Livros

Inspirados pela narrativa deste livro, que intercala-se entre o passado e presente, resolvemos apresentar à vocês Caixa de Pássaros, sob duas perspectivas, em uma resenha em conjunto criada pelo Gustavo que leu o livro recentemente e E.Mateus, que concluiu a leitura no começo deste ano. Durante o processo debatemos sobre a história e o quanto gostamos dela.

Fecha os olhos. Cubra as janelas. Tranque as portas. Coloque vendas. Tudo que não está sob um teto apresenta perigo. O céu é a encarnação da loucura humana mais extrema. O medo é constante. Como sobreviver em um mundo desses? Como ter um bebê em um mundo desses? Extinção é a única possibilidade? Esse é o cenário aterrorizante deste romance, essas são as questões que perseguem tanto personagens quanto o leitor, até a última página.

Em “Caixa de Pássaros” somos apresentados a um mundo que decai lentamente, se consumindo em loucura. O que primeiro aparece como caso distante, logo se aproxima e se torna uma epidemia global. A humanidade enlouquece de olhar para fora, o céu se torna perigoso para a humanidade e ninguém sabe o porque. Resta aos sobreviventes a reclusão, se esconder em quartos escuros em uma espécie de volta as cavernas e se privando até mesmo da visão para sobreviver.

Josh Malerman consegue conduzir o leitor, pelos ambientes desolados e sombrios criados, através de descrições táteis e por alguns momentos visuais. É uma forma inteligente de nos fazer adentrar na mente e no corpo das personagens, obtendo uma experiência que vai além da leitura, e que aguça ainda mais nossos sentidos e nossa imaginação. 

Não há escapatória da “Caixa de pássaros” de Josh Malerman, o autor tece a trama narrativa com maestria, encurralando seus personagens em um cenário agoniante, tornando-os frágeis tanto social, quanto psicologicamente. A presença do medo, quase que assume o protagonismo, o medo força ações impensáveis, o medo empurra os personagens em direção ao isolamento, o medo é a única força onisciente na integridade do romance.

Durante a leitura deste suspense minha mente vagava entre a privação da imagem e a dedução de tudo aquilo que pudesse estar ocorrendo diante das personagens.

Essa grande incerteza, juntamente com o clima de alerta instalado, faz com que você passe a temer todos os momentos em que os personagens são obrigados a retirar suas vendas, faz com que uma casa escura com janelas e portas bloqueadas pareça mais segura e aconchegante do que uma manhã de sol do lado de fora.

Josh também soube explorar minuciosamente os efeitos causados por tal pressão psicológica em cima das personagens. Logo de início nos deparamos com Malorie, aflita por ter que tomar a atitude mais perturbadora dos últimos quatro anos, sair de sua morada para encontrar segurança para ela e seus filhos. Crianças que cresceram sem qualquer noção do que seria uma “infância comum”.

Em contraponto, no passado, enxergamos Malorie recebendo e digerindo as notícias sobre um surto fatal que tem atingido o mundo todo com desconfiança, ao mesmo tempo que imagina como lidará com sua gravidez. Observando com estranheza as medidas tomadas pelas pessoas, para se proteger de algo do qual nem elas mesmas sabem o que é.

A tensão aumenta ainda mais, quando por fim ela precisa realizar sua primeira fuga, certa de que algo fora de seu controle está acontecendo. Josh então da sua primeira prova de como é capaz de elevar o nível da história, pondo diante de nós o desespero de uma mulher grávida lançando-se para o desconhecido.

A história da grávida Malorie, que fugindo do medo do mundo externo, procura abrigo em uma casa com desconhecidos, e acaba se tornando ali uma outra pessoa, é o fio condutor que nos guia por esse mundo. Malorie é protagonista por excelência, por fraquezas, por determinação, por persistência, etc…O mais interessante é que Josh não cai no erro de atribuir a Malorie a gravidez como única motivação ao longo da história, e nem de tornar Tom, o “líder’ da casa, personagem inventivo que movimenta a trama em muitos aspectos, o par romântico da protagonista. O que acontece é que os dois criam uma parceria, Malorie confia em Tom, que cuida dela em um momento de extrema fraqueza.

De certa forma o autor também consegue explorar outros comportamentos e princípios humanos – lealdade, altruísmo, confiança, colaboratividade e liderança – pondo todos sob uma provação obscura. Levando o leitor a questionar a integridade de todos os envolvidos, e por uma questão de apego, pressupor um terrível fim.

Fora Mallorie e Tom, ainda somos apresentados a Jules, Felix, Olympia, Don e Cheryl. Os cinco são os outros moradores da casa, nenhum deles se conhece, porém eles parecem compreender a necessidade que aquela época impõe a eles. Fortes laços sociais são firmados ao longo do romance. Josh constrói esse poderoso inimigo comum, despido de qualquer forma, ou traços como a base da relação dos sete estranhos. Existe um tênue equilíbrio entre medo e loucura na mente dos sete personagens; o primeiro é necessário para não sucumbir ao segundo. Para tanto, é necessário manter este inimigo, ou “as criaturas” como é muito chamado, do lado de fora, em separado dos personagens.

O comentário de Hugh Howey (autor de Silo – convidado) na capa faz todo o sentido, caixa de pássaros é um livro para ser devorado, sentido, visualizado, amado e temido. E se você lê-lo de forma ininterrupta provavelmente se apagará e vivenciará tudo em sua volta. Digo isso por ter tido a experiência no começo do ano, quando o li para a maratona literária.

E o desenvolvimento das personagens?

Josh, o autor, controla esse mundo caótico com maestria. Todos os personagens e suas ações constituem um quebra cabeça ideal para a consolidação do desfecho. A forma como Josh consolida cada personagem é extremamente satisfatória e verossímil de forma a nos encaminhar para um desfecho climático.

Cada personagem desta trama trás consigo aspectos próprios de personalidade, fortes bagagens emocionais e históricas, que contribuem muito para o desenrolar dos fatos. O autor soube dar vida a cada um deles, de modo que até mesmo a forma com que se posicionam em uma conversa os diferencia para o leitor.

O thriller trás um final satisfatório?

Com certeza sim. Lembro-me de que antes de comprar o livro, ouvia muitas pessoas dizendo que precisava de uma continuação. Mas na minha opinião foi um bom fechamento. O autor soube manter o clima de insegurança até os últimos minutos, e depois rebater tudo com um suspiro de alívio para as personagens e leitores.

Aliás, a estrutura do livro coloca o desfecho simultaneamente diante dos nossos olhos, porém o faz de forma que é impossível prever como chegamos ali. Quando, nos últimos capítulo desenrola-se o clímax, se instala uma sensação de desespero e desorientação no leitor, que são ideais para quem busca um suspense de qualidade.

Caixa de Pássaros,
Josh Mallerman, 2015
Editora Intrínseca
272 paginas

Super recomendado! Até mais.

Alguém disse uma vez: “Na verdade todas as pessoas gostam de ler, porém nem todas elas encontram o livro certo”. E essa meus caros leitores, acaba sendo uma enorme verdade.

O numero de histórias já escritas, contadas, recontadas, adaptadas e publicadas é imensurável. E no meio de tanta informação acaba por se tornar impossível que nenhuma delas desperte algo em você.

A leitura também é capaz de proporcionar incontáveis benefícios para sua mente, corpo e alma. Ela lhe tira de um lugar e o transporta para outro, lhe faz vivenciar coisas que você não veria normalmente, te torna mais sensível para muitas questões sociais, treinando e seu olhar critico.

E foi pensando na imensidão desse universo literário que resolvemos dedicar alguns dias para este assunto aqui no blog. Queremos compartilhar com vocês algumas das experiências adquiridas até hoje, e ouvir o que vocês têm a dizer também. Além disso, será ótimo se conseguirmos ajudar alguém a encontrar um bom livro que lhe abrirá caminho para muitos outros.

*Em breve este post será atualizado com o material que estamos preparando* 

ESPECIAL EDITORA QUE NÓS AMAMOS:

DICAS!


RESENHAS DA SEMANA:

CAIXA DE PÁSSAROS – JOSH MALERMAN

GUERRA DO VELHO – JOHN SCALZI

Apertem os cintos, e boa leitura.

Antes de passarmos a resenha, um pedido de desculpas é devido ao leitor. Eu havia prometido que resenharia os 11 clássicos e mais um, porém esta resenha ainda se refere ao mês de fevereiro, que não pode ser publicada antes por diversos motivos. Então para mantermos o planejado eu irei postar duas resenhas de clássicos em algum momento, uma do clássico de março e outra do clássico de abril. Então vamos conhecer o livro de aventura que popularizou um gênero e fez corpo a uma era.

O livro deste mês (na realidade de fevereiro, mas eu fiquei enrolando pra postar essa resenha) colocou uma escolha um tanto difícil, uma vez que o catálogo de clássicos de aventura é muito vasto e variado. Porém, um nome se sobressai, Júlio Verne, a forma como ele inventou a forma de contar histórias de aventura ainda é referência, mesmo na era do cinema. Ainda assim, era necessário ir além de Verne, conhecer outros temas e outras mitologias, desta forma, o livro menos conhecido de Sir Arthur Conan DoyleO mundo perdido” vem a mente como um título possível de ser explorado.

Aos que não conhecem, (eu não julgo, afinal sem sombra de dúvidas, Sherlock Holmes e seu colega Watson, acabaram se tornando a maior referência) eu apresento. O mundo perdido narra a história do Professor Challenger, estranho doutor em zoologia britânico , que afirma ter encontrado dinossauros na Amazônia. A partir daí, a sempre muito cética sociedade científica inglesa, o convence a organizar uma expedição para estes confins de mundo, em busca de evidência definitiva e acompanhado de uma equipe.

A equipe aventureira é formado pelo jornalista Edward Malone, que narra a história ao leitor, bem a moda de Watson; pelo Lorde John Roxton, um nobre aventureiro que viajou o mundo e por fim, o Professor Summerlee, o símbolo do ceticismo da sociedade inglesa.

Esses 4 personagens viajam a um platô cravado no meio da floresta, no lugar onde viveriam as criaturas ante diluvianas. E como era de se esperar, a aventura tem resultados, porém eles acabam se complicando a cada passo,desde ficar preso no platô, até encontrar outros seres inteligentes, que podem representar ajuda ou perigo para os cientistas.

Este romance de Conan Doyle não apresenta grandes novidades em relação aqueles de Julio Verne, e foi obviamente escrito de forma despretensiosa. O autor busca uma platéia leiga nos temas do livro, assim criando diversão e maravilhamento com a narrativa.

Apesar de ares de aventura, existem também algumas marcas da sociedade em que este romance foi escrito, que devem ser destacadas e devem ser compreendidas para os leitores atuais. O mais acentuado elemento, é a marca de racismo na personagem de Zambo, um homem negro de origem africana, retratado como fiel aos cientistas, forte e em suma, reduzido a sua forma física, a ele é negado conhecer o platô, porém ele permanece durante todo o romance, esperando os ingleses. Forma semelhante de tratamento recebem os nativos da floresta, sendo reduzidos a carregadores de bagagem, sem qualquer papel na trama. Esta espécie de vocação do homem branco (em especial, europeu) para os trabalhos da intelectualidade e para descobrir o mundo, é comum em livros desta época e não deve pensar sem crítica.

Enfim, o texto de Conan Doyle é crucial para os fãs das grandes histórias de aventura porque condensa todo o espírito de uma época, que pensava em maravilhosas e grandes empreitadas para conhecer todos os cantos do mundo. É um incontestável clássico porque ainda é lido e relido, não somente como uma história infantil, também se transformando em épica série de tv, re-aparecendo em outros livros, como o mais recente ‘Mundo Perdido” de Michael Crichton. Por fim, Conan Doyle foi capaz de criar um imaginário sobre dinossauros que ainda persiste até hoje na nossa cultura.

A edição que li é uma das mais recentes, publicada pela Nova Alexandria. Apesar do tipo de folha, a qualidade do texto e da tradução compensam muito e tornam a leitura uma experiência agradável.

Algumas outras obras que marcaram época e definiram a aventura como gênero consagrado incluem toda a extensa obra de Julio Verne, como “Viagem ao centro da Terra” que foi a escolha do Ton na sua TBR, “Viagem a lua”, “A ilha Misteriosa” e tantos outros. Outro que merece destaque é “No coração das trevas” de Joseph Conrad, apesar de uma história de aventuras já se coloca como literatura adulta e lida com alguns temas sensíveis.

E você? Qual sua escolha para um clássico de aventuras? Quer sugerir algum outro clássico? Comente aqui!

“O Mmundo Perdido”,
Arthur Conan Doyle.
184 peginas.
Nova Alexandria
R$ 23,OO

Resenha: Star Wars – Lordes dos Sith

Star Wars – Lordes dos Sith, escrito por Paul S. Kemp foi lançado nos Estados Unidos em 2015 e trazido para o Brasil em 2016 pela editora Aleph, a história tem 346 páginas e 18 capítulos bem distribuídos, com bastante referências a série animada The Clone Wars e ao terceiro filme da saga, A Vingança dos Sith.

O livro faz parte do novo cânone proposto pela Disney após o reboot em 2014, e a história se passa 8 anos após a republica cair e o império galáctico dominar a galáxia, tudo se desenvolve em volta do Planeta Ryloth, planeta da raça Twi’lek, onde o movimento Ryloth livre luta para libertar-lo do comando do Império, comandado por Cham Syndulla, que sempre entoa que o movimento é libertário e não terrorismo, e por sua braço direito Isval, ex escrava com sede de vingança insaciável, tentam minar as forças do império com ajuda de Belkor Dray, coronel do império galáctico que comanda todas as forças do império no planeta estando abaixo apenas da Moff Delian Mors. Cham sempre muito bem informado descobre que a perigo, destróier estelar, está vindo ao planeta e arma um plano para destruir a mesma.

Com o progredir da história vemos mais de perto a relação entre mestre sith e aprendiz, de Darth Sidious e Darth Vader, que se mostra ser instável e intensa. O autor mostra os conflitos pessoais que Vader tem com seu passado e como luta para se desvencilhar deles ao mesmo tempo que nutre seu poder com a raiva e dor que tem ao se lembrar do que deixou para trás. Ao mesmo tempo que mostra o quão ardiloso pode ser o Imperador e mestre, sempre testando seu novo pupilo a ponto de saber o que Vader está pensando.

Os capítulos vão alternando entre os passos do movimento libertário e os do império em resposta, o que torna a história interessante e envolvente, de leitura fácil de ser digerida e absorvida você se vê dentro dos conflitos e fica difícil parar de ler, sempre com muito suspense e ação.

É um ótimo livro pra quem é fã e conhece a série animada, pois apresenta nos flashes de memória de Vader personagens apresentados na série, e mesmo pra quem não conhece a animação não sai perdendo ao ler, porque demonstra de uma forma mais aprofundada a transição do cavaleiro Jedi Anakin Skywalker até o aprendiz do lado negro da força Darth Vader, é um livro pra quem gosta de Star Wars.

Star Wars – Lordes dos Sith,
de Paul S. Kemp, 2016.
Contém 352 paginas.
Publicado no Brasil pela Editora Aleph.

Semana passada nosso prodígio dos movimentos culturais – Gustavo – lançou por aqui um desafio envolvendo a literatura clássica. O projeto se assemelha ao nosso desafio cinematográfico, no entanto não é tão extenso.

Confesso que não sou tão aberto aos clássicos da mesma forma como o Gustavo é, mesmo assim eu achei essa proposta de ler um clássico por mês uma ideia sensacional. Como o próprio Gusta (porque eu o chamo assim) me disse durante uma conversa: Ler esses livros acabam nos ajudando a entender a influencia que tiveram sob a literatura moderna e refletir sobre a visão que os autores tinham da sociedade antigamente.

Irei citar os livros que “eu” escolhi para cumprir os desafios, mas você pode saber mais sobre a lista e a proposta clicando aqui. Além disso, em breve o Gusta trará uma resenha sobre o seu primeiro livro escolhido.

*As minhas escolhas para capa/editora basearam-se em uma pesquisa e alguns conhecimentos sobre a proximidade com a obra original, material de apoio e popularidade.*

  • Um clássico da literatura brasileira: Dom Casmurro. Machado de Assis, 1899 –

Sim! É um livro bem popular e conhecido dentro da literatura clássica brasileira. Lembro-me de ter ganho uma edição no ensino médio, mas não sei se a li.
O livro é narrado por Bento, e suas memórias da juventude. Amargurado e crente de que seu filho com Capitú na verdade é fruto de uma traição com seu melhor amigo, o velho e solitário – agora Dom Casmurro – busca respostas em suas lembranças.

  • Um clássico da ficção científica: Planeta dos Macacos. Pierre Boulle, 1963 –

A história deste livro se distancia da atual franquia conhecida, no entanto já ganhou uma adaptação mais fiel em 1968.
A Obra apresentará Ulysse um jornalista que parte com uma tripulação de cientistas para a descoberta de novos planetas. Em sua busca, eles pousam em um local semelhante a Terra, encantador porém ríspido. Neste planeta os macacos exercem agem como seres humanos, e os homens são como animais de baixo intelecto, usados como, cobaias, transportadores e animais de estimação.

  • Uma antologia de contos: Eu, Robo. Isaac Asimov, 1950 – 

Também como um clássico de ficção cientifica. O livro é reúne nove contos que relatam a evolução dos autômatos através do tempo. Sob o comprometimento às três leis da robótica, Isaac Asimov leva o leitor a refletir sobre diferentes assuntos.

  • Um clássico da literatura de horror: Frankenstein. Mary Shelley, 1818 –

A figura icônica dos clássicos de horror, a relação entre criador e criatura entre outros assuntos são levantados nessa história que até hoje vem tendo uma repercussão mundial.
Inclusive, já rolou matéria sobre a obra aqui no blog, escrita pelo Gustavo.

  • Um clássico sobre uma figura feminina: Anna Katerinina. Liev Tolstói, 1877 –

Considerado o maior romance já escrito, Anna Keterinina se destaca pela aproximação com a vida levada pelas de diferentes posições sociais da época, além da complexidade em montagem de parentescos.
A historia relata os caminhos levados Liévin – um proprietário de terras – e Anna, uma aristocrata casada, que se cruzam apenas vez em toda em meio a longa narrativa.

  • Um clássico sobre traição: Madame Bovary. Gustave Flaubert, 1857 –

A obra retrata a vida de uma mulher com anseios de uma vida diferente da qual leva ao lado de seu marido, um homem de personalidade fraca, em uma cidade do interior.
Em sua época de publicação o livro chegou a gerar revolta e incomodo da sociedade.

  • Uma distopia clássica: 1984. George Orwell, 1949 – 

A história se passa em uma sociedade aprisionada e controlada pelo Estado, onde seus habitantes são obrigados a agir de forma coletiva ao mesmo tempo em que se encontram sozinhos. E onde ninguém escapa da vigilância do Grande Irmão.
1984 foi o ultimo livro escrito por George Orwell, e é até hoje é vista como a obra fundamental para o gênero distópico.

  • Um clássico sobre aventuras: Viagem ao Centro da Terra. Júlio Verne, 1864 –

Otto Lidenbrock é um renomado professor, geólogo e mineralogista, que decide partir em uma jornada ao centro da terra após encontrar uma mensagem cifrada descrevendo tal local com detalhes. Junto de seu sobrinho Axel e o guia impassível Hans, Otto parte rumo ao desconhecido afim de comprovar suas teorias sobre a vida terrestre.
Meu primeiro contato com uma obra de Verne foi através do livro 20 mil léguas submarinas, que me prendeu do começo ao fim, já faz algum tempo que estou interessado em ler algo mais do autor.

  • Uma peça clássica: Hamet. William Shakespeare, 1603 – 

Guiado por seu falecido pai, Hamlet parte em busca da vingança em seu nome e uma jornada de autoconhecimento. -“Ser ou não ser, eis a questão”- Hamlet é uma das mais conhecidas peças escritas por Shakespeare.

  • Coletânea de poemas: Sapato Florido. Mario Quintana, 1948 – 

O livro traz uma coletânea de poemas em forma de prosa onde Quintana extrai valores e questionamentos sob a perspectiva de situações banais e cotidianas. É umas das principais coletanas indicadas para quem quer conhecer mais sobre o poeta.

  • Um clássico que gerou polemica na época: O Retrato de Dorian Gray. Oscar Wilde, 1890 –

O Livro propõe uma reflexão sobre o valor da beleza externa e os valores internos. Dorian é um personagem que entrega sua alma a um quadro em troca de sua beleza eterna. Porém a pintura passa a sofrer deterioração no passo em que Dorian toma atitudes questionáveis.
Essa obra acabou resultando na prisão do próprio autor, acusado por atentado ao pudor. Em uma época onde a homoafetividade  era vista como crime, Oscar Wilde foi  condenado pela visão de seus personagens, tendo os trechos de seu livro sendo usados contra ele em julgamento. Ainda hoje, existem diversas versões com censura.

E essas foram as minhas escolhas para o desafio, talvez eu não consiga ler todos os títulos, mesmo estou empenhado em ir atrás de alguns. Também espero que essa lista tenha ajudado vocês a se inspirarem, e tomarem coragem para conhecer mais sobre os clássicos e encarar o desafio.

Me conta, tem algum desses livros que você quer ler, ou já leu?

Abraços! E até mais.