A neves de dezembro trouxeram para os cinemas “O assassinato no expresso oriente” livro de Agatha Christie. E nesse embalo nada melhor para o último mês do ano que um clima de mistério e um intrincado crime para ser resolvido — mesmo não nevando por aqui.

Então você, assim como eu, foi ver “O assassinato no Expresso Oriente” e achou aquilo incrível; toda a tensão em volta do detetive Poirot enquanto ele tenta resolver o assassinato?! Eu sei que eu sim!

Particularmente sempre fui apaixonado pelos famosos drama de mistério, e pela busca incessante em resolver o conflito da história. No cinema os filmes de Alfred Hitchcock são encantadores nesse sentido, mas e no mundo da literatura?

Quando falamos de livros de mistério alguns nomes vem naturalmente a cabeça. Que tal falarmos mais deles hoje, assim você já sabe o que buscar agora que quer acompanhar mais detetives resolvendo seus casos impossíveis.

Ah! Comprando um dos livros linkados aqui você nos ajudará nosso blog a crescer cada vez mais.

Outros casos de Hercule Poirot – Agatha Christie 

É inevitável. Se você gostou de uma história do detetive Hercule Poirot você vai gostar de todas as outras. Agatha é especialista em homicídios impossíveis, histórias com cenários macabros e cenários intrincados de dar o nó no cérebro de qualquer leitor e quando ela escreve para Hercule Poirot ela cria com seu personagem uma intima relação, onde ela traça os caminhos e o detetive se vê desafiado pela sua própria criadora.

Para nós leitores, resta o maravilhamento da genialidade da autora que foi chamada de Rainha do Crime. Alguns dos cenários mais interessante são colocados em livros como o próprio “Assassinato no expresso oriente” onde o assassinato invariavelmente esta preso e camuflado dentre os passageiros. Um dos mais deslumbrantes cenários é colocado em “E não sobrou nenhum” quando Agatha isola um grupo de pessoas em uma ilha deserta, e um a um os personagens vão morrendo, como revelar o assassinato quando não sobra ninguém em pé? (porém essa não é uma história do detetive Poirot).

Em suma, a Rainha do Crime merece continuar a ser lida pelo seu intelecto ao criar situações intrigantes e pela sua capacidade em intrigar o leitor desde a primeira página até a ultima. Se você gostou do filme “O assassinato no expresso Oriente”, que tal conhecer o Poirot original ? Quem sabe em breve eu não falo um pouquinho dos dois por aqui 😉

Sherlock Holmes – O cão dos Baskervilles – Sir Arthur Conan Doyle 

Em termos de detetives famosos, Sherlock Holmes talvez seja o maior. O detetive particular que habitou em 221B da rua Baker Street foi descrito e construído com tanta fidelidade que até hoje muitos questionam se não houve um Sherlock Holmes real que haveria inspirado Conan Doyle. Diferente de Poirot, que parece jogar o jogo, Holmes foi criado com tendencia a domina-lo. Ler um dos romances e contos em que o detetive é o protagonista equivale a ser levado para dentro da mente do inglês, sendo guiado sempre pelo fiel Dr. Watson.

Acompanhar Holmes enquanto ele desvenda um caso é fascinante. Enquanto estamos ao lado do Dr. Watson, vemos o detetive resolver qualquer coisa, por mais desafiadora que seja, ele pode desvendar certos casos em instantes. Em outros casos, é fascinante acompanhar o vaivem intelectual que se desenvolve com Holmes e o desafio colocado, como em “O cão dos Baskerville” um caso aparentemente insolúvel e com elementos sobrenaturais, no qual um cão que seria enviado dos infernos como uma maldição que iria recair sobre a secular família Baskerville e sua propriedade pantanosa. Se você busca um dos livros de Holmes, você busca um desafio intelectual a si mesmo, e além disso é sempre bom conhecer as inspirações da própria Rainha do Crime.

O Chamado do Cuco – Robert Galbraith 

Depois de conhecer o passado é impossível não sermos jogados ao futuro. Em 2013, o misterioso autor Robert Galbraith lançou seu primeiro livro “O chamado do Cuco“, ele nos mostra como evoluiu a tradição de detetives. Após Conan Doyle e Agatha Christie, o que há de mais moderno é o detetive Cormoran Strike e sua assistente Robin, que estão investigando um caso de aparente suicídio de uma jovem modelo britânica. Há vários problemas no caso, que seguindo a tradição inglesa, é intrincado e repleto de informações, mas além disso uma das maiores marcas do livro é a fragilidade de Strike, um ex combatente que volta da guerra do Afeganistão com marcas psicológicas e físicas da guerra e a dificuldade de lidar com Robin, sua secretária que almeja ao posto de detetive um dia.

Galbraith seguindo seus predecessores, traça uma complexa relação entre criador e criatura, levantando mais e mais barreiras para Strike a cada virar de página. Se você busca um sucessor natural aos dois autores citados acima,com seus próprios problemas que dialogam com os atuais tempos, este homem é Galbraith….

Porém há um problema, Galbraith não existe. Em 2013, algum tempo após o lançamento do livro veio a publico a informação que Robert Galbraith é ninguém menos que J. K. Rowling. A autora havia criado uma série de barreiras para não ser reconhecida, e lançar esta história individualmente, mas isso não foi possível. (Entretanto, um pequeno conselho de leitor, vale a pena ler o chamado do cuco esquecendo quem é o verdadeiro autor, e não ficando preso a expectativas criadas em torno deste nome.)

Desde 2013, Galbraith/Rowling já lançou mais dois livros ” O bicho da seda” (2014) e “Vocação para o mal” (2015).

Os Assassinatos da Rua Morgue – Edgar Allan Poe 

Aqui Poe é o inicio de tudo. Muitos colocam C. Auguste Dupin, o detetive que protagoniza uma trilogia de contos de Poe como predecessor de Sherlock Holmes, Poirot e todos os outros. Em “Os assassinatos da Rua Morgue”, Dupin se vê diante dos homicídios de uma mãe e sua filha na Paris do século XIX. Diferente dos outros, este não é um detetive no sentido formal da palavra, porque a palavra ainda não era usada, Dupin tem diversas motivações para resolver os mistérios colocados neste conto e nos outros dois “O mistério de Marie Roget” e “A carta roubada“.

É fácil entender por que Poe foi um dos principais criadores e influencia para o gênero dos livros policiais, poucos foram tão racionais e tão eficientes em entender os lados sombrios da mente humana. Dupin busca resolver os mistérios por um procedimento de raciocínio frio e calculado, inclusive embarcando na mente do assassino. Uma leitura rápida e fascinante, Poe sendo mestre dos seus personagens sabe desenvolver cada canto da genialidade dedutiva.

Se vimos tudo que há de mais moderno, devemos também entender onde tudo começou, e é aqui em Poe. A melhor parte é que “Os assassinatos da rua morgue” esta disponível na internet para leitura livre.


Por hoje é só 🙂

Dessa vez eu optei por apresentar os grandes nomes de uma tradição inglesa de detetives, seus assistentes e seus casos misteriosos, porém há muito mais que podemos tratar em um post futuro.

Você gostou? Esquecemos de algum autor ? Quer ver outras histórias de mistério e suspense por aqui?  Conta pra gente!!

Até a proxima,

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