Hoje em São Paulo, precisamente no memorial da América Latina, inicia-se o 12º Festival de Cinema Latino Americano. O evento que ocorrerá até o dia 2 de agosto, contará com exibições de filmes de diversas nacionalidades, além de mesas de debates, programação musical entre outras coisas.

Você pode conferir a programação em detalhes através da página do evento no facebook ou pelo site do evento.

Em nosso desafio cinematográfico deste ano, separamos uma categoria voltada para o cinema Sul Americano. O festival acaba tornando-se uma ótima oportunidade de concluir a proposta e também vivenciar uma experiência diversificada. Mas se você – assim como nós – não poderá comparecer ao evento, saiba que não te deixamos na mão. Para isso separamos alguns filmes de diferentes países que acreditamos serem ótimas opções para o desafio.

*Grande parte dos filmes destacados ainda não foram assistidos por nós, sendo que a sinopse ou os trailers nos despertaram interesse. Assim como vocês usamos o desafio para vivenciar coisas novas.*

*Consulte as classificações indicativas*

Argentina

O Segredo dos teus Olhos (Juan José Campanella, 2009)

O drama do ex oficial de Justiça Benjamín Espósito, que tenta escrever um livro baseado numa história real que ele mesmo investigou no passado é magistralmente bem conduzido por Campanella. O diretor foi capaz de extrair do astro argentino Ricardo Darín uma de suas melhores atuações, como o protagonista. No desenrolar da trama de Segredo dos seus olhos, que o aproxima muito da tradição norte americana, as ruas de Buenos Aires ganham cada vez mais uma atmosfera densa, que dialoga com os sentimentos do personagem ao lidar com o caso emblemático.
Quanto mais Benjamin Esposito se aprofunda no romance, mais ele se interessa por descobrir o verdadeiro culpado do assassino e estupro da jovem mulher, inclusive se aliando ao marido dela e a sua jovem secretária para resolver o caso.

Outras indicações:

Diários de Motocicleta (Walter Salles. 2004)
Um dos maiores filmes de conhecimento do cinema argentino. A produção biográfica conta a jornada de Ernesto “Che” Guevara (Gael García Bernal) e seu amigo brasileiro Alberto Granado (Rodrigo De la Serna), rumo ao Peru, cruzando boa parte do continente sob uma motocicleta. Ao chegar em seu destino final, Ernesto percebe que esta lhe foi uma jornada de autoconhecimento que modificou seus valores.

Infancia Clandestina (Benjamín Avila, 2011)
O longa se passa na década de 70, quando o regime ditatorial argentino leva famílias a viverem de forma escondida por discordar dos ideias do governo. Ao se apaixonar pela primeira vez, Juan põe em risco todo o disfarce de sua família, para viver seu amor por Maria.

Porta de ferro – o exilio de Peron (Victor Laplace; Dieguillo Fernández, 2012)
Em 1955, o ditador argentino Juan Domingos Perón se coloca em exílio em Madrid, pois foi retirado do poder por seus opositores militares. Da Espanha, Perón se mantém informado de todos os acontecimentos na Argentina e de lá decide iniciar o trabalho de gravar suas memórias. O filme acompanha o ex ditador justamente por este período.
*Também se encaixa bem como uma biografia política*

Um time show de bola ( Juan José Campanella, 2013)
Para que esta afim de fugir um pouco do sério, está divertida animação traz a dose certa. O filme nos apresenta Amadeo, um garoto fanático por pebolim que certo dia observa seus jogadores de madeira ganhando vinda. Está descoberta desperta o olhar de pessoas gananciosas que querem tomar posse dos objetos mágicos. Os times rivais precisarão aprender a juntar suas formas para um bem maior, tudo isso no espírito do futebol argentino.

Colômbia

Alias Maria ( José Luis Rugeles, 2015)

Maria é uma soldada de guerrilha, ela tem 13 anos de idade, e recebe uma missão juntamente com outras três crianças em combate, elas devem levar em segurança o bebê recém-nascido do comandante até a cidade uma cidade vizinha.
No entanto, este não é o maior desafio enfrentado com Maria. Ela está grávida, o que é proibido na guerrilha. Ao ser descoberta em meio a missão, ela não encontra outra alternativa a não ser fugir, para evitar um aborto forçado.
Investigada por sua situação, a jovem passa a olhar de maneira diferente para cidades devastadas, para as famílias que sofrem perdas e todas as vítimas dos conflitos armados na Colômbia. Ela passa desejar uma vida melhor para si.

Cuba

Uma Noite (Lucy Mulloy, 2012)

Tido para muitos como um filme ousado, “Una Noche” vem com a proposta de retratar a juventude cubana nos dias atuais, em Havana. Porém com um toque quase de fantasia sob os as fronteiras da ilha.

O longa nos apresenta aos irmãos gêmeos Elio (Javier Nuñez Florian) e Lila (Anailín de la Rúa de la Torre), que junto com o amigo Raul (Dariel Arrechaga) sonham com uma vida nova em Miami, nos Estados Unidos.
Após ser acusado de agredir um estrangeiro, e passar a ser perseguido pelas autoridades locais, Raul não vê outra escolha a não ser deixar a ilha. E para isso contará com a companhia do casal de irmãos.

Juntos os três jovens embarcam em um bote, rumo ao mar sem fim, nesta experiência que os liberta de suas amarras, entregando-os à maturidade repentina em alto mar.

Outra indicações:

Juan dos Mortos (Alejandro Brúgues, 2013)
A história do quarentão Juan, um homem sem futuro na vida que vê tudo mudar quando a ilha é tomada por mortos-vivos a princípio parece mais um filme de zumbi americano. Porém, o olhar crítico do cineasta transforma em uma sofisticada e premiada sátira política. Bom pra quem gosta de novas abordagens sobre um gênero clássico.

Parque Lenin (Itzmar Leemans; Carlos Mignon, 2015)
Para os irmãos Antoin, Yesuán e Karla a maior lembrança da qual carregam juntos infelizmente não é a mais alegra. Ao perderem a mãe no em um parque de diversão, Parque Lenin, seus caminhos foram dispersados, de modo que Antoin mudou-se para a França, e estuda música clássica, enquanto Karla e Yesuán permaneceram em cuba, buscando construir e reorganizar suas vidas.

Memórias do subdesenvolvimento (1968, Tomás Gutiérrez Alea)
Tomás Gutiérrez Alea é um dos grandes nomes do primeiro cinema cubano, o cineasta soube como ninguém capturar o ambiente na ilha no momento pós revolucionário. “Memórias..” incorpora diversos elementos na narrativa descontínua de um intelectual que se sente sem lugar em uma Cuba após a vitória de Fidel.

Paraguai

7 cajas (Juan Carlos Maneglia, Tana Schémbori, 2014)

Victor trabalha como carreteiro, a vida não é fácil e os trabalhos são concorridos. Ele se desdobra aceitando pequenos trabalhos e levando comprar para clientes. Seu maior sonho é se tornar alguém famoso e marcar as televisões da loja de filmes do mercado.

Porém sua vida é posta em risco quando ele se propõe aceitar um trabalho diferente com uma boa remuneração. E o que parecia uma simples entrega de 7 caixas, resulta em uma corrida por sua sobrevivência.

Peru

Dias de santiago (Josué Mendez, 2004)

O jovem ex-soldado da marinha peruana Santiago Roman (Pietro Sibile), de 23 anos, retorna a Lima após anos lutando na selva contra terroristas e traficantes e disputas com o Equador. Ele faz parte da chamada “geração perdida peruana“, uma força usa necessariamente na visão de muitos, que só serviu para traumatizar tais jovens.

Em sua volta à Lima ele depara-se com uma cidade decadente, onde muitos de seus colegas da marinha vivem agora como assaltantes por terem sido deixados sem dinheiro ou trabalho.

No entanto ninguém parece compreender a dor que Santiago sente, mesmo ver o que tem de errado em toda essa situação.

Paloma de Papel (Fabrizio Aguilar, 2003)

Este filme foi aclamado pela crítica peruana e foi de grande importância para o seu cinema anos atrás. O filme retrata o conflito de uma guerra interna vivida no Peru, que atingiu diversos povoados.
Aos olhos de Juan e seus amigos, o filme buscar tratar o impacto desta luta sob as crianças, que observam os ares de sua cidade mudar dramaticamente, envolvendo-os em uma batalha da qual eles não escolheram participar.

México

Labirinto do Fauno (Guillermo Del Toro, 2006)

Labirinto do Fauno é um dos marcos na carreira do diretor Guillermo Del Toro, sendo o filme que em definitivo o levou para o cinema holywoodiano e para a cadeira de filmes enormes como “Círculo de fogo”. O filme narra a história da jovem Ofélia , de mudança para o interior, acompanhando o serviço de seu pai na luta contra rebeldes insurgentes e defendendo o governo do ditador Francisco Franco. A menina descobre por um velho fauno que pode ser uma princesa de um reino mágico há muito tempo esquecido, mas para provar isso ela deve passar por algumas tarefas.
Del Toro inova por pegar um período obscuro na história espanhola e preenchê-lo com uma atmosfera mágica, porém de constante perigo e desta forma, cria o ambiente perfeito para o espectador que deseja se voltar para filmes latino americanos. Recomendo (pessoalmente) continua na filmografia do diretor que desde sempre demonstra muita aptidão para incorporar o mágico e o obscuro em suas películas.

Outras indicações:

Amores Perros (Alejandro G. Iñarritu, 2000)
Este filme é embrenhado no cenário de violência urbana do México, no qual entrelaça diversas histórias a um único acidente de carro. O mesmo diretor também possui outros dois filmes no mesmo tom, porém lidando com ambiente norte americano: Babel (2006) e 21 gramas (2003).

Por La Libre (Juan Carlos de Llaca Maldonado, 2000)
Divididos entre amor e ódio, dois primos se esforçam para cumprir o último desejo de seu avó falecido, levar as suas cinzas para a cidade de Acapulco. Sendo um dos filmes mais leves desta nossa breve seleção mexicana, Por La Libre tem imensa capacidade de cativar.

E sua mãe também (Alfonso Cuarón, 2001)
Um dos grandes filmes de Cuarón, também conta com uma história de um filme de estrada, mas desta vez são dois amigos que viajam com uma mulher mais velha. A atmosfera carregada de drama mostra ao espectador dois jovens em um período de descoberta.

Compadres (Enrique Begne, 2016)
Este lembra os filmes de ação e estrada norte americanos, muita pancadaria, explosões e um americano dão tom dessa mistura de ação e comédia. Recomendável pra quem quer fugir de hollywood sem ir muito longe.

Uruguai

Mr. Kaplan (Alvaro Brechner, 2015)

Jacobo Kaplan (Héctor Noguera) sente-se na necessidade de fazer algo maior do que sua rotina como um senhor da terceira idade. Determinado em fazer algo pelo qual será lembrado, ele vê a oportunidade ao ouvir de sua neta que há um alemão que habitando uma praia, e que tem o apelido de “nazista”.

Ao lembrar-se da captura de Eichmann na Argentina, o qual foi julgado pelos crimes cometidos durante a Segunda Guerra Mundial, Jacobo conclui que o alemão também é um foragido do exército de Hitler.

Com a ajuda de um ex-policial, Wilson Contreras (Néstor Guzzini), ele inicia uma investigação e elaboração para um plano de captura do Alemão.

Outras indicações:

Anina – (Alfredo Soderguit, 2013)
Anina é uma garotinha de 10 anos que frequenta uma escola primária em Montevidéu. Após se envolver em uma confusão e entrar em uma briga na escola, ela é suspensa por alguns dias recebendo como punição cuidar de um envelope misterioso que não deve ser aberto. Anina passa a usar seus dias longe da escola para desvendar o que possa estar escrito dentro da carta, e aprender mais sobre a relação entre famílias e amigos.

Os inimigos da dor (Arauco Hernández Holz, 2016)
Ao visitar Montevidéu, um ator alemão acaba perdendo-se na cidade, logo é atacado por uma gang que tenta assaltá-lo. É quando então ele conhece Pedro, um ex-viciado que lhe ajuda mostrando um local para abrigar-se. O convívio dos dois se estende por alguns dias, até que conhecem Nelson, um segurança abandonado por sua esposa. Quando percebem, estes três homens unidos pela dor, estão envolvidos em uma missão por respostas.

~#~

Esperamos que tenham gostado das indicações. Optamos por deixar o cinema brasileiro de fora da lista por enquadra no item nacional. Caso conheça mais filmes legais, até mesmo de outros países, sugestões são sempre bem vindas. 😉

Abraços da Equipe.

A pequena cidade de San Diego anualmente passa por uma avalanche chamada San Diego Comic Con. Durante 4 dias os olhos de todos os interessados por cultura pop se voltam para lá, uma vez que as grandes de todos os ramos, quadrinhos, cinema, jogos e até literatura se unem em um evento único, com gigantesca participação popular e uma infinidade de cosplayers, os fãs que personificam seus ídolos fictícios.

Isto é a SDCC, que começou há muitos anos como uma reunião de quadrinistas talentosos para compartilhar seus trabalhos, logo chamou a atenção de gigantes do ramo como a Marvel e D.C. que em pouco tempo viram ali um celeiro para encontrar novos talentos e divulgar seus aguardadissimos novos trabalhos. Daí pra um evento mundial e capaz de agregar fãs de tudo quanto é coisa, que incorpora como nenhum outro a internet , foi um pulo.

Como era de se esperar as ondas da SDCC chegam ao Brasil, com revelações, anúncios e todo o tipo de coisa para enlouquecer os fãs brasileiros. Nós não passamos longe disso, e como forma de celebrar o maior evento de cultura Nerd decidimos trazer alguns dos anúncios que mais nos empolgaram e nos deixaram na ponta das cadeiras, vibrando por mais. Não buscamos uma cobertura completa, até porque isso seria impossível por não estarmos lá, mas sim começar uma conversa sobre alguns dos anúncios que mais nos motivaram e os quais provavelmente voltaremos a falar por aqui.

Marvel – Thor: Ragnarok, Pantera Negra e Vingadores: Guerra Infinita

O que ditou a vez no painel da Marvel são as grandes estreias que a produtora promete para o restante deste ano e o ano que vem, como os fãs já tem anotado nas suas agendas. Entre euforia dos fãs ávidos por novidades, brindes e presenças ilustres de celebridades, a produtora e gigante multimídia soltou novos trailers, pôsters e imagens promocionais.

Thor: Ragnarok

Primeiro Thor: Ragnarok. Se aproxima a queda de Asgard pelas mãos da Deus Hela, rainha do submundo na mitologia nórdica e também na mitologia da Marvel. Esse apocalipse levará Thor por diversos mundos, inclusive encontrando alguns rostos conhecidos.

O incrível pôster foi divulgado junto com um novo trailer para a aventura que chega aos cinemas em 26 de outubro deste ano. Ambos trazer uma estética muito colorida, e ação impactante mas que está longe de ser agressiva. Os cenários são muito estilizados e de certa forma começa a se juntar a outra produção famosa do Universo Cinematográfico da Marvel, os Guardiões da Galáxia.

Pantera Negra

Para O Pantera Negra, já vimos há algumas semanas atrás um impactante novo trailer, que trás a força por trás da nação de Wakanda governada pelo príncipe T´Challa, conhecido pelo mundo como Pantera Negra. A nova imagem vem para confirmar e empolgar mais ainda sobre o que veremos no filme, parece que o espectador será levado a explorar o país e conhecer melhor a nação que se encontra sobre uma mina de Vibranium. Ao que tudo indica a estabilidade de Wakanda será ameaçado por um inimigo já conhecido dos fãs do MCU. Pantera Negra estréia em 15 de fevereiro de 2018.

Vingadores: Guerra Infinita

A impactante conclusão de todos os esforços da Marvel para a fase 3 do seu universo cinematográfico começou a se desenrolar com a liberação deste poster (dividido em 3 partes). Nesta história o titã Thanos volta seus olhos para a Terra, que concentra um grande número de seres especiais e as chamadas Jóias do Infinito (pedras preciosas que dão imenso poder a quem as possuir). Isto provocará novamente a união dos maiores heróis da Terra a quem irão se juntar alguns não tão terráqueos assim como podemos ver pelo poster 😉 .

Dizem por ai, que a Marvel também mostrou um pequeno teaser para os sortudos que estiveram no hall H neste sábado de Comic Con. Eu particularmente, com teaser ou sem teaser estou muito empolgado para esta reunião e para ver como esta história que começou la em 2012 irá se desenrolar. Nos cinemas em 26 de abril de 2018.

Nova temporada para Stranger Things Doctor Who e Westworld

Stranger Things – Segunda Temporada

Já havia sido mencionado pelos Irmãos Duffer que a nova temporada de Stranger Things carregaria aspectos mais sombrios, e agora com o trailer podemos imaginar como isso funcionará na prática.

Vemos que Will permanece conectado ao mundo invertido mesmo depois de seu resgate, o garoto parece entrar em transes constantes que o levam de volta para outra dimensão com o seu corpo presente em sua realidade. O trailer também nos da uma visão onde Eleven está. É mais do que provável que sua presença continuará sendo fundamental para a série. Assim como a união dos personagens em busca de solucionar algo maior, como na temporada anterior.

O trabalho de ambientação da série continua fantástico pelo jeito, ‒ já que a série se passa em meio aos anos 80 e pelo trailer é possível coletar inúmeras referências da época ‒ com a arquitetura americana, os locais frequentados, os figurinos e claro a trilha sonora, que destacou Thriller de Michael Jackson.

A segunda temporada está marcada para chegar à Netflix no dia 27 de Outubro, próximo ao Halloween. E nossas expectativas estão bem altas.

Doctor Who: Especial de Natal

No domingo, último dia da corrida que é a SDCC, ocorreu o painel da quinquagenária série britânica Doctor Who. Para os que não conhecem a figura central da série é o Doctor (Doutor) um alien do planeta Gallifrey, o último dos seus habitantes, que viaja pelo Tempo e pelo Espaço em uma nave maior por dentro, sempre com uma companhia.

Agora, a série que estreou em 1963 e vem desde então constante se renovando, se prepara para entrar uma nova fase. O protagonista da série é capaz de se regenerar de tempos em tempos, desta forma, 12 (13 contando outros momentos que não a série oficial) atores já encarnaram o Doutor, e agora com a volta da série para um especial de Natal, uma grande novidade foi anunciada: pela primeira vez uma mulher assumirá o papel.

Para os já curiosos a série volta no dia 24 de dezembro, mas já foi liberado o título do episódio (“Twice upon a time”, uma referência ao original do era uma vez “once upon a time”) e também um trailer que mostra o atual doutor se encontrando com sua versão original, por um alguma anomalia no tempo. O episódio tem tudo para se tornar um ponto histórico dentro da série, e eu nunca estive tão ansioso para a chegada do natal.

Westworld

O novo mamute da HBO chegou com tudo na SDCC. A série fez um primeiro ano surpreendente e já arrebatou uma legião digna dos seguidores de outro mamute da emissora, Game of Thrones. Para os que não conhecem, Westworld reconta o filme de Michael Crichton de 1973, que fala sobre um parque hiperrealista onde as pessoas pode assumir papeis numa história de cowboys vivida por robôs, que começam a apresentar um comportamento estranho e capaz de fugir do controle.*

A série atual escrita por Jonathan Nolan deixou os fãs loucos por uma conclusão em seu último episódio, e agora em 2018 estreia a sua segunda temporada. Além do trailer capaz de empolgar qualquer um, a HBO também levou para a SDCC a chamada Westworld experience, que trouxe os fãs para mais perto deste mundo.

(*só pedimos atenção pois o trailer desta série contém algum conteúdo de violência e sangue.)

E por fim…

Jogador Número 1

Esta é uma adaptação esperada por muitos. A maior obra de Ernest Cline já havia sido anunciada com direitos de filmagem comprados, contando com Steven Spielberg na direção, já faz um bom tempo. Mas finalmente tivemos imagens de algumas cenas do filme, que parece ser eletrizante, e chega aos cinemas em 2018.

Jogador número 1 é um livro repleto de referências da cultura pop e games dos anos 80, que ocorrem justamente por seu enredo. E logo no trailer é possível ver algumas dessas menções em meio às cenas. No entanto, a primeira vista, a adaptação parece ter ganhado muito mais energia e ação do a história do livro, que não deixa boa.

Para quem não conhece, jogador número 1 acompanha a vida de Wade Watts, um jovem que vive em um futuro onde a terra alcançou o ápice da desigualdade e da pobreza. Em busca de uma visão melhor de suas próprias vidas, pessoas por toda parte se conectam ao Oásis, uma espécie de console que lhes garante uma realidade simulada onde podem ser o que quiser. Após a morte do grande idealizador deste universo, James Halliday, uma grande caça ao tesouro é iniciada. Como prêmio o vencedor irá adquirir toda herança de Haliday, incluindo o domínio deste universo virtual. A disputa e a busca pelos easter eggs escondidos chama a atenção não só de jogadores comuns, mas também de pessoas que passam a viver por isso, além de uma gananciosa organização.

Em breve falaremos mais sobre aqui no blog.

Conta pra gente?

Queremos saber de você quais destes ou outros anúncios do fim de semana lhe empolgaram, e o que vocês esperam deles!

Abraços da Equipe 😀

 

Hey! Como vão vocês?

Bem, com eu disse por aqui tempos atrás, esses últimos meses andam acarretando menos tempo livre para nós, e infelizmente o blog passou a ser atualizado com menos frequência. Mas em meio a tudo isso ainda conseguimos descolar tempo para honrar nosso compromisso com vocês (pensando em novos assuntos e cumprindo o desafio cinematográfico deste ano) e também nos divertir um pouco.

Ontem assisti a nova produção da Marvel, Homem-Aranha: De volta ao Lar, do diretor Jon Watts. E é sobre ela que vou falar um pouco.

Logo de cara percebemos os traços marcantes do herói desta nova geração, interpretado por Tom Holland, que traz um humor mais adolescente para o longa. E justamente por ser o mais jovem dentre as três versões já filmadas, é possível notar claramente que suas motivações como herói também são distintas.

Tobey Maguire que marcou as telas como o aranha de 2002 até 2007, interpretava um Peter Parker mais sensível, um herói que equilibrava a vontade de usar seus poderes recém descobertos para bem, junto com o desejo de proteger aqueles a quais amava.

Andrew Garfield, que viveu o herói nos filmes de 2012 e 2014, era um cabeça de teia mais despreocupado, descolado e muito inteligente, que quebrava em vários sentidos o estereótipo do antigo garoto nerd, e carregava pouquíssimas semelhanças com o anterior (inclusive os quadrinhos do qual foi inspirado).

Com Tom Holland o contraste é ainda maior. Sua maior motivação é provar o seu potencial como herói para Tony Stark, que apesar de patrociná-lo, repete constantemente que ele ainda não está pronto para grandes responsabilidades e precisa amadurecer.

Foto: Imagem de divulgação, Homem-Aranha: De volta ao Lar, Marvel.

A roupagem desenvolvida pelo Homem de Ferro e entregue a ele, também contribui para uma mudança em suas performances. De modo que nem tudo exatamente vem de seu poder como homem aranha, mas lhe dá uma espécie de reforço e aprimoramento. Inicialmente ele não conhece nem a metade de seus apetrechos, porém sendo um adolescente querendo se livrar de limitações e desbravar o mundo, isso muda logo.

Os aspectos de inteligência foram mantidos, ele é considerado um dos membros mais importantes para o time de decathlon acadêmico de sua escola, além de usar seus conhecimentos para desenvolver suas próprias armas quando preciso.

Foto: Imagem de divulgação, Homem-Aranha: De volta ao Lar, Marvel.

Falando em poder, desta vez o filme não retrata a cena clássica de Peter Parker adquirindo seus poderes por meio da picada de uma aranha mutante. Nem qualquer relato sobre uma possível existência do tio Ben. A história se inicia tempos depois do combate no filme Guerra Civil, do qual ele participou lutando ao lado do Homem de Ferro. Porém em uma conversa com seu amigo Ned (Jacob Batalon) ele faz uma menção ao acontecimento que originou sua força.

Ned caracteriza o amigo maravilhado por descobrir as habilidades e feitos de Peter. O nerd da cadeira como ele mesmo se intitula torna-se na história um aliado na investigação de uma enorme operação criminosa na cidade.

Seu primeiro grande vilão a ser enfrentado exige muito mais do que só o raciocínio e força. O herói é obrigado constantemente a enfrentar as regras, a realidade e acima de tudo seus valores.

Foto: Imagem de divulgação, Homem-Aranha: De volta ao Lar, Marvel.

O enredo é recheado por cenas cômicas, umas das principais características da personalidade do protagonista, mas que no filme não se limita a sair apenas de sua boca. Sua relação com as demais personagens atinge diferentes níveis. May (Marisa Tomei) mostra-se uma tia mais jovem e também mais moderna, concedendo a Peter não só o papel de tutora mas também de amiga. Liz Allen (Laura Harrier) é seu amor platônico, e sua graciosidade faz com que a gente torça para que eles fiquem juntos. A história também apresenta o irreverente e conhecido Flash (Tony revolori), o inimigo acadêmico de Peter, que neste filme tem sua implicância motivada por disputas de Q.I. A observadora Michelle (Zendaya Coleman) deixa a todo tempo no ar a incógnita que talvez ela saiba de muita coisa. Até mesmo Happy hogan (Jon Favreau) assistente de Tony Stark, cria momentos engraçados e desafiadores para o protagonista por não levar muita fé nele.

No geral, o filme mostra-se mais leve do que as versões anteriores, mas ao longo das 2 horas acompanhamos o crescimento e aprendizado desta figura icônica. Seus 15 anos não servem apenas como chamariz para um publico mais jovem, mas é bem utilizado para representar sua batalha entre sua vontade de crescer e as limitações que exigem dele mostrar do que é capaz. Além do reconhecimento que para alcançar a vida da qual almeja muito ainda precisa ser feito.

Mesmo sentindo falta de aspectos que sempre foram carregados por este herói, fiquei curioso pelas sequências (Que espero que aconteçam).

Algumas Curiosidades Sobre o Filme

Apesar de apresentar uma bela diversidade nas telas com personagens descendentes de diferentes etnias no núcleo principal, e se distanciar um pouco do que já foi mostrado sobre o Homem-Aranha, o trabalho de Jon Watts não foge completamente do universo Spider.

Quem é mais ligado no mundo comics e na cultura pop, certamente coletará dezenas de easter eggs durante o filme, que homenageia constantemente cenas que foram impactantes nas Hqs e filmes, inclusive de outras histórias.

As referências também são dadas pela presença de algumas personagens e seus nomes. Como a relação da personagem Michelle, interpretada por Zendaya, e Mary Jane. Logo após a divulgação do elenco, ocorreram fortes boatos de que Zendaya incorporaria Mary Jane neste longa, o que não aconteceu exatamente. Porém em certo momento do filme a garota diz que pode ser chamada por MJ, uma possível ligação por abreviação. Se os dois terão algum tipo de envolvimento, só o futuro poderá dizer.

Entre as cenas que homenageiam diferentes filmes, a que traz o Homem-Aranha correndo pelos quintais da vizinhança, dá ainda mais força para a declaração de que “De volta ao lar” se trata é uma referência aos filmes adolescentes dos anos 80 dirigidos por John Hughes. Inclusive em uma das casas a mesma cena em questão de Ferris Bueller’s Day Off (Curtindo a vida adoidado) é reproduzida ao fundo.

A produção de Sam Raimi, de 2002, também é reverenciada quando Peter é aconselhado a dar um beijo em Liz, enquanto está suspenso de cabeça para baixa.

Se deu curiosidade por mais, o site Omelete compilou muitos dos os easter eggs encontrados no filme.

Eu me despeço por aqui, Abraços e Até mais.

Demorou um pouco mais que o esperado, mas estou aqui para mostrar para vocês os filmes que assisti em Junho, para cumprir as metas do nosso desafio cinematográfico de 2017.

Junho marca o fim do primeiro semestre do ano, logo, também chegamos até a metade de nosso desafio (yeah!). É bem comum que agora as coisas fiquem um pouco mais difíceis, para aqueles que assim como eu optam por sempre cumprir os itens mais acessíveis primeiro, ou relacionar algum filme que assistiu ao acaso com o desafio.

Confesso que selecionar 4 filmes para essa etapa foi um tanto quanto complicado. Assisti muitos filmes incríveis, mas que se enquadravam em categorias já preenchidas, ou em nenhuma para esse ano, ou que não eram inéditos para mim. Mesmo assim, resolvi realocar Kong : A ilha da Caveira na minha lista, para uma categoria mais justa e que me desse espaço para um novo longa. ( Não me odeiem, a gente sempre faz isso).

Enfim, estes foram os filmes de Junho!

23. Uma sequência – Alice Através do Espelho (James Bobin, 2016)

Após uma longa viagem pelo mundo Alice (Mia Wasikowska) reencontra sua mãe, e em uma festa a qual não foi exatamente convidada, descobre más notícias sobre os patrimônios de sua família. No casarão onde a festa está sendo realizada ela percebe a presença de uma criatura que a guia até um espelho, ao tocá-lo Alice descobre uma passagem que a leva de volta ao País das Maravilhas. Em sua chegada descobre que a vida do Chapeleiro Maluco (Johnny Depp) está em risco por conta de sua profunda tristeza. Orientada a procurar o Tempo (Sacha Baron Cohen), ela surrupia um item que lhe permite viajar ao passado, e tenta assim resolver os acontecimentos que ocasionaram tantos problemas. Porém seu roubo traz consequências terríveis ao universo mágico.

A troca de direção do filme fica evidente em muitos momentos, porém acredito que James Bobin soube realizar um ótimo trabalho dando sequência aos traços adicionados por Tim Burton no primeiro filme. E apesar de não ter simpatizado tanto com a personagem de Sacha Baron Cohen, gostei do filme.

24. Um filme com protagonista animal – Pets – A Vida Secreta dos Bichos (Chris Renaud e Yarrow Cheney, 2016)

Eis a troca que fiz com Kong.

Nesta animação embarcamos pelo submundo dos animais de rua e de estimação de Nova York. Tudo começa quando Max, um cachorro que possui uma extrema relação de amor e lealdade com sua dona, se depara com a chegada de um novo membro em seu apartamento. Max não aceita dividir a atenção com Duke, muito menos concorda com seus privilégios, o que resulta em um grande problema quando um plano para um se livrar do outro acaba deixando os dois perdidos.

Em meio a isso, ele se deparam com animais abandonados cheios de rancor e ódio (e com razão) enquanto seus amigos buscam formas de localizá-los e trazê-los de volta em segurança.

O filme não chegou a entrar na minha lista de animações preferidas, mas assim me causou umas boas risadas.

25. Um filme que estreou em 2017 – O espaço entre nós (Peter Chelsom, 2017)

*Fica a dica para a categoria: Um filme com cenas que retratam outro(s) planeta(s).*

Todos estão otimistas com a nova missão espacial gerenciada por Nathaniel Shepherd (Gary Oldman) que desta vez anuncia os primeiros passos para uma colonização em Marte. Em sua equipe de tripulantes encontram-se Sarah Elliot (Janet Montgomery) que viaja sem o conhecimento de sua gravidez. Meses depois, já no planeta vermelho, ela da a luz a Gardner Elliot (Asa Butterfield) o primeiro humano nascido fora da Terra. Gardner cresce na estação, sendo cuidado e educado por cientistas, mas sempre nutrindo um forte desejo de ver um mundo além do qual ele vive. Pela internet ele mantém contato com Tulsa (Britt Robertson), uma jovem que não tem uma vida fácil na terra e desconhece seu segredo. Quando lhe é finalmente apresentada a oportunidade de conhecer a Terra, Gardner decide encontrar-se com ela, e conhecer seu pai.

Confesso que peguei este filme para assistir sem grandes expectativas, certo de que seria mais um romance adolescente fofo, desses que você assiste para passar o tempo. No entanto eu me surpreendi muito com esse filme. Ele consegue carregar muita sensibilidade aos olhos do protagonista, e conta também com uma linda fotografia. Apresenta diálogos descomprometidos mas com mensagens sobre autoconhecimento que não soam forçadas. Traz também detalhes da natureza humana e do planeta Terra passam a ser visto como banis por nós, mas ganham uma proporção imensa na vida de alguém que cresceu longe de tudo isso.

26. Exibido no Festival de Cannes – Okja (Joon-Ho Bong, 2017)

Logo de início o filme nos apresenta Lucy Mirando (Tilda Swinton) com seu discurso empolgado sobre uma nova espécie animal descoberta no chile, a qual sua equipe vem trabalhando para gerar a partir dela uma solução para a fome mundial. Os super porcos como são chamados, são enviados para diferentes países do mundo a fora, com o propósito de serem cuidados por fazendeiros locais, sendo que após 10 anos de monitoração, um concurso elegerá o melhor animal. Nesse meio tempo Mija (Seo-Hyun Ahn) uma garota Sul-coreana, cresce com ao lado de Okja, a super porca destinada ao seu avô. Quando Mija se vê preste a perder aquilo que tem de mais sagrado não mede esforço para ir atrás de soluções, e pelo caminho encontra pessoas dispostas a impedi-la ou lutar ao seu lado.

O filme se equilibra em duas classificações bem acentuadas, a presença de uma heroína de 14 anos pode passar a ideia de que se trata de um filme com uma aventura infantil, e o resgate de um animal a qual ela tem como melhor amiga. No entanto a trama traz um aspecto bem mais tenso e político por meio dos outros núcleos da história. Trazendo discussões como valorização da vida, funcionamento do mercado empresarial, e os reflexos das intervenções humanas pelo planeta.

Em muitas das cenas conseguimos sentir com clareza os grandes contrastes presentes em nossa sociedade, e até que ponto somos capazes de chegar para defender aquilo que nos parece correto.

Esse filme me despertou tantos pensamentos, que estou planejando compartilhá-los com vocês em breve por aqui em um post só sobre isso. E também comentar um pouco sobre a polêmica gerada em torno dela no festival de Cannes. 

AINDA DA TEMPO!

Chegamos assim até as nossas 26 semanas cumpridas, falta só meio caminha, mas há uma noticia boa para você que ainda quer embarcar com a gente no desafio: Ainda da tempo! Isso significa que para quem estiver entrando agora a meta será um pouco maior, uma média de 8 filmes por mês, mesmo assim é uma experiência legal, eu garanto ;).

Por hoje é só. Abraços, e até mais!

 

Quando montamos o desafio cinematográfico deste ano, introduzimos a ele também itens de empatia, adicionando categorias relacionadas ao cenário que vivemos atualmente, e muitas das questões que acreditamos serem merecedoras de debates mais abertos. E nesse ponto, os filmes possuem uma capacidade de vivência e ensino muito grande.

E é por esta razão que introduzimos a lista filmes protagonizados por negros, uma trama sobre refugiados, um filme com protagonistas acima de 60 anos, um longa baseado em uma história real, e filmes de diferentes continentes, para que tivessem a chance de refletir e entender um pouco sobre cenas que algumas pessoas sentem na pele todos os dias.

Para que também pudessem observar o olhar de cada um. Como na categoria de filmes dirigidos e roteirizado por mulheres, que teve não só como objetivo mostrar os espaço conquistado por elas, mas também suas formas de trabalho.

E é também por esta razão que inserimos um item voltado para dramas LGBTs. E a palavra drama nesta categoria exerce um peso imenso. Sabemos das inúmeras comédias com personagens caricatos, sabemos das produções que exaltam uma vida promíscua — aliás, existentes também em besteróis e erotismo hétero — , porém sabemos que isso não representa a vida de um grupo como um todo, nem suas dores e muito menos as batalhas travadas contra o próprio coração em alguns casos.

Ao criar esse guia, outra preocupação nos foi apresentada, a de conseguir coletar uma boa representatividade da diversidade dentro do núcleo LBGT. Que assim como a heterossexualidade, mostra-se muitas vezes disposta a exaltar padrões de comportamento e aparência que dificultam o autorreconhecimento para boa parte da comunidade.

Com tudo isso em mente, esperamos que consigam tirar um bom proveito desta lista!

Vamos Lá?

Orações para Bobby – Prayers for Bobby (Russell Mulcahy, 2009)

Mary Griffith (Sigourney Weaver) é uma cristã devota, que criou seus filhos sob os ensinamentos de sua religião. Seu filho Bobby (Ryan Kelley), passa a ter questões sobre sua sexualidade, e confidencia isso ao irmão mais velho. Dado o momento isso passa a ser de conhecimento de todos, que gradualmente aceitam a orientação de Bobby, porém Mary não acredita que isso seja certo, e tem a fé de que Deus possa salvar seu filho. Para não decepcioná-la Bobby concorda em seguir cada orientação de sua mãe, porém com o tempo ele se torna um garoto depressivo.

O filme consegue entregar uma visão sincera sobre as dificuldades de uma mãe em aceitar a condição de seu filho, e posteriormente as consequências de seu comportamento, o qual ela exercia como proteção, tiveram em sua vida e na vida dele.

O filme é baseado em fatos reais.

Meninos não Choram – Boys Don’t Cry (Kimberly Peirce, 1999)

Baseado em uma história real, o filme retrata a vida de Teena Brandon (Hilary Swank), que viveu em uma cidade de interior, mais precisamente em Falls City, Nebraska. Ao buscar sua identidade de gênero, assume-se como Brandon Teena, vivendo como um homem na cidade. Brandon se apaixona e inicia um relacionamento com Lana (Chloë Sevigny), e cria amizade com John (Peter Sarsgaard) e Tom (Brendan Sexton III). Porém ao ter sua identidade sexual revelada a público, Brandon sofre um ataque de ódio partido da pequena cidade, que resulta em um fim trágico e doloroso.

Lost and Delirious: Assunto de Meninas ( Léa Pool, 2003)

Mary Bradford (Mischa Barton) é enviada para um internato feminino ainda sob os sentimentos da perda de sua mãe, e a indiferença de seu pai e sua madrasta. Ao se instalar no dormitório ela conhece Paulie Oster (Piper Perabo) e Tory Moller (Jessica Paré), duas garotas de personalidades opostas mas com um grande vínculo sentimental. Que logo Mary conhece como um relacionamento secreto entre elas.

No entanto, Paulie e Tory passam por conflitos na relação, ligados ao preconceito de suas famílias e por suas incertezas. As coisas só pioram quando as duas são flagradas juntas. Tory passa a ter uma relação heterossexual, como saída para agradar sua família e tentar esquecer de Paulie, que por sua vez parece enlouquecer ao perder sua amada.

Mary se vê na necessidade de tentar solucionar esta situação.

Tomboy (Céline Sciamma, 2011)

Laure (Zoé Héran) é uma garota de 10 anos, que junto a sua família passa por uma mudança residencial, e por conta disso é uma total desconhecida em seu novo bairro. Quando conhece Lisa (Jeanne Disson), que a confundo com um garoto por conta de seu cabelo curto e o estilo de suas roupas, ela percebe então a possibilidade de se reinventar, e sem desfazer a confusão, passa a viver como Mickeal.

Laure vive uma vida dupla escondendo de sua família suas experiências como garoto, onde ela encontra uma espécie de liberdade.

Morgan (Michael D. Akers, 2012)

No filme, Morgan (Leo Minaya) foi um grande esportista, destaque nas corridas de ciclismo. Após um acidente em uma de suas competições ele vê sua vida transformar-se em uma série de desafios e limitações das quais ele precisa vencer. Como consequência do acidente ele fica paraplégico e passa a viver em uma cadeira de rodas, mas se vê decidido a não deixar sua vida parar.

Dado momento ele conhece Dean (Jack kesy), um ex-combatente que lhe oferece grande apoio. Com o tempo os dois se encontram apaixonados. Mas Morgan se sente insuficiente para o companheiro, que por sua vez não vê suas limitações motoras como um obstáculo para uma grande relação.

O filme consegue retratar de certa forma a sexualidade dos portadores de deficiência, que por muitas vezes possuem dificuldades em se relacionar.

Hoje eu quero voltar sozinho (Daniel Ribeiro II, 2014)

Leonardo (Ghilherme Lobo) é uma adolescente portador de uma deficiência visual, que vive com seus pais em uma cidade do interior. Ele recebe grande apoio e atenção de sua melhor amiga, Giovana (Tess Amorim), mas sofre bullying na escola por sua condição. Quando Gabriel (Fabio Audi) entra para sua turma, Leonardo sente algo despertar, o que começa como uma amizade, logo se transforma em um forte sentimento partido dele.

Apesar de ser um filme leve, a trama consegue explorar o desenvolvimento da sexualidade de Leonardo, trazendo de certa forma o pensamento de que a aparência, o porto físico ou até mesmo o sexo, não são os únicos responsáveis por uma atração, que no filme é retratada de forma simples e inocente.

Moonlight: Sob a Luz do Luar (Barry Jenkins, 2016)

Vencedor de Melhor filme no último Oscar, Moonlight narra a ardua tragetória de Chiron, uma homem negro em uma comunidade pobre de Miami em busca de responder para si mesmo e para os outros “quem ele realmente é”.

Apesar do cenário onde a trama passa a ser desenvolvida, o filme não se limita a contar a história de um jovem negro resistindo a criminalidade. O desenvolvimento mostra o amadurecimento de Chiron, diversos conflitos de relacionamento, e o conhecimento de sua própria sexualidade.

A ainda pequeno, interpretado por Alex Hibbert, o protagonista sofre por ser chamado de “bicha”—palavra da qual ele não entende o significado mas sabe ser um insulto — pelo simples fato de gostar de dançar. Em sua adolescência, interpretado por Ashton Sanders, ele descobre a atração e o amor, ao ponto que seu isolamento aumenta junto com o bullying. Já como adulto, interpretado por Trevante Rhodes, ele se encontra como chefe de tráfico, mas sem sentir que realmente vive aquilo que ele é.

Um pouco mais

Citamos a cima filmes que acreditamos possuir uma maior facilidade e sensibilidade para o entendimento desses assuntos, mas obviamente existem muitos outros que vão até um pouco mais além, e tratam abertamente de assuntos que começaram a ser discutidos só agora dentro da sociedade.

Dentro da categoria descoberta: 

Beautiful Thing – Delicada atração (Hettie MacDonald, 1997)

Shelter – De repente Califórnia (Jonah Markowitz, 2009)

Jongens – Garotos ( Mischa Kamp, 2014)

Azul é a cor mais quente (Abdellatif Kechiche, 2013)


Dentro da categoria Vida e Relacionamento:

O Segredo de Brokeback Mountain (Ang Lee, 2005)

Documentário: You Not Alone (Stanley Bennett Clay, 2012)

Documentário: Bridegroom ( Linda Bloodworth-Thomason, 2013)

Cuatro Lunas – Quatro Luas (Sergio Tovar Velarde, 2014)

Praia do Futuro (Karim Aïnouz, 2014)

Amor por Direito (Peter Sollett, 2016)

Dentro da categoria Indenidade de Gênero:

Minha Vida em Cor-de-Rosa (Alain Berliner, 1996)

Garota Dinamarquesa (Tom Hooper, 2015)

Laurence Anyways (Xavier Dolan, 2012)

Esta foi nossa colaboração para o desafio, e também o espaço que abrimos no blog para o mês da consciência LGBT. Se você conhecer outros títulos que mereçam destaque deixe nos comentários, e nos conte também se já assistiu algum desses e o que achou.

Lembrando que por aqui buscamos sempre o respeito e uma boa relação com todos, dispensamos brigas e discursos de ódio. Não confunda liberdade de expressão com opressão.

Abraços e até mais.