Oi internet, tudo bem?

Dando continuidade ao nosso clima obscuro deste mês, trazemos para vocês mais um dos nossos guias para o desafio cinematográfico. Dessa vez recheado de mistério no item Thrillers adolescentes.

Filmes adolescentes existem aos montes; bons ou ruins, longas ou curtas, simples ou complexos. Desde “Curtindo a vida adoidado”, Hollywood tomou muito interesse pelos conflitos típicos da adolescência rendendo ótimos filmes, como o já citado. Porém desta vez nos focamos nos adolescentes que, além dos conflitos típicos tem de lidar com muita coisa que, em tese, é para adultos.

Aliens, super poderes indesejados, homicídios, governos autoritários todo o tipo de coisa torna a vida deste jovens mais complicada e mais intrigante para a platéia. Thrillers adolescentes são muito versáteis e muitos dos conflitos são intimamente ligados a idade em questão, por isso são ainda mais assustadores quando colocados na tela.

Os thrillers tem essa capacidade de atrair também os fãs de suspense e inclusive muitos dos temas aparecem em ambos os gêneros. A diferença de thriller para suspense, entretanto,  está na carregada carga de cenas de ação, além da construção de plots. O thriller pode assumir também um caráter psicológico. O suspense, por sua vez, foca mais em prender a atenção por meio da curiosidade, e na maior parte das vezes tem um ritmo mais lento.

E essas são nossas indicações

Paranoia (D.J. Caruso, 2007)

Este é o filme que equilibra perfeitamente thriller e suspense, indo na fronteira dos dois gêneros. A história gira em torno do garoto Kale (Shia Labeouf) que é condenado a prisão domiciliar por um tempo determinado. É verão e ele está preso em casa, como consequência, acaba espiando os vizinhos com um par de binóculos. Ele vê a bonita vizinha que acaba de chegar no bairro, mas acaba também espiando muito mais do que esperava quando ele acredita ver um dos seus vizinhos cometendo um assassinato. Quando isso ocorre o filme nos leva a uma espiral de loucura enquanto Kale tenta provar o assassinato que supostamente viu.

O filme conta com umas das melhores interpretações de Shia Labeouf e é repleto de momentos arrepiantes, logo ali na iminência do susto, o diretor D. J. Caruso soube deixar o espectador nervoso, por bons motivos. Pelas referências e pela atmosfera do filme é perfeito para os fãs de Hitchcock e os que gostam de filmes antigos de detetive.

 

Poder sem Limites (Josh Trank, 2012)

Em seu longa de estréia, Josh Trank revolucionou o gênero de thrillers adolescentes aumentando as expectativas, a qualidade e trazendo novas histórias e fronteiras, ao usar uma forma diferente e original — o found footage — de contar a história. Os improváveis amigos Andrew (Dane DeHaan), Steve (Michael B. Jordan) e Matt (Alex Russell), que poderiam ser qualquer garoto normal, encontram um segredo escondido que os dá super poderes como voar, telepatia e outras coisas. Porém, as coisas tendem a desandar quando Andrew começa a usar seus poderes como forma resolver seus problemas pessoais.

Tal sinopse tão simples esconde uma genialidade na atuação por parte de Dane DeHaan, que o alavancou a uma carreira grande em Hollywood, mas também a forma como os garotos tem suas personalidades desenvolvidas é muito bem coordenada por Trank, que a todo momento entrelaça isso ao derradeiro final. Podemos dizer que, de certa forma, Trank “em uma tacada só” inovou os thrillers adolescentes e os filmes de super herói, e o fez como uma fotografia e uma noção do uso dos efeitos impecável.

 

Carrie, a estranha. (Kimberly Peirce, 2013)

Carrie é a garota estranha da classe, filha de uma mãe extremamente rígida e religiosa. Não é permitido que ela conheça seu próprio corpo e ela é obrigada a aguentar longos períodos trancada no armário, como medida punitiva. Mas de uma coisa ninguém sabe, a garota tem telecinese, ou seja, ela é capaz de mover objetos com sua mente. Neste cenário, ela se torna alvo de uma brincadeira cruel, que com certeza não acaba bem.

(Brian De Palma, 1976)

A história de Stephen King e da garota envergonhada, porem super poderosa já é parte da cultura dos filmes de terror. King soube como ninguém enrolar temas do suspense e temas adolescentes tão bem. A Carrie (mais recentemente interpretada por Chloe Grace Moretz)  incorpora uma série de angústias adolescentes, que eventualmente explodem. O filme de 2013 atualiza a história para as plateias mais modernas, trazendo inclusive novas discussões tão em voga atualmente, mas também o original de 1976 não pode ser ignorado.

 

Boy 7 (Lourens Blok, 2015)

O filme se baseia em um romance “Young Adult” europeu que aparentemente foi um best seller, por aqui não podemos encontrar nem tradução. Sam (o boy7 do título) acorda no metro sem nenhuma memória do que aconteceu,e com uma garota ao seu lado que também parece estar na mesma situação. A partir daí, os dois se unem para compreender o mundo em que vivem e como eles estão conectados a um enorme plano que envolve traição, controle e oficiais do alto escalão de um governo despótico e autoritário.

(Existe uma outra versão do filme, curiosamente lançada no mesmo ano)

O filme, por ser europeu, tem uma estrutura muito diferente do que se encontra em muitos dos outros filmes aqui neste guia. Desde a forma de contar a história até cenários e características de alguns personagens, porém não deixa de ser um filme ótimo para fãs de distopias, em especial aquelas voltadas ao público Young Adult, como Jogos Vorazes. Boy 7 equilibra bem a trama política, as próprias indagações do protagonista e trama romântica, se tornando uma ótima opção.

 

Na toca do Tigre (Tom Daley, 2015)

Esse thriller mescla a ação esperada com um toque psicológico por sua tensão constante no ar, e  desconfiança que gera nos telespectadores e na protagonista. Aqui temos Kelly (Kaya Scodelario), uma ginasta afastada por lesão, que possui o romântico habito de fugir para casa de seu namorado a noite, sem que ninguém saiba.

No entanto, em uma noite fatídica a casa de seu namorado é invadida por aparente assaltantes, de sangue frio. Kelly possui a sorte de não ser notada, e com isso precisa arranjar meios de salvar sua vida e talvez a dos outros também, em meio a uma verdadeira caça dentro de casa.

 

I am not  a serial killer (Billy O’Brien, 2016)

“Eu não sou um serial killer” é a historia do garoto John Cleaver (Max Records), além dos conflitos da sua idade, que envolvem conflitos na escola, John é um sociopata diagnosticado. Ele vive sob rígido auto controle, regras para que não deixe escapar o monstro que vive dentro de si. Porém, ele é forçado a perder o controle quando assassinatos dignos de um serial killer começam a acontecer na sua cidade. O garoto precisa liberar sua escuridão interior.

Eu confesso que não vi este filme, e só o descobri a pouco tempo, mas desde a sua ideia inicial, ou seja, a de que o monstro não esta do lado de fora, e sim de dentro, o filme me pareceu interessante. Por aí, John encarna os problemas de sua idade carregando-os para uma escuridão sem fim. A produção Anglo-Irlandesa se destaca pelo seu visual sombrio, aterrado em neve que parece sufocar e a todo momento pressionar seu protagonista. Vemos, só pelo trailer, o semblante pesado do jovem Max Records (Onde vivem os monstros) que tem sobre seus ombros o peso dessa escuridão.

A quinta onda (J. Blakeson, 2016)

Em “A quinta onda” os aliens chegaram, porém não vieram em paz. Eles, “os outros”, querem destruir a Terra, com um plano para exterminar os humanos. Quando encontramos a protagonista Cassie (Chloe Grace Moretz) ela e os outros humanos se preparam para a quinta onda, após o desligamento de todos os eletrônicos, uma série de terremotos e cataclismas, uma epidemia incontrolável de vírus da gripe modificado pelos Outros. A partir dai, Cassie é separada de seu pai e seu irmão mais novo e forçada a acha-lo para ao menos se proteger do que pode vir.

“A Quinta Onda” é esperto ao não se comparar a outros filmes apocalípticos nos quais o protagonista quer salvar o mundo, Cassie somente deseja salvar seu irmão, porém a todo momento ela se vê em situações de vida ou morte quando percebe que Os Outros estão mais próximos do que imagina. A propria Chloe Moretz inclusive é um dos grandes trunfos do filme, a menina atua e leva todo o elenco a outros níveis. Ótima combinação do Thriller adolescente com filmes apocalípticos.

 

A Babá (McG, 2017 – Netflix)

Com certeza “A babá” foi uma das melhores subversões deste gênero que vi este ano. A história da relação do garoto Cole (Judah Lewis) que apesar de ter 12 anos ainda tem uma babá, Bee (Samara Weaving), é virada de ponta cabeça quando o garoto decide ficar acordado ate mais tarde. Ele encontra a babá e um grupo de adolescentes  ( Hana Mae LeeAndrew Bacharel, Bella Thorne e Robbie Amell ) realizando o que parece ser um ritual satânico e não demora muito para Cole perceber que ele é parte do ritual. Quem optar por este filme fique avisado: não é um filme para ser levado a sério.

Assim como no seu clássico moderno, As panteras, o diretor McG recheou este filme de ironias e humor negro, a todo momento ele brinca com estereótipos tão característicos do gênero de suspense, como os típicos adolescentes, que aqui de vítimas, se tornam caçadores. O jovem Cole aparece como herói inusitado, envolvido em circunstancias estranhas e provocando um final surreal, o filme diverte sem o menor compromisso com a verossimilhança. Ainda resta falar da belíssima fotografia que sustenta a atmosfera que tudo ali muito bem poderia ser o sonho surreal de um pré adolescente.

 

iBoy (Adam Randall, 2017)

A trama de iBoy se desenvolve a partir de um ponto chave que entrega ao protagonista um elemento a mais para o seu desenvolvimento. Após ser baleado enquanto, por meio de um celular, buscava pedir ajuda para socorrer sua amiga Lucy (Maisie Williams), Tom (Bill Milner) passa por uma difícil recuperação, e precisa lidar com a informação de que fragmentos de seu smartphone ficaram instalados em sua mente.

É quando então, Tom começa a notar a capacidade de usar sua mente como um poderoso computador, capaz de hackear praticamente toda tecnologia a sua volta. Ele se agarra a esse artificio para se vingar da gangue que atacou a família da garota que ele ama. Isso o leva a descobrir um grande esquema criminoso local, ao mesmo tempo que Lucy se vê encantada por sua identidade secreta.

 

Death Note (Adam Wingard, 2017)

Esse item dispensa apresentações para muitos. Death Note é um consagrado mangá de Tsugumi Ohba, que em 2017 ganhou sua versão ocidentalizada para a Netflix, e nós ja falamos dessa versão aqui. Esta nova versão é inevitavelmente colocada como thriller adolescente, porém o toque interessante aqui esta nos elementos que são herdados da trama original vinda dos mangás.

Dentre outras coisas, os questionamentos sobre a moralidade e as escolhas de Light (Nat Wolff), o garoto que encontra o poderoso livro, permitem que o espectador acostumado a dualidade bem e mal reveja alguns conceitos, aqui nos estamos diante de uma oposição entre duas ideias. A de Light que acredita que o mal deve ser punido e a de L (Keith Stanfield) que acredita que o “Vingador ou Justiceiro” (na história chamado de Kira) é tão mal quanto os homens que persegue.


Espero que vocês tenham gostado! Não deixe de nos indicar mais filmes do gênero caso conheçam algum.

Hey!

O brasileiro Butcher Billy, que já apareceu por aqui uma vez com suas ilustrações dos episódios de Black Mirror em forma de antigas revistas em quadrinhos, soube enxergar um potencial sombrio em músicas dos anos 70, 80 e algumas atuais. Acrescentando uma dose de inspiração nas histórias escritas por Stephen King, Billy criou capas de livros e fitas VHS de terror.

Porém, a relação entre as musicas e as obras de Stephen King não é algo novo, visto que muitas bandas já se inspiraram em seus contos e livros para composições. Um grande exemplo é “Pet Sematary” dos Ramones, também ilustrada pelo designer, a qual o próprio escritor teria indicado para trilhar sonora da adaptação cinematográfica de mesmo da obra, por ser grande admirador da banda.

Em vista disso, o resultado obviamente não poderia ser outro. Butcher Billy ainda acrescenta em seus trabalhos aspectos de desgastes, que faz com que tudo fique ainda mais fascinante.

Confira alguns de seus trabalhos e as músicas nas quais foram inspiradas:

Infelizmente as faixas estão limitadas em 30 segundos, mas é possível ouvi-las em forma completa no site ou aplicativo do spotify.

Você encontrará estas e outras obras do ilustrador em sua galeria  no Behance. Aproveita e depois conta pra gente o que achou dessa mistura sombria.

Abraços, e até mais!

Oi internet tudo bem?

Antes de tudo, lembrem- se disso. Será importante em breve…

Disparate: (subst. masc) 1. dito ou ação ilógica, absurda ou fora da realidade; contrassenso, desconchavo, despautério. 2. tolice, asneira.

Já que o tema do mês são histórias de terror, nenhuma delas é pior que as histórias reais. Ainda mais quando pintadas pelas mãos do espanhol Francisco Goya. Está em cartaz no Caixa Cultural de São Paulo (e eu fui lá ver ) a exposição “Loucuras anunciadas” que é composta de uma série das últimas gravuras feitas pelo pintor espanhol por volta de 1832. Goya na série dos disparates (ou loucuras, ou follies) assume a técnica das “gravuras negras” compondo suas obras essencialmente pela contraposição do branco e do preto. Desta forma, ele cria uma atmosfera macabra e sombria onde habitam figuras monstruosas e verdadeiras encarnações de pesadelos.

Em essência, através destas figuras, Goya anuncia sua loucura ao mundo são. Os monstros que ora aparecem oníricos, tem sua faceta na realidade. A estranha figura de duas faces é uma alegoria aos traiçoeiros e infiéis do tempo que o autor viveu. Ironicamente, ninguém cortou tão profundo no século XIX (o chamado século das luzes) que Francisco Goya com suas loucuras encarnadas no papel.

Nos informa a curadoria, que as figuras contam uma história, dos homens ensacados á figuras com aparência grotesca ou enorme e por fim o voo de balão rumo aos céus claros que encerra a coleção. Goya faz desfilar suas loucuras ao fim de sua vida, inclusive colocando a si próprio e sua alma se tornando desencarnada em um dos quadros. Nada mais assustador que se ver encarnado em um mundo sombrio de angústias e disparates.

Inclusive, devemos aqui, caro leitor, pensar no uso da palavra disparate, que tanto reaparece e contextualiza esse mundo que se apresenta ensandecido:

“Disparates é uma série de loucuras anunciadas de difícil interpretação, visões oníricas, violência, sexo e deboche das instituições relacionadas com o regime absolutista, crítica aos costumes e ao clero, pontuados por alguns momentos de júbilo. (…) Os disparates são uma crônica visual onde a emoção se esparrama no traço pulsante e voluptuoso como uma hemorragia” (Mariza Bertolli – Curadora)

Do resto, fora os arrepios e a faceta amedrontadora das imagens, que ficam expostas na primeira sala, a exposição conta ainda com outras duas. Nas duas salas seguintes o visitante é convidado a externalizar suas próprias loucuras (ou só curtir um momento para se fantasiar) através de máscaras, como aquelas populares de longos bicos, e sacos sendo possível mergulhar de cabeça naquela arte que se mostra tão assustadora porém tão necessária.

Por fim, já que se responder a questão proposta pela curadoria “É possível anunciar loucuras?”. A princípio fácil a questão convida o espectador a pensar, quais loucuras? De quem? Anunciá-las aos sete ventos? Ou somente para si mesmo? Tais questões são cruciais para compreender os disparates que desfilam por essa obra de Goya, que contam uma das mais macabras histórias, a história real da humanidade.

Goya é uma forma perfeita de comemorar uma data tão trevosa, seu gosto pelo macabro surreal e obscuro não é sem propósito, porém vem acompanhado de pensamento e reflexão. E se vocês gostaram da obra exposta aqui, procurem também outra série do mesmo autor chamada “Os Caprichos” (1799) ali os monstros que povoam a mente dele parecem vir ainda mais a tona.

Infelizmente, também tenho que trazer más notícias, a exposição se encerra agora no dia 29/10 porém ainda dá tempo de conferir “As Loucuras Anunciadas de Francisco Goya” se você gosta e puder dar um pulo lá, eu recomendo, a exposição é pequena e irá com certeza melhorar seu dia.

A exposição, como dito, está em cartaz até 29/10 na Caixa Cultural (Praça da Sé, 111 – Sé, São Paulo – SP ), logo ali perto do metro Sé. A entrada é livre, não custa nada e é para todos os públicos. Vale também dar uma volta pelo prédio histórico da agência bancária e pelas outras exposições que o prédio abriga.

Estamos em contagem regressiva para a estréia da nova temporada de Stranger Things, que chegará ao catálogo da Netflix nessa sexta-feira (27 de Outubro). E claro, para deixar seus fãs ainda mais enlouquecidos, está a todo momento soltando algum vídeo ou imagens intrigantes.

A partir disso conseguimos deduzir algumas coisas sobre o que vem por aí. Como já dito pelos próprios irmãos Duffer, a série esta um pouco mais sombria. Outra coisa que notamos é o amadurecimento do elenco, além da presença de novos personagens.

O fato é que faz um pouco mais de um ano que a série foi lançada na Netflix, tempo o suficiente para internet apresentar suas teorias e ficar tietando essa galera.

No entanto, mais importante do que relembrar teorias, achei legal destacar alguns pontos que movimentaram a primeira temporada, e que provavelmente receberão alguma atenção daqui para frente na série.

Então se prepare, pois aqui estão

13 coisas para não esquecer antes de assistir a nova temporada de Stranger Things.

* Contém Spoilers da temporada Anterior 😉 *

A origem de Eleven

Com o decorrer da série, por meio de inúmeros flashbacks, conseguimos descobrir mais sobre a Eleven (Millie Bobby Brown), ou no mínimo criar teorias.

Fica claro que a garota era mantida como objeto de estudo, e treinada para se tornar uma possível arma para o governo.

Vemos o Dr. Martin Brenner (Matthew Modine) evoluindo seus testes de telecinese aos poucos, hora por pedir que ela amasse uma latinha com a mente, hora que ela ataque alguém com seu poder, e até mesmo que escute e transcreva conversas de pessoas distantes.

Seu próprio nome, que na verdade é dado pela tatuagem em seu braço com o número 11, nos faz pensar que ela não foi a primeira a participar de tais experimentos, ou que é uma entre outros…

Will foi dado como morto e teve até um funeral

Mike (Finn Wolfhard) , Lucas (Caleb McLaughlin), Dustin (Gaten Matarazzo) e Eleven,  seguem um carro de polícia em direção a um lago, sabendo que a movimentação possui alguma relação com o desaparecimento de Will (Noah Schnapp). Ao chegarem até um lago, situado em baixo de uma grande pedreira, eles se deparam com a retirada do corpo do amigo.

Mike acusa Eleven de ter mentido para eles durante todo o tempo, porém a garota arranja uma forma de provar que Will continua vivo.
Tempos depois, após ele buscaram mais formas de contato com ele, recorrendo aos poderes da Eleven, ocorre o funeral de Will — apesar de grande parte do elenco ter provas de que ele não está morto.

A suposta Mãe da Eleven

Após a impactante descoberta por mérito do xerife Hopper (David Harbour), de que o corpo encontrado e mantido isolado, dito pertencente ao Will, nada mais era do que um boneco, ele acaba encontrando meios de invadir a base de pesquisas do governo instalada em Hawkins. Lá ele encontra vestígios da permanência de uma criança (Eleven) no local. E ao se aproximar do andar onde o portal entre os dois mundos encontra-se aberto, ele é capturado e levado até sua casa, onde tudo foi propositalmente armado para simular uma ressaca ou algo do tipo.

Hopper decide ir até Joyce (Winona Ryder), mãe do Will, e lhe contar tudo o que sabe, e seguindo as informações de suas pesquisas, os dois acabam indo ao encontro de Terry Ives. Uma mulher transtornada, que guarda uma história de envolvimento com Dr. Martin Brenner, como membra de um estudo chamado Mk Ultra, que utilizava LSD combinado a outros fatores, na busca de expandir limites da mente. E estava grávida de uma menina, chamada Jane, que foi dada como morta, apesar de ela acreditar que a criança tenha sido retirada dela, por possuir poderes especiais.

Jonathan e Nancy

Os dois se aproximam depois que Jonathan (Charlie Heaton) , em uma noite em procura de pistas do irmão, se depara com uma festa na casa do Steve (Joe Keery), namorado da Nancy (Natalia Dyer). Ele permanece escondido fotografando momentos da reunião, inclusive o isolamento de Bárbara (Shannon Purser) na beira da piscina, que desaparece instantes depois. — Saudades Barb.

As fotografia chegam ao conhecimento de Steve, que ao tirar “satisfação” com Jonathan, quebra sua câmera e rasga suas imagens. Porém Nancy recolhe algumas para ela.

Nancy entra em uma busca por sua melhor amiga, e ao voltar no local onde elas haviam estacionado o carro, se depara com uma criatura bizarra vagando pela floresta. Tempo depois, ao analisar uma das fotos tiradas por Jonathan, ele encontra a sombra familiar daquela criatura atrás de sua amiga.

A partir disso, e da confirmação de Jonathan a respeito de uma figura semelhante vista por sua mãe, os dois se juntam a procura da criatura.

O portal na Árvore

Em um momento, Jonatham e Nancy caminham pela floresta em busca de pistas e se deparam com um cervo ferido, do qual cogitam sacrificar para que não fique sofrendo. No entanto o animal é arrastado para longe. Seguindo os rastros, Nancy se depara com uma estranha abertura no tronco de uma árvore, ao atravessar ela encontra o “demogorgon” alimentando-se do animal, dentro do mundo invertido.

Steve vs Jonathan

A rixa entre os dois se formou a partir do acúmulo dos fatos anteriores, além de jonathan ser visto como estranho por muitos ali. Mas a situação ficou ainda mais acirrada quando Steve o viu com sua namorada em uma noite. O que gerou na pixação no letreiro do cinema, e a briga física entre os dois, que terminou com Jonathan preso.

Porém no fim da temporada, mesmo com todos os momentos de conexão entre o Jonatham e a Nancy — que nos fizeram acreditar e torcer para que eles ficassem juntos —, ela termina ao lado Steve. Mas rola uma cena bem fofa, onde ela lhe entrega como presente de natal uma câmera nova.

O Acordo de Jim Hopper

Após a confirmação de que Will está preso no mundo invertido, o xerife Hopper vai até o Laboratório Nacional de Hawkins, junto com Joyce, na tentativa de resgatar o garoto por meio do portal. Porém eles acabam sendo capturados. Hopper pede permissão para passar pelo portal junto com Joyce, ele se oferece a fazer qualquer coisa para garantir a expedição, e assim consegue o que quer.

Momentos depois, quando tudo está “resolvido”, ele é abordado por um carro. O que nos leva a pensar que ele ainda prestará contas de seu acordo.

Outras coisas para se lembrar

O professor que sabia demais: Ele não chega a ser exatamente suspeito de algo, mas foi através do professor Clarke (Randy Havens) que as crianças desenvolveram a teoria sobre a localização do Will, além da construção da piscina como simulação do tanque para a Eleven.

Mike s2 11: Em uma conversa, Mike chega a dizer para Eleven que ela poderia continuar vivendo em sua casa depois que tudo aquilo acabasse, além de beijá-la e convidá-la para o baile de inverno.

A morte de Eleven: Com o fim da primeira temporada, uma certa dúvida se instaurou: A Onze teria morrido ao confrontar o demogorgon? Bom, como já sabemos, não. Mas a dúvida sobre sua localização é algo que deve ser desvendado só com os novos episódios.

Lembrando também que ela se via como responsável por ter dado acesso para a criatura ao mundo normal. E uma das suas falas, em quem ela dizia ser o monstro, levou muitas pessoas a criarem a teoria de que o demogorgon era de fato ela em uma realidade alternativa, e o contato entre os dois teria gerado essa “fenda”.

A morte do chefão: Outro que deixou as cenas foi o próprio Dr. Martin Brenner. Em último confronto no colégio, enquanto ele e seus homens tentavam recapturar Eleven, ele acaba sendo morto em um ataque do demogorgon.

Will ainda conectado ao mundo invertido: Vemos isso no último episódio, quando em um momento o banheiro de sua casa toma a forma do mundo invertido. Além de ele tossir uma daquelas criaturas do outro lado. O trailer da segunda temporada deixa explícito que essa conexão movimentará grande parte da história.

E por último, o amor de Onze por Eggos (waffles)

E aí? acha que esqueci alguma coisa? O que você espera dessa nova temporada? Conta pra gente!

Abraços e até mais.

Agora uma pausa no clima de terror…

Oi internet, eu sou o gusta 🙂

E esses dias eu fui assistir Les Miserables (em português, Os Miseráveis ou Les Mis, pros íntimos) o musical que é um verdadeiro gigante da Broadway estreou no Brasil em Março, logo ali no Teatro Renault em sp, mas só agora eu pude ir conferir.

Foto: Teatro Renault – Gustavo Sivi

Para os que não conhecem, a história é baseada no livro de mesmo nome escrito por Victor Hugo em 1832, que é uma verdadeira obra fundamental da literatura européia (apesar do tamanho assustador). O musical carrega seu espectador, assim como Hugo no romance original, por um verdadeiro passeio dramático pela sociedade francesa do séc XIX.

A peça fundamental da história é Jean Valjean, um homem que decide mudar sua vida após ser liberto de 20 anos de serviços forçados, porém para isso ele tem de fugir da implacável justiça incorporada pelo Inspetor Javert. Sua história se entrelaça com a de Fantine, que é forçada a entregar a Valjean o direito de cuidar da sua filha pequena, Cosete que estava sob guarda do maldoso casal Thenardier. A história nos leva a 9 anos, a beira de uma nova revolta na França, onde todas essas histórias se entrelaçam e tem seu ápice quando essa Insurreição estoura na capital francesa. Quanto essa parte melhor não comentar muito pra evitar spoilers

Foto: Teatro Renault – Gustavo Sivi

Assim como grande parte dos brasileiros puderam conferir, eu conhecia o musical através do filme de 2012 dirigido por Tobe Hooper. Que não se cometam enganos aqui, o filme é incrível e capaz de agenciar várias técnicas do cinema para contar essa história tão cercada de fúria e drama. Porém é impossível não sentir arrepios quando, antes mesmo das cortinas subirem a orquestra executa os temas principais que nos acompanharam no desenrolar de tantas histórias no palco, é impossível não se emocionar com algumas das mortes difíceis, seguidas de cenas de intensidade física e altíssima qualidade musical. A sensação sem dúvida é incomparável.

Foto: Les Miserables – Teatro Renault – Gustavo Sivi

No primeiro ato acompanhamos a história se armar, os diversos personagens tomam seus lugares e demonstram a que propósito estão ali. Destaco especialmente os antagonistas Valjean (Leo Wagner) e Javert (Nando Pradho) e seus respectivos intérpretes que interpretam e cantam com absoluta perfeição (em especial, Nando Pradho,que domina cada nota e cada expressão de do impassível Javert). O primeiro defende sua redenção através das boas ações, mesmo que tenha fugido da rígida lei do mundo, o segundo representa justamente a implacabilidade desta lei, e vai até o fim para se fazer cumpri-la.

Ao final deste ato, conhecemos também os “Amigos do ABC” o grupo responsável pela organização da Insurreição que é liderado pelo obstinado Enjolras (Pedro Caetano) e então o musical entrega um dos seus momentos mais altos e sem dúvida um dos maiores clássicos da Broadway, “Só mais um” (One Day More)

Toda a tensão que esta incrível música gera na mente do espectador é carregado pelo segundo ato e os desfechos que ocorrem no palco, vemos os destinos dos personagens e a obra se mostra mais do que nunca um verdadeiro testemunho da sobrevivência humana. A potência visual da peça somada a potência das letras e músicas, uma orquestração capaz de deixar o espectador sempre angustiado, prendem por cada segundo, inclusive levando a fortes emoções na platéia, com suspiros de angústia garantidos. A última hora do musical parece se desenrolar em apenas 10 minutos, tal é a capacidade da história. Quanto mais nos aproximamos do final, a música mais e mais se mostra o meio perfeito para expressar o espírito de uma época a sombra da Revolução Francesa quando as misérias do homem ainda são tantas e tão pungentes.

Esse “monstro” absoluto da Broadway recebeu, nessa segunda produção brasileira, tratamento indefectível, capaz de emocionar até mesmo o mais duro dos corações. A complexidade da cenografia que se desenrola no palco e a maestria das interpretações (que em certos momentos dispensam todo e qualquer cenário ou produção ao seu redor) em nada devem a versão original e se tornam os veículos ideais para transmissão da mensagem tão importante saída da pena de Victor Hugo para os palcos. Mais do que nunca precisamos dos ideais revolucionários de Enjolras e seus “Amigos do ABC” que buscavam nada além de democracia e justiça.

“Les Miserables” estreou no Brasil em Março desse ano, e mesmo que já tenham havido todas as apresentações de imprensa, muito já tenha se falado e o musical já esteja entrando na sua reta final em relação as apresentações, se você puder ir, eu recomendo fortemente que não perca essa oportunidade, afinal enquanto houver miséria é necessário que falemos de “Os miseráveis”, como disse o próprio Victor Hugo.

       “Os miseráveis” fica em cartaz até dezembro deste ano no Teatro Renault (Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – República, São Paulo – SP, 01317-000) com sessões às Quintas, Sextas, Sábados e Domingos.

Mais informações : http://premier.ticketsforfun.com.br/shows/show.aspx?sh=LESMISERUB