Hey! Chegou a hora de contar pra vocês o que eu andei assistindo para cumprir nosso desafio cinematográfico aqui do blog. O post conta com os itens desses últimos dois meses, por isso ficou um pouco extenso. Mas espero que gostem e consigam pegar dicas legais de filmes para assistir.

VAMOS LÁ?

14. Indicado ao Oscar por melhor roteiro – Ex_Machina (Alex Garland, 2015)

O filme foi indicado ao Oscar de melhor roteiro em 2016, mas perdeu para Spotlight, nele somos apresentados a Caleb (Domhnall Gleeson) um programador que é contemplado em um concurso onde ele trabalha e é levado até a mansão secreta de Nathan Bateman (Oscar Isaac) um renomado e inovador cientista, dono da empresa.

Ao chegar no local Caleb descobre que está lá na verdade para participar de experimentos com a nova criação de Nathan. Uma robô dotada de inteligência artificial chamada Ava (Alicia Vikander), que junto a ele é submetida ao teste de Turing — que visa medir a capacidade de uma máquina em desenvolver raciocínio humano, ou levar uma pessoa a desacreditar está interagindo com uma.

Fato é que o filme carrega isso muito bem, tanto que por diversos momentos me peguei assim como Caleb, criando empatia e preocupação pelo confinamento da máquina. O roteiro conseguiu mexer com a minha mente, me levando a acreditar em uma faceta por boa parte da história, e me surpreendendo muito no final.

Eu havia ouvido comentários de algumas pessoas que não curtiram tanto o ritmo do filme. Mas na minha opinião, tanto o ritmo como os diálogos soturnos contribuíram muito na criação do suspense instalado no longo.

15. Um filme vencedor do Framboesa de Ouro – Tartarugas ninjas (Jonathan Liebesman, 2014)

Em 2015 tartarugas ninjas roubou a cena se destacando na premiação do Framboesa de Ouro, por ter tido várias indicações como pior filme e pior diretor, mas se elegendo apenas na categoria de pior atriz coadjuvante por meio da Megan Fox.

Fato é que o filme não traz diálogos tão profundos e uma boa interação entre os personagens como se espera de um filme sobre super heróis. Além da leve modificação no temperamento e físico das tartarugas, que foram tão presentes na infância de várias pessoas. O filme parece tentar se equilibrar entre uma história que irá agradar um público mais jovem e ação para os adultos, mesmo assim consegue entreter.

Neste longa a repórter April O’Neil (Megan Fox) se mostra descontente com sua posição atual na emissora e busca noticias maiores para apresentar. Ao se deparar com um roubo de carga no porto, e a forma como a ação foi impedida, ela passa a investigar a existência de um suposto vigilante na cidade.

Logo, ela se cruza com Rafael Alan Ritchson), Leonardo (Pete Ploszek), Michelangelo (Noel Fisher) e Donatello (Jeremy Howard), tartarugas mutantes que vivem em nos esgotos da cidade, e foram criadas educadas pelo Mestre Splinter (Danny Woodburn), um rato que domina a arte do kung-fu. O caminho das tartarugas e da repórter April se mostra mais interligado do que eles imaginam, sendo que precisaram se unir, contando ainda com a ajuda do câmera Vernon (Will Arnett) para derrotar aquele que está por trás de sua criação, pois ele carrega objetivos malignos.

16. Um filme baseado em uma história real – Na natureza Selvagem (Sean Penn, 2007)

Christopher McCandless (Emile Hirsch) um jovem recém-formado na faculdade, decide que quer mais liberdade para sua própria vida, e para cumprir este objetivo decide largar absolutamente tudo que remete a vida de riqueza dos pais e se atirar em uma jornada rumo a respostas para si mesmo.

Durante sua caminhada pela Dakota do Sul, Arizona, Califórnia e Novo México, ele conhece pessoas que acrescentam algo em sua vida, e faz amizades verdadeiras. Quando então decide ir rumo ao Alasca, para viver em completa função da natureza, encontrando abrigo em um ônibus.

O filme é baseado na real experiência vivida por Christopher McCandless, também conhecido como Alex Supertramp, nome que ele adotou em sua jornada, as cenas foram retiradas dos relatos em seu diário, e dos segredos revelados por sua irmã e um livro.

O ator Emile Hirsch surpreende com sua entrega e interpretação. É uma filme que sem dúvida mexe com o emocional.

17. Um filme que tenha uma única palavra ou verbo como título – Nerve (Ariel Schulman e Henry Joost, 2016)

Apesar do título brasileiro acrescentar a frase “Um jogo sem regra” ao título, originalmente ele é chamado apenas por Nerve, e é baseado na obra de Jeanne Ryan.

Vee DeMarco (Emma Roberts) está vivendo seus últimos dias de ensino médio e fazendo planos para a faculdade, quando então fica sabendo sobre o jogo, inicialmente por sua amiga Sydney (Emily Meade) disposta a cumprir os desafios e ganhar popularidade. Após um desentendimento entre amigos, Vee decide acessar o jogo para provar que pode ser mais do que uma garota que vive à sombra dos outros.

O jogo — é muito black mirror — funciona da seguinte forma: Os participantes são divididos em observadores ( seguidores), responsáveis por designar desafios, e jogadores que estão ali para cumprir. A acessar o jogo todos os dados dos competidores de redes sociais até contas bancárias são coletados, e usados com guias para inspirar os desafios. Ao completar uma prova, um valor em dinheiro lhes é depositado.

Ao passo que a disputa se aproxima de uma final pelo grande vencedor, os desafios passam a ficar mais intensos e arriscados, pondo suas vidas em risco, um dos motivos pelos quais Tommy (Miles Heizer) amigo de Vee se empenha em investigar o jogo e convencê-la a desistir, enquanto ela se aventura pela cidade com Ian (Dave Franco) um participante que ela conhece em seu primeiro desafio e se alia no segundo, mas o que ela não sabe é que ele carrega um segredo ligado ao jogo.

O filme consegue fazer uma crítica legal em cima do poder que as pessoas encarnam no anonimato, e de certa forma também sobre o fenômeno da buscar por aprovação na internet.

18. Um filme dirigido e roteirizado por mulheres – Very good Girls : Garotas Inocentes (Naomi Foner Gyllenhaal, 2013)

O filme roteirizado e dirigido por Naomi Foner Gyllenhaal, que conta com a composição de Jenny Lewis para trilha sonora, nos mostra a vida de Lilly (Dakota Fanning) e Gerry (Elizabeth Olsen) que são duas amigas inseparáveis que encaram juntas o processo para ingressar na vida adulta.

Gerry sonha em conseguir reconhecimento como cantora e compositora, enquanto Liliy se prepara para entrar em uma universidade. Juntas, após o primeiro verão depois de formadas, elas decidem que está na hora de que a primeira vez de ambas ocorram, e que deve ser antes do fim da estação. Mas a amizade delas passa a ficar em risco sob os olhos de Lily que se vê apaixonada pelo mesmo garoto que a amiga, e decide que o melhor a fazer é protegê-la dessa revelação.

Além do interesse mútuo por David (Boyd Holbrook), problemas familiares tornam tudo ainda mais difícil para elas, nesse período de autoconhecimento, amadurecimento e paixão.

O filme consegue trazer uma boa perspectiva sobre as ligações e relacionamentos humanos. Ao ponto que os personagens passam por cima de deus próprios problemas para garantir o bem estar do outro. Além de entregar uma visão feminina sobre o sexo.

19. Um curta-metragem – World of Tomorrow (Don Hertzfeldt, 2015)

O curta de animação foi escrito e dirigido por Don Hertzfeldt, e ilustrado por Julia Pott. A produção foi premiada no Empire Award pela categoria de Melhor Curta Metragem no ano de 2016, também foi vencedora e premiado no Festival Sundance de Cinema, e indicado ao Oscar de melhor curta-metragem de animação em 2016.

Na história somos apresentados a Emily, uma garotinha que por volta dos seus 4 anos de idade é visitada por sua “duplicada” mais velha de um futuro bem distante, com o objetivo de lhe mostrar e contar a ela o rumo tomado pela humanidade, e as coisas que podem a aguardar no futuro.

As duas compartilham memorias e sentimentos enquanto viajam pelo espaço no tempo. Mas a forma inocente e encantadora com que Emily encara os assuntos sérios e desgraças eminentes que torna o curta tão especial.

O tempo de duração é de 17 minutos, muito bem distribuídos.

20. Um filme sobre refugiados – A Boa Mentira ( Phillipe Falardeau, 2014)

O filme retrata a jornada que milhões de africanos, principalmente crianças, precisaram percorrer para salvar suas vida em meio a uma guerra civil nos anos 80 (1983). Motivada por religião e recursos minerais, a guerra que pôs o Sudão do Norte contra o Sul, dizimou aldeias e vilarejos pelo país, aumentando drasticamente a porcentagem de órfãs sob a Africa Subsariana.

Logo de início o filme apresenta este conflito, junto com as personagem que iremos acompanhar durante a história. Mamare, Jeremiah, Paul, Abital guiados pelos cuidados de Theo, atravessam o país passando pela Etiópia e por fim o Quênia, uma viagem que os entregam a muitas desgraças pelo caminho. — Um elenco mirim fantástico.

O filme se divide em duas etapas, quando por fim, 13 anos depois reencontramos os protagonistas agora mais velhos ( interpretados por Arnold Oceng, Ger Duany, Emmanuel Jal e kuoth Wiel) vivendo em um campo de refugiados, recebendo a notícia de que terão a chance de tentar uma vida melhor por meio de um programa de acolhimento — responsável por dar oportunidade acerca de 3600 refugiados — porém bastante burocrático.

Além do estranhamento destes irmãos sob uma realidade completamente oposta da deles, o filme dá também uma visão de como os outros tratam esta diferença, o posicionamento das autoridades sobre a situação, o preconceito incubado, mas também o amor e acima de tudo o altruísmo. Infelizmente o filme se perde um pouco nesta segunda etapa ao apresentar a personagem Carrie Davis (Reese Witherspoon) — encarregada de ajudá-los — criando uma leve distância entre a história dos protagonistas, tão marcante no começo. Infelizmente até a imagem da Reese Witherspoon é usada para vender o filme, o que me causou um questionamento.

Mas não deixo de recomendar e muito esta história.

 21. Indicado ao Globo de Ouro – Lion: Uma jornada para casa (Garth Davis, 2016)

Lion ganhou destaque recentemente por suas indicações ao Oscar e ao globo de Ouro, entre muitas outras premiações. E não é só pela minha inclinação a gostar dos trabalhos do Dev Patel que digo que um dos melhores filmes que assisti neste desafio.

Saroo ( Sunny Pawar) nutre um relacionamento gracioso com seu irmão Guddu (Abhishek Bharate), o qual exerce grande carinho e cuidado sob ele. O que contribui ainda mais para que a separação entre dois seja difícil de ser assistida. O pequeno Saroo acaba indo parar a 1600 quilômetros de sua casa, ficando preso em um vagão por dias. Perdido, e sem conseguir se comunicar — pois fala em Hindi e não compreende bengali, idioma local — ele é hostilizado pelas pessoas e se vê obrigado a dormir nas ruas.

Após dois meses nesta situação, e fugindo de pessoas más intencionadas, Saroo é “acolhido” por um orfanato em estado de calamidade, e é registrado como desaparecido. Até que por fim é adotado por um casal na Austrália.

20 anos após todos esses acontecimentos já o vemos como um homem, mudado por não possuir mais tanta ligação com sua cultural natal, vivendo e desenvolvendo planos para sua vida ao lado de sua família. Quando as lembranças sobre seu passado e sobre quem ele é, que de certa forma nunca os abandonaram, voltam em sua mente motivando-o a prosseguir em uma busca incansável.

A singela interpretação de Sunny Pawar é impactante, é possível sentir o quanto ele deu o seu melhor para este papel. A fotografia do filme auxilia e muito na interpretação da história, mostrando como o mundo era grande e amedrontador sob o olhar do garoto. Outro fator de destaque está na preservação dos idiomas locais, que desempenham uma forte influencia na historia.

O olhar cansado de Dev Patel, a representação de como tudo aquilo mexe com sua vida, o carinho e preocupação de Lucy (Rooney Mara), o amor presente de seus pais adotivos. Tudo somado consegue criar um ótimo filme. Baseado em uma história real.

22. Um filme premiado em um festival brasileiro – Colegas (Marcelo Galvão, 2013)

Colegas foi premiado com o Kikito de melhor filme no Festival de Gramado.

O filme que ganha uma narração em forma de fábula, conta a história de Stallone (Ariel Goldenberg), Aninha (Rita Pook) e Márcio (Breno Viola), três amigos decididos a realizar os maiores sonhos de suas vidas. E para isso se juntam em plano mirabolante inspirado nos filmes que costumam assistir na videoteca do instituto para jovens portadores de síndrome de Down onde eles moram.

Ao roubar o carro do Jardineiro (Lima Duarte) e cometer uma série de assaltos para financiar a viagem, os três acabam parando nos telejornais, que dá uma proporção imensa ao caso, enfatizando a condição dos três como o principal problema.

O longa consegue emitir momentos engraçados, tocantes e apaixonantes, e é possível sentir como os três atores crescem ao longo das interpretações. Algumas piadas “não-politicamente corretas à parte”, é um filme que fala sobre a superação de limitações e quebra de estereótipos.

Não deixem de compartilham com a gente o que vocês andam assistindo!
Abraços e até mais.

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