimento.

Frank (Frank Langella) infelizmente não está vivendo os melhores momentos da sua vida. Já faz muito tempo que Frank passou a apresentar sinais de mal de alzheimer. Ele mora sozinho em uma casa, e adquiriu sua própria rotina que envolve visitar a bibliotecária Jennifer (Susan Sarandon) e cometer pequenos furtos em uma lojinha local. Mas sua evidente confusão mental tem tornado seus dias ainda mais difíceis.

Com isso, seu filho Hunter (James Marsden) passa a se desdobrar para poder cuidar do pai, porém descontente com a situação ele resolve lhe dar um robô, uma figura que poderia estar mais presente e lhe daria uma melhor atenção. O que não conquista Frank tão facilmente, tão pouco sua filha Madison (Liv Tyler) que é uma ativista e se opõe ao uso de tais máquinas.

As surpresas não param de acontecer, quando enfim Frank passa a ver a máquina como um cúmplice e uma propícia ferramenta para um dos seus maiores planos. O robô por sua vez parece concordar com isso, simplesmente porque percebe que assim seu paciente volta a exercitar sua mente. Logo os dois estão envolvidos em um grande esquema de roubo, pelos velhos tempos de Frank.

32. Um filme nacional premiado pela mídia estrangeira. – Reza a Lenda (Homero Olivetto, 2016)

Escolher qual seria o filme nacional para esta categoria foi uma tarefa difícil. Existem muitos títulos com ótimas avaliações e enredos chamativos. Acabamos apostando no “diferente”, e confesso que rolou uma decepção. (filme disponível na Netflix para que tirem suas conclusões). 🙌🙌

Reza a lenda se passa no Nordeste brasileiro, para ser exato, em meio à região árida da Caatinga. Laura (Luisa Arraes) se vê envolvida em uma série de eventos estranhos após cruzar com uma perseguição a um grupo de motoqueiros e se envolver em um acidente por isso. Ela passa a conhecer o grupo em especial o seu líder Ara (Cauã Raymond) em sua incessante busca pela santa que traria as chuvas de volta ao sertão de acordo com uma profecia.

Os meios para encontrar a santa do milagre acabam pondo o grupo no caminho do Coronel Tenório (Humberto Martins), um homem sem qualquer escrúpulo, destinado a se vingar daqueles que arruinaram sua fonte de renda e mataram seus homens. Mas com o decorrer da história suas ações extrapolam suas justificativas.

O aspecto do surrealismo que foi fortemente vendido com a história, na verdade é ausente. Até ocorre a inserção de um oráculo, de nome Bruxo (Galego Lorde), mas nem mesmo ele é capaz de trazer muita fantasia para o filme, isso acaba ficando mais por conta do estilo dos motoqueiros.

acreditávamos que o filme traria mais coesão, em especial na sua narrativa, que aos poucos se mostra com alguns furos e com boa falta de desenvolvimento dos personagens. Em compensação, o visual do filme é muito bem construído, em momentos lembrando a franquia Mad Max. Em resumo, Reza a Lenda, faz uma tentativa de constituir um cinema de ação brasileiro, porém ainda peca em muitos importantes para a construção do filme.

33. Um filme de detetive – Um Contratempo (Oriol Paulo

2016)

Talvez vocês digam que este não é exatamente um filme de detetive. Mas apesar da figura do investigador não estar presente, a trama e o mistério são tão grandes que não conseguiria deixa-lo de fora da lista. Posso dizer que até agora estou embasbacado com o final, que na minha opinião, não ficou devendo em nada!

E até por conta disso eu não queira falar tanto sobre a história, pois me parece que cada detalhe conta como um spoiler.

O conflito principal não demora muito para nos ser apresentado. O nome de Adrian Doria (Mario Casas) está nos jornais, após ser encontrado em um quarto de hotel, trancado por dentro, com sua amante, Laura (Bárbara Lennie) morta e coberta por muitas notas de euro. Ele é indiciado por homicídio e recorre a ajuda de Virginia Goodman (Ana Wagener) a maior preparadora de defesas da Espanha.

Em seu apartamento, os dois passam a analisar cada detalhe, acontecimentos que os levaram até aquele hotel e as motivações que alguém teria para o incriminá-lo.

No jogo de reviravoltas, e nas muitas versões para um mesmo crime construídas, somos juntos com os personagens tomados pelo pensamento de: Jamais subestime o poder de alguém.

34. Um thriller adolescente – Death Note (Adam Wingard, 2017)

*O filme é uma adaptação de um conhecido mangá, e que também deu origem a um anime. No entanto os comentários aqui não levam em conta essas duas obras, a penas o filme.* 🙌🙌

Sem perder tempo, o diretor Adam Wingard introduz o espectador ao adolescente Light Turner (Nat Wolff), um rejeitado na escola que vende provas prontas aos seus colegas, e fortuitamente encontra o Death Note do título. Não leva muito tempo e o Ryuk (Willem Dafoe) — shinigami, deus da morte —que guarda o livro encontra o garoto e o explica como funciona. Light usa o poder em suas mãos para conquistar a atenção de Mia Sutton (Margaret Qualley), com a qual inicia um romance e um plano de levar justiça ao mundo. A onda de mortes atrai atenção do detetive L (Lakeith Stanfield), que possui um grande faro para pistas e raramente revela seu rosto.

Se parece muita coisa pra um filme, é porque é. O filme é carregado de histórias e infelizmente algumas delas acabam pouco desenvolvidas, e de forma interessante parece ser difícil decidir qual o real tema do filme. O embate entre Light e L, ou o debate moral sobre ter o poder da matar pessoas, ou a busca por Kira — o codinome adotado por light e sua namorada para cometer os assassinatos — ou a própria relação de Light com Mia. Fica uma dúvida aparentemente difícil de resolver, mas a questão que importa é que algumas das histórias rendem ótimos momentos para a trama, outras nem tanto.

O ritmo que o filme assume também chama atenção, já que no inicio tudo parece acontecer muito rápido. E desacelera mais ao meio com o surgimento de L.

Em termos visuais, Wingard acertou em cheio, as cores conversam com as cenas apresentadas. Houve-se um certo exagero no fim de alguns personagens secundários, com mortes surreais dadas por meios desproporcionais, mas basta saber se foi intencional. Em suma, apesar da enorme responsabilidade e de tropeçar em alguns aspectos, Death Note entretém.

35. Um filme com um ator que você não gosta – The Founder: Fome de poder (John Lee Hancock, 2017)

Primeiramente eu gostaria de esclarecer o porquê escolhi Michael Keaton para essa categoria. Eu passei muito tempo analisando algum ator do qual eu não gostasse a da interpretação, porém senti que não queria acabar desmerecendo o trabalho de ninguém. Quando assisti Fome de poder me dei conta que algo no Michael Keaton me incomodava, e que possivelmente vinha de algum personagem mau do qual ele interpretou tão bem, que me deixou com “raiva”. E ao ver este filme, essa sensação se repetiu. Keaton é muito bom em ser cruel. (agora preciso assistir um filme que ele seja legal, para poder mudar essa imagem)

Se você acredita que o império do McDonald’s foi construído graciosamente a partir de um negócio familiar que expandiu, bem, então esqueça isso. Apesar da origem honrada do nome e do sistema de trabalho da lanchonete, a empresa só tomou proporção mundial devido uma série de puxadas de tapetes, e um investidor sem qualquer remorso em dizer que fez o que tinha de ser feito.

O filme é baseado, e centralizado na escalada de Illinois Ray Kroc (interpretado por Michael Keaton). No início o conhecemos como um cara frustrado em seu trabalho, que já apostou em muitos ramos. Após um surpreendente pedido de mixers, que ia muito além de sua demanda, ele resolve viajar até o sul da Califórnia, curioso sobre a origem da ligação. Lá ele conhece os irmãos Dick (Nick Offerman) e Mac (John Carroll Lynch) McDonald, e sua lanchonete revolucionária que atrai filas imensas e atende aos pedidos com prontidão.

Após ouvir dos irmãos a trilha que percorreram até conseguirem erguer tal estabelecimento, Ray se mostra empenhado em fazer com que aquilo cresça ainda mais, e os conversem a deixá-lo ser um franqueador. Com o passar do tempo e o crescimento dos negócios, a imagem inicial que tínhamos de Ray muda completamente. O que resulta em um final amargo e pesado de ser assistido.

Chega ser absurdamente revoltante ver como a imagem de Ray Kroc é assimilada ao sucesso.O longa reforça isso ao introduzir a narrativa do próprio Kroc sobre toda a história no final. Mas, por mais que filme tenha me deixado angustiado, é impossível não reconhecê-lo como uma grande produção, ainda mais se você em seguida parar para pesquisar toda a história na qual foi baseado.

Abraços! E até mais.

Esta é a primeira parte do resumo dos dois últimos meses do Desafio Cinematográfico. Os quatro filmes aqui são referentes ao mês de julho.

Como dito no pelo facebook um tempinho atrás, acabei me atrasando para postar e com isso julho ficou acumulado com o mês de agosto, que teve 5 semanas. Então para que não ficasse um post imenso, e também para que não fosse preciso fazer cortes nos textos, estou dividindo em duas partes. 😉

27. Um filme lançado quando você tinha 5 anos – Matrix (Lana Wachowski e Lilly Wachowski, 1999 )

Nem preciso dizer o peso que este filme tem sob a cultura pop . Pois é, mas ele ainda estava na minha lista de filmes mega-conhecidos que eu ainda não vi. Então nada mais justo que assisti-lo no desafio.

Thomas Anderson (Keanu Reeves) trabalha como programador para uma empresa, e leva uma vida aparentemente normal, mas por trás disse ele é uma habilidoso hacker que mora em um apartamento escuro e bagunçado. Sua vida começa a apresentar estranhos acontecimentos, ao ponto que estranhas visões atormentam sua mente.

Ele passa a ser perseguido por um grupo autoritário que lhes mostra possuir domínio sobre a perspectiva da realidade. Com isso ele também aproxima-se de Morpheus (Laurence Fishburne) e Trinity (Carrie-Anne Moss), que por outro lado estão dispostos a ajudá-lo e protegê-lo, eles lhe apresentam a verdade sobre o mundo onde vivem: Dentro, uma simulação onde os seres humanos vivem de forma natural, mas por fora um cenário desolador onde seus corpos são usados como fonte de energia para máquinas inteligentes.

Morpheus enxerga Thomas – Neo – como o escolhido, capaz de quebrar Matrix e libertar a humanidade, porém como esperado o caminho não é fácil, e nem mesmo a certeza de que ele possa ser o escolhido mostra-se exata.

O que posso dizer é que amei o universo construído nesse filme, sei que ele possui sequências, mas estou com um com medo do rumo que a história possa ter levado.

28. Um filme que estreou no mês do seu aniversário – Homem-Aranha: de volta ao lar (Jon Watts, 2017)

A figura do Homem-Aranha esteve presente durante muito tempo na minha infância, pelos desenhos, brinquedos e outros objetos colecionáveis. Foi bem legal poder resgatar um pouco disso em julho.

Quem está mais acostumado com o Peter Park da televisão pode acabar sentindo a diferença durante o filme, já que a história foi em partes reconstruída totalmente. No entanto o próprio filme faz várias menções a episódios dos quadrinhos — entre elas uma ligação com o Aranha de Ferro — , e também aos antigos longas do herói.

Se você quiser saber mais sobre o que eu achei do filme, pode conferir por aqui.

29 – Um filme de Guerra – O túmulo dos vagalumes ( Isao Takahata, 1988)

Para os amantes de animações japonesas, as produções do Studio Ghibli pode ser bem conhecidas. Porém, esse filme se põe em contramão na lista da produtora. Não por ser menos conhecido ou de pouca qualidade, mas por deixar um pouco de lado a fantasia presente nas outras animações e apresentar um cenário real, triste, sofrido e de dotado de uma singela beleza.

Em meio aos ataques no Japão durante a Segunda Guerra Mundial, Seita e sua pequena irmã Setsuko buscam sobreviver em uma sucessão de calamidades. Com a convocação do pai para marinha e a ausência da mãe, os irmãos acabam indo morar na casa de parentes.

O convívio não se mostra nada fácil, conseguir alimento para todos é uma tarefa difícil, além disso Seita passa a ser intimado por sua tia a buscar um trabalho ou algo para fazer da vida, com o propósito de ajudar em casa. Seita por outro lado exerce extrema atenção sobre Setsuko, e mostra-se incapaz de abandonar a garotinha.

Pode-se dizer que Setsuko é fiel a sua idade, a personagem é carregada por generosas doses de inocência, além de chorar sempre que se depara com uma decepção, mas também por saber sorrir e brincar quando lhe parece oportuno.

Dado momento, Seita decide sair com sua irmã da casa de seus parentes, rumando para uma vida independente da qual ele precisará buscar seu próprio sustento. Em um esconderijo antiaéreo os dois passam seus dias, colecionando vagalumes a noite para dormir, e buscando formas de se alimentar.

Infelizmente a guerra se mostra cruel não só entre pessoas de lados opostos, mesmo daqueles aos quais esperamos atitudes mais brandas sobre os dois, os hostilizam ou os negam alimento e cuidados, por se preocuparem em manter as próprias vidas em eixo. O filme também acaba por mostrar como o senso de orgulho por mais que seja cultural, pode arruinar vidas.

30. Uma produção da Europa – Die Welle: A Onda (Dennis Gansel, 2008)

O filme foi baseado em um experimento real criado por um professor na califórnia, e que em menos de uma semana tomou uma grande proporção.

No longa a história foi adaptada para o cenário de uma escola Alemã, o que na minha opinião funcionou muito bem para a expansão do assunto. Na instituição os alunos devem optar por duas áreas de conhecimento: O Anarquismo e a Autocracia. Logo de início conhecemos Rainer WengerJürgen Vogel ) um professor entusiasta que mesmo perdendo a oportunidade de dar aulas sobre o anarquismo, empenha-se para fazer das aulas sobre autocracia uma experiência que vai além dos livros didáticos.

Junto com seus alunos o senhor Wenger cria um movimento, que se constrói na medida que a classe faz questionamentos e sugestões. Eles adquirem uma forma própria de se comportar, se organizar e até mesmo de se vestir. O impacto passa a ser ainda maior quando os jovens começam a levar suas idealizações de grupo para as ruas. O movimento certamente apresenta lados positivos, mas também extremidades preocupantes que vão se aproximando cada vez mais do Fascismo.

Na vida real, essa dinâmica em grupo não chegou a ir tão longe, nem mesmo teve um fim tão trágico. Mesmo assim a mobilização dos estudantes surpreende muitos até hoje. A história chegou a ganhar um documentário com relatos do próprio professor.

Recomendo muito este filme por sua história, e também pelo elenco incrível que conta com Max Riemelt e Max Mauff, além de Jennifer Ulrich e Frederick Lau que mandaram super bem em seus papéis.

Logo mais vocês poderão conferir os outros filmes da lista, os quais muito assistimos juntos desta vez.

Até Breve!

Hoje em São Paulo, precisamente no memorial da América Latina, inicia-se o 12º Festival de Cinema Latino Americano. O evento que ocorrerá até o dia 2 de agosto, contará com exibições de filmes de diversas nacionalidades, além de mesas de debates, programação musical entre outras coisas.

Você pode conferir a programação em detalhes através da página do evento no facebook ou pelo site do evento.

Em nosso desafio cinematográfico deste ano, separamos uma categoria voltada para o cinema Sul Americano. O festival acaba tornando-se uma ótima oportunidade de concluir a proposta e também vivenciar uma experiência diversificada. Mas se você – assim como nós – não poderá comparecer ao evento, saiba que não te deixamos na mão. Para isso separamos alguns filmes de diferentes países que acreditamos serem ótimas opções para o desafio.

*Grande parte dos filmes destacados ainda não foram assistidos por nós, sendo que a sinopse ou os trailers nos despertaram interesse. Assim como vocês usamos o desafio para vivenciar coisas novas.*

*Consulte as classificações indicativas*

Argentina

O Segredo dos teus Olhos (Juan José Campanella, 2009)

O drama do ex oficial de Justiça Benjamín Espósito, que tenta escrever um livro baseado numa história real que ele mesmo investigou no passado é magistralmente bem conduzido por Campanella. O diretor foi capaz de extrair do astro argentino Ricardo Darín uma de suas melhores atuações, como o protagonista. No desenrolar da trama de Segredo dos seus olhos, que o aproxima muito da tradição norte americana, as ruas de Buenos Aires ganham cada vez mais uma atmosfera densa, que dialoga com os sentimentos do personagem ao lidar com o caso emblemático.
Quanto mais Benjamin Esposito se aprofunda no romance, mais ele se interessa por descobrir o verdadeiro culpado do assassino e estupro da jovem mulher, inclusive se aliando ao marido dela e a sua jovem secretária para resolver o caso.

Outras indicações:

Diários de Motocicleta (Walter Salles. 2004)
Um dos maiores filmes de conhecimento do cinema argentino. A produção biográfica conta a jornada de Ernesto “Che” Guevara (Gael García Bernal) e seu amigo brasileiro Alberto Granado (Rodrigo De la Serna), rumo ao Peru, cruzando boa parte do continente sob uma motocicleta. Ao chegar em seu destino final, Ernesto percebe que esta lhe foi uma jornada de autoconhecimento que modificou seus valores.

Infancia Clandestina (Benjamín Avila, 2011)
O longa se passa na década de 70, quando o regime ditatorial argentino leva famílias a viverem de forma escondida por discordar dos ideias do governo. Ao se apaixonar pela primeira vez, Juan põe em risco todo o disfarce de sua família, para viver seu amor por Maria.

Porta de ferro – o exilio de Peron (Victor Laplace; Dieguillo Fernández, 2012)
Em 1955, o ditador argentino Juan Domingos Perón se coloca em exílio em Madrid, pois foi retirado do poder por seus opositores militares. Da Espanha, Perón se mantém informado de todos os acontecimentos na Argentina e de lá decide iniciar o trabalho de gravar suas memórias. O filme acompanha o ex ditador justamente por este período.
*Também se encaixa bem como uma biografia política*

Um time show de bola ( Juan José Campanella, 2013)
Para que esta afim de fugir um pouco do sério, está divertida animação traz a dose certa. O filme nos apresenta Amadeo, um garoto fanático por pebolim que certo dia observa seus jogadores de madeira ganhando vinda. Está descoberta desperta o olhar de pessoas gananciosas que querem tomar posse dos objetos mágicos. Os times rivais precisarão aprender a juntar suas formas para um bem maior, tudo isso no espírito do futebol argentino.

Colômbia

Alias Maria ( José Luis Rugeles, 2015)

Maria é uma soldada de guerrilha, ela tem 13 anos de idade, e recebe uma missão juntamente com outras três crianças em combate, elas devem levar em segurança o bebê recém-nascido do comandante até a cidade uma cidade vizinha.
No entanto, este não é o maior desafio enfrentado com Maria. Ela está grávida, o que é proibido na guerrilha. Ao ser descoberta em meio a missão, ela não encontra outra alternativa a não ser fugir, para evitar um aborto forçado.
Investigada por sua situação, a jovem passa a olhar de maneira diferente para cidades devastadas, para as famílias que sofrem perdas e todas as vítimas dos conflitos armados na Colômbia. Ela passa desejar uma vida melhor para si.

Cuba

Uma Noite (Lucy Mulloy, 2012)

Tido para muitos como um filme ousado, “Una Noche” vem com a proposta de retratar a juventude cubana nos dias atuais, em Havana. Porém com um toque quase de fantasia sob os as fronteiras da ilha.

O longa nos apresenta aos irmãos gêmeos Elio (Javier Nuñez Florian) e Lila (Anailín de la Rúa de la Torre), que junto com o amigo Raul (Dariel Arrechaga) sonham com uma vida nova em Miami, nos Estados Unidos.
Após ser acusado de agredir um estrangeiro, e passar a ser perseguido pelas autoridades locais, Raul não vê outra escolha a não ser deixar a ilha. E para isso contará com a companhia do casal de irmãos.

Juntos os três jovens embarcam em um bote, rumo ao mar sem fim, nesta experiência que os liberta de suas amarras, entregando-os à maturidade repentina em alto mar.

Outra indicações:

Juan dos Mortos (Alejandro Brúgues, 2013)
A história do quarentão Juan, um homem sem futuro na vida que vê tudo mudar quando a ilha é tomada por mortos-vivos a princípio parece mais um filme de zumbi americano. Porém, o olhar crítico do cineasta transforma em uma sofisticada e premiada sátira política. Bom pra quem gosta de novas abordagens sobre um gênero clássico.

Parque Lenin (Itzmar Leemans; Carlos Mignon, 2015)
Para os irmãos Antoin, Yesuán e Karla a maior lembrança da qual carregam juntos infelizmente não é a mais alegra. Ao perderem a mãe no em um parque de diversão, Parque Lenin, seus caminhos foram dispersados, de modo que Antoin mudou-se para a França, e estuda música clássica, enquanto Karla e Yesuán permaneceram em cuba, buscando construir e reorganizar suas vidas.

Memórias do subdesenvolvimento (1968, Tomás Gutiérrez Alea)
Tomás Gutiérrez Alea é um dos grandes nomes do primeiro cinema cubano, o cineasta soube como ninguém capturar o ambiente na ilha no momento pós revolucionário. “Memórias..” incorpora diversos elementos na narrativa descontínua de um intelectual que se sente sem lugar em uma Cuba após a vitória de Fidel.

Paraguai

7 cajas (Juan Carlos Maneglia, Tana Schémbori, 2014)

Victor trabalha como carreteiro, a vida não é fácil e os trabalhos são concorridos. Ele se desdobra aceitando pequenos trabalhos e levando comprar para clientes. Seu maior sonho é se tornar alguém famoso e marcar as televisões da loja de filmes do mercado.

Porém sua vida é posta em risco quando ele se propõe aceitar um trabalho diferente com uma boa remuneração. E o que parecia uma simples entrega de 7 caixas, resulta em uma corrida por sua sobrevivência.

Peru

Dias de santiago (Josué Mendez, 2004)

O jovem ex-soldado da marinha peruana Santiago Roman (Pietro Sibile), de 23 anos, retorna a Lima após anos lutando na selva contra terroristas e traficantes e disputas com o Equador. Ele faz parte da chamada “geração perdida peruana“, uma força usa necessariamente na visão de muitos, que só serviu para traumatizar tais jovens.

Em sua volta à Lima ele depara-se com uma cidade decadente, onde muitos de seus colegas da marinha vivem agora como assaltantes por terem sido deixados sem dinheiro ou trabalho.

No entanto ninguém parece compreender a dor que Santiago sente, mesmo ver o que tem de errado em toda essa situação.

Paloma de Papel (Fabrizio Aguilar, 2003)

Este filme foi aclamado pela crítica peruana e foi de grande importância para o seu cinema anos atrás. O filme retrata o conflito de uma guerra interna vivida no Peru, que atingiu diversos povoados.
Aos olhos de Juan e seus amigos, o filme buscar tratar o impacto desta luta sob as crianças, que observam os ares de sua cidade mudar dramaticamente, envolvendo-os em uma batalha da qual eles não escolheram participar.

México

Labirinto do Fauno (Guillermo Del Toro, 2006)

Labirinto do Fauno é um dos marcos na carreira do diretor Guillermo Del Toro, sendo o filme que em definitivo o levou para o cinema holywoodiano e para a cadeira de filmes enormes como “Círculo de fogo”. O filme narra a história da jovem Ofélia , de mudança para o interior, acompanhando o serviço de seu pai na luta contra rebeldes insurgentes e defendendo o governo do ditador Francisco Franco. A menina descobre por um velho fauno que pode ser uma princesa de um reino mágico há muito tempo esquecido, mas para provar isso ela deve passar por algumas tarefas.
Del Toro inova por pegar um período obscuro na história espanhola e preenchê-lo com uma atmosfera mágica, porém de constante perigo e desta forma, cria o ambiente perfeito para o espectador que deseja se voltar para filmes latino americanos. Recomendo (pessoalmente) continua na filmografia do diretor que desde sempre demonstra muita aptidão para incorporar o mágico e o obscuro em suas películas.

Outras indicações:

Amores Perros (Alejandro G. Iñarritu, 2000)
Este filme é embrenhado no cenário de violência urbana do México, no qual entrelaça diversas histórias a um único acidente de carro. O mesmo diretor também possui outros dois filmes no mesmo tom, porém lidando com ambiente norte americano: Babel (2006) e 21 gramas (2003).

Por La Libre (Juan Carlos de Llaca Maldonado, 2000)
Divididos entre amor e ódio, dois primos se esforçam para cumprir o último desejo de seu avó falecido, levar as suas cinzas para a cidade de Acapulco. Sendo um dos filmes mais leves desta nossa breve seleção mexicana, Por La Libre tem imensa capacidade de cativar.

E sua mãe também (Alfonso Cuarón, 2001)
Um dos grandes filmes de Cuarón, também conta com uma história de um filme de estrada, mas desta vez são dois amigos que viajam com uma mulher mais velha. A atmosfera carregada de drama mostra ao espectador dois jovens em um período de descoberta.

Compadres (Enrique Begne, 2016)
Este lembra os filmes de ação e estrada norte americanos, muita pancadaria, explosões e um americano dão tom dessa mistura de ação e comédia. Recomendável pra quem quer fugir de hollywood sem ir muito longe.

Uruguai

Mr. Kaplan (Alvaro Brechner, 2015)

Jacobo Kaplan (Héctor Noguera) sente-se na necessidade de fazer algo maior do que sua rotina como um senhor da terceira idade. Determinado em fazer algo pelo qual será lembrado, ele vê a oportunidade ao ouvir de sua neta que há um alemão que habitando uma praia, e que tem o apelido de “nazista”.

Ao lembrar-se da captura de Eichmann na Argentina, o qual foi julgado pelos crimes cometidos durante a Segunda Guerra Mundial, Jacobo conclui que o alemão também é um foragido do exército de Hitler.

Com a ajuda de um ex-policial, Wilson Contreras (Néstor Guzzini), ele inicia uma investigação e elaboração para um plano de captura do Alemão.

Outras indicações:

Anina – (Alfredo Soderguit, 2013)
Anina é uma garotinha de 10 anos que frequenta uma escola primária em Montevidéu. Após se envolver em uma confusão e entrar em uma briga na escola, ela é suspensa por alguns dias recebendo como punição cuidar de um envelope misterioso que não deve ser aberto. Anina passa a usar seus dias longe da escola para desvendar o que possa estar escrito dentro da carta, e aprender mais sobre a relação entre famílias e amigos.

Os inimigos da dor (Arauco Hernández Holz, 2016)
Ao visitar Montevidéu, um ator alemão acaba perdendo-se na cidade, logo é atacado por uma gang que tenta assaltá-lo. É quando então ele conhece Pedro, um ex-viciado que lhe ajuda mostrando um local para abrigar-se. O convívio dos dois se estende por alguns dias, até que conhecem Nelson, um segurança abandonado por sua esposa. Quando percebem, estes três homens unidos pela dor, estão envolvidos em uma missão por respostas.

~#~

Esperamos que tenham gostado das indicações. Optamos por deixar o cinema brasileiro de fora da lista por enquadra no item nacional. Caso conheça mais filmes legais, até mesmo de outros países, sugestões são sempre bem vindas. 😉

Abraços da Equipe.

A pequena cidade de San Diego anualmente passa por uma avalanche chamada San Diego Comic Con. Durante 4 dias os olhos de todos os interessados por cultura pop se voltam para lá, uma vez que as grandes de todos os ramos, quadrinhos, cinema, jogos e até literatura se unem em um evento único, com gigantesca participação popular e uma infinidade de cosplayers, os fãs que personificam seus ídolos fictícios.

Isto é a SDCC, que começou há muitos anos como uma reunião de quadrinistas talentosos para compartilhar seus trabalhos, logo chamou a atenção de gigantes do ramo como a Marvel e D.C. que em pouco tempo viram ali um celeiro para encontrar novos talentos e divulgar seus aguardadissimos novos trabalhos. Daí pra um evento mundial e capaz de agregar fãs de tudo quanto é coisa, que incorpora como nenhum outro a internet , foi um pulo.

Como era de se esperar as ondas da SDCC chegam ao Brasil, com revelações, anúncios e todo o tipo de coisa para enlouquecer os fãs brasileiros. Nós não passamos longe disso, e como forma de celebrar o maior evento de cultura Nerd decidimos trazer alguns dos anúncios que mais nos empolgaram e nos deixaram na ponta das cadeiras, vibrando por mais. Não buscamos uma cobertura completa, até porque isso seria impossível por não estarmos lá, mas sim começar uma conversa sobre alguns dos anúncios que mais nos motivaram e os quais provavelmente voltaremos a falar por aqui.

Marvel – Thor: Ragnarok, Pantera Negra e Vingadores: Guerra Infinita

O que ditou a vez no painel da Marvel são as grandes estreias que a produtora promete para o restante deste ano e o ano que vem, como os fãs já tem anotado nas suas agendas. Entre euforia dos fãs ávidos por novidades, brindes e presenças ilustres de celebridades, a produtora e gigante multimídia soltou novos trailers, pôsters e imagens promocionais.

Thor: Ragnarok

Primeiro Thor: Ragnarok. Se aproxima a queda de Asgard pelas mãos da Deus Hela, rainha do submundo na mitologia nórdica e também na mitologia da Marvel. Esse apocalipse levará Thor por diversos mundos, inclusive encontrando alguns rostos conhecidos.

O incrível pôster foi divulgado junto com um novo trailer para a aventura que chega aos cinemas em 26 de outubro deste ano. Ambos trazer uma estética muito colorida, e ação impactante mas que está longe de ser agressiva. Os cenários são muito estilizados e de certa forma começa a se juntar a outra produção famosa do Universo Cinematográfico da Marvel, os Guardiões da Galáxia.

Pantera Negra

Para O Pantera Negra, já vimos há algumas semanas atrás um impactante novo trailer, que trás a força por trás da nação de Wakanda governada pelo príncipe T´Challa, conhecido pelo mundo como Pantera Negra. A nova imagem vem para confirmar e empolgar mais ainda sobre o que veremos no filme, parece que o espectador será levado a explorar o país e conhecer melhor a nação que se encontra sobre uma mina de Vibranium. Ao que tudo indica a estabilidade de Wakanda será ameaçado por um inimigo já conhecido dos fãs do MCU. Pantera Negra estréia em 15 de fevereiro de 2018.

Vingadores: Guerra Infinita

A impactante conclusão de todos os esforços da Marvel para a fase 3 do seu universo cinematográfico começou a se desenrolar com a liberação deste poster (dividido em 3 partes). Nesta história o titã Thanos volta seus olhos para a Terra, que concentra um grande número de seres especiais e as chamadas Jóias do Infinito (pedras preciosas que dão imenso poder a quem as possuir). Isto provocará novamente a união dos maiores heróis da Terra a quem irão se juntar alguns não tão terráqueos assim como podemos ver pelo poster 😉 .

Dizem por ai, que a Marvel também mostrou um pequeno teaser para os sortudos que estiveram no hall H neste sábado de Comic Con. Eu particularmente, com teaser ou sem teaser estou muito empolgado para esta reunião e para ver como esta história que começou la em 2012 irá se desenrolar. Nos cinemas em 26 de abril de 2018.

Nova temporada para Stranger Things Doctor Who e Westworld

Stranger Things – Segunda Temporada

Já havia sido mencionado pelos Irmãos Duffer que a nova temporada de Stranger Things carregaria aspectos mais sombrios, e agora com o trailer podemos imaginar como isso funcionará na prática.

Vemos que Will permanece conectado ao mundo invertido mesmo depois de seu resgate, o garoto parece entrar em transes constantes que o levam de volta para outra dimensão com o seu corpo presente em sua realidade. O trailer também nos da uma visão onde Eleven está. É mais do que provável que sua presença continuará sendo fundamental para a série. Assim como a união dos personagens em busca de solucionar algo maior, como na temporada anterior.

O trabalho de ambientação da série continua fantástico pelo jeito, ‒ já que a série se passa em meio aos anos 80 e pelo trailer é possível coletar inúmeras referências da época ‒ com a arquitetura americana, os locais frequentados, os figurinos e claro a trilha sonora, que destacou Thriller de Michael Jackson.

A segunda temporada está marcada para chegar à Netflix no dia 27 de Outubro, próximo ao Halloween. E nossas expectativas estão bem altas.

Doctor Who: Especial de Natal

No domingo, último dia da corrida que é a SDCC, ocorreu o painel da quinquagenária série britânica Doctor Who. Para os que não conhecem a figura central da série é o Doctor (Doutor) um alien do planeta Gallifrey, o último dos seus habitantes, que viaja pelo Tempo e pelo Espaço em uma nave maior por dentro, sempre com uma companhia.

Agora, a série que estreou em 1963 e vem desde então constante se renovando, se prepara para entrar uma nova fase. O protagonista da série é capaz de se regenerar de tempos em tempos, desta forma, 12 (13 contando outros momentos que não a série oficial) atores já encarnaram o Doutor, e agora com a volta da série para um especial de Natal, uma grande novidade foi anunciada: pela primeira vez uma mulher assumirá o papel.

Para os já curiosos a série volta no dia 24 de dezembro, mas já foi liberado o título do episódio (“Twice upon a time”, uma referência ao original do era uma vez “once upon a time”) e também um trailer que mostra o atual doutor se encontrando com sua versão original, por um alguma anomalia no tempo. O episódio tem tudo para se tornar um ponto histórico dentro da série, e eu nunca estive tão ansioso para a chegada do natal.

Westworld

O novo mamute da HBO chegou com tudo na SDCC. A série fez um primeiro ano surpreendente e já arrebatou uma legião digna dos seguidores de outro mamute da emissora, Game of Thrones. Para os que não conhecem, Westworld reconta o filme de Michael Crichton de 1973, que fala sobre um parque hiperrealista onde as pessoas pode assumir papeis numa história de cowboys vivida por robôs, que começam a apresentar um comportamento estranho e capaz de fugir do controle.*

A série atual escrita por Jonathan Nolan deixou os fãs loucos por uma conclusão em seu último episódio, e agora em 2018 estreia a sua segunda temporada. Além do trailer capaz de empolgar qualquer um, a HBO também levou para a SDCC a chamada Westworld experience, que trouxe os fãs para mais perto deste mundo.

(*só pedimos atenção pois o trailer desta série contém algum conteúdo de violência e sangue.)

E por fim…

Jogador Número 1

Esta é uma adaptação esperada por muitos. A maior obra de Ernest Cline já havia sido anunciada com direitos de filmagem comprados, contando com Steven Spielberg na direção, já faz um bom tempo. Mas finalmente tivemos imagens de algumas cenas do filme, que parece ser eletrizante, e chega aos cinemas em 2018.

Jogador número 1 é um livro repleto de referências da cultura pop e games dos anos 80, que ocorrem justamente por seu enredo. E logo no trailer é possível ver algumas dessas menções em meio às cenas. No entanto, a primeira vista, a adaptação parece ter ganhado muito mais energia e ação do a história do livro, que não deixa boa.

Para quem não conhece, jogador número 1 acompanha a vida de Wade Watts, um jovem que vive em um futuro onde a terra alcançou o ápice da desigualdade e da pobreza. Em busca de uma visão melhor de suas próprias vidas, pessoas por toda parte se conectam ao Oásis, uma espécie de console que lhes garante uma realidade simulada onde podem ser o que quiser. Após a morte do grande idealizador deste universo, James Halliday, uma grande caça ao tesouro é iniciada. Como prêmio o vencedor irá adquirir toda herança de Haliday, incluindo o domínio deste universo virtual. A disputa e a busca pelos easter eggs escondidos chama a atenção não só de jogadores comuns, mas também de pessoas que passam a viver por isso, além de uma gananciosa organização.

Em breve falaremos mais sobre aqui no blog.

Conta pra gente?

Queremos saber de você quais destes ou outros anúncios do fim de semana lhe empolgaram, e o que vocês esperam deles!

Abraços da Equipe 😀

 

Hey! Como vão vocês?

Bem, com eu disse por aqui tempos atrás, esses últimos meses andam acarretando menos tempo livre para nós, e infelizmente o blog passou a ser atualizado com menos frequência. Mas em meio a tudo isso ainda conseguimos descolar tempo para honrar nosso compromisso com vocês (pensando em novos assuntos e cumprindo o desafio cinematográfico deste ano) e também nos divertir um pouco.

Ontem assisti a nova produção da Marvel, Homem-Aranha: De volta ao Lar, do diretor Jon Watts. E é sobre ela que vou falar um pouco.

Logo de cara percebemos os traços marcantes do herói desta nova geração, interpretado por Tom Holland, que traz um humor mais adolescente para o longa. E justamente por ser o mais jovem dentre as três versões já filmadas, é possível notar claramente que suas motivações como herói também são distintas.

Tobey Maguire que marcou as telas como o aranha de 2002 até 2007, interpretava um Peter Parker mais sensível, um herói que equilibrava a vontade de usar seus poderes recém descobertos para bem, junto com o desejo de proteger aqueles a quais amava.

Andrew Garfield, que viveu o herói nos filmes de 2012 e 2014, era um cabeça de teia mais despreocupado, descolado e muito inteligente, que quebrava em vários sentidos o estereótipo do antigo garoto nerd, e carregava pouquíssimas semelhanças com o anterior (inclusive os quadrinhos do qual foi inspirado).

Com Tom Holland o contraste é ainda maior. Sua maior motivação é provar o seu potencial como herói para Tony Stark, que apesar de patrociná-lo, repete constantemente que ele ainda não está pronto para grandes responsabilidades e precisa amadurecer.

Foto: Imagem de divulgação, Homem-Aranha: De volta ao Lar, Marvel.

A roupagem desenvolvida pelo Homem de Ferro e entregue a ele, também contribui para uma mudança em suas performances. De modo que nem tudo exatamente vem de seu poder como homem aranha, mas lhe dá uma espécie de reforço e aprimoramento. Inicialmente ele não conhece nem a metade de seus apetrechos, porém sendo um adolescente querendo se livrar de limitações e desbravar o mundo, isso muda logo.

Os aspectos de inteligência foram mantidos, ele é considerado um dos membros mais importantes para o time de decathlon acadêmico de sua escola, além de usar seus conhecimentos para desenvolver suas próprias armas quando preciso.

Foto: Imagem de divulgação, Homem-Aranha: De volta ao Lar, Marvel.

Falando em poder, desta vez o filme não retrata a cena clássica de Peter Parker adquirindo seus poderes por meio da picada de uma aranha mutante. Nem qualquer relato sobre uma possível existência do tio Ben. A história se inicia tempos depois do combate no filme Guerra Civil, do qual ele participou lutando ao lado do Homem de Ferro. Porém em uma conversa com seu amigo Ned (Jacob Batalon) ele faz uma menção ao acontecimento que originou sua força.

Ned caracteriza o amigo maravilhado por descobrir as habilidades e feitos de Peter. O nerd da cadeira como ele mesmo se intitula torna-se na história um aliado na investigação de uma enorme operação criminosa na cidade.

Seu primeiro grande vilão a ser enfrentado exige muito mais do que só o raciocínio e força. O herói é obrigado constantemente a enfrentar as regras, a realidade e acima de tudo seus valores.

Foto: Imagem de divulgação, Homem-Aranha: De volta ao Lar, Marvel.

O enredo é recheado por cenas cômicas, umas das principais características da personalidade do protagonista, mas que no filme não se limita a sair apenas de sua boca. Sua relação com as demais personagens atinge diferentes níveis. May (Marisa Tomei) mostra-se uma tia mais jovem e também mais moderna, concedendo a Peter não só o papel de tutora mas também de amiga. Liz Allen (Laura Harrier) é seu amor platônico, e sua graciosidade faz com que a gente torça para que eles fiquem juntos. A história também apresenta o irreverente e conhecido Flash (Tony revolori), o inimigo acadêmico de Peter, que neste filme tem sua implicância motivada por disputas de Q.I. A observadora Michelle (Zendaya Coleman) deixa a todo tempo no ar a incógnita que talvez ela saiba de muita coisa. Até mesmo Happy hogan (Jon Favreau) assistente de Tony Stark, cria momentos engraçados e desafiadores para o protagonista por não levar muita fé nele.

No geral, o filme mostra-se mais leve do que as versões anteriores, mas ao longo das 2 horas acompanhamos o crescimento e aprendizado desta figura icônica. Seus 15 anos não servem apenas como chamariz para um publico mais jovem, mas é bem utilizado para representar sua batalha entre sua vontade de crescer e as limitações que exigem dele mostrar do que é capaz. Além do reconhecimento que para alcançar a vida da qual almeja muito ainda precisa ser feito.

Mesmo sentindo falta de aspectos que sempre foram carregados por este herói, fiquei curioso pelas sequências (Que espero que aconteçam).

Algumas Curiosidades Sobre o Filme

Apesar de apresentar uma bela diversidade nas telas com personagens descendentes de diferentes etnias no núcleo principal, e se distanciar um pouco do que já foi mostrado sobre o Homem-Aranha, o trabalho de Jon Watts não foge completamente do universo Spider.

Quem é mais ligado no mundo comics e na cultura pop, certamente coletará dezenas de easter eggs durante o filme, que homenageia constantemente cenas que foram impactantes nas Hqs e filmes, inclusive de outras histórias.

As referências também são dadas pela presença de algumas personagens e seus nomes. Como a relação da personagem Michelle, interpretada por Zendaya, e Mary Jane. Logo após a divulgação do elenco, ocorreram fortes boatos de que Zendaya incorporaria Mary Jane neste longa, o que não aconteceu exatamente. Porém em certo momento do filme a garota diz que pode ser chamada por MJ, uma possível ligação por abreviação. Se os dois terão algum tipo de envolvimento, só o futuro poderá dizer.

Entre as cenas que homenageiam diferentes filmes, a que traz o Homem-Aranha correndo pelos quintais da vizinhança, dá ainda mais força para a declaração de que “De volta ao lar” se trata é uma referência aos filmes adolescentes dos anos 80 dirigidos por John Hughes. Inclusive em uma das casas a mesma cena em questão de Ferris Bueller’s Day Off (Curtindo a vida adoidado) é reproduzida ao fundo.

A produção de Sam Raimi, de 2002, também é reverenciada quando Peter é aconselhado a dar um beijo em Liz, enquanto está suspenso de cabeça para baixa.

Se deu curiosidade por mais, o site Omelete compilou muitos dos os easter eggs encontrados no filme.

Eu me despeço por aqui, Abraços e Até mais.