Filmes & Séries

Oi internet, tudo bem?

Dando continuidade ao nosso clima obscuro deste mês, trazemos para vocês mais um dos nossos guias para o desafio cinematográfico. Dessa vez recheado de mistério no item Thrillers adolescentes.

Filmes adolescentes existem aos montes; bons ou ruins, longas ou curtas, simples ou complexos. Desde “Curtindo a vida adoidado”, Hollywood tomou muito interesse pelos conflitos típicos da adolescência rendendo ótimos filmes, como o já citado. Porém desta vez nos focamos nos adolescentes que, além dos conflitos típicos tem de lidar com muita coisa que, em tese, é para adultos.

Aliens, super poderes indesejados, homicídios, governos autoritários todo o tipo de coisa torna a vida deste jovens mais complicada e mais intrigante para a platéia. Thrillers adolescentes são muito versáteis e muitos dos conflitos são intimamente ligados a idade em questão, por isso são ainda mais assustadores quando colocados na tela.

Os thrillers tem essa capacidade de atrair também os fãs de suspense e inclusive muitos dos temas aparecem em ambos os gêneros. A diferença de thriller para suspense, entretanto,  está na carregada carga de cenas de ação, além da construção de plots. O thriller pode assumir também um caráter psicológico. O suspense, por sua vez, foca mais em prender a atenção por meio da curiosidade, e na maior parte das vezes tem um ritmo mais lento.

E essas são nossas indicações

Paranoia (D.J. Caruso, 2007)

Este é o filme que equilibra perfeitamente thriller e suspense, indo na fronteira dos dois gêneros. A história gira em torno do garoto Kale (Shia Labeouf) que é condenado a prisão domiciliar por um tempo determinado. É verão e ele está preso em casa, como consequência, acaba espiando os vizinhos com um par de binóculos. Ele vê a bonita vizinha que acaba de chegar no bairro, mas acaba também espiando muito mais do que esperava quando ele acredita ver um dos seus vizinhos cometendo um assassinato. Quando isso ocorre o filme nos leva a uma espiral de loucura enquanto Kale tenta provar o assassinato que supostamente viu.

O filme conta com umas das melhores interpretações de Shia Labeouf e é repleto de momentos arrepiantes, logo ali na iminência do susto, o diretor D. J. Caruso soube deixar o espectador nervoso, por bons motivos. Pelas referências e pela atmosfera do filme é perfeito para os fãs de Hitchcock e os que gostam de filmes antigos de detetive.

 

Poder sem Limites (Josh Trank, 2012)

Em seu longa de estréia, Josh Trank revolucionou o gênero de thrillers adolescentes aumentando as expectativas, a qualidade e trazendo novas histórias e fronteiras, ao usar uma forma diferente e original — o found footage — de contar a história. Os improváveis amigos Andrew (Dane DeHaan), Steve (Michael B. Jordan) e Matt (Alex Russell), que poderiam ser qualquer garoto normal, encontram um segredo escondido que os dá super poderes como voar, telepatia e outras coisas. Porém, as coisas tendem a desandar quando Andrew começa a usar seus poderes como forma resolver seus problemas pessoais.

Tal sinopse tão simples esconde uma genialidade na atuação por parte de Dane DeHaan, que o alavancou a uma carreira grande em Hollywood, mas também a forma como os garotos tem suas personalidades desenvolvidas é muito bem coordenada por Trank, que a todo momento entrelaça isso ao derradeiro final. Podemos dizer que, de certa forma, Trank “em uma tacada só” inovou os thrillers adolescentes e os filmes de super herói, e o fez como uma fotografia e uma noção do uso dos efeitos impecável.

 

Carrie, a estranha. (Kimberly Peirce, 2013)

Carrie é a garota estranha da classe, filha de uma mãe extremamente rígida e religiosa. Não é permitido que ela conheça seu próprio corpo e ela é obrigada a aguentar longos períodos trancada no armário, como medida punitiva. Mas de uma coisa ninguém sabe, a garota tem telecinese, ou seja, ela é capaz de mover objetos com sua mente. Neste cenário, ela se torna alvo de uma brincadeira cruel, que com certeza não acaba bem.

(Brian De Palma, 1976)

A história de Stephen King e da garota envergonhada, porem super poderosa já é parte da cultura dos filmes de terror. King soube como ninguém enrolar temas do suspense e temas adolescentes tão bem. A Carrie (mais recentemente interpretada por Chloe Grace Moretz)  incorpora uma série de angústias adolescentes, que eventualmente explodem. O filme de 2013 atualiza a história para as plateias mais modernas, trazendo inclusive novas discussões tão em voga atualmente, mas também o original de 1976 não pode ser ignorado.

 

Boy 7 (Lourens Blok, 2015)

O filme se baseia em um romance “Young Adult” europeu que aparentemente foi um best seller, por aqui não podemos encontrar nem tradução. Sam (o boy7 do título) acorda no metro sem nenhuma memória do que aconteceu,e com uma garota ao seu lado que também parece estar na mesma situação. A partir daí, os dois se unem para compreender o mundo em que vivem e como eles estão conectados a um enorme plano que envolve traição, controle e oficiais do alto escalão de um governo despótico e autoritário.

(Existe uma outra versão do filme, curiosamente lançada no mesmo ano)

O filme, por ser europeu, tem uma estrutura muito diferente do que se encontra em muitos dos outros filmes aqui neste guia. Desde a forma de contar a história até cenários e características de alguns personagens, porém não deixa de ser um filme ótimo para fãs de distopias, em especial aquelas voltadas ao público Young Adult, como Jogos Vorazes. Boy 7 equilibra bem a trama política, as próprias indagações do protagonista e trama romântica, se tornando uma ótima opção.

 

Na toca do Tigre (Tom Daley, 2015)

Esse thriller mescla a ação esperada com um toque psicológico por sua tensão constante no ar, e  desconfiança que gera nos telespectadores e na protagonista. Aqui temos Kelly (Kaya Scodelario), uma ginasta afastada por lesão, que possui o romântico habito de fugir para casa de seu namorado a noite, sem que ninguém saiba.

No entanto, em uma noite fatídica a casa de seu namorado é invadida por aparente assaltantes, de sangue frio. Kelly possui a sorte de não ser notada, e com isso precisa arranjar meios de salvar sua vida e talvez a dos outros também, em meio a uma verdadeira caça dentro de casa.

 

I am not  a serial killer (Billy O’Brien, 2016)

“Eu não sou um serial killer” é a historia do garoto John Cleaver (Max Records), além dos conflitos da sua idade, que envolvem conflitos na escola, John é um sociopata diagnosticado. Ele vive sob rígido auto controle, regras para que não deixe escapar o monstro que vive dentro de si. Porém, ele é forçado a perder o controle quando assassinatos dignos de um serial killer começam a acontecer na sua cidade. O garoto precisa liberar sua escuridão interior.

Eu confesso que não vi este filme, e só o descobri a pouco tempo, mas desde a sua ideia inicial, ou seja, a de que o monstro não esta do lado de fora, e sim de dentro, o filme me pareceu interessante. Por aí, John encarna os problemas de sua idade carregando-os para uma escuridão sem fim. A produção Anglo-Irlandesa se destaca pelo seu visual sombrio, aterrado em neve que parece sufocar e a todo momento pressionar seu protagonista. Vemos, só pelo trailer, o semblante pesado do jovem Max Records (Onde vivem os monstros) que tem sobre seus ombros o peso dessa escuridão.

A quinta onda (J. Blakeson, 2016)

Em “A quinta onda” os aliens chegaram, porém não vieram em paz. Eles, “os outros”, querem destruir a Terra, com um plano para exterminar os humanos. Quando encontramos a protagonista Cassie (Chloe Grace Moretz) ela e os outros humanos se preparam para a quinta onda, após o desligamento de todos os eletrônicos, uma série de terremotos e cataclismas, uma epidemia incontrolável de vírus da gripe modificado pelos Outros. A partir dai, Cassie é separada de seu pai e seu irmão mais novo e forçada a acha-lo para ao menos se proteger do que pode vir.

“A Quinta Onda” é esperto ao não se comparar a outros filmes apocalípticos nos quais o protagonista quer salvar o mundo, Cassie somente deseja salvar seu irmão, porém a todo momento ela se vê em situações de vida ou morte quando percebe que Os Outros estão mais próximos do que imagina. A propria Chloe Moretz inclusive é um dos grandes trunfos do filme, a menina atua e leva todo o elenco a outros níveis. Ótima combinação do Thriller adolescente com filmes apocalípticos.

 

A Babá (McG, 2017 – Netflix)

Com certeza “A babá” foi uma das melhores subversões deste gênero que vi este ano. A história da relação do garoto Cole (Judah Lewis) que apesar de ter 12 anos ainda tem uma babá, Bee (Samara Weaving), é virada de ponta cabeça quando o garoto decide ficar acordado ate mais tarde. Ele encontra a babá e um grupo de adolescentes  ( Hana Mae LeeAndrew Bacharel, Bella Thorne e Robbie Amell ) realizando o que parece ser um ritual satânico e não demora muito para Cole perceber que ele é parte do ritual. Quem optar por este filme fique avisado: não é um filme para ser levado a sério.

Assim como no seu clássico moderno, As panteras, o diretor McG recheou este filme de ironias e humor negro, a todo momento ele brinca com estereótipos tão característicos do gênero de suspense, como os típicos adolescentes, que aqui de vítimas, se tornam caçadores. O jovem Cole aparece como herói inusitado, envolvido em circunstancias estranhas e provocando um final surreal, o filme diverte sem o menor compromisso com a verossimilhança. Ainda resta falar da belíssima fotografia que sustenta a atmosfera que tudo ali muito bem poderia ser o sonho surreal de um pré adolescente.

 

iBoy (Adam Randall, 2017)

A trama de iBoy se desenvolve a partir de um ponto chave que entrega ao protagonista um elemento a mais para o seu desenvolvimento. Após ser baleado enquanto, por meio de um celular, buscava pedir ajuda para socorrer sua amiga Lucy (Maisie Williams), Tom (Bill Milner) passa por uma difícil recuperação, e precisa lidar com a informação de que fragmentos de seu smartphone ficaram instalados em sua mente.

É quando então, Tom começa a notar a capacidade de usar sua mente como um poderoso computador, capaz de hackear praticamente toda tecnologia a sua volta. Ele se agarra a esse artificio para se vingar da gangue que atacou a família da garota que ele ama. Isso o leva a descobrir um grande esquema criminoso local, ao mesmo tempo que Lucy se vê encantada por sua identidade secreta.

 

Death Note (Adam Wingard, 2017)

Esse item dispensa apresentações para muitos. Death Note é um consagrado mangá de Tsugumi Ohba, que em 2017 ganhou sua versão ocidentalizada para a Netflix, e nós ja falamos dessa versão aqui. Esta nova versão é inevitavelmente colocada como thriller adolescente, porém o toque interessante aqui esta nos elementos que são herdados da trama original vinda dos mangás.

Dentre outras coisas, os questionamentos sobre a moralidade e as escolhas de Light (Nat Wolff), o garoto que encontra o poderoso livro, permitem que o espectador acostumado a dualidade bem e mal reveja alguns conceitos, aqui nos estamos diante de uma oposição entre duas ideias. A de Light que acredita que o mal deve ser punido e a de L (Keith Stanfield) que acredita que o “Vingador ou Justiceiro” (na história chamado de Kira) é tão mal quanto os homens que persegue.


Espero que vocês tenham gostado! Não deixe de nos indicar mais filmes do gênero caso conheçam algum.

Estamos em contagem regressiva para a estréia da nova temporada de Stranger Things, que chegará ao catálogo da Netflix nessa sexta-feira (27 de Outubro). E claro, para deixar seus fãs ainda mais enlouquecidos, está a todo momento soltando algum vídeo ou imagens intrigantes.

A partir disso conseguimos deduzir algumas coisas sobre o que vem por aí. Como já dito pelos próprios irmãos Duffer, a série esta um pouco mais sombria. Outra coisa que notamos é o amadurecimento do elenco, além da presença de novos personagens.

O fato é que faz um pouco mais de um ano que a série foi lançada na Netflix, tempo o suficiente para internet apresentar suas teorias e ficar tietando essa galera.

No entanto, mais importante do que relembrar teorias, achei legal destacar alguns pontos que movimentaram a primeira temporada, e que provavelmente receberão alguma atenção daqui para frente na série.

Então se prepare, pois aqui estão

13 coisas para não esquecer antes de assistir a nova temporada de Stranger Things.

* Contém Spoilers da temporada Anterior 😉 *

A origem de Eleven

Com o decorrer da série, por meio de inúmeros flashbacks, conseguimos descobrir mais sobre a Eleven (Millie Bobby Brown), ou no mínimo criar teorias.

Fica claro que a garota era mantida como objeto de estudo, e treinada para se tornar uma possível arma para o governo.

Vemos o Dr. Martin Brenner (Matthew Modine) evoluindo seus testes de telecinese aos poucos, hora por pedir que ela amasse uma latinha com a mente, hora que ela ataque alguém com seu poder, e até mesmo que escute e transcreva conversas de pessoas distantes.

Seu próprio nome, que na verdade é dado pela tatuagem em seu braço com o número 11, nos faz pensar que ela não foi a primeira a participar de tais experimentos, ou que é uma entre outros…

Will foi dado como morto e teve até um funeral

Mike (Finn Wolfhard) , Lucas (Caleb McLaughlin), Dustin (Gaten Matarazzo) e Eleven,  seguem um carro de polícia em direção a um lago, sabendo que a movimentação possui alguma relação com o desaparecimento de Will (Noah Schnapp). Ao chegarem até um lago, situado em baixo de uma grande pedreira, eles se deparam com a retirada do corpo do amigo.

Mike acusa Eleven de ter mentido para eles durante todo o tempo, porém a garota arranja uma forma de provar que Will continua vivo.
Tempos depois, após ele buscaram mais formas de contato com ele, recorrendo aos poderes da Eleven, ocorre o funeral de Will — apesar de grande parte do elenco ter provas de que ele não está morto.

A suposta Mãe da Eleven

Após a impactante descoberta por mérito do xerife Hopper (David Harbour), de que o corpo encontrado e mantido isolado, dito pertencente ao Will, nada mais era do que um boneco, ele acaba encontrando meios de invadir a base de pesquisas do governo instalada em Hawkins. Lá ele encontra vestígios da permanência de uma criança (Eleven) no local. E ao se aproximar do andar onde o portal entre os dois mundos encontra-se aberto, ele é capturado e levado até sua casa, onde tudo foi propositalmente armado para simular uma ressaca ou algo do tipo.

Hopper decide ir até Joyce (Winona Ryder), mãe do Will, e lhe contar tudo o que sabe, e seguindo as informações de suas pesquisas, os dois acabam indo ao encontro de Terry Ives. Uma mulher transtornada, que guarda uma história de envolvimento com Dr. Martin Brenner, como membra de um estudo chamado Mk Ultra, que utilizava LSD combinado a outros fatores, na busca de expandir limites da mente. E estava grávida de uma menina, chamada Jane, que foi dada como morta, apesar de ela acreditar que a criança tenha sido retirada dela, por possuir poderes especiais.

Jonathan e Nancy

Os dois se aproximam depois que Jonathan (Charlie Heaton) , em uma noite em procura de pistas do irmão, se depara com uma festa na casa do Steve (Joe Keery), namorado da Nancy (Natalia Dyer). Ele permanece escondido fotografando momentos da reunião, inclusive o isolamento de Bárbara (Shannon Purser) na beira da piscina, que desaparece instantes depois. — Saudades Barb.

As fotografia chegam ao conhecimento de Steve, que ao tirar “satisfação” com Jonathan, quebra sua câmera e rasga suas imagens. Porém Nancy recolhe algumas para ela.

Nancy entra em uma busca por sua melhor amiga, e ao voltar no local onde elas haviam estacionado o carro, se depara com uma criatura bizarra vagando pela floresta. Tempo depois, ao analisar uma das fotos tiradas por Jonathan, ele encontra a sombra familiar daquela criatura atrás de sua amiga.

A partir disso, e da confirmação de Jonathan a respeito de uma figura semelhante vista por sua mãe, os dois se juntam a procura da criatura.

O portal na Árvore

Em um momento, Jonatham e Nancy caminham pela floresta em busca de pistas e se deparam com um cervo ferido, do qual cogitam sacrificar para que não fique sofrendo. No entanto o animal é arrastado para longe. Seguindo os rastros, Nancy se depara com uma estranha abertura no tronco de uma árvore, ao atravessar ela encontra o “demogorgon” alimentando-se do animal, dentro do mundo invertido.

Steve vs Jonathan

A rixa entre os dois se formou a partir do acúmulo dos fatos anteriores, além de jonathan ser visto como estranho por muitos ali. Mas a situação ficou ainda mais acirrada quando Steve o viu com sua namorada em uma noite. O que gerou na pixação no letreiro do cinema, e a briga física entre os dois, que terminou com Jonathan preso.

Porém no fim da temporada, mesmo com todos os momentos de conexão entre o Jonatham e a Nancy — que nos fizeram acreditar e torcer para que eles ficassem juntos —, ela termina ao lado Steve. Mas rola uma cena bem fofa, onde ela lhe entrega como presente de natal uma câmera nova.

O Acordo de Jim Hopper

Após a confirmação de que Will está preso no mundo invertido, o xerife Hopper vai até o Laboratório Nacional de Hawkins, junto com Joyce, na tentativa de resgatar o garoto por meio do portal. Porém eles acabam sendo capturados. Hopper pede permissão para passar pelo portal junto com Joyce, ele se oferece a fazer qualquer coisa para garantir a expedição, e assim consegue o que quer.

Momentos depois, quando tudo está “resolvido”, ele é abordado por um carro. O que nos leva a pensar que ele ainda prestará contas de seu acordo.

Outras coisas para se lembrar

O professor que sabia demais: Ele não chega a ser exatamente suspeito de algo, mas foi através do professor Clarke (Randy Havens) que as crianças desenvolveram a teoria sobre a localização do Will, além da construção da piscina como simulação do tanque para a Eleven.

Mike s2 11: Em uma conversa, Mike chega a dizer para Eleven que ela poderia continuar vivendo em sua casa depois que tudo aquilo acabasse, além de beijá-la e convidá-la para o baile de inverno.

A morte de Eleven: Com o fim da primeira temporada, uma certa dúvida se instaurou: A Onze teria morrido ao confrontar o demogorgon? Bom, como já sabemos, não. Mas a dúvida sobre sua localização é algo que deve ser desvendado só com os novos episódios.

Lembrando também que ela se via como responsável por ter dado acesso para a criatura ao mundo normal. E uma das suas falas, em quem ela dizia ser o monstro, levou muitas pessoas a criarem a teoria de que o demogorgon era de fato ela em uma realidade alternativa, e o contato entre os dois teria gerado essa “fenda”.

A morte do chefão: Outro que deixou as cenas foi o próprio Dr. Martin Brenner. Em último confronto no colégio, enquanto ele e seus homens tentavam recapturar Eleven, ele acaba sendo morto em um ataque do demogorgon.

Will ainda conectado ao mundo invertido: Vemos isso no último episódio, quando em um momento o banheiro de sua casa toma a forma do mundo invertido. Além de ele tossir uma daquelas criaturas do outro lado. O trailer da segunda temporada deixa explícito que essa conexão movimentará grande parte da história.

E por último, o amor de Onze por Eggos (waffles)

E aí? acha que esqueci alguma coisa? O que você espera dessa nova temporada? Conta pra gente!

Abraços e até mais.

Oi!

Decidi que seria legal tirar um mês só para os itens de diferentes nacionalidades do desafio dos 52 filmes. Como eu já havia cumprido o desafio de um filme europeu meses atrás, ficou mais fácil distribuir os 4 filmes restantes.

E posso dizer que foi uma experiência muito boa, além de observar um pouco os aspectos de diferentes culturas, também pude ver com mais atenção os contrastes na forma de atuar, ou contar uma história.

Sem enrolar mais, confira o que eu assisti!

36. Uma produção da Oceania – BOY (Taika Waititi, 2010)

Uma produção da Nova Zelândia que se passa no auge dos anos 80, onde Boy (James Rolleston), um garoto de 11 anos, vive com sua avó, seu irmão mais novo Rocky (Te Aho Eketone-Whitu), e alguns primos no interior do país. Entre todas as coisas que Boy venera, Seu pai e Michael Jackson disputam o topo. Porém apesar de toda sua admiração, na realidade pouco se sabe de se pai. O garoto guarda imagens de coisas que lhe foram contadas e outras das quais ele imagina, sendo que a única verdade é que seu pai foi preso um dia.

Quando a avó do garoto precisa partir para um funeral, Boy se vê a frente da responsabilidade de cuidar das outras crianças. E é quando surpreendentemente seu pai Alamein (Taika Waititi) reaparece, acompanhado de sua “gangue“, atrás de algo que deixou para trás. Nos dias que se seguem o jovem busca dar o seu máximo para não desapontar seu pai, e se igualar a ele, por acreditar que ambos possuem potencial. Logo, Boy percebe que tudo aquilo que ele acreditava sobre o pai estava completamente errado.

O filme conseguem manter um bom equilíbrio entre o drama e a comédia. A trilha sonora local acrescenta um clima especial. Em alguns momentos Rocky parece ser mais carismático do que o próprio protagonista, muito por seu isolamento e sua crença de que carrega super poderes. Mas no geral, o desdobramento de Taika Waititi como diretor e ator é assertivo.

37. Uma produção da África – Lunch Time Heroes (Seyi Babatope, 2015)

Disponível na Netflix*

Nessa produção da Nigéria acompanhamos Banke (Diana Yekinni), uma jovem que acaba de ser direcionada para ser professora estagiária em uma escola de elite do país, rigorosa quanto aos métodos de ensino e seus resultados. No entendo sua presença não é bem vinda pela vice-diretora Williams (Dakore Akande) e os demais professores da instituição. De modo que ela chega a passar dias sem obter qualquer tarefa. Para lidar com a ansiedade e frustração, Banke cozinha, algo admirado por seus colegas de alojamento.

Ela encontra sua grande chance quando a escola é selecionada para participar de uma importante competição interescolar. Enquanto os professores trabalham com os melhores alunos em debates, atletismo e a feira de ciências, Banke se vê encarregada de tomar conta das crianças não selecionadas e consideradas sem aptidão.

Conquistar essas crianças não é fácil, mas ela encontra em seu talento na culinária uma chance de captar suas atenções e ensina-las a acreditar em suas capacidades. Porém mal sabe ela até onde isso pode a levar.

O filme apesar de simples carrega uma atmosfera gostosa de ser assistida. lógico que não há como esperar uma mega produção a nível hollywoodiano, e o filme carece em alguns pontos. Mesmo assim o discurso de persistência e resiliência é motivador.

 

38. Uma produção do Oriente médio – Tempestade de Areia (Elite Zexer, 2016)

Suliman (Hitham Omari) é um pai e marido fiel às tradições praticadas no sul de Israel. Ainda assim mostra-se confidente de Layla (Lamis Ammar) sua filha mais velha que sonha seguir com os estudos e entrar em uma universidade. Enaquanto Jalila (Ruba Blal), sua esposa, cuida dos procedimentos para o casamento do marido com uma segunda mulher, ela descobre o envolvimento de Layla com um garoto da escola.

Por mais que Layla afirme seu amor por Anuar (Jalal Masrwa), este relacionamento jamais seria bem visto, por ele fazer parte de outra tribo. Ela acredita que seu pai a entenderá e lhe dará apoio. Entretanto, ele está cuidando dos acordos para o seu casamento com um homem da região.

Jalila tenta se certificar de que está sempre fazendo o melhor para proteger suas filha, e busca uma boa solução dentro das regras da sociedade. Mas acaba pagando um preço amargo por se expressar. Resta a  Layla se questionar até que ponto ela seria capaz de romper com sua família e embarcar em um caminho sem volta.

O filme carrega muitos elementos culturais interessantes para aqueles que gostam de conhecer sempre um pouco mais. A conclusão do filme da a entender que esses dilemas sempre existirão, e que com Tasnim (khadija al akel) irmã mais nova de Layla, também existirão problemas quanto ao dever e o sentir.

39. Uma produção da América do sul – Medianeras (Gustavo Taretto, 2011)

Essa produção sensível e poética do cinema argentino levanta uma critica sobre o efeito de metropolização e estrutura visual das cidades, da forma como a tecnologia e as invenções criadas para garantir um maior conforto afetam o estilo de vida humano, e como barreiras  de relacionamentos foram levantadas com o passar dos anos.

Martin (Javier Drolas) mora sozinho em um apartamento pequeno, e tem como companhia uma cadelinha deixada para trás por sua ex-namorada. Ele sofre com crises de pânico, e por conta disso passa a maior parte do dia dentro de casa, onde também trabalha como web designer. A internet deu a ele a capacidade ter acesso a praticamente tudo o que ele precisa, porém ele começa a pensar que esta na hora de voltar a se relacionar mais pessoalmente com as pessoas.

Mariana (Pilar López de Ayala) é formada em arquitetura, só que não exerce a profissão, em vez disso trabalha organizando vitrines de lojas, e dessa forma consegue se expressar. Ela voltou a morar em seu antigo apartamento após o rompimento de uma relação de quatro anos. Agora luta contra a incerteza de voltar a se envolver e outros traços de fobia.

Ambos se sentem perdidos e sozinhos em uma cidade grande, dividindo semelhanças sem nem mesmo se conhecer. O filme conta com a narrativa das personagens para sua construção, em meio a reflexões e relatos. Até mesmo o numero reduzido de diálogos parece proposital para reforçar o isolamento.

Por hoje é só 😀
Abraços e Até mais!

Em agosto assisti muitos dos filmes do desafio juntamente com o Gusta. Mesmo usando alguns para categorias diferentes, o convidei para escrever um pouco sobre suas impressões também. Portanto, as categorias marcadas com 🙌🙌, sinalizam a conclusão de nós dois. 🙂

31. Um filme com protagonistas acima de 60 anos. – Frank e o Robô (Jake Schreier, 2012)

Este filme consegue criar de certa forma uma narrativa muito atual, porém em um contexto futurista, onde os robôs aos poucos são inseridos na sociedade como assistentes e os humanos ainda buscam com dificuldade lidar com problemas decorrentes do envelhecimento.

Frank (Frank Langella) infelizmente não está vivendo os melhores momentos da sua vida. Já faz muito tempo que Frank passou a apresentar sinais de mal de alzheimer. Ele mora sozinho em uma casa, e adquiriu sua própria rotina que envolve visitar a bibliotecária Jennifer (Susan Sarandon) e cometer pequenos furtos em uma lojinha local. Mas sua evidente confusão mental tem tornado seus dias ainda mais difíceis.

Com isso, seu filho Hunter (James Marsden) passa a se desdobrar para poder cuidar do pai, porém descontente com a situação ele resolve lhe dar um robô, uma figura que poderia estar mais presente e lhe daria uma melhor atenção. O que não conquista Frank tão facilmente, tão pouco sua filha Madison (Liv Tyler) que é uma ativista e se opõe ao uso de tais máquinas.

As surpresas não param de acontecer, quando enfim Frank passa a ver a máquina como um cúmplice e uma propícia ferramenta para um dos seus maiores planos. O robô por sua vez parece concordar com isso, simplesmente porque percebe que assim seu paciente volta a exercitar sua mente. Logo os dois estão envolvidos em um grande esquema de roubo, pelos velhos tempos de Frank.

32. Um filme nacional premiado pela mídia estrangeira. – Reza a Lenda (Homero Olivetto, 2016)

Escolher qual seria o filme nacional para esta categoria foi uma tarefa difícil. Existem muitos títulos com ótimas avaliações e enredos chamativos. Acabamos apostando no “diferente”, e confesso que rolou uma decepção. (filme disponível na Netflix para que tirem suas conclusões). 🙌🙌

Reza a lenda se passa no Nordeste brasileiro, para ser exato, em meio à região árida da Caatinga. Laura (Luisa Arraes) se vê envolvida em uma série de eventos estranhos após cruzar com uma perseguição a um grupo de motoqueiros e se envolver em um acidente por isso. Ela passa a conhecer o grupo em especial o seu líder Ara (Cauã Raymond) em sua incessante busca pela santa que traria as chuvas de volta ao sertão de acordo com uma profecia.

Os meios para encontrar a santa do milagre acabam pondo o grupo no caminho do Coronel Tenório (Humberto Martins), um homem sem qualquer escrúpulo, destinado a se vingar daqueles que arruinaram sua fonte de renda e mataram seus homens. Mas com o decorrer da história suas ações extrapolam suas justificativas.

O aspecto do surrealismo que foi fortemente vendido com a história, na verdade é ausente. Até ocorre a inserção de um oráculo, de nome Bruxo (Galego Lorde), mas nem mesmo ele é capaz de trazer muita fantasia para o filme, isso acaba ficando mais por conta do estilo dos motoqueiros.

acreditávamos que o filme traria mais coesão, em especial na sua narrativa, que aos poucos se mostra com alguns furos e com boa falta de desenvolvimento dos personagens. Em compensação, o visual do filme é muito bem construído, em momentos lembrando a franquia Mad Max. Em resumo, Reza a Lenda, faz uma tentativa de constituir um cinema de ação brasileiro, porém ainda peca em muitos importantes para a construção do filme.

33. Um filme de detetive – Um Contratempo (Oriol Paulo

2016)

Talvez vocês digam que este não é exatamente um filme de detetive. Mas apesar da figura do investigador não estar presente, a trama e o mistério são tão grandes que não conseguiria deixa-lo de fora da lista. Posso dizer que até agora estou embasbacado com o final, que na minha opinião, não ficou devendo em nada!

E até por conta disso eu não queira falar tanto sobre a história, pois me parece que cada detalhe conta como um spoiler.

O conflito principal não demora muito para nos ser apresentado. O nome de Adrian Doria (Mario Casas) está nos jornais, após ser encontrado em um quarto de hotel, trancado por dentro, com sua amante, Laura (Bárbara Lennie) morta e coberta por muitas notas de euro. Ele é indiciado por homicídio e recorre a ajuda de Virginia Goodman (Ana Wagener) a maior preparadora de defesas da Espanha.

Em seu apartamento, os dois passam a analisar cada detalhe, acontecimentos que os levaram até aquele hotel e as motivações que alguém teria para o incriminá-lo.

No jogo de reviravoltas, e nas muitas versões para um mesmo crime construídas, somos juntos com os personagens tomados pelo pensamento de: Jamais subestime o poder de alguém.

34. Um thriller adolescente – Death Note (Adam Wingard, 2017)

*O filme é uma adaptação de um conhecido mangá, e que também deu origem a um anime. No entanto os comentários aqui não levam em conta essas duas obras, a penas o filme.* 🙌🙌

Sem perder tempo, o diretor Adam Wingard introduz o espectador ao adolescente Light Turner (Nat Wolff), um rejeitado na escola que vende provas prontas aos seus colegas, e fortuitamente encontra o Death Note do título. Não leva muito tempo e o Ryuk (Willem Dafoe) — shinigami, deus da morte —que guarda o livro encontra o garoto e o explica como funciona. Light usa o poder em suas mãos para conquistar a atenção de Mia Sutton (Margaret Qualley), com a qual inicia um romance e um plano de levar justiça ao mundo. A onda de mortes atrai atenção do detetive L (Lakeith Stanfield), que possui um grande faro para pistas e raramente revela seu rosto.

Se parece muita coisa pra um filme, é porque é. O filme é carregado de histórias e infelizmente algumas delas acabam pouco desenvolvidas, e de forma interessante parece ser difícil decidir qual o real tema do filme. O embate entre Light e L, ou o debate moral sobre ter o poder da matar pessoas, ou a busca por Kira — o codinome adotado por light e sua namorada para cometer os assassinatos — ou a própria relação de Light com Mia. Fica uma dúvida aparentemente difícil de resolver, mas a questão que importa é que algumas das histórias rendem ótimos momentos para a trama, outras nem tanto.

O ritmo que o filme assume também chama atenção, já que no inicio tudo parece acontecer muito rápido. E desacelera mais ao meio com o surgimento de L.

Em termos visuais, Wingard acertou em cheio, as cores conversam com as cenas apresentadas. Houve-se um certo exagero no fim de alguns personagens secundários, com mortes surreais dadas por meios desproporcionais, mas basta saber se foi intencional. Em suma, apesar da enorme responsabilidade e de tropeçar em alguns aspectos, Death Note entretém.

35. Um filme com um ator que você não gosta – The Founder: Fome de poder (John Lee Hancock, 2017)

Primeiramente eu gostaria de esclarecer o porquê escolhi Michael Keaton para essa categoria. Eu passei muito tempo analisando algum ator do qual eu não gostasse a da interpretação, porém senti que não queria acabar desmerecendo o trabalho de ninguém. Quando assisti Fome de poder me dei conta que algo no Michael Keaton me incomodava, e que possivelmente vinha de algum personagem mau do qual ele interpretou tão bem, que me deixou com “raiva”. E ao ver este filme, essa sensação se repetiu. Keaton é muito bom em ser cruel. (agora preciso assistir um filme que ele seja legal, para poder mudar essa imagem)

Se você acredita que o império do McDonald’s foi construído graciosamente a partir de um negócio familiar que expandiu, bem, então esqueça isso. Apesar da origem honrada do nome e do sistema de trabalho da lanchonete, a empresa só tomou proporção mundial devido uma série de puxadas de tapetes, e um investidor sem qualquer remorso em dizer que fez o que tinha de ser feito.

O filme é baseado, e centralizado na escalada de Illinois Ray Kroc (interpretado por Michael Keaton). No início o conhecemos como um cara frustrado em seu trabalho, que já apostou em muitos ramos. Após um surpreendente pedido de mixers, que ia muito além de sua demanda, ele resolve viajar até o sul da Califórnia, curioso sobre a origem da ligação. Lá ele conhece os irmãos Dick (Nick Offerman) e Mac (John Carroll Lynch) McDonald, e sua lanchonete revolucionária que atrai filas imensas e atende aos pedidos com prontidão.

Após ouvir dos irmãos a trilha que percorreram até conseguirem erguer tal estabelecimento, Ray se mostra empenhado em fazer com que aquilo cresça ainda mais, e os conversem a deixá-lo ser um franqueador. Com o passar do tempo e o crescimento dos negócios, a imagem inicial que tínhamos de Ray muda completamente. O que resulta em um final amargo e pesado de ser assistido.

Chega ser absurdamente revoltante ver como a imagem de Ray Kroc é assimilada ao sucesso.O longa reforça isso ao introduzir a narrativa do próprio Kroc sobre toda a história no final. Mas, por mais que filme tenha me deixado angustiado, é impossível não reconhecê-lo como uma grande produção, ainda mais se você em seguida parar para pesquisar toda a história na qual foi baseado.

Abraços! E até mais.

Esta é a primeira parte do resumo dos dois últimos meses do Desafio Cinematográfico. Os quatro filmes aqui são referentes ao mês de julho.

Como dito no pelo facebook um tempinho atrás, acabei me atrasando para postar e com isso julho ficou acumulado com o mês de agosto, que teve 5 semanas. Então para que não ficasse um post imenso, e também para que não fosse preciso fazer cortes nos textos, estou dividindo em duas partes. 😉

27. Um filme lançado quando você tinha 5 anos – Matrix (Lana Wachowski e Lilly Wachowski, 1999 )

Nem preciso dizer o peso que este filme tem sob a cultura pop . Pois é, mas ele ainda estava na minha lista de filmes mega-conhecidos que eu ainda não vi. Então nada mais justo que assisti-lo no desafio.

Thomas Anderson (Keanu Reeves) trabalha como programador para uma empresa, e leva uma vida aparentemente normal, mas por trás disse ele é uma habilidoso hacker que mora em um apartamento escuro e bagunçado. Sua vida começa a apresentar estranhos acontecimentos, ao ponto que estranhas visões atormentam sua mente.

Ele passa a ser perseguido por um grupo autoritário que lhes mostra possuir domínio sobre a perspectiva da realidade. Com isso ele também aproxima-se de Morpheus (Laurence Fishburne) e Trinity (Carrie-Anne Moss), que por outro lado estão dispostos a ajudá-lo e protegê-lo, eles lhe apresentam a verdade sobre o mundo onde vivem: Dentro, uma simulação onde os seres humanos vivem de forma natural, mas por fora um cenário desolador onde seus corpos são usados como fonte de energia para máquinas inteligentes.

Morpheus enxerga Thomas – Neo – como o escolhido, capaz de quebrar Matrix e libertar a humanidade, porém como esperado o caminho não é fácil, e nem mesmo a certeza de que ele possa ser o escolhido mostra-se exata.

O que posso dizer é que amei o universo construído nesse filme, sei que ele possui sequências, mas estou com um com medo do rumo que a história possa ter levado.

28. Um filme que estreou no mês do seu aniversário – Homem-Aranha: de volta ao lar (Jon Watts, 2017)

A figura do Homem-Aranha esteve presente durante muito tempo na minha infância, pelos desenhos, brinquedos e outros objetos colecionáveis. Foi bem legal poder resgatar um pouco disso em julho.

Quem está mais acostumado com o Peter Park da televisão pode acabar sentindo a diferença durante o filme, já que a história foi em partes reconstruída totalmente. No entanto o próprio filme faz várias menções a episódios dos quadrinhos — entre elas uma ligação com o Aranha de Ferro — , e também aos antigos longas do herói.

Se você quiser saber mais sobre o que eu achei do filme, pode conferir por aqui.

29 – Um filme de Guerra – O túmulo dos vagalumes ( Isao Takahata, 1988)

Para os amantes de animações japonesas, as produções do Studio Ghibli pode ser bem conhecidas. Porém, esse filme se põe em contramão na lista da produtora. Não por ser menos conhecido ou de pouca qualidade, mas por deixar um pouco de lado a fantasia presente nas outras animações e apresentar um cenário real, triste, sofrido e de dotado de uma singela beleza.

Em meio aos ataques no Japão durante a Segunda Guerra Mundial, Seita e sua pequena irmã Setsuko buscam sobreviver em uma sucessão de calamidades. Com a convocação do pai para marinha e a ausência da mãe, os irmãos acabam indo morar na casa de parentes.

O convívio não se mostra nada fácil, conseguir alimento para todos é uma tarefa difícil, além disso Seita passa a ser intimado por sua tia a buscar um trabalho ou algo para fazer da vida, com o propósito de ajudar em casa. Seita por outro lado exerce extrema atenção sobre Setsuko, e mostra-se incapaz de abandonar a garotinha.

Pode-se dizer que Setsuko é fiel a sua idade, a personagem é carregada por generosas doses de inocência, além de chorar sempre que se depara com uma decepção, mas também por saber sorrir e brincar quando lhe parece oportuno.

Dado momento, Seita decide sair com sua irmã da casa de seus parentes, rumando para uma vida independente da qual ele precisará buscar seu próprio sustento. Em um esconderijo antiaéreo os dois passam seus dias, colecionando vagalumes a noite para dormir, e buscando formas de se alimentar.

Infelizmente a guerra se mostra cruel não só entre pessoas de lados opostos, mesmo daqueles aos quais esperamos atitudes mais brandas sobre os dois, os hostilizam ou os negam alimento e cuidados, por se preocuparem em manter as próprias vidas em eixo. O filme também acaba por mostrar como o senso de orgulho por mais que seja cultural, pode arruinar vidas.

30. Uma produção da Europa – Die Welle: A Onda (Dennis Gansel, 2008)

O filme foi baseado em um experimento real criado por um professor na califórnia, e que em menos de uma semana tomou uma grande proporção.

No longa a história foi adaptada para o cenário de uma escola Alemã, o que na minha opinião funcionou muito bem para a expansão do assunto. Na instituição os alunos devem optar por duas áreas de conhecimento: O Anarquismo e a Autocracia. Logo de início conhecemos Rainer WengerJürgen Vogel ) um professor entusiasta que mesmo perdendo a oportunidade de dar aulas sobre o anarquismo, empenha-se para fazer das aulas sobre autocracia uma experiência que vai além dos livros didáticos.

Junto com seus alunos o senhor Wenger cria um movimento, que se constrói na medida que a classe faz questionamentos e sugestões. Eles adquirem uma forma própria de se comportar, se organizar e até mesmo de se vestir. O impacto passa a ser ainda maior quando os jovens começam a levar suas idealizações de grupo para as ruas. O movimento certamente apresenta lados positivos, mas também extremidades preocupantes que vão se aproximando cada vez mais do Fascismo.

Na vida real, essa dinâmica em grupo não chegou a ir tão longe, nem mesmo teve um fim tão trágico. Mesmo assim a mobilização dos estudantes surpreende muitos até hoje. A história chegou a ganhar um documentário com relatos do próprio professor.

Recomendo muito este filme por sua história, e também pelo elenco incrível que conta com Max Riemelt e Max Mauff, além de Jennifer Ulrich e Frederick Lau que mandaram super bem em seus papéis.

Logo mais vocês poderão conferir os outros filmes da lista, os quais muito assistimos juntos desta vez.

Até Breve!