Que noite senhoras e senhores! Que noite.

A premiação teve início com umas das vozes mais marcantes ( e uma das artistas que mais admiro) da atualidade: Adele. Entoando Hello, o principal single de seu último álbum, 25, que foi também o marco da volta da cantora aos palcos após uma longa pausa.

Ao meu ver, Adele se demonstrou nervosa e um tanto desconfortável por diversos momentos na canção, chegando a soltar um suspiro de alívio no final. Mais tarde ao prestar homenagem á George Michael – falecido ano passado – Adele pediu para recomeçar a apresentação por não estar gostando de sua própria voz.

Quem acompanha o trabalho da cantora, ou ao menos já assistiu algum de seus shows, sabe o quanto ela é carismática e aberta ao público, além de confessar ser exigente consigo mesma ela também já chegou a confessar seu pânico por grandes eventos ou plateias muito grandes. Outro possível motivo possa estar no incidente ocorrido no Grammy de 2016, que de certa forma a marcou.

Eu não tenho dúvidas de sua capacidade vocal, sou apaixonado por sua personalidade e pelo fato dela não escolher simplesmente por uma máscara e fugir que está bem. Adele antes de qualquer coisa é humana, forte e talentosa, e de forma alguma perde profissionalismo. Prova disso são suas indicações na premiação, e suas vitórias – da quais falarei já já.

Bruno Mars também conseguiu tocar o público em sua homenagem à Prince. O cantor se caracterizou como a lenda que também nos deixou ano passado, e reproduziu uma de suas apresentações com todo o respeito. Mais cedo, Bruno já havia posto todos para dançar com a música “That’s what i like”.

E o que seria do Grammy sem essas grandes Performance? Pode-se dizer que tivemos uma noite lacradora. ( sim eu disse isso)

Beyoncé captou a atenção de todos em sua magnífica performance cantando “Love Drought” e “Sandcastles”. Entregando seu olhar sobre a maternidade ao público, Beyoncé promoveu uma apresentação arriscada, e ao mesmo tempo cuidadosa, exibindo ao mundo a barriga que abriga os gêmeos mais esperados do ano. Sua performance trouxe um pouco do conceito de Lemonade, que inclusive era um fortíssimo candidato na noite.

Katy Perry também teve seu momento de atenção, ao lado de Skip Marley apresentou pela primeira vez “Chained to the Rhythm“, seu novo single, ao vivo. Sua performance envolveu uma casa cheia de projeções e diversos bailarinos escondidos que ao fim causaram uma explosão de ritmo e dança. Ainda não se sabe o que podemos esperar de seu novo álbum, porém nossos olhos se mantêm atentos.

E para encerrar a sessão de comentários sobre performances (lacradoras) do Grammy, Lady Gaga, que a essa altura do campeonato já demonstrou ser uma artista completa, versátil e que não brinca em serviço. Seus fãs que ainda se recuperam do show dado no Super Bowl ganharam mais um motivo para surtar. Gaga que se já aventurou pelo pop, Jazz, Countryn e talvez até outros ritmos, se entregou de corpo e alma para o Rock ao lado de nada mais que o Metallica. A música “Moth Into Flame“, apresentou alguns problemas técnicos com o microfone do vocalista James Hetfield, mas logo tudo foi recuperado e recompensado, nesta que talvez tenha sido uma das junções mais inesperadas para os fãs de ambas.

É claro que não foi só isso, tivemos Alicia Keys ao lado de Maren Morris com seu single “Once“, Demi Lovato em uma homenagem aos Bee Dees e os “Embalos de Sábado a Noite” com a cantora Tori Kelly, Andra Day e o grupo Little Big Town. A Tribe Called Quest também se apresentou entregando seu hip hop de batidas clássicas, quebrando muros em protesto ao presidente Trump. Chance The Rapper que também foi um dos grandes nomes da noite, deu um show ao lado da cantora gospel Tamela Mann e o cantor Kirk Franklin.

Tudo sob a apresentação de James Corden que buscou trazer um pouco de humor para a noite. Caso você tenha perdido não se preocupe, o canal TNT irá reprisar tudo hoje (13/02/17) ás 17:00 hrs.

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