Filmes & Séries

Estamos em contagem regressiva para a estréia da nova temporada de Stranger Things, que chegará ao catálogo da Netflix nessa sexta-feira (27 de Outubro). E claro, para deixar seus fãs ainda mais enlouquecidos, está a todo momento soltando algum vídeo ou imagens intrigantes.

A partir disso conseguimos deduzir algumas coisas sobre o que vem por aí. Como já dito pelos próprios irmãos Duffer, a série esta um pouco mais sombria. Outra coisa que notamos é o amadurecimento do elenco, além da presença de novos personagens.

O fato é que faz um pouco mais de um ano que a série foi lançada na Netflix, tempo o suficiente para internet apresentar suas teorias e ficar tietando essa galera.

No entanto, mais importante do que relembrar teorias, achei legal destacar alguns pontos que movimentaram a primeira temporada, e que provavelmente receberão alguma atenção daqui para frente na série.

Então se prepare, pois aqui estão

13 coisas para não esquecer antes de assistir a nova temporada de Stranger Things.

* Contém Spoilers da temporada Anterior 😉 *

A origem de Eleven

Com o decorrer da série, por meio de inúmeros flashbacks, conseguimos descobrir mais sobre a Eleven (Millie Bobby Brown), ou no mínimo criar teorias.

Fica claro que a garota era mantida como objeto de estudo, e treinada para se tornar uma possível arma para o governo.

Vemos o Dr. Martin Brenner (Matthew Modine) evoluindo seus testes de telecinese aos poucos, hora por pedir que ela amasse uma latinha com a mente, hora que ela ataque alguém com seu poder, e até mesmo que escute e transcreva conversas de pessoas distantes.

Seu próprio nome, que na verdade é dado pela tatuagem em seu braço com o número 11, nos faz pensar que ela não foi a primeira a participar de tais experimentos, ou que é uma entre outros…

Will foi dado como morto e teve até um funeral

Mike (Finn Wolfhard) , Lucas (Caleb McLaughlin), Dustin (Gaten Matarazzo) e Eleven,  seguem um carro de polícia em direção a um lago, sabendo que a movimentação possui alguma relação com o desaparecimento de Will (Noah Schnapp). Ao chegarem até um lago, situado em baixo de uma grande pedreira, eles se deparam com a retirada do corpo do amigo.

Mike acusa Eleven de ter mentido para eles durante todo o tempo, porém a garota arranja uma forma de provar que Will continua vivo.
Tempos depois, após ele buscaram mais formas de contato com ele, recorrendo aos poderes da Eleven, ocorre o funeral de Will — apesar de grande parte do elenco ter provas de que ele não está morto.

A suposta Mãe da Eleven

Após a impactante descoberta por mérito do xerife Hopper (David Harbour), de que o corpo encontrado e mantido isolado, dito pertencente ao Will, nada mais era do que um boneco, ele acaba encontrando meios de invadir a base de pesquisas do governo instalada em Hawkins. Lá ele encontra vestígios da permanência de uma criança (Eleven) no local. E ao se aproximar do andar onde o portal entre os dois mundos encontra-se aberto, ele é capturado e levado até sua casa, onde tudo foi propositalmente armado para simular uma ressaca ou algo do tipo.

Hopper decide ir até Joyce (Winona Ryder), mãe do Will, e lhe contar tudo o que sabe, e seguindo as informações de suas pesquisas, os dois acabam indo ao encontro de Terry Ives. Uma mulher transtornada, que guarda uma história de envolvimento com Dr. Martin Brenner, como membra de um estudo chamado Mk Ultra, que utilizava LSD combinado a outros fatores, na busca de expandir limites da mente. E estava grávida de uma menina, chamada Jane, que foi dada como morta, apesar de ela acreditar que a criança tenha sido retirada dela, por possuir poderes especiais.

Jonathan e Nancy

Os dois se aproximam depois que Jonathan (Charlie Heaton) , em uma noite em procura de pistas do irmão, se depara com uma festa na casa do Steve (Joe Keery), namorado da Nancy (Natalia Dyer). Ele permanece escondido fotografando momentos da reunião, inclusive o isolamento de Bárbara (Shannon Purser) na beira da piscina, que desaparece instantes depois. — Saudades Barb.

As fotografia chegam ao conhecimento de Steve, que ao tirar “satisfação” com Jonathan, quebra sua câmera e rasga suas imagens. Porém Nancy recolhe algumas para ela.

Nancy entra em uma busca por sua melhor amiga, e ao voltar no local onde elas haviam estacionado o carro, se depara com uma criatura bizarra vagando pela floresta. Tempo depois, ao analisar uma das fotos tiradas por Jonathan, ele encontra a sombra familiar daquela criatura atrás de sua amiga.

A partir disso, e da confirmação de Jonathan a respeito de uma figura semelhante vista por sua mãe, os dois se juntam a procura da criatura.

O portal na Árvore

Em um momento, Jonatham e Nancy caminham pela floresta em busca de pistas e se deparam com um cervo ferido, do qual cogitam sacrificar para que não fique sofrendo. No entanto o animal é arrastado para longe. Seguindo os rastros, Nancy se depara com uma estranha abertura no tronco de uma árvore, ao atravessar ela encontra o “demogorgon” alimentando-se do animal, dentro do mundo invertido.

Steve vs Jonathan

A rixa entre os dois se formou a partir do acúmulo dos fatos anteriores, além de jonathan ser visto como estranho por muitos ali. Mas a situação ficou ainda mais acirrada quando Steve o viu com sua namorada em uma noite. O que gerou na pixação no letreiro do cinema, e a briga física entre os dois, que terminou com Jonathan preso.

Porém no fim da temporada, mesmo com todos os momentos de conexão entre o Jonatham e a Nancy — que nos fizeram acreditar e torcer para que eles ficassem juntos —, ela termina ao lado Steve. Mas rola uma cena bem fofa, onde ela lhe entrega como presente de natal uma câmera nova.

O Acordo de Jim Hopper

Após a confirmação de que Will está preso no mundo invertido, o xerife Hopper vai até o Laboratório Nacional de Hawkins, junto com Joyce, na tentativa de resgatar o garoto por meio do portal. Porém eles acabam sendo capturados. Hopper pede permissão para passar pelo portal junto com Joyce, ele se oferece a fazer qualquer coisa para garantir a expedição, e assim consegue o que quer.

Momentos depois, quando tudo está “resolvido”, ele é abordado por um carro. O que nos leva a pensar que ele ainda prestará contas de seu acordo.

Outras coisas para se lembrar

O professor que sabia demais: Ele não chega a ser exatamente suspeito de algo, mas foi através do professor Clarke (Randy Havens) que as crianças desenvolveram a teoria sobre a localização do Will, além da construção da piscina como simulação do tanque para a Eleven.

Mike s2 11: Em uma conversa, Mike chega a dizer para Eleven que ela poderia continuar vivendo em sua casa depois que tudo aquilo acabasse, além de beijá-la e convidá-la para o baile de inverno.

A morte de Eleven: Com o fim da primeira temporada, uma certa dúvida se instaurou: A Onze teria morrido ao confrontar o demogorgon? Bom, como já sabemos, não. Mas a dúvida sobre sua localização é algo que deve ser desvendado só com os novos episódios.

Lembrando também que ela se via como responsável por ter dado acesso para a criatura ao mundo normal. E uma das suas falas, em quem ela dizia ser o monstro, levou muitas pessoas a criarem a teoria de que o demogorgon era de fato ela em uma realidade alternativa, e o contato entre os dois teria gerado essa “fenda”.

A morte do chefão: Outro que deixou as cenas foi o próprio Dr. Martin Brenner. Em último confronto no colégio, enquanto ele e seus homens tentavam recapturar Eleven, ele acaba sendo morto em um ataque do demogorgon.

Will ainda conectado ao mundo invertido: Vemos isso no último episódio, quando em um momento o banheiro de sua casa toma a forma do mundo invertido. Além de ele tossir uma daquelas criaturas do outro lado. O trailer da segunda temporada deixa explícito que essa conexão movimentará grande parte da história.

E por último, o amor de Onze por Eggos (waffles)

E aí? acha que esqueci alguma coisa? O que você espera dessa nova temporada? Conta pra gente!

Abraços e até mais.

Oi!

Decidi que seria legal tirar um mês só para os itens de diferentes nacionalidades do desafio dos 52 filmes. Como eu já havia cumprido o desafio de um filme europeu meses atrás, ficou mais fácil distribuir os 4 filmes restantes.

E posso dizer que foi uma experiência muito boa, além de observar um pouco os aspectos de diferentes culturas, também pude ver com mais atenção os contrastes na forma de atuar, ou contar uma história.

Sem enrolar mais, confira o que eu assisti!

36. Uma produção da Oceania – BOY (Taika Waititi, 2010)

Uma produção da Nova Zelândia que se passa no auge dos anos 80, onde Boy (James Rolleston), um garoto de 11 anos, vive com sua avó, seu irmão mais novo Rocky (Te Aho Eketone-Whitu), e alguns primos no interior do país. Entre todas as coisas que Boy venera, Seu pai e Michael Jackson disputam o topo. Porém apesar de toda sua admiração, na realidade pouco se sabe de se pai. O garoto guarda imagens de coisas que lhe foram contadas e outras das quais ele imagina, sendo que a única verdade é que seu pai foi preso um dia.

Quando a avó do garoto precisa partir para um funeral, Boy se vê a frente da responsabilidade de cuidar das outras crianças. E é quando surpreendentemente seu pai Alamein (Taika Waititi) reaparece, acompanhado de sua “gangue“, atrás de algo que deixou para trás. Nos dias que se seguem o jovem busca dar o seu máximo para não desapontar seu pai, e se igualar a ele, por acreditar que ambos possuem potencial. Logo, Boy percebe que tudo aquilo que ele acreditava sobre o pai estava completamente errado.

O filme conseguem manter um bom equilíbrio entre o drama e a comédia. A trilha sonora local acrescenta um clima especial. Em alguns momentos Rocky parece ser mais carismático do que o próprio protagonista, muito por seu isolamento e sua crença de que carrega super poderes. Mas no geral, o desdobramento de Taika Waititi como diretor e ator é assertivo.

37. Uma produção da África – Lunch Time Heroes (Seyi Babatope, 2015)

Disponível na Netflix*

Nessa produção da Nigéria acompanhamos Banke (Diana Yekinni), uma jovem que acaba de ser direcionada para ser professora estagiária em uma escola de elite do país, rigorosa quanto aos métodos de ensino e seus resultados. No entendo sua presença não é bem vinda pela vice-diretora Williams (Dakore Akande) e os demais professores da instituição. De modo que ela chega a passar dias sem obter qualquer tarefa. Para lidar com a ansiedade e frustração, Banke cozinha, algo admirado por seus colegas de alojamento.

Ela encontra sua grande chance quando a escola é selecionada para participar de uma importante competição interescolar. Enquanto os professores trabalham com os melhores alunos em debates, atletismo e a feira de ciências, Banke se vê encarregada de tomar conta das crianças não selecionadas e consideradas sem aptidão.

Conquistar essas crianças não é fácil, mas ela encontra em seu talento na culinária uma chance de captar suas atenções e ensina-las a acreditar em suas capacidades. Porém mal sabe ela até onde isso pode a levar.

O filme apesar de simples carrega uma atmosfera gostosa de ser assistida. lógico que não há como esperar uma mega produção a nível hollywoodiano, e o filme carece em alguns pontos. Mesmo assim o discurso de persistência e resiliência é motivador.

 

38. Uma produção do Oriente médio – Tempestade de Areia (Elite Zexer, 2016)

Suliman (Hitham Omari) é um pai e marido fiel às tradições praticadas no sul de Israel. Ainda assim mostra-se confidente de Layla (Lamis Ammar) sua filha mais velha que sonha seguir com os estudos e entrar em uma universidade. Enaquanto Jalila (Ruba Blal), sua esposa, cuida dos procedimentos para o casamento do marido com uma segunda mulher, ela descobre o envolvimento de Layla com um garoto da escola.

Por mais que Layla afirme seu amor por Anuar (Jalal Masrwa), este relacionamento jamais seria bem visto, por ele fazer parte de outra tribo. Ela acredita que seu pai a entenderá e lhe dará apoio. Entretanto, ele está cuidando dos acordos para o seu casamento com um homem da região.

Jalila tenta se certificar de que está sempre fazendo o melhor para proteger suas filha, e busca uma boa solução dentro das regras da sociedade. Mas acaba pagando um preço amargo por se expressar. Resta a  Layla se questionar até que ponto ela seria capaz de romper com sua família e embarcar em um caminho sem volta.

O filme carrega muitos elementos culturais interessantes para aqueles que gostam de conhecer sempre um pouco mais. A conclusão do filme da a entender que esses dilemas sempre existirão, e que com Tasnim (khadija al akel) irmã mais nova de Layla, também existirão problemas quanto ao dever e o sentir.

39. Uma produção da América do sul – Medianeras (Gustavo Taretto, 2011)

Essa produção sensível e poética do cinema argentino levanta uma critica sobre o efeito de metropolização e estrutura visual das cidades, da forma como a tecnologia e as invenções criadas para garantir um maior conforto afetam o estilo de vida humano, e como barreiras  de relacionamentos foram levantadas com o passar dos anos.

Martin (Javier Drolas) mora sozinho em um apartamento pequeno, e tem como companhia uma cadelinha deixada para trás por sua ex-namorada. Ele sofre com crises de pânico, e por conta disso passa a maior parte do dia dentro de casa, onde também trabalha como web designer. A internet deu a ele a capacidade ter acesso a praticamente tudo o que ele precisa, porém ele começa a pensar que esta na hora de voltar a se relacionar mais pessoalmente com as pessoas.

Mariana (Pilar López de Ayala) é formada em arquitetura, só que não exerce a profissão, em vez disso trabalha organizando vitrines de lojas, e dessa forma consegue se expressar. Ela voltou a morar em seu antigo apartamento após o rompimento de uma relação de quatro anos. Agora luta contra a incerteza de voltar a se envolver e outros traços de fobia.

Ambos se sentem perdidos e sozinhos em uma cidade grande, dividindo semelhanças sem nem mesmo se conhecer. O filme conta com a narrativa das personagens para sua construção, em meio a reflexões e relatos. Até mesmo o numero reduzido de diálogos parece proposital para reforçar o isolamento.

Por hoje é só 😀
Abraços e Até mais!

Em agosto assisti muitos dos filmes do desafio juntamente com o Gusta. Mesmo usando alguns para categorias diferentes, o convidei para escrever um pouco sobre suas impressões também. Portanto, as categorias marcadas com 🙌🙌, sinalizam a conclusão de nós dois. 🙂

31. Um filme com protagonistas acima de 60 anos. – Frank e o Robô (Jake Schreier, 2012)

Este filme consegue criar de certa forma uma narrativa muito atual, porém em um contexto futurista, onde os robôs aos poucos são inseridos na sociedade como assistentes e os humanos ainda buscam com dificuldade lidar com problemas decorrentes do envelhecimento.

Frank (Frank Langella) infelizmente não está vivendo os melhores momentos da sua vida. Já faz muito tempo que Frank passou a apresentar sinais de mal de alzheimer. Ele mora sozinho em uma casa, e adquiriu sua própria rotina que envolve visitar a bibliotecária Jennifer (Susan Sarandon) e cometer pequenos furtos em uma lojinha local. Mas sua evidente confusão mental tem tornado seus dias ainda mais difíceis.

Com isso, seu filho Hunter (James Marsden) passa a se desdobrar para poder cuidar do pai, porém descontente com a situação ele resolve lhe dar um robô, uma figura que poderia estar mais presente e lhe daria uma melhor atenção. O que não conquista Frank tão facilmente, tão pouco sua filha Madison (Liv Tyler) que é uma ativista e se opõe ao uso de tais máquinas.

As surpresas não param de acontecer, quando enfim Frank passa a ver a máquina como um cúmplice e uma propícia ferramenta para um dos seus maiores planos. O robô por sua vez parece concordar com isso, simplesmente porque percebe que assim seu paciente volta a exercitar sua mente. Logo os dois estão envolvidos em um grande esquema de roubo, pelos velhos tempos de Frank.

32. Um filme nacional premiado pela mídia estrangeira. – Reza a Lenda (Homero Olivetto, 2016)

Escolher qual seria o filme nacional para esta categoria foi uma tarefa difícil. Existem muitos títulos com ótimas avaliações e enredos chamativos. Acabamos apostando no “diferente”, e confesso que rolou uma decepção. (filme disponível na Netflix para que tirem suas conclusões). 🙌🙌

Reza a lenda se passa no Nordeste brasileiro, para ser exato, em meio à região árida da Caatinga. Laura (Luisa Arraes) se vê envolvida em uma série de eventos estranhos após cruzar com uma perseguição a um grupo de motoqueiros e se envolver em um acidente por isso. Ela passa a conhecer o grupo em especial o seu líder Ara (Cauã Raymond) em sua incessante busca pela santa que traria as chuvas de volta ao sertão de acordo com uma profecia.

Os meios para encontrar a santa do milagre acabam pondo o grupo no caminho do Coronel Tenório (Humberto Martins), um homem sem qualquer escrúpulo, destinado a se vingar daqueles que arruinaram sua fonte de renda e mataram seus homens. Mas com o decorrer da história suas ações extrapolam suas justificativas.

O aspecto do surrealismo que foi fortemente vendido com a história, na verdade é ausente. Até ocorre a inserção de um oráculo, de nome Bruxo (Galego Lorde), mas nem mesmo ele é capaz de trazer muita fantasia para o filme, isso acaba ficando mais por conta do estilo dos motoqueiros.

acreditávamos que o filme traria mais coesão, em especial na sua narrativa, que aos poucos se mostra com alguns furos e com boa falta de desenvolvimento dos personagens. Em compensação, o visual do filme é muito bem construído, em momentos lembrando a franquia Mad Max. Em resumo, Reza a Lenda, faz uma tentativa de constituir um cinema de ação brasileiro, porém ainda peca em muitos importantes para a construção do filme.

33. Um filme de detetive – Um Contratempo (Oriol Paulo

2016)

Talvez vocês digam que este não é exatamente um filme de detetive. Mas apesar da figura do investigador não estar presente, a trama e o mistério são tão grandes que não conseguiria deixa-lo de fora da lista. Posso dizer que até agora estou embasbacado com o final, que na minha opinião, não ficou devendo em nada!

E até por conta disso eu não queira falar tanto sobre a história, pois me parece que cada detalhe conta como um spoiler.

O conflito principal não demora muito para nos ser apresentado. O nome de Adrian Doria (Mario Casas) está nos jornais, após ser encontrado em um quarto de hotel, trancado por dentro, com sua amante, Laura (Bárbara Lennie) morta e coberta por muitas notas de euro. Ele é indiciado por homicídio e recorre a ajuda de Virginia Goodman (Ana Wagener) a maior preparadora de defesas da Espanha.

Em seu apartamento, os dois passam a analisar cada detalhe, acontecimentos que os levaram até aquele hotel e as motivações que alguém teria para o incriminá-lo.

No jogo de reviravoltas, e nas muitas versões para um mesmo crime construídas, somos juntos com os personagens tomados pelo pensamento de: Jamais subestime o poder de alguém.

34. Um thriller adolescente – Death Note (Adam Wingard, 2017)

*O filme é uma adaptação de um conhecido mangá, e que também deu origem a um anime. No entanto os comentários aqui não levam em conta essas duas obras, a penas o filme.* 🙌🙌

Sem perder tempo, o diretor Adam Wingard introduz o espectador ao adolescente Light Turner (Nat Wolff), um rejeitado na escola que vende provas prontas aos seus colegas, e fortuitamente encontra o Death Note do título. Não leva muito tempo e o Ryuk (Willem Dafoe) — shinigami, deus da morte —que guarda o livro encontra o garoto e o explica como funciona. Light usa o poder em suas mãos para conquistar a atenção de Mia Sutton (Margaret Qualley), com a qual inicia um romance e um plano de levar justiça ao mundo. A onda de mortes atrai atenção do detetive L (Lakeith Stanfield), que possui um grande faro para pistas e raramente revela seu rosto.

Se parece muita coisa pra um filme, é porque é. O filme é carregado de histórias e infelizmente algumas delas acabam pouco desenvolvidas, e de forma interessante parece ser difícil decidir qual o real tema do filme. O embate entre Light e L, ou o debate moral sobre ter o poder da matar pessoas, ou a busca por Kira — o codinome adotado por light e sua namorada para cometer os assassinatos — ou a própria relação de Light com Mia. Fica uma dúvida aparentemente difícil de resolver, mas a questão que importa é que algumas das histórias rendem ótimos momentos para a trama, outras nem tanto.

O ritmo que o filme assume também chama atenção, já que no inicio tudo parece acontecer muito rápido. E desacelera mais ao meio com o surgimento de L.

Em termos visuais, Wingard acertou em cheio, as cores conversam com as cenas apresentadas. Houve-se um certo exagero no fim de alguns personagens secundários, com mortes surreais dadas por meios desproporcionais, mas basta saber se foi intencional. Em suma, apesar da enorme responsabilidade e de tropeçar em alguns aspectos, Death Note entretém.

35. Um filme com um ator que você não gosta – The Founder: Fome de poder (John Lee Hancock, 2017)

Primeiramente eu gostaria de esclarecer o porquê escolhi Michael Keaton para essa categoria. Eu passei muito tempo analisando algum ator do qual eu não gostasse a da interpretação, porém senti que não queria acabar desmerecendo o trabalho de ninguém. Quando assisti Fome de poder me dei conta que algo no Michael Keaton me incomodava, e que possivelmente vinha de algum personagem mau do qual ele interpretou tão bem, que me deixou com “raiva”. E ao ver este filme, essa sensação se repetiu. Keaton é muito bom em ser cruel. (agora preciso assistir um filme que ele seja legal, para poder mudar essa imagem)

Se você acredita que o império do McDonald’s foi construído graciosamente a partir de um negócio familiar que expandiu, bem, então esqueça isso. Apesar da origem honrada do nome e do sistema de trabalho da lanchonete, a empresa só tomou proporção mundial devido uma série de puxadas de tapetes, e um investidor sem qualquer remorso em dizer que fez o que tinha de ser feito.

O filme é baseado, e centralizado na escalada de Illinois Ray Kroc (interpretado por Michael Keaton). No início o conhecemos como um cara frustrado em seu trabalho, que já apostou em muitos ramos. Após um surpreendente pedido de mixers, que ia muito além de sua demanda, ele resolve viajar até o sul da Califórnia, curioso sobre a origem da ligação. Lá ele conhece os irmãos Dick (Nick Offerman) e Mac (John Carroll Lynch) McDonald, e sua lanchonete revolucionária que atrai filas imensas e atende aos pedidos com prontidão.

Após ouvir dos irmãos a trilha que percorreram até conseguirem erguer tal estabelecimento, Ray se mostra empenhado em fazer com que aquilo cresça ainda mais, e os conversem a deixá-lo ser um franqueador. Com o passar do tempo e o crescimento dos negócios, a imagem inicial que tínhamos de Ray muda completamente. O que resulta em um final amargo e pesado de ser assistido.

Chega ser absurdamente revoltante ver como a imagem de Ray Kroc é assimilada ao sucesso.O longa reforça isso ao introduzir a narrativa do próprio Kroc sobre toda a história no final. Mas, por mais que filme tenha me deixado angustiado, é impossível não reconhecê-lo como uma grande produção, ainda mais se você em seguida parar para pesquisar toda a história na qual foi baseado.

Abraços! E até mais.

Esta é a primeira parte do resumo dos dois últimos meses do Desafio Cinematográfico. Os quatro filmes aqui são referentes ao mês de julho.

Como dito no pelo facebook um tempinho atrás, acabei me atrasando para postar e com isso julho ficou acumulado com o mês de agosto, que teve 5 semanas. Então para que não ficasse um post imenso, e também para que não fosse preciso fazer cortes nos textos, estou dividindo em duas partes. 😉

27. Um filme lançado quando você tinha 5 anos – Matrix (Lana Wachowski e Lilly Wachowski, 1999 )

Nem preciso dizer o peso que este filme tem sob a cultura pop . Pois é, mas ele ainda estava na minha lista de filmes mega-conhecidos que eu ainda não vi. Então nada mais justo que assisti-lo no desafio.

Thomas Anderson (Keanu Reeves) trabalha como programador para uma empresa, e leva uma vida aparentemente normal, mas por trás disse ele é uma habilidoso hacker que mora em um apartamento escuro e bagunçado. Sua vida começa a apresentar estranhos acontecimentos, ao ponto que estranhas visões atormentam sua mente.

Ele passa a ser perseguido por um grupo autoritário que lhes mostra possuir domínio sobre a perspectiva da realidade. Com isso ele também aproxima-se de Morpheus (Laurence Fishburne) e Trinity (Carrie-Anne Moss), que por outro lado estão dispostos a ajudá-lo e protegê-lo, eles lhe apresentam a verdade sobre o mundo onde vivem: Dentro, uma simulação onde os seres humanos vivem de forma natural, mas por fora um cenário desolador onde seus corpos são usados como fonte de energia para máquinas inteligentes.

Morpheus enxerga Thomas – Neo – como o escolhido, capaz de quebrar Matrix e libertar a humanidade, porém como esperado o caminho não é fácil, e nem mesmo a certeza de que ele possa ser o escolhido mostra-se exata.

O que posso dizer é que amei o universo construído nesse filme, sei que ele possui sequências, mas estou com um com medo do rumo que a história possa ter levado.

28. Um filme que estreou no mês do seu aniversário – Homem-Aranha: de volta ao lar (Jon Watts, 2017)

A figura do Homem-Aranha esteve presente durante muito tempo na minha infância, pelos desenhos, brinquedos e outros objetos colecionáveis. Foi bem legal poder resgatar um pouco disso em julho.

Quem está mais acostumado com o Peter Park da televisão pode acabar sentindo a diferença durante o filme, já que a história foi em partes reconstruída totalmente. No entanto o próprio filme faz várias menções a episódios dos quadrinhos — entre elas uma ligação com o Aranha de Ferro — , e também aos antigos longas do herói.

Se você quiser saber mais sobre o que eu achei do filme, pode conferir por aqui.

29 – Um filme de Guerra – O túmulo dos vagalumes ( Isao Takahata, 1988)

Para os amantes de animações japonesas, as produções do Studio Ghibli pode ser bem conhecidas. Porém, esse filme se põe em contramão na lista da produtora. Não por ser menos conhecido ou de pouca qualidade, mas por deixar um pouco de lado a fantasia presente nas outras animações e apresentar um cenário real, triste, sofrido e de dotado de uma singela beleza.

Em meio aos ataques no Japão durante a Segunda Guerra Mundial, Seita e sua pequena irmã Setsuko buscam sobreviver em uma sucessão de calamidades. Com a convocação do pai para marinha e a ausência da mãe, os irmãos acabam indo morar na casa de parentes.

O convívio não se mostra nada fácil, conseguir alimento para todos é uma tarefa difícil, além disso Seita passa a ser intimado por sua tia a buscar um trabalho ou algo para fazer da vida, com o propósito de ajudar em casa. Seita por outro lado exerce extrema atenção sobre Setsuko, e mostra-se incapaz de abandonar a garotinha.

Pode-se dizer que Setsuko é fiel a sua idade, a personagem é carregada por generosas doses de inocência, além de chorar sempre que se depara com uma decepção, mas também por saber sorrir e brincar quando lhe parece oportuno.

Dado momento, Seita decide sair com sua irmã da casa de seus parentes, rumando para uma vida independente da qual ele precisará buscar seu próprio sustento. Em um esconderijo antiaéreo os dois passam seus dias, colecionando vagalumes a noite para dormir, e buscando formas de se alimentar.

Infelizmente a guerra se mostra cruel não só entre pessoas de lados opostos, mesmo daqueles aos quais esperamos atitudes mais brandas sobre os dois, os hostilizam ou os negam alimento e cuidados, por se preocuparem em manter as próprias vidas em eixo. O filme também acaba por mostrar como o senso de orgulho por mais que seja cultural, pode arruinar vidas.

30. Uma produção da Europa – Die Welle: A Onda (Dennis Gansel, 2008)

O filme foi baseado em um experimento real criado por um professor na califórnia, e que em menos de uma semana tomou uma grande proporção.

No longa a história foi adaptada para o cenário de uma escola Alemã, o que na minha opinião funcionou muito bem para a expansão do assunto. Na instituição os alunos devem optar por duas áreas de conhecimento: O Anarquismo e a Autocracia. Logo de início conhecemos Rainer WengerJürgen Vogel ) um professor entusiasta que mesmo perdendo a oportunidade de dar aulas sobre o anarquismo, empenha-se para fazer das aulas sobre autocracia uma experiência que vai além dos livros didáticos.

Junto com seus alunos o senhor Wenger cria um movimento, que se constrói na medida que a classe faz questionamentos e sugestões. Eles adquirem uma forma própria de se comportar, se organizar e até mesmo de se vestir. O impacto passa a ser ainda maior quando os jovens começam a levar suas idealizações de grupo para as ruas. O movimento certamente apresenta lados positivos, mas também extremidades preocupantes que vão se aproximando cada vez mais do Fascismo.

Na vida real, essa dinâmica em grupo não chegou a ir tão longe, nem mesmo teve um fim tão trágico. Mesmo assim a mobilização dos estudantes surpreende muitos até hoje. A história chegou a ganhar um documentário com relatos do próprio professor.

Recomendo muito este filme por sua história, e também pelo elenco incrível que conta com Max Riemelt e Max Mauff, além de Jennifer Ulrich e Frederick Lau que mandaram super bem em seus papéis.

Logo mais vocês poderão conferir os outros filmes da lista, os quais muito assistimos juntos desta vez.

Até Breve!

Hoje em São Paulo, precisamente no memorial da América Latina, inicia-se o 12º Festival de Cinema Latino Americano. O evento que ocorrerá até o dia 2 de agosto, contará com exibições de filmes de diversas nacionalidades, além de mesas de debates, programação musical entre outras coisas.

Você pode conferir a programação em detalhes através da página do evento no facebook ou pelo site do evento.

Em nosso desafio cinematográfico deste ano, separamos uma categoria voltada para o cinema Sul Americano. O festival acaba tornando-se uma ótima oportunidade de concluir a proposta e também vivenciar uma experiência diversificada. Mas se você – assim como nós – não poderá comparecer ao evento, saiba que não te deixamos na mão. Para isso separamos alguns filmes de diferentes países que acreditamos serem ótimas opções para o desafio.

*Grande parte dos filmes destacados ainda não foram assistidos por nós, sendo que a sinopse ou os trailers nos despertaram interesse. Assim como vocês usamos o desafio para vivenciar coisas novas.*

*Consulte as classificações indicativas*

Argentina

O Segredo dos teus Olhos (Juan José Campanella, 2009)

O drama do ex oficial de Justiça Benjamín Espósito, que tenta escrever um livro baseado numa história real que ele mesmo investigou no passado é magistralmente bem conduzido por Campanella. O diretor foi capaz de extrair do astro argentino Ricardo Darín uma de suas melhores atuações, como o protagonista. No desenrolar da trama de Segredo dos seus olhos, que o aproxima muito da tradição norte americana, as ruas de Buenos Aires ganham cada vez mais uma atmosfera densa, que dialoga com os sentimentos do personagem ao lidar com o caso emblemático.
Quanto mais Benjamin Esposito se aprofunda no romance, mais ele se interessa por descobrir o verdadeiro culpado do assassino e estupro da jovem mulher, inclusive se aliando ao marido dela e a sua jovem secretária para resolver o caso.

Outras indicações:

Diários de Motocicleta (Walter Salles. 2004)
Um dos maiores filmes de conhecimento do cinema argentino. A produção biográfica conta a jornada de Ernesto “Che” Guevara (Gael García Bernal) e seu amigo brasileiro Alberto Granado (Rodrigo De la Serna), rumo ao Peru, cruzando boa parte do continente sob uma motocicleta. Ao chegar em seu destino final, Ernesto percebe que esta lhe foi uma jornada de autoconhecimento que modificou seus valores.

Infancia Clandestina (Benjamín Avila, 2011)
O longa se passa na década de 70, quando o regime ditatorial argentino leva famílias a viverem de forma escondida por discordar dos ideias do governo. Ao se apaixonar pela primeira vez, Juan põe em risco todo o disfarce de sua família, para viver seu amor por Maria.

Porta de ferro – o exilio de Peron (Victor Laplace; Dieguillo Fernández, 2012)
Em 1955, o ditador argentino Juan Domingos Perón se coloca em exílio em Madrid, pois foi retirado do poder por seus opositores militares. Da Espanha, Perón se mantém informado de todos os acontecimentos na Argentina e de lá decide iniciar o trabalho de gravar suas memórias. O filme acompanha o ex ditador justamente por este período.
*Também se encaixa bem como uma biografia política*

Um time show de bola ( Juan José Campanella, 2013)
Para que esta afim de fugir um pouco do sério, está divertida animação traz a dose certa. O filme nos apresenta Amadeo, um garoto fanático por pebolim que certo dia observa seus jogadores de madeira ganhando vinda. Está descoberta desperta o olhar de pessoas gananciosas que querem tomar posse dos objetos mágicos. Os times rivais precisarão aprender a juntar suas formas para um bem maior, tudo isso no espírito do futebol argentino.

Colômbia

Alias Maria ( José Luis Rugeles, 2015)

Maria é uma soldada de guerrilha, ela tem 13 anos de idade, e recebe uma missão juntamente com outras três crianças em combate, elas devem levar em segurança o bebê recém-nascido do comandante até a cidade uma cidade vizinha.
No entanto, este não é o maior desafio enfrentado com Maria. Ela está grávida, o que é proibido na guerrilha. Ao ser descoberta em meio a missão, ela não encontra outra alternativa a não ser fugir, para evitar um aborto forçado.
Investigada por sua situação, a jovem passa a olhar de maneira diferente para cidades devastadas, para as famílias que sofrem perdas e todas as vítimas dos conflitos armados na Colômbia. Ela passa desejar uma vida melhor para si.

Cuba

Uma Noite (Lucy Mulloy, 2012)

Tido para muitos como um filme ousado, “Una Noche” vem com a proposta de retratar a juventude cubana nos dias atuais, em Havana. Porém com um toque quase de fantasia sob os as fronteiras da ilha.

O longa nos apresenta aos irmãos gêmeos Elio (Javier Nuñez Florian) e Lila (Anailín de la Rúa de la Torre), que junto com o amigo Raul (Dariel Arrechaga) sonham com uma vida nova em Miami, nos Estados Unidos.
Após ser acusado de agredir um estrangeiro, e passar a ser perseguido pelas autoridades locais, Raul não vê outra escolha a não ser deixar a ilha. E para isso contará com a companhia do casal de irmãos.

Juntos os três jovens embarcam em um bote, rumo ao mar sem fim, nesta experiência que os liberta de suas amarras, entregando-os à maturidade repentina em alto mar.

Outra indicações:

Juan dos Mortos (Alejandro Brúgues, 2013)
A história do quarentão Juan, um homem sem futuro na vida que vê tudo mudar quando a ilha é tomada por mortos-vivos a princípio parece mais um filme de zumbi americano. Porém, o olhar crítico do cineasta transforma em uma sofisticada e premiada sátira política. Bom pra quem gosta de novas abordagens sobre um gênero clássico.

Parque Lenin (Itzmar Leemans; Carlos Mignon, 2015)
Para os irmãos Antoin, Yesuán e Karla a maior lembrança da qual carregam juntos infelizmente não é a mais alegra. Ao perderem a mãe no em um parque de diversão, Parque Lenin, seus caminhos foram dispersados, de modo que Antoin mudou-se para a França, e estuda música clássica, enquanto Karla e Yesuán permaneceram em cuba, buscando construir e reorganizar suas vidas.

Memórias do subdesenvolvimento (1968, Tomás Gutiérrez Alea)
Tomás Gutiérrez Alea é um dos grandes nomes do primeiro cinema cubano, o cineasta soube como ninguém capturar o ambiente na ilha no momento pós revolucionário. “Memórias..” incorpora diversos elementos na narrativa descontínua de um intelectual que se sente sem lugar em uma Cuba após a vitória de Fidel.

Paraguai

7 cajas (Juan Carlos Maneglia, Tana Schémbori, 2014)

Victor trabalha como carreteiro, a vida não é fácil e os trabalhos são concorridos. Ele se desdobra aceitando pequenos trabalhos e levando comprar para clientes. Seu maior sonho é se tornar alguém famoso e marcar as televisões da loja de filmes do mercado.

Porém sua vida é posta em risco quando ele se propõe aceitar um trabalho diferente com uma boa remuneração. E o que parecia uma simples entrega de 7 caixas, resulta em uma corrida por sua sobrevivência.

Peru

Dias de santiago (Josué Mendez, 2004)

O jovem ex-soldado da marinha peruana Santiago Roman (Pietro Sibile), de 23 anos, retorna a Lima após anos lutando na selva contra terroristas e traficantes e disputas com o Equador. Ele faz parte da chamada “geração perdida peruana“, uma força usa necessariamente na visão de muitos, que só serviu para traumatizar tais jovens.

Em sua volta à Lima ele depara-se com uma cidade decadente, onde muitos de seus colegas da marinha vivem agora como assaltantes por terem sido deixados sem dinheiro ou trabalho.

No entanto ninguém parece compreender a dor que Santiago sente, mesmo ver o que tem de errado em toda essa situação.

Paloma de Papel (Fabrizio Aguilar, 2003)

Este filme foi aclamado pela crítica peruana e foi de grande importância para o seu cinema anos atrás. O filme retrata o conflito de uma guerra interna vivida no Peru, que atingiu diversos povoados.
Aos olhos de Juan e seus amigos, o filme buscar tratar o impacto desta luta sob as crianças, que observam os ares de sua cidade mudar dramaticamente, envolvendo-os em uma batalha da qual eles não escolheram participar.

México

Labirinto do Fauno (Guillermo Del Toro, 2006)

Labirinto do Fauno é um dos marcos na carreira do diretor Guillermo Del Toro, sendo o filme que em definitivo o levou para o cinema holywoodiano e para a cadeira de filmes enormes como “Círculo de fogo”. O filme narra a história da jovem Ofélia , de mudança para o interior, acompanhando o serviço de seu pai na luta contra rebeldes insurgentes e defendendo o governo do ditador Francisco Franco. A menina descobre por um velho fauno que pode ser uma princesa de um reino mágico há muito tempo esquecido, mas para provar isso ela deve passar por algumas tarefas.
Del Toro inova por pegar um período obscuro na história espanhola e preenchê-lo com uma atmosfera mágica, porém de constante perigo e desta forma, cria o ambiente perfeito para o espectador que deseja se voltar para filmes latino americanos. Recomendo (pessoalmente) continua na filmografia do diretor que desde sempre demonstra muita aptidão para incorporar o mágico e o obscuro em suas películas.

Outras indicações:

Amores Perros (Alejandro G. Iñarritu, 2000)
Este filme é embrenhado no cenário de violência urbana do México, no qual entrelaça diversas histórias a um único acidente de carro. O mesmo diretor também possui outros dois filmes no mesmo tom, porém lidando com ambiente norte americano: Babel (2006) e 21 gramas (2003).

Por La Libre (Juan Carlos de Llaca Maldonado, 2000)
Divididos entre amor e ódio, dois primos se esforçam para cumprir o último desejo de seu avó falecido, levar as suas cinzas para a cidade de Acapulco. Sendo um dos filmes mais leves desta nossa breve seleção mexicana, Por La Libre tem imensa capacidade de cativar.

E sua mãe também (Alfonso Cuarón, 2001)
Um dos grandes filmes de Cuarón, também conta com uma história de um filme de estrada, mas desta vez são dois amigos que viajam com uma mulher mais velha. A atmosfera carregada de drama mostra ao espectador dois jovens em um período de descoberta.

Compadres (Enrique Begne, 2016)
Este lembra os filmes de ação e estrada norte americanos, muita pancadaria, explosões e um americano dão tom dessa mistura de ação e comédia. Recomendável pra quem quer fugir de hollywood sem ir muito longe.

Uruguai

Mr. Kaplan (Alvaro Brechner, 2015)

Jacobo Kaplan (Héctor Noguera) sente-se na necessidade de fazer algo maior do que sua rotina como um senhor da terceira idade. Determinado em fazer algo pelo qual será lembrado, ele vê a oportunidade ao ouvir de sua neta que há um alemão que habitando uma praia, e que tem o apelido de “nazista”.

Ao lembrar-se da captura de Eichmann na Argentina, o qual foi julgado pelos crimes cometidos durante a Segunda Guerra Mundial, Jacobo conclui que o alemão também é um foragido do exército de Hitler.

Com a ajuda de um ex-policial, Wilson Contreras (Néstor Guzzini), ele inicia uma investigação e elaboração para um plano de captura do Alemão.

Outras indicações:

Anina – (Alfredo Soderguit, 2013)
Anina é uma garotinha de 10 anos que frequenta uma escola primária em Montevidéu. Após se envolver em uma confusão e entrar em uma briga na escola, ela é suspensa por alguns dias recebendo como punição cuidar de um envelope misterioso que não deve ser aberto. Anina passa a usar seus dias longe da escola para desvendar o que possa estar escrito dentro da carta, e aprender mais sobre a relação entre famílias e amigos.

Os inimigos da dor (Arauco Hernández Holz, 2016)
Ao visitar Montevidéu, um ator alemão acaba perdendo-se na cidade, logo é atacado por uma gang que tenta assaltá-lo. É quando então ele conhece Pedro, um ex-viciado que lhe ajuda mostrando um local para abrigar-se. O convívio dos dois se estende por alguns dias, até que conhecem Nelson, um segurança abandonado por sua esposa. Quando percebem, estes três homens unidos pela dor, estão envolvidos em uma missão por respostas.

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Esperamos que tenham gostado das indicações. Optamos por deixar o cinema brasileiro de fora da lista por enquadra no item nacional. Caso conheça mais filmes legais, até mesmo de outros países, sugestões são sempre bem vindas. 😉

Abraços da Equipe.