Hey! Sei que não estamos no fim do mês ainda, mas devido a programação especial do nosso Calendário de Dezembro, adiantei alguns filmes do desafio cinematográfico, para então lhes dar o ultimo resumo do ano.

Pois é, aqui estamos nós…

Últimos filmes Assistidos

49. Um filme que tenha um cantor como coadjuvante – Dunkirk (Christopher Nolan, 2017)

O longa se divide em três pontos de vista sob o acontecimento: No molhe, acompanhando a trajetória árdua de  Tommy (Fionn Whitehead), um jovem soldado que a todo momento é obrigado a lutar por sua sobrevivência em meio aos ataques, enquanto estuda formas de partir o mais rápido possível dali. Nos céus, onde o piloto Farrier (Tom Hardy) e seus companheiros enfrentam a missão de abater aeronaves inimigas que bombardeavam os navios de resgate, e a praia. E no mar, onde um civil britânico Mr. Dawson (Mark Rylance) , seu filho Peter (Tom Glynn-Carney), e o amigo Georoge (Barry Keoghan), partem rumo à praia em um barco de passeio, para ajudar com o resgate.

As cenas são ganham muita intensidade devido aos efeitos sonoros, e os enquadramentos que oscilam para dar destaques a certos acontecimentos e ajudam a contar a história.

Esse foi o primeiro trabalho do cantor Harry Styles como ator, que apesar de desempenhar um papel singelo no filme, contribui para a formação de conflitos na história. Uma vez que a evidente preocupação com a sobrevivência torna-se maior que a preocupação dos soldados com seus próximos, inclusive de outras nacionalidades.

Uma curiosidade interessante a respeito da direção de Christopher Nolan, é que ele priorizou contratar atores inexperientes e jovens para o filme, como uma forma de ligação a inexperiência e juventude dos soldados na batalha. Além disso, as cenas na praia foram de fato filmadas em  Dunkirk.

50. Um filme sobre a história do cinema – Cantando na chuva (Stanley Donen e Gene Kelly, 1952)

Don Lockwood (Gene Kelly) ao lado de  Lina Lamont (Jean Hagen) são venerados por muitos como um casal modelo, além de grandes atros do cinema mudo em  Hollywood. A pesar de tudo, fora das telas os dois não alimentam uma relação amorosa, pelo menos não para Don Lockwood.

Don se encanta por Kathy Selden (Debbie Reynolds) uma mulher talentosa que o contraria ao dizer que atores de cinema mudo não são reais interpretes. Seu comentário parece prever a novidade do cinema falado, já adotado por muitos estúdios.

No entanto, se adaptar a essa novidade não se torna uma tarefa fácil, principalmente para Lina Lamont que mantinha seu encanto enquanto não ouviam sua voz. E com essa motivação, Don Lockwood ao lado de seu fiel amigo Cosmo Brown (Donald O’Connor) e Kathy, estudam um meio de salvar sua carreira por meio da musica e do talento de Kathy.

O filme é uma produção absurdamente fantástica, obrigatória para os amantes de cinema, principalmente de musicais. Ele retrata com humor a passagem do cinema mudo para o falado, um evento marcante, que obrigava atores a lidar com falas. Além disso, conta com inúmeras performances de dança e canto extensas, muitas iicônicas até hoje. Sem duvida é um grande trabalho de Gene Kelly e Stanley Donen.

51. Um filme recomendado por alguém da sua família – A Cabana (Stuart Hazeldine, 2017)

Mark (Sam Worthington) vive atormentado pela perda brutal de sua filha mais nova, da qual só foi encontrado seu vestido e marcas de violência pelo chão de uma cabana. Sua família, em especial sua mulher Nan (Radha Mitchell), sempre foram muito ligados à religião, ele no entanto nunca sentiu-se tão próximo disso, e a perda de sua caçula o afasta ainda mais das crenças.

Certo dia enquanto limpava a neve de jardim ele se depara com uma carta deixada em sua caixa de correio, que o leva de volta para a cabana onde tudo aconteceu. Nesse lugar, Mark vive um encontro inesperado e surreal com um Ser Superior, que busca resgata-lo de sua profunda tristeza.

Talvez eu não tivesse escolhido assistir a esse filme, se não fosse a indicação do meu irmão que viu assim que foi lançado nesse ano. No geral achei um filme bom, apesar de desejar que certos questionamentos e diálogos entre os personagens fossem um pouco mais aprofundados e impactantes.

Enquanto ao elenco, para mim foi uma seleção esplêndida. Apesar de todas as representações criadas até hoje, senti que essa foi a mais surpreendente e carinhosa, como um passo para longe da ideia de que existam privilégios para sublimes para determinadas raças ou gêneros.

A comoção de Octavia Spencer  em lidar com tal papel transpassa por sua atuação. Assim como todo o carisma de Aviv Alush, e a graciosidade de Sumire Matsubara.

52. O filme favorito de alguém que você conheça – Menina de Ouro (Clint Eastwood, 2005)

E para fechar o desafio.

Maggie Fitzgerald (Hilary Swank) é uma mulher que passou grande parte de sua vida se contentando com um emprego que lhe desse o suficiente para sobreviver, até que resolve ir atrás de sua paixão, recorrendo a um treinador que ela admira, para que possa treina-la e ajuda-la a iniciar uma carreira mesmo que tardia.

Frankie Dunn (Clint Eastwood) por sua vez é um homem centrado em tudo que faz, responsável por treinar muitos nomes de sucesso no boxe, porém receoso sob o peso de ter que lidar com o risco ao qual seus atletas se dispõem. Frankie também lida com um distanciamento de sua família. E ao lado de seu amigo Scrap (Morgan Freeman), ele gerencia um ginásio de boxeadores, local onde Maggie passa a treinar para chamar sua atenção.

Ela não desiste de convence-lo, por mais que ele lhe diga que não treina garotas.

O longa, que faz parte da lista de filmes preferidos da minha amiga Lilian, possui reviravoltas surpreendentes e outras tristes, da qual não é possível se falar muito.

Maggie é uma personagem que conquista nossa torcida ao longo das cenas, principalmente após conhecermos sua história de vida e sua família oportunista. Logicamente a atuação de Hilary Swank contribuí muito para isso. Assim como o trabalho de Clint Eastwood que dirigiu e atou nessa produção.

###

E… Acabou. Esse é o fim do nosso desafio de 52 filmes para 2017. Cumprir esses desafios tem sido uma experiência muito boa, pois nos desafiamos a sair de nossas zonas de conforto e conhecer um pouco mais sobre o que outras vozes, culturas, artistas, e vidas têm a nos dizer.

Esse ano não guardamos essas experiências só para nós, e é provável que no próximo ano isso volte a se repetir.

Deixo aqui meu enorme agradecimento a todos que acompanharam o desafio, aos blogs que nos marcaram em suas postagens, e aos leitores que nos enviavam mensagens contando suas descobertas. ❤

Um forte abraço, e até já
(por hoje ainda tem mais).

COMENTÁRIOS

Não existem comentários

DEIXE SEU COMENTÁRIO