Okay, meu resumo do desafio dos 52 filmes de Outubro acabou tendo um atraso prolongado, mas, estou aqui agora para entregar o relatório do mês passado, onde pude assistir muita coisa legal.

Sem mais delongas — porque né — aqui estão os 5 filmes das 5 semanas de outubro.

40. Um drama LGBT – Moonlight: Sob a Luz do Luar (Barry Jenkins, 2016)

Vencedor do Oscar de Melhor Filme de 2017, Moonlight acompanha a vida de Chiron (mais tarde conhecido como Black) , que cresce em uma comunidade carente em Miami, e acaba por se aproximar de um traficante que cuida dele sempre o menino deseja fugir das difíceis situações em casa.

O ponto de transformação da personagem ocorre claramente quando Chiron (Ashton Sanders) tomado por raiva e angústia, somadas de sua trajetória, decide revidar a quem o oprime. Depois disso, o reencontro com a personagem, já mais velho interpretado pelo ex-jogador Trevante Rhodes, mostra-nos Black em uma posição completamente oposta, e os esclarecimentos de como ele chegou até ali vem por meio de diálogos em reencontros bastante esperados.

Apesar de ter sido minha escolha para esse tema, confesso que não senti que o filme atendeu inteiramente as minhas expectativas. Moonlight soube sim jogar uma luz sob uma realidade vivida por muitas pessoas — a pressão de assumir uma posição ou um comportamento como forma de “atender ao padrão” ou viver a sua própria essência —, soube retratar bem o cenário de uma família corrompida pelo vício, e o amadurecimento precoce diante de certas situações.

Mas o filme explora timidamente a orientação da personagem, que dispõe de poucos momentos de autodescoberta. Por fim, Black se mantém conectado a um único fato que o impactou, e que na realidade nem mesmo ele parece saber o porquê, em um misto de tristeza e uma possível renovação.

41. Uma distopia filmada antes dos anos 2000 – Brazil: O Filme (Terry Gilliam, 1985)

Em um lugar onde a tecnologia e questões burocráticas mostram-se como fornalhas para a sociedade, em meio a um regime totalitário, onde aqueles que se opõem contra a forma de governo são tratados como terroristas e passam por um assombroso processo de “recuperação”. Sam Lowry (Jonathan Pryce) que se mostrava confortável em sua posição de trabalho, dispõe de sua sorte e dos meios ao seu alcance para encontrar Jill Layton (Kim Greist), uma mulher que se assemelha a figura de seus sonhos fantasiosos. Jill Layton por sua vez confronta todo esse sistema atrás de justiça.

Confesso que achei o filme um tanto quanto confuso. É um universo muito complexo que apresenta diversas questões, tanto que durante a primeira hora do filme (que possui 2 horas) a personagem principal trilha seu caminho de forma lenta, quase como uma apresentação, para que então só depois a ação comece, finalizando de forma grandiosa.

Isso não chega a ser ruim, já que nada na história ocorre em vão. Mas, o ritmo pode acabar dando uma desanimada.

Mas é claro que o filme tem o seu valor, o título Brazil não lhe foi dado por um acaso, nem só pela trilha sonora que contém Brasileirinho e também ritmos de Bossa Nova. O longa teria sido inspirado na ditadura militar brasileira — uma distopia real.

42. Um filme com personagens criando um filme secundário – Saneamento Básico: O Filme (Jorge Furtado, 2007)

Em Linha Cristal uma cidadezinha de colonos italianos na serra gaúcha, moradores se reúnem para discutir formas de exigir que o prefeito construa uma fossa para o tratamento do esgoto local. Após ser informada de que a prefeitura não tem condições de arcar com a obra, mas possui um crédito de R$ 10 mil para a produção de um vídeo, Mariana (Fernanda Torres) orientada pela secretária do prefeito, enxerga nessa situação a oportunidade para arrecadar fundos para a obra.

O filme constrói comédia em cima de situações cotidianas, e às vezes diálogos despretensiosos, que aproximam a trama da realidade. A forma como as personagens se esforçam para entender como funciona a estrutura de um filme, e até mesmo a confusão diante de alguns termos garantem boas risadas. O longa também reversa um espaço para analisar a política e as relações familiares.

Além do elenco desse trazer grande nomes do cinema nacional, como a já citada Fernanda Torres,  Wagner Moura, Camila Pitanga, Bruno Garcia, Lazaro Ramos, e outros.

43. Um musical contemporâneo – La la Land: Cantando Estações (Damien Chazelle, 2016)

Já que assisti Moonlight, por que não assistir La La Land? Que era um forte candidato ao Oscar de Melhor Filme do Ano, e se envolveu em uma confusão na premiação.  

Sebastian (Ryan Gosling) é um pianista apaixonado por Jazz clássico, que sonha com uma forma de não deixar essa arte morrer. Mia (Emma Stone) se desdobra entre seu emprego em um café e as audições pelas agências de Los Angeles, visando seu sonho de Atuar. Os dois se aproximam e passam a conhecer um pouco do universo do outro, até que se apaixonam.

Diferente de alguns musicais pelos quais clamamos por mais falas e menos músicas, La la Land é encantador desde a primeira cena em um congestionamento. A trilha sonora além de construir a história e nos apresentar toda a trama, também conecta-se de forma fluida com as falas e os cenários.

O filme, apesar de gracioso, apresenta um retrato das dificuldades encontradas quando nos propomos a seguir nossos sonhos. O distanciamento do ideal, as relações postas em jogo, e aquelas pessoas que marcam a sua vida, tudo isso sob o céu da Califórnia.

Se você tem interesse em saber mais sobre a história, suas referencias e tudo mais, o Gusta fez uma resenha aqui no blog meses atrás sobre esse musical.

44. Um filme que você tinha medo quando criança – Brinquedo Assassino (Tom Holland, 1988)

Antes de qualquer coisa fiquei me perguntando que tipo de criança desejaria um brinquedo feio como aquele, mas então me lembrei do boneco do fofão.

Tudo começa quando um criminoso muito procurado é abandonado por seu comparsa e morto por um policial, porém ele não era um criminoso qualquer, o cara tinha conhecimentos de magia, e após jurar vingança transfere sua vida para um brinquedo. E assim, Andy Barclay (Alex Vicent) um garotinho de 6 anos apaixonado pelo “Cara Legal” acaba tendo um serial killer em seus braços.

Brinquedo Assassino é o filme que acabou dando origem à franquia do Chucky. Essa peste aterrorizava qualquer criança que se deparava com seus comerciais no SBT. Hoje em dia, as histórias do boneco assassino ficaram ainda mais densas e bizarras, e é também por esse motivo que escolhi o filme de 1988.

O filme conta com algumas cenas de efeito exageradas, algumas que chegam à ser engraçadas — confesso que me senti superando uma barreira por conseguir rir desse filme — , mas há também uma certa tensão sob quando o brinquedo esboçará alguma reação.

Por hoje é só, Até mais 😉

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