Maré Alta

Eu continuo ouvindo o som do mar e as ondas que se chocavam dentro de minha mente anos atrás. Quando eu estava ajoelhado no chão com uma mão aberta e a outra fechada, me perguntando se tudo voltaria a ficar bem.

Porque eu havia me tornado um fugitivo do medo, correndo de qualquer coisa que pudesse me por á frente dos meus monstros. Me perdendo aos poucos, adormecendo acordado – respirando, mas não sentindo, existindo, mas não vivendo.

Mal sabia que bastava reconquistar fragmentos e peças dispersas, para enfim voltar a crescer.

Eu reencontrei um exército de ancoras postos em um castelo de areia, fortes o bastante para que não pudessem cair. Talvez eu tenha me reencontrado por ali, aflito por me rever.

Enquanto as ondas se quebravam, eu observava a forma como elas caiam e voltam ainda mais fortes. E o quanto eu necessitava ser como elas.

E.Mateus

#10-22pros22

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