Demorou um pouco mais que o esperado, mas estou aqui para mostrar para vocês os filmes que assisti em Junho, para cumprir as metas do nosso desafio cinematográfico de 2017.

Junho marca o fim do primeiro semestre do ano, logo, também chegamos até a metade de nosso desafio (yeah!). É bem comum que agora as coisas fiquem um pouco mais difíceis, para aqueles que assim como eu optam por sempre cumprir os itens mais acessíveis primeiro, ou relacionar algum filme que assistiu ao acaso com o desafio.

Confesso que selecionar 4 filmes para essa etapa foi um tanto quanto complicado. Assisti muitos filmes incríveis, mas que se enquadravam em categorias já preenchidas, ou em nenhuma para esse ano, ou que não eram inéditos para mim. Mesmo assim, resolvi realocar Kong : A ilha da Caveira na minha lista, para uma categoria mais justa e que me desse espaço para um novo longa. ( Não me odeiem, a gente sempre faz isso).

Enfim, estes foram os filmes de Junho!

23. Uma sequência – Alice Através do Espelho (James Bobin, 2016)

Após uma longa viagem pelo mundo Alice (Mia Wasikowska) reencontra sua mãe, e em uma festa a qual não foi exatamente convidada, descobre más notícias sobre os patrimônios de sua família. No casarão onde a festa está sendo realizada ela percebe a presença de uma criatura que a guia até um espelho, ao tocá-lo Alice descobre uma passagem que a leva de volta ao País das Maravilhas. Em sua chegada descobre que a vida do Chapeleiro Maluco (Johnny Depp) está em risco por conta de sua profunda tristeza. Orientada a procurar o Tempo (Sacha Baron Cohen), ela surrupia um item que lhe permite viajar ao passado, e tenta assim resolver os acontecimentos que ocasionaram tantos problemas. Porém seu roubo traz consequências terríveis ao universo mágico.

A troca de direção do filme fica evidente em muitos momentos, porém acredito que James Bobin soube realizar um ótimo trabalho dando sequência aos traços adicionados por Tim Burton no primeiro filme. E apesar de não ter simpatizado tanto com a personagem de Sacha Baron Cohen, gostei do filme.

24. Um filme com protagonista animal – Pets – A Vida Secreta dos Bichos (Chris Renaud e Yarrow Cheney, 2016)

Eis a troca que fiz com Kong.

Nesta animação embarcamos pelo submundo dos animais de rua e de estimação de Nova York. Tudo começa quando Max, um cachorro que possui uma extrema relação de amor e lealdade com sua dona, se depara com a chegada de um novo membro em seu apartamento. Max não aceita dividir a atenção com Duke, muito menos concorda com seus privilégios, o que resulta em um grande problema quando um plano para um se livrar do outro acaba deixando os dois perdidos.

Em meio a isso, ele se deparam com animais abandonados cheios de rancor e ódio (e com razão) enquanto seus amigos buscam formas de localizá-los e trazê-los de volta em segurança.

O filme não chegou a entrar na minha lista de animações preferidas, mas assim me causou umas boas risadas.

25. Um filme que estreou em 2017 – O espaço entre nós (Peter Chelsom, 2017)

*Fica a dica para a categoria: Um filme com cenas que retratam outro(s) planeta(s).*

Todos estão otimistas com a nova missão espacial gerenciada por Nathaniel Shepherd (Gary Oldman) que desta vez anuncia os primeiros passos para uma colonização em Marte. Em sua equipe de tripulantes encontram-se Sarah Elliot (Janet Montgomery) que viaja sem o conhecimento de sua gravidez. Meses depois, já no planeta vermelho, ela da a luz a Gardner Elliot (Asa Butterfield) o primeiro humano nascido fora da Terra. Gardner cresce na estação, sendo cuidado e educado por cientistas, mas sempre nutrindo um forte desejo de ver um mundo além do qual ele vive. Pela internet ele mantém contato com Tulsa (Britt Robertson), uma jovem que não tem uma vida fácil na terra e desconhece seu segredo. Quando lhe é finalmente apresentada a oportunidade de conhecer a Terra, Gardner decide encontrar-se com ela, e conhecer seu pai.

Confesso que peguei este filme para assistir sem grandes expectativas, certo de que seria mais um romance adolescente fofo, desses que você assiste para passar o tempo. No entanto eu me surpreendi muito com esse filme. Ele consegue carregar muita sensibilidade aos olhos do protagonista, e conta também com uma linda fotografia. Apresenta diálogos descomprometidos mas com mensagens sobre autoconhecimento que não soam forçadas. Traz também detalhes da natureza humana e do planeta Terra passam a ser visto como banis por nós, mas ganham uma proporção imensa na vida de alguém que cresceu longe de tudo isso.

26. Exibido no Festival de Cannes – Okja (Joon-Ho Bong, 2017)

Logo de início o filme nos apresenta Lucy Mirando (Tilda Swinton) com seu discurso empolgado sobre uma nova espécie animal descoberta no chile, a qual sua equipe vem trabalhando para gerar a partir dela uma solução para a fome mundial. Os super porcos como são chamados, são enviados para diferentes países do mundo a fora, com o propósito de serem cuidados por fazendeiros locais, sendo que após 10 anos de monitoração, um concurso elegerá o melhor animal. Nesse meio tempo Mija (Seo-Hyun Ahn) uma garota Sul-coreana, cresce com ao lado de Okja, a super porca destinada ao seu avô. Quando Mija se vê preste a perder aquilo que tem de mais sagrado não mede esforço para ir atrás de soluções, e pelo caminho encontra pessoas dispostas a impedi-la ou lutar ao seu lado.

O filme se equilibra em duas classificações bem acentuadas, a presença de uma heroína de 14 anos pode passar a ideia de que se trata de um filme com uma aventura infantil, e o resgate de um animal a qual ela tem como melhor amiga. No entanto a trama traz um aspecto bem mais tenso e político por meio dos outros núcleos da história. Trazendo discussões como valorização da vida, funcionamento do mercado empresarial, e os reflexos das intervenções humanas pelo planeta.

Em muitas das cenas conseguimos sentir com clareza os grandes contrastes presentes em nossa sociedade, e até que ponto somos capazes de chegar para defender aquilo que nos parece correto.

Esse filme me despertou tantos pensamentos, que estou planejando compartilhá-los com vocês em breve por aqui em um post só sobre isso. E também comentar um pouco sobre a polêmica gerada em torno dela no festival de Cannes. 

AINDA DA TEMPO!

Chegamos assim até as nossas 26 semanas cumpridas, falta só meio caminha, mas há uma noticia boa para você que ainda quer embarcar com a gente no desafio: Ainda da tempo! Isso significa que para quem estiver entrando agora a meta será um pouco maior, uma média de 8 filmes por mês, mesmo assim é uma experiência legal, eu garanto ;).

Por hoje é só. Abraços, e até mais!

 

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