Novembro foi um mês em que assisti mais de 20 filmes, selecionar quais seriam minhas 4 escolhas foi um pouco difícil, mas aqui estão elas:

45. Indicado ao Oscar por melhores efeitos visuais – Mogli: O Menino Lobo (Jon Favreau, 2016)

Como eu disse, em novembro consegui assistir muitos filmes. Para os que enquadravam-se nesse item vi a animação Kubo e as cordas magicas, Doutor Estranho e claro Mogli, que acabou sendo minha escolha de registro.

O filme de 2016 recria o universo clássico de O livro da selva, do autor Rudyard Kipling, já conhecido e amado por muitos por meio da animação da Disney de 1967. Porém essa história já foi recontada outras vezes em diversas produções.

Na minha opinião, o que diferencia essa das outras, é justamente o seu trabalho visual na criação de efeitos e vida dos animais, que são introduzidos com mais naturalidade nos movimentos de fala e locomoção. Coisas que aproximam a produção da “realidade” por assim dizer. As cenas de ação do filme também são mais brutas, porém não deixa de ser um filme que encantará as crianças.

Mogli (Neel Sethi) é um garoto de origem indiana que foi criado na selva por lobos, após ser entregue a eles por Bagheera (Ben Kingsley) um pantera negra. Durante a  trégua da água, quando a floresta passa por um período de seca e os animais prezam pela vida um dos outros, Mogli é descoberto por Shere Khan (Idris Elba), um tigre que jura caça-lo até a morte, e eliminar qualquer um que fique em seu caminho. Com isso Mogli decide afastar-se de sua alcateia para protege-los. Mas Shere Khan força seu retorno.

46. Indicado por melhor trilha sonora no Grammy – Trolls (Walt Dohrn e Mike Mitchell, 2016)

A animação entrou na lista do Grammy por sua indicação de melhor musica escrita para mídia visual com a musica Can’t stop the feeling, a qual levou o prêmio. A produção também foi indicada ao Oscar de melhor canção original, por meio da mesma musica, mas perdeu para “City of stars”, de “La la land: cantando estações

E sem querer ser critico, ou passar por cima da avaliação positiva de 74% do Rotten Tomatoes, senti que a trilha sonora é o fator de maior relevância nessa história. Sou apaixonado por animações, mas infelizmente esse filme não me conquistou, como achei que seria.

No filme acompanhamos uma colônia de Trolls, que a anos precisa fujir das garras dos Bergens, seres que acreditam que só podem ser felizes caso os devorem. Após uma invasão que leva parte seus amigos e súditos embora, a princesa Poppy (Anna Kendrick) parte em uma viagem para resgata-los, acompanhada do mal-humorado e improvável Tronco (Justin Timberlake). Juntos eles irão também refletir sobre a verdadeira fonte de felicidade.

47. Um filme com cenas que retratam outro(s) planeta(s) – Valerian e a Cidade dos Mil Planetas (Luc Besson, 2017)

Em um futuro onde a humanidade se estabeleceu pela galáxia a fora, e diferentes seres foram descobertos e aliados a eles ao longo dos séculos, em um tratado de convívio universal, Valerian (Dane DeHaan) é um agente viajante do espaço que ao lado de Laureline (Cara Delevingne), sua parceira por quem é apaixonado, combate crimes intergalácticos em com uma espécie de força tarefa espacial.

Em seu trabalho mais recente, o agente se vê no meio de uma operação cheia de segredos e trapaças, que irá por a vida de uma espécie inteira em risco, e consequentemente a sua própria vida também. O mais instigante, é que tais acontecimentos estão relacionados a um sonho tido por ele tempos atrás… Ou teria sido uma visão?

O filme é repleto de efeitos visuais fantásticos, além do trabalho impressionante na criação da aparência de alguns seres, não é atoa que está sendo considerado uma indicação ao Oscar de Melhores efeitos visuais para 2018 (atualmente em repescagem). O personagem de Dane DeHaan busca trazer um certo humor para a trama, o que nem sempre parece funcionar, ao contrario de Cara Delevingne, que mostra uma evolução e força diante das telas.

48. Uma biografia política – Mandela: Longo Caminho para a Liberdade (Justin Chadwick e William Nicholson, 2013)

O filme baseado em uma autobiografia do líder sul-africano Nelson Mandela, conta-nos sobre sua vida, desde seu nascimento em uma tribo isolada — onde foi batizado de Madiba — até sua chegada à presidência. Um caminho tortuoso que se tornou intimamente ligado a sua vida pessoal e a estabilidade e segurança do país, no regime do Apartheid.

Por diversos momentos o filme expõe certas fraquezas, e atitudes certamente humanas que nos parece improvável a essa figura. O longa nos mostra o lado paquerador e mulherengo do jovem advogado que defendia seu povo com anelo, mas passava por problemas conjugais.

Mandela torna-se membro do Congresso Nacional Africano, ao enxergar sua luta justa por direitos em um estado que privilegia descendentes europeus e discrimina os nativos. O movimento passa a combater o estado com violência, quando estes passam a reprimir as manifestações com armas de fogo.

Os ataques acarretam em seu julgamento como terrorista, e sua prisão. Nesse logo período sua esposa e filhas tornam-se vozes fortes do movimento. Mas é também quando o filme passa a nos mostrando seguidas cenas difíceis de serem assistidas, como confrontos civis e atos de tortura como vingança.

Com o tempo Nelson torna-se estimado e importante para o governo que oprime seu povo, pois reconhecem seu poder de influência.

O filme também nos apresenta recortes de cenas reais, reportagens, passeatas e outros momentos que marcaram esse período. A interpretação de Naomie Harris como sua esposa Winnie Mandela merece destaque, assim como a do próprio Idris Elba como Mandela.


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Estamos quase no fim do desafio deste ano, falta apenas 4 filmes para fechar essa lista. Mas calma que essa despedida será bem legal.

Até mais!

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