Resultado de Pesquisa

Novembro foi um mês em que assisti mais de 20 filmes, selecionar quais seriam minhas 4 escolhas foi um pouco difícil, mas aqui estão elas:

45. Indicado ao Oscar por melhores efeitos visuais – Mogli: O Menino Lobo (Jon Favreau, 2016)

Como eu disse, em novembro consegui assistir muitos filmes. Para os que enquadravam-se nesse item vi a animação Kubo e as cordas magicas, Doutor Estranho e claro Mogli, que acabou sendo minha escolha de registro.

O filme de 2016 recria o universo clássico de O livro da selva, do autor Rudyard Kipling, já conhecido e amado por muitos por meio da animação da Disney de 1967. Porém essa história já foi recontada outras vezes em diversas produções.

Na minha opinião, o que diferencia essa das outras, é justamente o seu trabalho visual na criação de efeitos e vida dos animais, que são introduzidos com mais naturalidade nos movimentos de fala e locomoção. Coisas que aproximam a produção da “realidade” por assim dizer. As cenas de ação do filme também são mais brutas, porém não deixa de ser um filme que encantará as crianças.

Mogli (Neel Sethi) é um garoto de origem indiana que foi criado na selva por lobos, após ser entregue a eles por Bagheera (Ben Kingsley) um pantera negra. Durante a  trégua da água, quando a floresta passa por um período de seca e os animais prezam pela vida um dos outros, Mogli é descoberto por Shere Khan (Idris Elba), um tigre que jura caça-lo até a morte, e eliminar qualquer um que fique em seu caminho. Com isso Mogli decide afastar-se de sua alcateia para protege-los. Mas Shere Khan força seu retorno.

46. Indicado por melhor trilha sonora no Grammy – Trolls (Walt Dohrn e Mike Mitchell, 2016)

A animação entrou na lista do Grammy por sua indicação de melhor musica escrita para mídia visual com a musica Can’t stop the feeling, a qual levou o prêmio. A produção também foi indicada ao Oscar de melhor canção original, por meio da mesma musica, mas perdeu para “City of stars”, de “La la land: cantando estações

E sem querer ser critico, ou passar por cima da avaliação positiva de 74% do Rotten Tomatoes, senti que a trilha sonora é o fator de maior relevância nessa história. Sou apaixonado por animações, mas infelizmente esse filme não me conquistou, como achei que seria.

No filme acompanhamos uma colônia de Trolls, que a anos precisa fujir das garras dos Bergens, seres que acreditam que só podem ser felizes caso os devorem. Após uma invasão que leva parte seus amigos e súditos embora, a princesa Poppy (Anna Kendrick) parte em uma viagem para resgata-los, acompanhada do mal-humorado e improvável Tronco (Justin Timberlake). Juntos eles irão também refletir sobre a verdadeira fonte de felicidade.

47. Um filme com cenas que retratam outro(s) planeta(s) – Valerian e a Cidade dos Mil Planetas (Luc Besson, 2017)

Em um futuro onde a humanidade se estabeleceu pela galáxia a fora, e diferentes seres foram descobertos e aliados a eles ao longo dos séculos, em um tratado de convívio universal, Valerian (Dane DeHaan) é um agente viajante do espaço que ao lado de Laureline (Cara Delevingne), sua parceira por quem é apaixonado, combate crimes intergalácticos em com uma espécie de força tarefa espacial.

Em seu trabalho mais recente, o agente se vê no meio de uma operação cheia de segredos e trapaças, que irá por a vida de uma espécie inteira em risco, e consequentemente a sua própria vida também. O mais instigante, é que tais acontecimentos estão relacionados a um sonho tido por ele tempos atrás… Ou teria sido uma visão?

O filme é repleto de efeitos visuais fantásticos, além do trabalho impressionante na criação da aparência de alguns seres, não é atoa que está sendo considerado uma indicação ao Oscar de Melhores efeitos visuais para 2018 (atualmente em repescagem). O personagem de Dane DeHaan busca trazer um certo humor para a trama, o que nem sempre parece funcionar, ao contrario de Cara Delevingne, que mostra uma evolução e força diante das telas.

48. Uma biografia política – Mandela: Longo Caminho para a Liberdade (Justin Chadwick e William Nicholson, 2013)

O filme baseado em uma autobiografia do líder sul-africano Nelson Mandela, conta-nos sobre sua vida, desde seu nascimento em uma tribo isolada — onde foi batizado de Madiba — até sua chegada à presidência. Um caminho tortuoso que se tornou intimamente ligado a sua vida pessoal e a estabilidade e segurança do país, no regime do Apartheid.

Por diversos momentos o filme expõe certas fraquezas, e atitudes certamente humanas que nos parece improvável a essa figura. O longa nos mostra o lado paquerador e mulherengo do jovem advogado que defendia seu povo com anelo, mas passava por problemas conjugais.

Mandela torna-se membro do Congresso Nacional Africano, ao enxergar sua luta justa por direitos em um estado que privilegia descendentes europeus e discrimina os nativos. O movimento passa a combater o estado com violência, quando estes passam a reprimir as manifestações com armas de fogo.

Os ataques acarretam em seu julgamento como terrorista, e sua prisão. Nesse logo período sua esposa e filhas tornam-se vozes fortes do movimento. Mas é também quando o filme passa a nos mostrando seguidas cenas difíceis de serem assistidas, como confrontos civis e atos de tortura como vingança.

Com o tempo Nelson torna-se estimado e importante para o governo que oprime seu povo, pois reconhecem seu poder de influência.

O filme também nos apresenta recortes de cenas reais, reportagens, passeatas e outros momentos que marcaram esse período. A interpretação de Naomie Harris como sua esposa Winnie Mandela merece destaque, assim como a do próprio Idris Elba como Mandela.


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Estamos quase no fim do desafio deste ano, falta apenas 4 filmes para fechar essa lista. Mas calma que essa despedida será bem legal.

Até mais!

Hey!

Essa já é a ultima semana de Novembro, isso significa que estamos em reta final para o desafio cinematográfico de 2017.

Essa é a hora em que você precisará intensificar suas pesquisas, dependendo dos filmes que ainda não assistiu. Mas calma, que para ajudar, decidimos fazer nessas ultimas semanas do ano mais alguns guias. Com os temas que acreditamos dar um pouco mais de trabalho para serem encontrados.

Como você já deve ter visto no titulo do post, vamos indicar 5 filmes que se passam em épocas diferentes. Esse item na verdade não era um dos mais difíceis, mas está aqui por conta do grande leque de variedades.

Filmes sobre viagens no tempo, com saltos curtos ou longos. Filmes que se dividem em duas narrativas. Ou simplesmente filmes que acompanham uma trajetória durante anos.

E foi pensando nessa variedade que formei essa lista:

Confira:

 

Cloud Atlas: A viagem (Tom Tykwer, Lilly Wachowski e Lana Wachowski – 2012)

O longa baseado na obra de David Mitchell, Atlas de nuvens, foi a minha escolha para o desafio. O filme conta com quase três horas de duração, e por muitas vezes pode soar um tanto quanto confuso. No entanto a caracterização das personagens e o entrelaçar das histórias faz do filme uma boa produção.

O filme lhe carregará entre 8 histórias em ambientadas em diferentes épocas, de séculos passados até aqueles dos quais a luz nem sequer começa a aparecer. Você pode saber um pouco mais por aqui.

 

The Age of Adaline: A Incrível História de Adaline (Lee Toland Krieger, 2015)

O drama romântico que ganha uma pitada de ficção cientifica, quase de fantasia, pode ser uma ótima escolha para você, que assim como eu, é atraído por histórias de amor.

Adaline Bowman (Blake Lively) constrói sua vida e sua família encantada pelo matrimonio. Mas as coisas mudam após sofrer uma perda e em seguida passar por um acidente que muda sua vida. O corpo de Adaline passa por um estado de conservação, de forma que pala passa a ter a aparência de 29 anos por décadas e décadas.

Com tantos anos de vida, observando a virada do século, acumulando vasto conhecimento em sua mente, e observando os outros a sua volta envelhecendo, Adaline passa a se esconder a exposição que poderia levar sua vida a ruína, e dos relacionamentos lhe parecem não ter futuro.

 

Uma longa jornada (George Tillman, Jr. 2015)

Mais um romance para lista (eu sei).

O filme adaptado do livro de mesmo nome, escrito por Nicholas Sparks, faz uma analise sobre como as formulas para que um relacionamento dê certo, não mudam tanto, independente da época.

Aqui conhecemos Sophia (Britt Robertson), uma universitária empenhada em crescer no ramo das artes visuais, e Luke (Scott Eastwood) um cowboy que segue os passos do pai e batalha para se destacar nos rodeios e manter a fazenda da família. Em certo momento, seus caminhos se cruzam com o de Ira Levinson (Alan Alda), um senhor de 91 anos que luta pela vida.

Sophia torna-se próxima a Ira, que por sua vez vira seu confidente e compartilha com ela sua história de vida, e os dias difíceis ao lado de sua amada Ruth (Oona Chaplin) — onde a narrativa se divide —, que acabam levando a jovem a repensar seu relacionamento com  Luke, em conflito de interesses.

 

Linha do tempo (Richard Donner, 2003)

Um grupo de alunos trabalha sob a supervisão do Professor Johnston (Billy Connolly) em um em um sítio arqueológico na França. A exploração e o interesse desconhecido, leva o professor até os responsáveis, a International Techonology Corporation, para obter informação. Os alunos prosseguem com os trabalhos até que se deparam com uma tumba de mais de 600 anos.

A surpresa ocorre quando em seu interior é descoberta uma lente bifocal, junto a uma carta escrita pelo próprio Johnson pedindo ajuda. Assim seu filho e outros alunos empanham-se em voltar para os tempos feudais e trazê-lo de volta do século XIV.

 

De volta para o Futuro (Robert Zemeckis, 1985)

Um dos muitos clássicos dos anos 80 e influente na cultura pop, o filme de volta para o futuro acabou fazendo tanto sucesso que rendeu mais 2 filmes na época, e como novidade, ano que vem (2018) a franquia voltará paras as telas com o 4º filme.

Nessa produção Marty McFly (Michael J. Fox) aciona uma máquina do tempo construída pelo cientista Doc Brown (Christopher Lloyd), que o transporta até a década de 50. Entre os muitos desafios enfrentados por McFly nessa viagem, estão a difícil tarefa de voltar para a casa, e a missão de fazer com que seus pais não deixem de ficar juntos, caso contrário ele deixará de existir.


Essas foram as indicação para hoje. Mas se você ainda não se interessou por nenhum dos filmes, não esquenta, afinal agora você já tem uma ideia sobre que tipo de temas pode procurar.

Nos vemos em breve! Abraços.

Okay, meu resumo do desafio dos 52 filmes de Outubro acabou tendo um atraso prolongado, mas, estou aqui agora para entregar o relatório do mês passado, onde pude assistir muita coisa legal.

Sem mais delongas — porque né — aqui estão os 5 filmes das 5 semanas de outubro.

40. Um drama LGBT – Moonlight: Sob a Luz do Luar (Barry Jenkins, 2016)

Vencedor do Oscar de Melhor Filme de 2017, Moonlight acompanha a vida de Chiron (mais tarde conhecido como Black) , que cresce em uma comunidade carente em Miami, e acaba por se aproximar de um traficante que cuida dele sempre o menino deseja fugir das difíceis situações em casa.

O ponto de transformação da personagem ocorre claramente quando Chiron (Ashton Sanders) tomado por raiva e angústia, somadas de sua trajetória, decide revidar a quem o oprime. Depois disso, o reencontro com a personagem, já mais velho interpretado pelo ex-jogador Trevante Rhodes, mostra-nos Black em uma posição completamente oposta, e os esclarecimentos de como ele chegou até ali vem por meio de diálogos em reencontros bastante esperados.

Apesar de ter sido minha escolha para esse tema, confesso que não senti que o filme atendeu inteiramente as minhas expectativas. Moonlight soube sim jogar uma luz sob uma realidade vivida por muitas pessoas — a pressão de assumir uma posição ou um comportamento como forma de “atender ao padrão” ou viver a sua própria essência —, soube retratar bem o cenário de uma família corrompida pelo vício, e o amadurecimento precoce diante de certas situações.

Mas o filme explora timidamente a orientação da personagem, que dispõe de poucos momentos de autodescoberta. Por fim, Black se mantém conectado a um único fato que o impactou, e que na realidade nem mesmo ele parece saber o porquê, em um misto de tristeza e uma possível renovação.

41. Uma distopia filmada antes dos anos 2000 – Brazil: O Filme (Terry Gilliam, 1985)

Em um lugar onde a tecnologia e questões burocráticas mostram-se como fornalhas para a sociedade, em meio a um regime totalitário, onde aqueles que se opõem contra a forma de governo são tratados como terroristas e passam por um assombroso processo de “recuperação”. Sam Lowry (Jonathan Pryce) que se mostrava confortável em sua posição de trabalho, dispõe de sua sorte e dos meios ao seu alcance para encontrar Jill Layton (Kim Greist), uma mulher que se assemelha a figura de seus sonhos fantasiosos. Jill Layton por sua vez confronta todo esse sistema atrás de justiça.

Confesso que achei o filme um tanto quanto confuso. É um universo muito complexo que apresenta diversas questões, tanto que durante a primeira hora do filme (que possui 2 horas) a personagem principal trilha seu caminho de forma lenta, quase como uma apresentação, para que então só depois a ação comece, finalizando de forma grandiosa.

Isso não chega a ser ruim, já que nada na história ocorre em vão. Mas, o ritmo pode acabar dando uma desanimada.

Mas é claro que o filme tem o seu valor, o título Brazil não lhe foi dado por um acaso, nem só pela trilha sonora que contém Brasileirinho e também ritmos de Bossa Nova. O longa teria sido inspirado na ditadura militar brasileira — uma distopia real.

42. Um filme com personagens criando um filme secundário – Saneamento Básico: O Filme (Jorge Furtado, 2007)

Em Linha Cristal uma cidadezinha de colonos italianos na serra gaúcha, moradores se reúnem para discutir formas de exigir que o prefeito construa uma fossa para o tratamento do esgoto local. Após ser informada de que a prefeitura não tem condições de arcar com a obra, mas possui um crédito de R$ 10 mil para a produção de um vídeo, Mariana (Fernanda Torres) orientada pela secretária do prefeito, enxerga nessa situação a oportunidade para arrecadar fundos para a obra.

O filme constrói comédia em cima de situações cotidianas, e às vezes diálogos despretensiosos, que aproximam a trama da realidade. A forma como as personagens se esforçam para entender como funciona a estrutura de um filme, e até mesmo a confusão diante de alguns termos garantem boas risadas. O longa também reversa um espaço para analisar a política e as relações familiares.

Além do elenco desse trazer grande nomes do cinema nacional, como a já citada Fernanda Torres,  Wagner Moura, Camila Pitanga, Bruno Garcia, Lazaro Ramos, e outros.

43. Um musical contemporâneo – La la Land: Cantando Estações (Damien Chazelle, 2016)

Já que assisti Moonlight, por que não assistir La La Land? Que era um forte candidato ao Oscar de Melhor Filme do Ano, e se envolveu em uma confusão na premiação.  

Sebastian (Ryan Gosling) é um pianista apaixonado por Jazz clássico, que sonha com uma forma de não deixar essa arte morrer. Mia (Emma Stone) se desdobra entre seu emprego em um café e as audições pelas agências de Los Angeles, visando seu sonho de Atuar. Os dois se aproximam e passam a conhecer um pouco do universo do outro, até que se apaixonam.

Diferente de alguns musicais pelos quais clamamos por mais falas e menos músicas, La la Land é encantador desde a primeira cena em um congestionamento. A trilha sonora além de construir a história e nos apresentar toda a trama, também conecta-se de forma fluida com as falas e os cenários.

O filme, apesar de gracioso, apresenta um retrato das dificuldades encontradas quando nos propomos a seguir nossos sonhos. O distanciamento do ideal, as relações postas em jogo, e aquelas pessoas que marcam a sua vida, tudo isso sob o céu da Califórnia.

Se você tem interesse em saber mais sobre a história, suas referencias e tudo mais, o Gusta fez uma resenha aqui no blog meses atrás sobre esse musical.

44. Um filme que você tinha medo quando criança – Brinquedo Assassino (Tom Holland, 1988)

Antes de qualquer coisa fiquei me perguntando que tipo de criança desejaria um brinquedo feio como aquele, mas então me lembrei do boneco do fofão.

Tudo começa quando um criminoso muito procurado é abandonado por seu comparsa e morto por um policial, porém ele não era um criminoso qualquer, o cara tinha conhecimentos de magia, e após jurar vingança transfere sua vida para um brinquedo. E assim, Andy Barclay (Alex Vicent) um garotinho de 6 anos apaixonado pelo “Cara Legal” acaba tendo um serial killer em seus braços.

Brinquedo Assassino é o filme que acabou dando origem à franquia do Chucky. Essa peste aterrorizava qualquer criança que se deparava com seus comerciais no SBT. Hoje em dia, as histórias do boneco assassino ficaram ainda mais densas e bizarras, e é também por esse motivo que escolhi o filme de 1988.

O filme conta com algumas cenas de efeito exageradas, algumas que chegam à ser engraçadas — confesso que me senti superando uma barreira por conseguir rir desse filme — , mas há também uma certa tensão sob quando o brinquedo esboçará alguma reação.

Por hoje é só, Até mais 😉

Oi internet, tudo bem?

Dando continuidade ao nosso clima obscuro deste mês, trazemos para vocês mais um dos nossos guias para o desafio cinematográfico. Dessa vez recheado de mistério no item Thrillers adolescentes.

Filmes adolescentes existem aos montes; bons ou ruins, longas ou curtas, simples ou complexos. Desde “Curtindo a vida adoidado”, Hollywood tomou muito interesse pelos conflitos típicos da adolescência rendendo ótimos filmes, como o já citado. Porém desta vez nos focamos nos adolescentes que, além dos conflitos típicos tem de lidar com muita coisa que, em tese, é para adultos.

Aliens, super poderes indesejados, homicídios, governos autoritários todo o tipo de coisa torna a vida deste jovens mais complicada e mais intrigante para a platéia. Thrillers adolescentes são muito versáteis e muitos dos conflitos são intimamente ligados a idade em questão, por isso são ainda mais assustadores quando colocados na tela.

Os thrillers tem essa capacidade de atrair também os fãs de suspense e inclusive muitos dos temas aparecem em ambos os gêneros. A diferença de thriller para suspense, entretanto,  está na carregada carga de cenas de ação, além da construção de plots. O thriller pode assumir também um caráter psicológico. O suspense, por sua vez, foca mais em prender a atenção por meio da curiosidade, e na maior parte das vezes tem um ritmo mais lento.

E essas são nossas indicações

Paranoia (D.J. Caruso, 2007)

Este é o filme que equilibra perfeitamente thriller e suspense, indo na fronteira dos dois gêneros. A história gira em torno do garoto Kale (Shia Labeouf) que é condenado a prisão domiciliar por um tempo determinado. É verão e ele está preso em casa, como consequência, acaba espiando os vizinhos com um par de binóculos. Ele vê a bonita vizinha que acaba de chegar no bairro, mas acaba também espiando muito mais do que esperava quando ele acredita ver um dos seus vizinhos cometendo um assassinato. Quando isso ocorre o filme nos leva a uma espiral de loucura enquanto Kale tenta provar o assassinato que supostamente viu.

O filme conta com umas das melhores interpretações de Shia Labeouf e é repleto de momentos arrepiantes, logo ali na iminência do susto, o diretor D. J. Caruso soube deixar o espectador nervoso, por bons motivos. Pelas referências e pela atmosfera do filme é perfeito para os fãs de Hitchcock e os que gostam de filmes antigos de detetive.

 

Poder sem Limites (Josh Trank, 2012)

Em seu longa de estréia, Josh Trank revolucionou o gênero de thrillers adolescentes aumentando as expectativas, a qualidade e trazendo novas histórias e fronteiras, ao usar uma forma diferente e original — o found footage — de contar a história. Os improváveis amigos Andrew (Dane DeHaan), Steve (Michael B. Jordan) e Matt (Alex Russell), que poderiam ser qualquer garoto normal, encontram um segredo escondido que os dá super poderes como voar, telepatia e outras coisas. Porém, as coisas tendem a desandar quando Andrew começa a usar seus poderes como forma resolver seus problemas pessoais.

Tal sinopse tão simples esconde uma genialidade na atuação por parte de Dane DeHaan, que o alavancou a uma carreira grande em Hollywood, mas também a forma como os garotos tem suas personalidades desenvolvidas é muito bem coordenada por Trank, que a todo momento entrelaça isso ao derradeiro final. Podemos dizer que, de certa forma, Trank “em uma tacada só” inovou os thrillers adolescentes e os filmes de super herói, e o fez como uma fotografia e uma noção do uso dos efeitos impecável.

 

Carrie, a estranha. (Kimberly Peirce, 2013)

Carrie é a garota estranha da classe, filha de uma mãe extremamente rígida e religiosa. Não é permitido que ela conheça seu próprio corpo e ela é obrigada a aguentar longos períodos trancada no armário, como medida punitiva. Mas de uma coisa ninguém sabe, a garota tem telecinese, ou seja, ela é capaz de mover objetos com sua mente. Neste cenário, ela se torna alvo de uma brincadeira cruel, que com certeza não acaba bem.

(Brian De Palma, 1976)

A história de Stephen King e da garota envergonhada, porem super poderosa já é parte da cultura dos filmes de terror. King soube como ninguém enrolar temas do suspense e temas adolescentes tão bem. A Carrie (mais recentemente interpretada por Chloe Grace Moretz)  incorpora uma série de angústias adolescentes, que eventualmente explodem. O filme de 2013 atualiza a história para as plateias mais modernas, trazendo inclusive novas discussões tão em voga atualmente, mas também o original de 1976 não pode ser ignorado.

 

Boy 7 (Lourens Blok, 2015)

O filme se baseia em um romance “Young Adult” europeu que aparentemente foi um best seller, por aqui não podemos encontrar nem tradução. Sam (o boy7 do título) acorda no metro sem nenhuma memória do que aconteceu,e com uma garota ao seu lado que também parece estar na mesma situação. A partir daí, os dois se unem para compreender o mundo em que vivem e como eles estão conectados a um enorme plano que envolve traição, controle e oficiais do alto escalão de um governo despótico e autoritário.

(Existe uma outra versão do filme, curiosamente lançada no mesmo ano)

O filme, por ser europeu, tem uma estrutura muito diferente do que se encontra em muitos dos outros filmes aqui neste guia. Desde a forma de contar a história até cenários e características de alguns personagens, porém não deixa de ser um filme ótimo para fãs de distopias, em especial aquelas voltadas ao público Young Adult, como Jogos Vorazes. Boy 7 equilibra bem a trama política, as próprias indagações do protagonista e trama romântica, se tornando uma ótima opção.

 

Na toca do Tigre (Tom Daley, 2015)

Esse thriller mescla a ação esperada com um toque psicológico por sua tensão constante no ar, e  desconfiança que gera nos telespectadores e na protagonista. Aqui temos Kelly (Kaya Scodelario), uma ginasta afastada por lesão, que possui o romântico habito de fugir para casa de seu namorado a noite, sem que ninguém saiba.

No entanto, em uma noite fatídica a casa de seu namorado é invadida por aparente assaltantes, de sangue frio. Kelly possui a sorte de não ser notada, e com isso precisa arranjar meios de salvar sua vida e talvez a dos outros também, em meio a uma verdadeira caça dentro de casa.

 

I am not  a serial killer (Billy O’Brien, 2016)

“Eu não sou um serial killer” é a historia do garoto John Cleaver (Max Records), além dos conflitos da sua idade, que envolvem conflitos na escola, John é um sociopata diagnosticado. Ele vive sob rígido auto controle, regras para que não deixe escapar o monstro que vive dentro de si. Porém, ele é forçado a perder o controle quando assassinatos dignos de um serial killer começam a acontecer na sua cidade. O garoto precisa liberar sua escuridão interior.

Eu confesso que não vi este filme, e só o descobri a pouco tempo, mas desde a sua ideia inicial, ou seja, a de que o monstro não esta do lado de fora, e sim de dentro, o filme me pareceu interessante. Por aí, John encarna os problemas de sua idade carregando-os para uma escuridão sem fim. A produção Anglo-Irlandesa se destaca pelo seu visual sombrio, aterrado em neve que parece sufocar e a todo momento pressionar seu protagonista. Vemos, só pelo trailer, o semblante pesado do jovem Max Records (Onde vivem os monstros) que tem sobre seus ombros o peso dessa escuridão.

A quinta onda (J. Blakeson, 2016)

Em “A quinta onda” os aliens chegaram, porém não vieram em paz. Eles, “os outros”, querem destruir a Terra, com um plano para exterminar os humanos. Quando encontramos a protagonista Cassie (Chloe Grace Moretz) ela e os outros humanos se preparam para a quinta onda, após o desligamento de todos os eletrônicos, uma série de terremotos e cataclismas, uma epidemia incontrolável de vírus da gripe modificado pelos Outros. A partir dai, Cassie é separada de seu pai e seu irmão mais novo e forçada a acha-lo para ao menos se proteger do que pode vir.

“A Quinta Onda” é esperto ao não se comparar a outros filmes apocalípticos nos quais o protagonista quer salvar o mundo, Cassie somente deseja salvar seu irmão, porém a todo momento ela se vê em situações de vida ou morte quando percebe que Os Outros estão mais próximos do que imagina. A propria Chloe Moretz inclusive é um dos grandes trunfos do filme, a menina atua e leva todo o elenco a outros níveis. Ótima combinação do Thriller adolescente com filmes apocalípticos.

 

A Babá (McG, 2017 – Netflix)

Com certeza “A babá” foi uma das melhores subversões deste gênero que vi este ano. A história da relação do garoto Cole (Judah Lewis) que apesar de ter 12 anos ainda tem uma babá, Bee (Samara Weaving), é virada de ponta cabeça quando o garoto decide ficar acordado ate mais tarde. Ele encontra a babá e um grupo de adolescentes  ( Hana Mae LeeAndrew Bacharel, Bella Thorne e Robbie Amell ) realizando o que parece ser um ritual satânico e não demora muito para Cole perceber que ele é parte do ritual. Quem optar por este filme fique avisado: não é um filme para ser levado a sério.

Assim como no seu clássico moderno, As panteras, o diretor McG recheou este filme de ironias e humor negro, a todo momento ele brinca com estereótipos tão característicos do gênero de suspense, como os típicos adolescentes, que aqui de vítimas, se tornam caçadores. O jovem Cole aparece como herói inusitado, envolvido em circunstancias estranhas e provocando um final surreal, o filme diverte sem o menor compromisso com a verossimilhança. Ainda resta falar da belíssima fotografia que sustenta a atmosfera que tudo ali muito bem poderia ser o sonho surreal de um pré adolescente.

 

iBoy (Adam Randall, 2017)

A trama de iBoy se desenvolve a partir de um ponto chave que entrega ao protagonista um elemento a mais para o seu desenvolvimento. Após ser baleado enquanto, por meio de um celular, buscava pedir ajuda para socorrer sua amiga Lucy (Maisie Williams), Tom (Bill Milner) passa por uma difícil recuperação, e precisa lidar com a informação de que fragmentos de seu smartphone ficaram instalados em sua mente.

É quando então, Tom começa a notar a capacidade de usar sua mente como um poderoso computador, capaz de hackear praticamente toda tecnologia a sua volta. Ele se agarra a esse artificio para se vingar da gangue que atacou a família da garota que ele ama. Isso o leva a descobrir um grande esquema criminoso local, ao mesmo tempo que Lucy se vê encantada por sua identidade secreta.

 

Death Note (Adam Wingard, 2017)

Esse item dispensa apresentações para muitos. Death Note é um consagrado mangá de Tsugumi Ohba, que em 2017 ganhou sua versão ocidentalizada para a Netflix, e nós ja falamos dessa versão aqui. Esta nova versão é inevitavelmente colocada como thriller adolescente, porém o toque interessante aqui esta nos elementos que são herdados da trama original vinda dos mangás.

Dentre outras coisas, os questionamentos sobre a moralidade e as escolhas de Light (Nat Wolff), o garoto que encontra o poderoso livro, permitem que o espectador acostumado a dualidade bem e mal reveja alguns conceitos, aqui nos estamos diante de uma oposição entre duas ideias. A de Light que acredita que o mal deve ser punido e a de L (Keith Stanfield) que acredita que o “Vingador ou Justiceiro” (na história chamado de Kira) é tão mal quanto os homens que persegue.


Espero que vocês tenham gostado! Não deixe de nos indicar mais filmes do gênero caso conheçam algum.

Oi!

Decidi que seria legal tirar um mês só para os itens de diferentes nacionalidades do desafio dos 52 filmes. Como eu já havia cumprido o desafio de um filme europeu meses atrás, ficou mais fácil distribuir os 4 filmes restantes.

E posso dizer que foi uma experiência muito boa, além de observar um pouco os aspectos de diferentes culturas, também pude ver com mais atenção os contrastes na forma de atuar, ou contar uma história.

Sem enrolar mais, confira o que eu assisti!

36. Uma produção da Oceania – BOY (Taika Waititi, 2010)

Uma produção da Nova Zelândia que se passa no auge dos anos 80, onde Boy (James Rolleston), um garoto de 11 anos, vive com sua avó, seu irmão mais novo Rocky (Te Aho Eketone-Whitu), e alguns primos no interior do país. Entre todas as coisas que Boy venera, Seu pai e Michael Jackson disputam o topo. Porém apesar de toda sua admiração, na realidade pouco se sabe de se pai. O garoto guarda imagens de coisas que lhe foram contadas e outras das quais ele imagina, sendo que a única verdade é que seu pai foi preso um dia.

Quando a avó do garoto precisa partir para um funeral, Boy se vê a frente da responsabilidade de cuidar das outras crianças. E é quando surpreendentemente seu pai Alamein (Taika Waititi) reaparece, acompanhado de sua “gangue“, atrás de algo que deixou para trás. Nos dias que se seguem o jovem busca dar o seu máximo para não desapontar seu pai, e se igualar a ele, por acreditar que ambos possuem potencial. Logo, Boy percebe que tudo aquilo que ele acreditava sobre o pai estava completamente errado.

O filme conseguem manter um bom equilíbrio entre o drama e a comédia. A trilha sonora local acrescenta um clima especial. Em alguns momentos Rocky parece ser mais carismático do que o próprio protagonista, muito por seu isolamento e sua crença de que carrega super poderes. Mas no geral, o desdobramento de Taika Waititi como diretor e ator é assertivo.

37. Uma produção da África – Lunch Time Heroes (Seyi Babatope, 2015)

Disponível na Netflix*

Nessa produção da Nigéria acompanhamos Banke (Diana Yekinni), uma jovem que acaba de ser direcionada para ser professora estagiária em uma escola de elite do país, rigorosa quanto aos métodos de ensino e seus resultados. No entendo sua presença não é bem vinda pela vice-diretora Williams (Dakore Akande) e os demais professores da instituição. De modo que ela chega a passar dias sem obter qualquer tarefa. Para lidar com a ansiedade e frustração, Banke cozinha, algo admirado por seus colegas de alojamento.

Ela encontra sua grande chance quando a escola é selecionada para participar de uma importante competição interescolar. Enquanto os professores trabalham com os melhores alunos em debates, atletismo e a feira de ciências, Banke se vê encarregada de tomar conta das crianças não selecionadas e consideradas sem aptidão.

Conquistar essas crianças não é fácil, mas ela encontra em seu talento na culinária uma chance de captar suas atenções e ensina-las a acreditar em suas capacidades. Porém mal sabe ela até onde isso pode a levar.

O filme apesar de simples carrega uma atmosfera gostosa de ser assistida. lógico que não há como esperar uma mega produção a nível hollywoodiano, e o filme carece em alguns pontos. Mesmo assim o discurso de persistência e resiliência é motivador.

 

38. Uma produção do Oriente médio – Tempestade de Areia (Elite Zexer, 2016)

Suliman (Hitham Omari) é um pai e marido fiel às tradições praticadas no sul de Israel. Ainda assim mostra-se confidente de Layla (Lamis Ammar) sua filha mais velha que sonha seguir com os estudos e entrar em uma universidade. Enaquanto Jalila (Ruba Blal), sua esposa, cuida dos procedimentos para o casamento do marido com uma segunda mulher, ela descobre o envolvimento de Layla com um garoto da escola.

Por mais que Layla afirme seu amor por Anuar (Jalal Masrwa), este relacionamento jamais seria bem visto, por ele fazer parte de outra tribo. Ela acredita que seu pai a entenderá e lhe dará apoio. Entretanto, ele está cuidando dos acordos para o seu casamento com um homem da região.

Jalila tenta se certificar de que está sempre fazendo o melhor para proteger suas filha, e busca uma boa solução dentro das regras da sociedade. Mas acaba pagando um preço amargo por se expressar. Resta a  Layla se questionar até que ponto ela seria capaz de romper com sua família e embarcar em um caminho sem volta.

O filme carrega muitos elementos culturais interessantes para aqueles que gostam de conhecer sempre um pouco mais. A conclusão do filme da a entender que esses dilemas sempre existirão, e que com Tasnim (khadija al akel) irmã mais nova de Layla, também existirão problemas quanto ao dever e o sentir.

39. Uma produção da América do sul – Medianeras (Gustavo Taretto, 2011)

Essa produção sensível e poética do cinema argentino levanta uma critica sobre o efeito de metropolização e estrutura visual das cidades, da forma como a tecnologia e as invenções criadas para garantir um maior conforto afetam o estilo de vida humano, e como barreiras  de relacionamentos foram levantadas com o passar dos anos.

Martin (Javier Drolas) mora sozinho em um apartamento pequeno, e tem como companhia uma cadelinha deixada para trás por sua ex-namorada. Ele sofre com crises de pânico, e por conta disso passa a maior parte do dia dentro de casa, onde também trabalha como web designer. A internet deu a ele a capacidade ter acesso a praticamente tudo o que ele precisa, porém ele começa a pensar que esta na hora de voltar a se relacionar mais pessoalmente com as pessoas.

Mariana (Pilar López de Ayala) é formada em arquitetura, só que não exerce a profissão, em vez disso trabalha organizando vitrines de lojas, e dessa forma consegue se expressar. Ela voltou a morar em seu antigo apartamento após o rompimento de uma relação de quatro anos. Agora luta contra a incerteza de voltar a se envolver e outros traços de fobia.

Ambos se sentem perdidos e sozinhos em uma cidade grande, dividindo semelhanças sem nem mesmo se conhecer. O filme conta com a narrativa das personagens para sua construção, em meio a reflexões e relatos. Até mesmo o numero reduzido de diálogos parece proposital para reforçar o isolamento.

Por hoje é só 😀
Abraços e Até mais!

:)