Filmes & Séries

Novembro foi um mês em que assisti mais de 20 filmes, selecionar quais seriam minhas 4 escolhas foi um pouco difícil, mas aqui estão elas:

45. Indicado ao Oscar por melhores efeitos visuais – Mogli: O Menino Lobo (Jon Favreau, 2016)

Como eu disse, em novembro consegui assistir muitos filmes. Para os que enquadravam-se nesse item vi a animação Kubo e as cordas magicas, Doutor Estranho e claro Mogli, que acabou sendo minha escolha de registro.

O filme de 2016 recria o universo clássico de O livro da selva, do autor Rudyard Kipling, já conhecido e amado por muitos por meio da animação da Disney de 1967. Porém essa história já foi recontada outras vezes em diversas produções.

Na minha opinião, o que diferencia essa das outras, é justamente o seu trabalho visual na criação de efeitos e vida dos animais, que são introduzidos com mais naturalidade nos movimentos de fala e locomoção. Coisas que aproximam a produção da “realidade” por assim dizer. As cenas de ação do filme também são mais brutas, porém não deixa de ser um filme que encantará as crianças.

Mogli (Neel Sethi) é um garoto de origem indiana que foi criado na selva por lobos, após ser entregue a eles por Bagheera (Ben Kingsley) um pantera negra. Durante a  trégua da água, quando a floresta passa por um período de seca e os animais prezam pela vida um dos outros, Mogli é descoberto por Shere Khan (Idris Elba), um tigre que jura caça-lo até a morte, e eliminar qualquer um que fique em seu caminho. Com isso Mogli decide afastar-se de sua alcateia para protege-los. Mas Shere Khan força seu retorno.

46. Indicado por melhor trilha sonora no Grammy – Trolls (Walt Dohrn e Mike Mitchell, 2016)

A animação entrou na lista do Grammy por sua indicação de melhor musica escrita para mídia visual com a musica Can’t stop the feeling, a qual levou o prêmio. A produção também foi indicada ao Oscar de melhor canção original, por meio da mesma musica, mas perdeu para “City of stars”, de “La la land: cantando estações

E sem querer ser critico, ou passar por cima da avaliação positiva de 74% do Rotten Tomatoes, senti que a trilha sonora é o fator de maior relevância nessa história. Sou apaixonado por animações, mas infelizmente esse filme não me conquistou, como achei que seria.

No filme acompanhamos uma colônia de Trolls, que a anos precisa fujir das garras dos Bergens, seres que acreditam que só podem ser felizes caso os devorem. Após uma invasão que leva parte seus amigos e súditos embora, a princesa Poppy (Anna Kendrick) parte em uma viagem para resgata-los, acompanhada do mal-humorado e improvável Tronco (Justin Timberlake). Juntos eles irão também refletir sobre a verdadeira fonte de felicidade.

47. Um filme com cenas que retratam outro(s) planeta(s) – Valerian e a Cidade dos Mil Planetas (Luc Besson, 2017)

Em um futuro onde a humanidade se estabeleceu pela galáxia a fora, e diferentes seres foram descobertos e aliados a eles ao longo dos séculos, em um tratado de convívio universal, Valerian (Dane DeHaan) é um agente viajante do espaço que ao lado de Laureline (Cara Delevingne), sua parceira por quem é apaixonado, combate crimes intergalácticos em com uma espécie de força tarefa espacial.

Em seu trabalho mais recente, o agente se vê no meio de uma operação cheia de segredos e trapaças, que irá por a vida de uma espécie inteira em risco, e consequentemente a sua própria vida também. O mais instigante, é que tais acontecimentos estão relacionados a um sonho tido por ele tempos atrás… Ou teria sido uma visão?

O filme é repleto de efeitos visuais fantásticos, além do trabalho impressionante na criação da aparência de alguns seres, não é atoa que está sendo considerado uma indicação ao Oscar de Melhores efeitos visuais para 2018 (atualmente em repescagem). O personagem de Dane DeHaan busca trazer um certo humor para a trama, o que nem sempre parece funcionar, ao contrario de Cara Delevingne, que mostra uma evolução e força diante das telas.

48. Uma biografia política – Mandela: Longo Caminho para a Liberdade (Justin Chadwick e William Nicholson, 2013)

O filme baseado em uma autobiografia do líder sul-africano Nelson Mandela, conta-nos sobre sua vida, desde seu nascimento em uma tribo isolada — onde foi batizado de Madiba — até sua chegada à presidência. Um caminho tortuoso que se tornou intimamente ligado a sua vida pessoal e a estabilidade e segurança do país, no regime do Apartheid.

Por diversos momentos o filme expõe certas fraquezas, e atitudes certamente humanas que nos parece improvável a essa figura. O longa nos mostra o lado paquerador e mulherengo do jovem advogado que defendia seu povo com anelo, mas passava por problemas conjugais.

Mandela torna-se membro do Congresso Nacional Africano, ao enxergar sua luta justa por direitos em um estado que privilegia descendentes europeus e discrimina os nativos. O movimento passa a combater o estado com violência, quando estes passam a reprimir as manifestações com armas de fogo.

Os ataques acarretam em seu julgamento como terrorista, e sua prisão. Nesse logo período sua esposa e filhas tornam-se vozes fortes do movimento. Mas é também quando o filme passa a nos mostrando seguidas cenas difíceis de serem assistidas, como confrontos civis e atos de tortura como vingança.

Com o tempo Nelson torna-se estimado e importante para o governo que oprime seu povo, pois reconhecem seu poder de influência.

O filme também nos apresenta recortes de cenas reais, reportagens, passeatas e outros momentos que marcaram esse período. A interpretação de Naomie Harris como sua esposa Winnie Mandela merece destaque, assim como a do próprio Idris Elba como Mandela.


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Estamos quase no fim do desafio deste ano, falta apenas 4 filmes para fechar essa lista. Mas calma que essa despedida será bem legal.

Até mais!

Hey!

Essa já é a ultima semana de Novembro, isso significa que estamos em reta final para o desafio cinematográfico de 2017.

Essa é a hora em que você precisará intensificar suas pesquisas, dependendo dos filmes que ainda não assistiu. Mas calma, que para ajudar, decidimos fazer nessas ultimas semanas do ano mais alguns guias. Com os temas que acreditamos dar um pouco mais de trabalho para serem encontrados.

Como você já deve ter visto no titulo do post, vamos indicar 5 filmes que se passam em épocas diferentes. Esse item na verdade não era um dos mais difíceis, mas está aqui por conta do grande leque de variedades.

Filmes sobre viagens no tempo, com saltos curtos ou longos. Filmes que se dividem em duas narrativas. Ou simplesmente filmes que acompanham uma trajetória durante anos.

E foi pensando nessa variedade que formei essa lista:

Confira:

 

Cloud Atlas: A viagem (Tom Tykwer, Lilly Wachowski e Lana Wachowski – 2012)

O longa baseado na obra de David Mitchell, Atlas de nuvens, foi a minha escolha para o desafio. O filme conta com quase três horas de duração, e por muitas vezes pode soar um tanto quanto confuso. No entanto a caracterização das personagens e o entrelaçar das histórias faz do filme uma boa produção.

O filme lhe carregará entre 8 histórias em ambientadas em diferentes épocas, de séculos passados até aqueles dos quais a luz nem sequer começa a aparecer. Você pode saber um pouco mais por aqui.

 

The Age of Adaline: A Incrível História de Adaline (Lee Toland Krieger, 2015)

O drama romântico que ganha uma pitada de ficção cientifica, quase de fantasia, pode ser uma ótima escolha para você, que assim como eu, é atraído por histórias de amor.

Adaline Bowman (Blake Lively) constrói sua vida e sua família encantada pelo matrimonio. Mas as coisas mudam após sofrer uma perda e em seguida passar por um acidente que muda sua vida. O corpo de Adaline passa por um estado de conservação, de forma que pala passa a ter a aparência de 29 anos por décadas e décadas.

Com tantos anos de vida, observando a virada do século, acumulando vasto conhecimento em sua mente, e observando os outros a sua volta envelhecendo, Adaline passa a se esconder a exposição que poderia levar sua vida a ruína, e dos relacionamentos lhe parecem não ter futuro.

 

Uma longa jornada (George Tillman, Jr. 2015)

Mais um romance para lista (eu sei).

O filme adaptado do livro de mesmo nome, escrito por Nicholas Sparks, faz uma analise sobre como as formulas para que um relacionamento dê certo, não mudam tanto, independente da época.

Aqui conhecemos Sophia (Britt Robertson), uma universitária empenhada em crescer no ramo das artes visuais, e Luke (Scott Eastwood) um cowboy que segue os passos do pai e batalha para se destacar nos rodeios e manter a fazenda da família. Em certo momento, seus caminhos se cruzam com o de Ira Levinson (Alan Alda), um senhor de 91 anos que luta pela vida.

Sophia torna-se próxima a Ira, que por sua vez vira seu confidente e compartilha com ela sua história de vida, e os dias difíceis ao lado de sua amada Ruth (Oona Chaplin) — onde a narrativa se divide —, que acabam levando a jovem a repensar seu relacionamento com  Luke, em conflito de interesses.

 

Linha do tempo (Richard Donner, 2003)

Um grupo de alunos trabalha sob a supervisão do Professor Johnston (Billy Connolly) em um em um sítio arqueológico na França. A exploração e o interesse desconhecido, leva o professor até os responsáveis, a International Techonology Corporation, para obter informação. Os alunos prosseguem com os trabalhos até que se deparam com uma tumba de mais de 600 anos.

A surpresa ocorre quando em seu interior é descoberta uma lente bifocal, junto a uma carta escrita pelo próprio Johnson pedindo ajuda. Assim seu filho e outros alunos empanham-se em voltar para os tempos feudais e trazê-lo de volta do século XIV.

 

De volta para o Futuro (Robert Zemeckis, 1985)

Um dos muitos clássicos dos anos 80 e influente na cultura pop, o filme de volta para o futuro acabou fazendo tanto sucesso que rendeu mais 2 filmes na época, e como novidade, ano que vem (2018) a franquia voltará paras as telas com o 4º filme.

Nessa produção Marty McFly (Michael J. Fox) aciona uma máquina do tempo construída pelo cientista Doc Brown (Christopher Lloyd), que o transporta até a década de 50. Entre os muitos desafios enfrentados por McFly nessa viagem, estão a difícil tarefa de voltar para a casa, e a missão de fazer com que seus pais não deixem de ficar juntos, caso contrário ele deixará de existir.


Essas foram as indicação para hoje. Mas se você ainda não se interessou por nenhum dos filmes, não esquenta, afinal agora você já tem uma ideia sobre que tipo de temas pode procurar.

Nos vemos em breve! Abraços.

Okay, meu resumo do desafio dos 52 filmes de Outubro acabou tendo um atraso prolongado, mas, estou aqui agora para entregar o relatório do mês passado, onde pude assistir muita coisa legal.

Sem mais delongas — porque né — aqui estão os 5 filmes das 5 semanas de outubro.

40. Um drama LGBT – Moonlight: Sob a Luz do Luar (Barry Jenkins, 2016)

Vencedor do Oscar de Melhor Filme de 2017, Moonlight acompanha a vida de Chiron (mais tarde conhecido como Black) , que cresce em uma comunidade carente em Miami, e acaba por se aproximar de um traficante que cuida dele sempre o menino deseja fugir das difíceis situações em casa.

O ponto de transformação da personagem ocorre claramente quando Chiron (Ashton Sanders) tomado por raiva e angústia, somadas de sua trajetória, decide revidar a quem o oprime. Depois disso, o reencontro com a personagem, já mais velho interpretado pelo ex-jogador Trevante Rhodes, mostra-nos Black em uma posição completamente oposta, e os esclarecimentos de como ele chegou até ali vem por meio de diálogos em reencontros bastante esperados.

Apesar de ter sido minha escolha para esse tema, confesso que não senti que o filme atendeu inteiramente as minhas expectativas. Moonlight soube sim jogar uma luz sob uma realidade vivida por muitas pessoas — a pressão de assumir uma posição ou um comportamento como forma de “atender ao padrão” ou viver a sua própria essência —, soube retratar bem o cenário de uma família corrompida pelo vício, e o amadurecimento precoce diante de certas situações.

Mas o filme explora timidamente a orientação da personagem, que dispõe de poucos momentos de autodescoberta. Por fim, Black se mantém conectado a um único fato que o impactou, e que na realidade nem mesmo ele parece saber o porquê, em um misto de tristeza e uma possível renovação.

41. Uma distopia filmada antes dos anos 2000 – Brazil: O Filme (Terry Gilliam, 1985)

Em um lugar onde a tecnologia e questões burocráticas mostram-se como fornalhas para a sociedade, em meio a um regime totalitário, onde aqueles que se opõem contra a forma de governo são tratados como terroristas e passam por um assombroso processo de “recuperação”. Sam Lowry (Jonathan Pryce) que se mostrava confortável em sua posição de trabalho, dispõe de sua sorte e dos meios ao seu alcance para encontrar Jill Layton (Kim Greist), uma mulher que se assemelha a figura de seus sonhos fantasiosos. Jill Layton por sua vez confronta todo esse sistema atrás de justiça.

Confesso que achei o filme um tanto quanto confuso. É um universo muito complexo que apresenta diversas questões, tanto que durante a primeira hora do filme (que possui 2 horas) a personagem principal trilha seu caminho de forma lenta, quase como uma apresentação, para que então só depois a ação comece, finalizando de forma grandiosa.

Isso não chega a ser ruim, já que nada na história ocorre em vão. Mas, o ritmo pode acabar dando uma desanimada.

Mas é claro que o filme tem o seu valor, o título Brazil não lhe foi dado por um acaso, nem só pela trilha sonora que contém Brasileirinho e também ritmos de Bossa Nova. O longa teria sido inspirado na ditadura militar brasileira — uma distopia real.

42. Um filme com personagens criando um filme secundário – Saneamento Básico: O Filme (Jorge Furtado, 2007)

Em Linha Cristal uma cidadezinha de colonos italianos na serra gaúcha, moradores se reúnem para discutir formas de exigir que o prefeito construa uma fossa para o tratamento do esgoto local. Após ser informada de que a prefeitura não tem condições de arcar com a obra, mas possui um crédito de R$ 10 mil para a produção de um vídeo, Mariana (Fernanda Torres) orientada pela secretária do prefeito, enxerga nessa situação a oportunidade para arrecadar fundos para a obra.

O filme constrói comédia em cima de situações cotidianas, e às vezes diálogos despretensiosos, que aproximam a trama da realidade. A forma como as personagens se esforçam para entender como funciona a estrutura de um filme, e até mesmo a confusão diante de alguns termos garantem boas risadas. O longa também reversa um espaço para analisar a política e as relações familiares.

Além do elenco desse trazer grande nomes do cinema nacional, como a já citada Fernanda Torres,  Wagner Moura, Camila Pitanga, Bruno Garcia, Lazaro Ramos, e outros.

43. Um musical contemporâneo – La la Land: Cantando Estações (Damien Chazelle, 2016)

Já que assisti Moonlight, por que não assistir La La Land? Que era um forte candidato ao Oscar de Melhor Filme do Ano, e se envolveu em uma confusão na premiação.  

Sebastian (Ryan Gosling) é um pianista apaixonado por Jazz clássico, que sonha com uma forma de não deixar essa arte morrer. Mia (Emma Stone) se desdobra entre seu emprego em um café e as audições pelas agências de Los Angeles, visando seu sonho de Atuar. Os dois se aproximam e passam a conhecer um pouco do universo do outro, até que se apaixonam.

Diferente de alguns musicais pelos quais clamamos por mais falas e menos músicas, La la Land é encantador desde a primeira cena em um congestionamento. A trilha sonora além de construir a história e nos apresentar toda a trama, também conecta-se de forma fluida com as falas e os cenários.

O filme, apesar de gracioso, apresenta um retrato das dificuldades encontradas quando nos propomos a seguir nossos sonhos. O distanciamento do ideal, as relações postas em jogo, e aquelas pessoas que marcam a sua vida, tudo isso sob o céu da Califórnia.

Se você tem interesse em saber mais sobre a história, suas referencias e tudo mais, o Gusta fez uma resenha aqui no blog meses atrás sobre esse musical.

44. Um filme que você tinha medo quando criança – Brinquedo Assassino (Tom Holland, 1988)

Antes de qualquer coisa fiquei me perguntando que tipo de criança desejaria um brinquedo feio como aquele, mas então me lembrei do boneco do fofão.

Tudo começa quando um criminoso muito procurado é abandonado por seu comparsa e morto por um policial, porém ele não era um criminoso qualquer, o cara tinha conhecimentos de magia, e após jurar vingança transfere sua vida para um brinquedo. E assim, Andy Barclay (Alex Vicent) um garotinho de 6 anos apaixonado pelo “Cara Legal” acaba tendo um serial killer em seus braços.

Brinquedo Assassino é o filme que acabou dando origem à franquia do Chucky. Essa peste aterrorizava qualquer criança que se deparava com seus comerciais no SBT. Hoje em dia, as histórias do boneco assassino ficaram ainda mais densas e bizarras, e é também por esse motivo que escolhi o filme de 1988.

O filme conta com algumas cenas de efeito exageradas, algumas que chegam à ser engraçadas — confesso que me senti superando uma barreira por conseguir rir desse filme — , mas há também uma certa tensão sob quando o brinquedo esboçará alguma reação.

Por hoje é só, Até mais 😉

Hey! Tudo bem?

Esse é mais um dos nossos posts em conjunto, mas desta vez resolvemos apresentá-lo da mesma forma que fizemos com a resenha do livro Caixa de Pássaros. O texto surgiu de uma conversa que tivemos, sendo assim, os trechos em verde são referentes ao que o Elton escreveu, e em vermelho o que o Gusta. — O post não possui spoilers, pois focamos mais nas nossas impressões e expectativas. 😉

Enfim a segunda temporada de Stranger Things foi liberada, e assim como muita gente, separamos nosso fim de semana para maratonar essa produção maravilhosa. E já adianto que não foi nada fácil se despedir da série mais uma vez. Ao chegar no nono episódio e seu epílogo, é inevitável não desejar pelo menos mais quatros episódios. Porém, a Netflix presenteou seus assinantes e fãs da série, com um programa composto por 7 entrevista com parte do elenco, além dos próprios irmãos Duffer — roteiristas e diretores da série — e Shawn Levy — produtor.

Inclusive, este segundo ano, que para mim (Gusta) pareceu menos tenso que o segundo, passa a sensação que passou mais rápido que o primeiro. Os episódios se desenvolvem mais rápido e nós vimos mais histórias mais personagens, porém sem perder aquele clima tão único e característico da série.

A atmosfera de Stranger Things, por si só, já parece ser composta de algo forte que segura o espectador a cada episódio, e com as doses de ação e suspense, torna-se combustível puro. No entanto, a nova temporada acrescente e reforça muitos fatores: Como o desenvolvimento pessoal dos personagens e a expansão do universo obscuro junto com o poder das criaturas habitantes do mundo invertido.

Os dois novos personagens mais marcantes foram: Max (Sadie Sink) e Billy (Dacre Montgomery), dois irmãos que iniciam a temporada em uma aura cercada de mistério. A garota Max (MadMax pros íntimos) tem a mesma idade que os protagonistas e logo se envolve com eles, sendo causa de alguns conflitos e tendo um importante papel com um deles. Já o Billy, mais velho, logo se mostra deslocado e disposto a enfrentar os outros para se estabelecer na escola. Particularmente, eu espero que eles sejam mais desenvolvidos como personagens em uma terceira temporada, pois parecem ter muito potencial.

A introdução desses dois novos personagens me levou a ficar constantemente os questionando, se eram possíveis espiões ou coisa maior, até por certos diálogos. Apesar de Billy ser justificado como antagonista humano, confesso que senti sua presença desinteressante para história. Resta esperar que acrescente algo a mais nas temporadas seguintes.

Do outro lado, temos um novo grande antagonista, uma força obscura destinada ao mal mais puro, porém com consciência e com um plano que deve ser desvendado ao longo da temporada. Estes novos conflitos que se colocam nesta temporada vão estabelecer as dinâmicas entre os personagens.

Mas também não temos como ignorar uma personagem que surgem logo nos primeiros minutos da série, em um contexto completamente diferente vivido pelos personagens em Hawkins, mas que ainda assim possui uma ligação forte com todo o restante da trama.

A presença dessa personagem nos abre caminhos para novas expectativas em relação a série, além de funcionar como ponte para certos esclarecimentos e novas dúvidas. Particularmente eu gostaria muito de ver a Kali (Linnea Berthelsende volta em um novo contexto, talvez lutando por algo maior. Mas isso é tudo que irei dizer.

A série já mostrou um ótimo domínio quando o assunto é referencia aos anos 80. E isso ocorre não só pela construção dos ambientes, mas também pela escalação do elenco. Dessa vez Sean Astin aparece como Bob. O ator é bem conhecido, porém seus papeis de mais conhecidos são o de Mikey em Os Goonies, e Samwise em Senhor dos Anéis. ❤

De maneira semelhante a temporada anterior, os principais núcleos se dividem. Acompanhamos cada grupo envolvido com sua missão especial, coletando descobertas e interpretações, que unidas no fim, constroem esclarecimentos para os telespectadores e os próprios personagens. Ah! E quando os esclarecimentos vem a sensação é de cair o queixo.

Por meio disso, nos deparamos com o afastamento de Will (Noah Schnapp) e Mike (Finn Wolfhard) de Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin)  . Senti saudade deste grupo mais unido, não vou mentir :/ , exatamente por isso que os últimos episódios se tornam mais especiais.

Falando em Will, o personagem finalmente ganha mais voz, e passamos a conhecer mais sobre a atuação de Noah Schnapp, que por diversas vezes nos surpreende em rompantes de grito e fúria e tristeza.

Millie Bobby Brown não fica atrás, sua jornada nessa temporada é triste e isolada, ao mesmo tempo que a remete a um autoconhecimento. A atriz mesmo tão jovem entrega uma interpretação de destaque.

Se na temporada passada o destaque, em termos de atuação, foi absoluto para Winona Ryder encarnando a mãe Joyce Byers, desta vez, os dois jovens Noah Schnapp e Millie Bobby Brown assumem a dianteira. Os dois encarnam duas das jornadas mais difíceis em termos de drama, ela parte em busca de autoconhecimento e ele tem que encarar um enorme desafio, imposto para ele por conta da sua anterior estadia no mundo invertido.

Essa temporada está repleta de dramas pessoais que se estendem em cima de algo maior e obscuro, algo que impacta a vida dos personagens e influencia suas relações, bem como a forma da qual passam a encarar uns aos outros.

Isso se mostra presente desde a relação entre o triângulo Nancy, Steve (Joe Keery) e Jonathan (Charlie Heaton) — onde Nancy mostra-se perturbada pela ausência de Bárbara e o comportamento de seus pais — até a união improvável entre o xerife Hopper (David Harbour) desenvolveu neste período de um ano.

Se você estranhou o fato de não estarmos falando tanto sobre o Mike, que na temporada anterior era visto como uma espécie de centro da equipe, é porque infelizmente não há muito o que dizer sobre seu papel. Mas ele se mostra como um amigo fiel e preocupado, que ainda guarda seus sentimentos sobre Eleven.

Stranger things 2 fez uma temporada sensacional, digna de seguir a primeira (que também foi maravilhosa). As histórias foram muito bem desenvolvidas, apesar de ainda estar na expectativa para algumas coisa. Com certeza, a espera pela terceira temporada será difícil….

Correndo o risco de soar sentimental, não posso deixar de dizer o quanto a gente se impressionou com o amadurecimento do mirim neste período de um ano. A diferença física fica evidente logo no início da série, mas é ainda mais gritante quando flashbacks são introduzidos.

No geral foi uma temporada que amamos, e que prendeu nossas atenções, mesmo identificando uma coisa ou outra que merecesse mais desenvolvimento. Mas acreditamos que muitas coisas ainda serão exploradas, afinal, a terceira temporada já está confirmada, e os gêmeos Duffer declararam que a série deverá acabar em 4 temporadas.

Isso é o que temos a dizer por enquanto, mas sem duvida é um assunto que voltará em breve, já que somos apaixonados por essas produção.

Abraços!

🎃Maratona de Filmes🎃

APROXIMEM-SE! Aproximem-se os que gostam da noite das bruxas, os que desejam sentir calafrios, os que gostam da escuridão e das coisas noturnas! Se você é assim como eu, gosta do halloween, das suas abóboras assustadores, que parecem te encarar pelas sombras, mas acima de tudo gosta de doces e filmes de terror, eu tenho a solução perfeita! Aproximem-se!

A seguinte lista de filmes é feita para você caro leitor, que deseja um gostinho desta noite única do dia 31 de outubro, quando todas as bruxas, monstros, fantasmas e viajantes noturnos saem às ruas! Vem com a gente, venha se assustar também!

Porém cuidado, caro leitor saiba onde está pisando! Nós lhe apresentamos duas portas; na primeira, as criaturas do halloween vem atrás de você, tiram-lhe o sono e te assustam nas horas menos esperadas, são os filmes de terror. A segunda sessão é para fazer as pazes com tais criaturas, nela tudo gira em torno da atmosfera assustadora, do suspense da corrida por salvar o dia. Você já é parte do halloween, não há porque ter medo!

Porta 1:
Cuidado com pesadelos! Não deixe os monstros te pegarem… 

Contos do dia das bruxas (Martin Dougherty, 2007)

Na mesma cidade, na mesma festa de dia das bruxas, 4 histórias macabras se intercalam, contos de fazer o suor gelado descer pelas costas. Quatro jovens garotas vagam pela festa a céu aberto em busca de garotos, como verdadeiras caçadoras, porém uma delas é deixada para trás. Enquanto isso, um vampiro mascarado vaga pelo lugar buscando sua nova vítima. Não longe dali o diretor da escola mostra ser quem ninguém imagina que ele é. É por fim, um grupo de 4 adolescentes em busca de desvendar um mistério encoberto da cidade.

O halloween pode ser uma festa muito divertida, e o filme mostra isso ao realizar uma ótima construção de cenário de fundo. Os jack o´lanterns são absolutos durante todo o longo, a sessão é que sempre há uma abóbora te olhando ali do fundo e das sombras. Mas cuidado, caro leitor, o halloween tem regras e você não quer quebrá-las!

Halloween (John Carpenter, 1979)

Ao lado de Freddy Krueger (A hora do pesadelo) e Jason Vorhees( sexta-feira 13), Michael Myers é um dos assassinos mais conhecidos dos filmes de horror norte americanos. O diretor John carpenter não poupou esforços para criar a perfeita atmosfera de terror, na disfuncional família Myers.

Na noite de halloween, o jovem Michael tem um surto psicótico e comete uma série de terríveis crimes, o que provoca com que seja internado e esquecido em uma instituição criminal por anos a fio.
Quando ele sai de lá fugindo de volta para casa, é aí que o horror começa. Um filme clássico de Halloween que definitivamente não é para toda a família.

Assim como os outros assassinos de filme citados ali em cima, Michael Myers faz parte de uma tendência, se tornando mais do que um filme, mas realmente uma parte da cultura norte americana (último exemplo disso ocorre em Stranger things) . É um bom halloween quando este psicopata te gera alguns calafrios!

Tales of Halloween ( Darren Lynn Bousman, Axelle Carolyn, Neil Marshall, 2015)

Que o Halloween é uma noite de muita loucura e caos, acredito que você já saiba disso a essa altura, mas a forma como Tales of Halloween apresenta a data é única. Uma verdadeira loucura, que assim como a indicação anterior, dispõe em 10 diferentes pequenas historias e cada uma tendo um diretor diferente, se você gosta de um bom susto, é o filme perfeito para entrar no clima.

Este é a minha escolha para filme na noite em que todas as bruxas, fantasmas estão a solta deste ano!!

Black mirror: Playtest (Dan Trachtenberg, 2016)

Black Mirror dispensa apresentações. Todos os seus episódios são recheados do mais puro desespero. A série lida com nenhuma outra com a relação do homem e da tecnologia, o que leva a resultados dos piores possíveis, um desses é o episódio Playtest.

O jovem norte americano Cooper (Wyatt Russell) enquanto viaja o mundo dá de cara com uma oportunidade única de jogar um jogo de completa imersão, ele não somente veria o jogo, também o viveria. Com o objetivo de passar uma noite em um cenário macabro, Cooper recebe o implante no seu cérebro, então é levado para encarar os perigos, que não são reais e sim de sua mente, mas quem disse que isso não pode machucá-lo também?

Outras idéias:

Freaks (Tod Browning, 1932)

           XX ( St. Vincent, Karyn Kusama, Jovanka Vuckovic, Roxanne Benjamin, 2017)

           A casa da colina (Willian Malone, 1999)

           Corra! (Jordan Peele, 2017) !!!

Porta 2:
Faça amizade com a noite! Nada aqui pode te machucar, você já é um de nós

O estranho mundo de Jack (Henry Selick, 1993)

Esqueça o mundo chato em que vivemos. Jack é rei no mundo do Halloween, ele controla o terror, os sustos, OS GRITOS! Ele é rei, mas se sente incompleto, se sente cansado do halloween, até que em uma noite sombria ele vagueia demais pelas florestas e encontra outro mundo. É um mundo cheio de luzes, cores, felicidade, tudo que jack sempre pensou odiar. Porém o que se segue é bem inimaginável.

É um clássico por excelência do fim de ano. “O estranho mundo de Jack” já tem seus 20 e tantos anos, mas continua encantando platéias de todas as idades.

Frankenweenie (Tim Burton, 2012)

Tim Burton, eterno mestre de tudo que é macabro, construiu com perfeição a melhor brincadeira ou releitura com o clássico Frankenstein (tema do Halloween ano passado por aqui!!!). Aqui o jovem garoto Frankenstein está inconformado com a morte do seu cachorrinho de estimação e decide fazer o possível e o impossível para trazê-lo de volta a vida. Porém, talvez Sparky, o cachorrinho revivido talvez não seja mais o bom garoto de sempre.

Tim Burton e a história epônima de Mary Shelley, é uma combinação perfeita e faz uma homenagem à altura dos clássicos filmes de monstro da década de 30. Recomendo e com certeza irei assistir esse ano.

Abracadabra (Kenny Ortega, 1993)

Os dois irmãos Max e Dani (Omri Katz e Thora Birch), novos na cidade, são deixados em casa na noite do Halloween, os pais estão em uma festa. O que eles fazem? A resposta é simples: trazem de volta a vida três bruxas irmãs Winifred, Mary e Sarah Sanderson (Bete Midler, Kathy Najimy e Sarah Jessica Parker, respectivamente) que querem concluir seu feitiço de vida eterna, com sangue de criancinhas.

Aqui vale uma nota pessoal: esse filme da Disney foi um dos meus primeiros encantos pela data, apesar da iminência do perigo das bruxas, mesmo elas são extremamente carismáticas e compensam o terror com atrapalhações. Eu extremamente recomendo a magia de Abracadabra.

Stranger things 2 (Matt e Ross Duffer, 2017)

A série mega sucesso da netflix combina em absoluto com a data. A atmosfera construída na cidade de Hawkins, associada aos mistérios no ar, o clima de absoluta desconfiança, enfim tudo colabora para o clima perfeito. O segundo ano começa justamente no Halloween, com o quarteto de protagonistas se preparando.

Precisa dizer mais? SIM! Além de ser o programa perfeito para esta noite, nós já já vamos postar a resenha de incrível segunda temporada da série.

Outras idéias: 

Gasparzinho (Brad Silberling, 1995)

Coraline (Henry Selick, 2009)

Ghostbusters – Os caça fantasmas (Ivan Reitman, 1984)

ParaNorman (Chris Butler, Sam Fell, 2012

 

BOO!! 

Assustador né! Eai, qual porta você escolheu, caro leitor? Espero que não tenha se arrependido da sua escolha! Algum outro filme que gostaria de acrescentar? Adoraria ouvir…

Sem mais, Boa noite e tomara que os monstros não te peguem nos seus sonhos 😉