Hey! Chegou a hora de contar pra vocês o que eu andei assistindo para cumprir nosso desafio cinematográfico aqui do blog. O post conta com os itens desses últimos dois meses, por isso ficou um pouco extenso. Mas espero que gostem e consigam pegar dicas legais de filmes para assistir.

VAMOS LÁ?

14. Indicado ao Oscar por melhor roteiro – Ex_Machina (Alex Garland, 2015)

O filme foi indicado ao Oscar de melhor roteiro em 2016, mas perdeu para Spotlight, nele somos apresentados a Caleb (Domhnall Gleeson) um programador que é contemplado em um concurso onde ele trabalha e é levado até a mansão secreta de Nathan Bateman (Oscar Isaac) um renomado e inovador cientista, dono da empresa.

Ao chegar no local Caleb descobre que está lá na verdade para participar de experimentos com a nova criação de Nathan. Uma robô dotada de inteligência artificial chamada Ava (Alicia Vikander), que junto a ele é submetida ao teste de Turing — que visa medir a capacidade de uma máquina em desenvolver raciocínio humano, ou levar uma pessoa a desacreditar está interagindo com uma.

Fato é que o filme carrega isso muito bem, tanto que por diversos momentos me peguei assim como Caleb, criando empatia e preocupação pelo confinamento da máquina. O roteiro conseguiu mexer com a minha mente, me levando a acreditar em uma faceta por boa parte da história, e me surpreendendo muito no final.

Eu havia ouvido comentários de algumas pessoas que não curtiram tanto o ritmo do filme. Mas na minha opinião, tanto o ritmo como os diálogos soturnos contribuíram muito na criação do suspense instalado no longo.

15. Um filme vencedor do Framboesa de Ouro – Tartarugas ninjas (Jonathan Liebesman, 2014)

Em 2015 tartarugas ninjas roubou a cena se destacando na premiação do Framboesa de Ouro, por ter tido várias indicações como pior filme e pior diretor, mas se elegendo apenas na categoria de pior atriz coadjuvante por meio da Megan Fox.

Fato é que o filme não traz diálogos tão profundos e uma boa interação entre os personagens como se espera de um filme sobre super heróis. Além da leve modificação no temperamento e físico das tartarugas, que foram tão presentes na infância de várias pessoas. O filme parece tentar se equilibrar entre uma história que irá agradar um público mais jovem e ação para os adultos, mesmo assim consegue entreter.

Neste longa a repórter April O’Neil (Megan Fox) se mostra descontente com sua posição atual na emissora e busca noticias maiores para apresentar. Ao se deparar com um roubo de carga no porto, e a forma como a ação foi impedida, ela passa a investigar a existência de um suposto vigilante na cidade.

Logo, ela se cruza com Rafael Alan Ritchson), Leonardo (Pete Ploszek), Michelangelo (Noel Fisher) e Donatello (Jeremy Howard), tartarugas mutantes que vivem em nos esgotos da cidade, e foram criadas educadas pelo Mestre Splinter (Danny Woodburn), um rato que domina a arte do kung-fu. O caminho das tartarugas e da repórter April se mostra mais interligado do que eles imaginam, sendo que precisaram se unir, contando ainda com a ajuda do câmera Vernon (Will Arnett) para derrotar aquele que está por trás de sua criação, pois ele carrega objetivos malignos.

16. Um filme baseado em uma história real – Na natureza Selvagem (Sean Penn, 2007)

Christopher McCandless (Emile Hirsch) um jovem recém-formado na faculdade, decide que quer mais liberdade para sua própria vida, e para cumprir este objetivo decide largar absolutamente tudo que remete a vida de riqueza dos pais e se atirar em uma jornada rumo a respostas para si mesmo.

Durante sua caminhada pela Dakota do Sul, Arizona, Califórnia e Novo México, ele conhece pessoas que acrescentam algo em sua vida, e faz amizades verdadeiras. Quando então decide ir rumo ao Alasca, para viver em completa função da natureza, encontrando abrigo em um ônibus.

O filme é baseado na real experiência vivida por Christopher McCandless, também conhecido como Alex Supertramp, nome que ele adotou em sua jornada, as cenas foram retiradas dos relatos em seu diário, e dos segredos revelados por sua irmã e um livro.

O ator Emile Hirsch surpreende com sua entrega e interpretação. É uma filme que sem dúvida mexe com o emocional.

17. Um filme que tenha uma única palavra ou verbo como título – Nerve (Ariel Schulman e Henry Joost, 2016)

Apesar do título brasileiro acrescentar a frase “Um jogo sem regra” ao título, originalmente ele é chamado apenas por Nerve, e é baseado na obra de Jeanne Ryan.

Vee DeMarco (Emma Roberts) está vivendo seus últimos dias de ensino médio e fazendo planos para a faculdade, quando então fica sabendo sobre o jogo, inicialmente por sua amiga Sydney (Emily Meade) disposta a cumprir os desafios e ganhar popularidade. Após um desentendimento entre amigos, Vee decide acessar o jogo para provar que pode ser mais do que uma garota que vive à sombra dos outros.

O jogo — é muito black mirror — funciona da seguinte forma: Os participantes são divididos em observadores ( seguidores), responsáveis por designar desafios, e jogadores que estão ali para cumprir. A acessar o jogo todos os dados dos competidores de redes sociais até contas bancárias são coletados, e usados com guias para inspirar os desafios. Ao completar uma prova, um valor em dinheiro lhes é depositado.

Ao passo que a disputa se aproxima de uma final pelo grande vencedor, os desafios passam a ficar mais intensos e arriscados, pondo suas vidas em risco, um dos motivos pelos quais Tommy (Miles Heizer) amigo de Vee se empenha em investigar o jogo e convencê-la a desistir, enquanto ela se aventura pela cidade com Ian (Dave Franco) um participante que ela conhece em seu primeiro desafio e se alia no segundo, mas o que ela não sabe é que ele carrega um segredo ligado ao jogo.

O filme consegue fazer uma crítica legal em cima do poder que as pessoas encarnam no anonimato, e de certa forma também sobre o fenômeno da buscar por aprovação na internet.

18. Um filme dirigido e roteirizado por mulheres – Very good Girls : Garotas Inocentes (Naomi Foner Gyllenhaal, 2013)

O filme roteirizado e dirigido por Naomi Foner Gyllenhaal, que conta com a composição de Jenny Lewis para trilha sonora, nos mostra a vida de Lilly (Dakota Fanning) e Gerry (Elizabeth Olsen) que são duas amigas inseparáveis que encaram juntas o processo para ingressar na vida adulta.

Gerry sonha em conseguir reconhecimento como cantora e compositora, enquanto Liliy se prepara para entrar em uma universidade. Juntas, após o primeiro verão depois de formadas, elas decidem que está na hora de que a primeira vez de ambas ocorram, e que deve ser antes do fim da estação. Mas a amizade delas passa a ficar em risco sob os olhos de Lily que se vê apaixonada pelo mesmo garoto que a amiga, e decide que o melhor a fazer é protegê-la dessa revelação.

Além do interesse mútuo por David (Boyd Holbrook), problemas familiares tornam tudo ainda mais difícil para elas, nesse período de autoconhecimento, amadurecimento e paixão.

O filme consegue trazer uma boa perspectiva sobre as ligações e relacionamentos humanos. Ao ponto que os personagens passam por cima de deus próprios problemas para garantir o bem estar do outro. Além de entregar uma visão feminina sobre o sexo.

19. Um curta-metragem – World of Tomorrow (Don Hertzfeldt, 2015)

O curta de animação foi escrito e dirigido por Don Hertzfeldt, e ilustrado por Julia Pott. A produção foi premiada no Empire Award pela categoria de Melhor Curta Metragem no ano de 2016, também foi vencedora e premiado no Festival Sundance de Cinema, e indicado ao Oscar de melhor curta-metragem de animação em 2016.

Na história somos apresentados a Emily, uma garotinha que por volta dos seus 4 anos de idade é visitada por sua “duplicada” mais velha de um futuro bem distante, com o objetivo de lhe mostrar e contar a ela o rumo tomado pela humanidade, e as coisas que podem a aguardar no futuro.

As duas compartilham memorias e sentimentos enquanto viajam pelo espaço no tempo. Mas a forma inocente e encantadora com que Emily encara os assuntos sérios e desgraças eminentes que torna o curta tão especial.

O tempo de duração é de 17 minutos, muito bem distribuídos.

20. Um filme sobre refugiados – A Boa Mentira ( Phillipe Falardeau, 2014)

O filme retrata a jornada que milhões de africanos, principalmente crianças, precisaram percorrer para salvar suas vida em meio a uma guerra civil nos anos 80 (1983). Motivada por religião e recursos minerais, a guerra que pôs o Sudão do Norte contra o Sul, dizimou aldeias e vilarejos pelo país, aumentando drasticamente a porcentagem de órfãs sob a Africa Subsariana.

Logo de início o filme apresenta este conflito, junto com as personagem que iremos acompanhar durante a história. Mamare, Jeremiah, Paul, Abital guiados pelos cuidados de Theo, atravessam o país passando pela Etiópia e por fim o Quênia, uma viagem que os entregam a muitas desgraças pelo caminho. — Um elenco mirim fantástico.

O filme se divide em duas etapas, quando por fim, 13 anos depois reencontramos os protagonistas agora mais velhos ( interpretados por Arnold Oceng, Ger Duany, Emmanuel Jal e kuoth Wiel) vivendo em um campo de refugiados, recebendo a notícia de que terão a chance de tentar uma vida melhor por meio de um programa de acolhimento — responsável por dar oportunidade acerca de 3600 refugiados — porém bastante burocrático.

Além do estranhamento destes irmãos sob uma realidade completamente oposta da deles, o filme dá também uma visão de como os outros tratam esta diferença, o posicionamento das autoridades sobre a situação, o preconceito incubado, mas também o amor e acima de tudo o altruísmo. Infelizmente o filme se perde um pouco nesta segunda etapa ao apresentar a personagem Carrie Davis (Reese Witherspoon) — encarregada de ajudá-los — criando uma leve distância entre a história dos protagonistas, tão marcante no começo. Infelizmente até a imagem da Reese Witherspoon é usada para vender o filme, o que me causou um questionamento.

Mas não deixo de recomendar e muito esta história.

 21. Indicado ao Globo de Ouro – Lion: Uma jornada para casa (Garth Davis, 2016)

Lion ganhou destaque recentemente por suas indicações ao Oscar e ao globo de Ouro, entre muitas outras premiações. E não é só pela minha inclinação a gostar dos trabalhos do Dev Patel que digo que um dos melhores filmes que assisti neste desafio.

Saroo ( Sunny Pawar) nutre um relacionamento gracioso com seu irmão Guddu (Abhishek Bharate), o qual exerce grande carinho e cuidado sob ele. O que contribui ainda mais para que a separação entre dois seja difícil de ser assistida. O pequeno Saroo acaba indo parar a 1600 quilômetros de sua casa, ficando preso em um vagão por dias. Perdido, e sem conseguir se comunicar — pois fala em Hindi e não compreende bengali, idioma local — ele é hostilizado pelas pessoas e se vê obrigado a dormir nas ruas.

Após dois meses nesta situação, e fugindo de pessoas más intencionadas, Saroo é “acolhido” por um orfanato em estado de calamidade, e é registrado como desaparecido. Até que por fim é adotado por um casal na Austrália.

20 anos após todos esses acontecimentos já o vemos como um homem, mudado por não possuir mais tanta ligação com sua cultural natal, vivendo e desenvolvendo planos para sua vida ao lado de sua família. Quando as lembranças sobre seu passado e sobre quem ele é, que de certa forma nunca os abandonaram, voltam em sua mente motivando-o a prosseguir em uma busca incansável.

A singela interpretação de Sunny Pawar é impactante, é possível sentir o quanto ele deu o seu melhor para este papel. A fotografia do filme auxilia e muito na interpretação da história, mostrando como o mundo era grande e amedrontador sob o olhar do garoto. Outro fator de destaque está na preservação dos idiomas locais, que desempenham uma forte influencia na historia.

O olhar cansado de Dev Patel, a representação de como tudo aquilo mexe com sua vida, o carinho e preocupação de Lucy (Rooney Mara), o amor presente de seus pais adotivos. Tudo somado consegue criar um ótimo filme. Baseado em uma história real.

22. Um filme premiado em um festival brasileiro – Colegas (Marcelo Galvão, 2013)

Colegas foi premiado com o Kikito de melhor filme no Festival de Gramado.

O filme que ganha uma narração em forma de fábula, conta a história de Stallone (Ariel Goldenberg), Aninha (Rita Pook) e Márcio (Breno Viola), três amigos decididos a realizar os maiores sonhos de suas vidas. E para isso se juntam em plano mirabolante inspirado nos filmes que costumam assistir na videoteca do instituto para jovens portadores de síndrome de Down onde eles moram.

Ao roubar o carro do Jardineiro (Lima Duarte) e cometer uma série de assaltos para financiar a viagem, os três acabam parando nos telejornais, que dá uma proporção imensa ao caso, enfatizando a condição dos três como o principal problema.

O longa consegue emitir momentos engraçados, tocantes e apaixonantes, e é possível sentir como os três atores crescem ao longo das interpretações. Algumas piadas “não-politicamente corretas à parte”, é um filme que fala sobre a superação de limitações e quebra de estereótipos.

Não deixem de compartilham com a gente o que vocês andam assistindo!
Abraços e até mais.

Se você, caro leitor, que é fã de cinema e não perde um grande lançamento já se perguntou da onde vem a fascinação do cinema com monstros e entidades? Porque o mocinho e a mocinha sempre ficam juntos no final? Entre tantas outras… Seus problemas acabaram! (prometo que não vou vender nenhum produto Polishop).

Nós aqui do blog pensamos em um guia rápido para incentivar o cinéfilo moderno a conhecer e entender melhor as origens da sétima arte. Afinal, desde que o cinema nasceu, como uma atração de luz em circos e até o último mega lançamento da Marvel, ele possui essa capacidade de fascinar o espectador, atrair olhos, congelar mentes. A lanterna mágica (como era conhecido em seus primórdios) tem uma capacidade única de nos cativar, seja com a chegada de um trem ou uma parada dos maiores super heróis da Terra.

A proposta é simples, como seria impossível indexar todos os filmes já produzimos, optamos por um abordagem associada ao gênero fílmico, e escolhemos filmes que não gerem tanta estranheza para uma platéia moderna. Assim chegamos a 4 gêneros: Suspense, Drama, Musical e Arte. Quanto aos dois primeiros, são gêneros consagrados na indústria do cinema desde os primórdios de Hollywood e constituem-se de uma história e narrativas bem delineadas. Como espectadores, são duas das formas as quais estamos mais acostumados.

O terceiro, o Musical, se refere a uma novidade com o aparecimento do cinema sonoro , grande novidade da década de 30, este mesmo gênero que alçou ao estrelato artistas como Fred Astaire e Gene Kelly. Mais cedo neste ano, falamos de La La Land, uma grande homenagem a Era de Ouro dos Musicais.

Apesar de ter apenas seus 100 anos de idade, o cinema já oferece um vasto mar de possibilidades e formas de explorá-lo e conhecê-lo, o gênero é somente uma delas, que escolhemos por ser mais próxima da realidade de todos nós.

Ao leitor que se aventurar por esses mares turbulentos da história do cinema, eu desejo boa sorte e espero ser um bom guia.

Suspense

É um mundo cheio de monstros e criaturas sombrias, incertezas, medos e inseguranças. Nada parece muito certo ou no seu lugar. O suspense fascina pois escancara as contradições do nosso próprio mundo. Ao corajoso fã deste género pode encontrar nestes 4 filmes uma oportunidade de conhecer as origens do medo.

Nosferatu (F. W. Murnau, 1922)

Se há uma gênese do horror moderno, ela está em Nosferatu (ou em O gabinete do Dr. Caligari, filme anterior e realizado em condições artísticas semelhantes). Murnau arregimenta todas as ferramentas disponíveis a sua época para criar calafrios na espinha de qualquer plateia, ao contar a história de um banqueiro levado a remota Transilvânia para colaborar com o misterioso Conde Orlock (Max Schreck) que está em busca de comprar terras.

É impossível negar, tudo que faz um bom filme de terror está aqui, porém por ser muito velho exige uma certa paciência de nossas audiências modernas.

Drácula(Todd Browning; Karl Freund, 1931)

Se há uma gênese do terror hollywoodiano, ela está em (interpretado por Bela Lugosi), que foi capaz de reunir uma diversidade de aspectos que já eram correntes no cinema norte americano. A história é exatamente a mesma de Nosferatu, porém desta vez podemos identificá-lo abertamente com o romance de Bram Stoker.

Desta vez, por já ser um filme falado (os primeiros filmes falados datam de 1927 e 1928), Drácula é mais fácil de assistir, e como consequência teve enorme sucesso de público e se tornou uma herança continuamente readaptado em Hollywood.

Psicose (Alfred Hitchcock, 1960)

Alfred Hitchcock foi especialista em levar calafrios às especialistas por todo uma geração, o diretor se consagrou como um dos grandes neste gênero e poucos tem uma obra tão coesa e interessante quanto a dele (recomendo todos os filmes que você conseguir ver) Porém, a cereja do bolo é sem dúvida a história de Marion Crane (Vera Miles), a secretária em fuga que vê a sua situação ficar ainda mais complicada quando decide parar em um motel a beira de estrada e conhece o estranho Norman Bates (Anthony Perkins).

Drama

Drama (ou melodrama para os íntimos) é a estrutura por excelência do cinema hollywoodiano, o mocinho que se apaixona pela mocinha porém seu amor é dificultado por um vilão malvado e moralmente corrupto. (Essa estrutura fundante da narrativa clássica norte americana aparece desde os primeiros curtas de David Griffith em 1915 e sobrevive até hoje.) Flores, uma atmosfera de romance e longas trocas de olhares entre os apaixonados povoam este universo tão vasto que se faz difícil de mapear.

E o vento levou (Victor Fleming, 1939)

A filha rica da família O’hara, é a principal protagonista deste imortal romance de época do cinema norte americano. Scarlett O’hara (Vivien Leigh) é herdeira de uma plantação sulista que se vê entre duas paixões em meio a guerra de secessão dos EUA (quando o Sul buscava se separar do norte).

Por ter um pano de fundo histórico, o filme se embrenha na fundação dos EUA, mesmo que não se aprofundem nos temas da guerra. A saga de Scarlett em busca de seu amor perfeito ainda é capaz de gerar lágrimas no público contemporâneo (mas se prepare que esse filme é enorme. Boa sorte e leve os lenços).

Casablanca (Michael Curtis, 1942)

Escondido na cidade de Casablanca no Marrocos (domínio nazista da frança ocupada) , o americano Rick Blaine ( no papel que imortalizou Humphrey Bogart) é dono de um pequeno café que é referência e ponto de encontro na cidade. Quando sua ex esposa reaparece casada com um membro da resistência a ocupação, Rick é obrigado a decidir se perde ela de novo ou se ajuda os dois a escaparem dos domínios nazista.

Assim como na obra anterior, são eventos históricos massivos que dão pano de fundo ao romance, porém em face do casal apaixonado sempre. Também como a obra anterior, trilhou um caminho de sucesso e é sessão obrigatória para fãs do gênero.

Hiroshima meu amor (Alain Resnais, 1959)

Simplesmente a obra fundamental de Alain Resnais, que entrelaça uma tragédia histórica com uma tragédia pessoal de um casal, e consegue a partir daí discutir as sobrevivências da memória.

Resnais entrelaça( mudar) as cenas de amor entre um homem japonês e uma mulher francesa, com a rememoração constante da explosão da bomba na cidade de Hiroshima. A bomba parece explodir mil vezes diante dos olhos do espectador e do casal de amantes.

Diferente de “E o vento levou” e “Casablanca”, este se aproxima muito mais do filme de arte, dentre outras coisas porque no embate entre um romance e a própria história, a história acaba prevalecendo e chamando atenção, e também por outras questões técnicas como a preferência do diretor pelo silêncio e pelas tomadas mais longas .

Musical

Com o advento do som, naturalmente vem a música. E com a música vem a dança, vem as cores, vem o movimento e toda a agitação que desde sempre contaminava os palcos da Broadway. O musical, apesar de se assentar posteriormente em Hollywood, traz consigo uma das era mais celebradas do cinema de gênero, a era de ouro acompanha Fred Astaire,Gene Kelly, Julie Andrews entre tantos outros. A atmosfera onírica contamina o cinema das décadas de 40 e 50, após um período de adaptação, e neste momento se produzem algumas das mais inesquecíveis obras. Inclusive, é válida a menção que se faz, a La La Land, que constrói uma homenagem a este cinema de sonhos e ritmo.

Cantando na chuva (Stanley Donnen, Genne Kelly; 1952)

Essa obra imortal e inesquecível fala justamente do período de transição pelo qual os astros e estrelas de uma hollywood muda tiveram que se adaptar ao sonoro.Don Lockwood (Gene Kelly) e Lina Lamont (Debbie Reynolds) são um casal de queridinhos da América que tem que se adaptar aos novos tempos, se utilizando de uma diversidade de formas para tentar manter sua fama nesta nova era do cinema.

Amor, sublime amor (Jerome Robbins, Robert Wise; 1961)

Nascido na Broadway e livremente inspirado em Romeu e Julieta, Amor sublime amor (west side story) é um musical que coloca conflitos sociais e étnicos em jogo. Tudo entremeado por uma história de amor das boas (dá pra esperar menos se é baseado em Romeu e Julieta? ) e muito bem colocado no west side, o bairro da classe trabalhadora de Nova Iorque.

Noviça rebelde (Robert Wise, 1965)

Depois que percebe ser incapaz de seguir as regras de um convento na Áustria (rebelde ela né?) Maria (Julie Andrews) se torna governanta e babá dos filhos do Capitão Von Trapp (Christopher Plummer),a partir daí, ela ensina as crianças o dom da música. Porém, a história complica as coisas pois estamos tratando de uma Áustria da década de 30 que está prestes a sofrer uma invasão nazista, capaz de dificultar muito a vida da família Von Trapp.

A noviça rebelde é um daqueles filmes que ficam conosco muito tempo depois que o vemos, assumindo uma espécie de papel de destaque na cultura ocidental. O mais interessante que descobri enquanto pesquisava sobre este filme, é que é uma história verídica baseada no livro de memórias de Maria Von Trapp (spoilers?).

 

 

Essa foi apenas uma pequena introdução ao cinema clássico. E você? Qual seu filme clássico favorito?? Qual gênero você gosta porém não viu aqui? Conta pra gente assim continuamos a fazer mais deste conteúdo 🙂 

Em uma construção simples ou em prédios imponentes, contando histórias resgatadas do mundo ou compartilhando pensamentos e sentimentos, pode-se dizer que os Museus são como portais de acesso ao conhecimento e nossas identidades.

Por isso, não poderíamos deixar de falar da influência que alguns museus exercem sobre algumas cidades, ou até mesmo países. Vamos destacar não só aqueles que já conhecemos, mas também muitos que estão em nossas rotas de turismo.

Museus Históricos

O propósito principal de um museu é salvar a história e arte de um determinado local ou grupo de pessoas, assim o museu se torna esta espécie de arca do conhecimento. Essa ideia surgiu justamente com os museus históricos, quando os grandes imperadores de antigamente buscavam mostrar suas enormes coleções ao mundo.Com certeza você que está lendo este texto conhece algum museu histórico. Nas cidades menores, geralmente eles ficam no centro velho e servem como forma de conectar a população a sua história local. Já nas cidades grandes…vamos falar de 2 museus que explicam bem o que quero dizer.

O museu do Ipiranga, ou às vezes, museu paulista é uma memória comum pra grande parte dos paulistanos (pra quem não é de SP, com certeza conhece o gigantesco quadro “Independência ou Morte!” de Pedro Américo). O prédio principal é um monumento à fundação de um país, o enorme palácio e sua área anexa, o parque da independência foram criados como homenagem a 1822 e a exposição que se encontrava fixa fora criada em 1922 por ocasião do centenário da Independência.
ATUALMENTE O MUSEU SE ENCONTRA FECHADO, mas isso não significa que esteja parado. A equipe do museu organiza diversas atividades com o público em áreas anexas.

Mais infos: http://www.mp.usp.br/museu-do-ipiranga

O museu Britânico sem dúvida foi uma das fontes de inspiração para a criação do nosso Ipiranga. Ao lado do Louvre, é sem dúvida, um dos maiores museus do mundo e foi criado justamente com esse propósito. Em 1753, o Império Britânico, muito poderoso, era conhecido como “o Império onde o sol não se põe”, nesta situação era necessário pensar em alguma forma de coletar cultura de todos os cantos do mundo. Atualmente o museu conta com 10 departamentos, entre eles: África, Oceania e América; Egito Antigo e Sudão; Ásia; Bretanha, Europa e Pré História; Grécia e Roma; Conservação e pesquisa científica. O museu Britânico é obrigatório pra quem vai para Londres, e a melhor parte é que é totalmente de graça.
Mais infos: http://www.britishmuseum.org/
Facebook: https://www.facebook.com/britishmuseum

Museus Contemporâneos

Mudança é inevitável e com o passar do tempo mesmo o significado de museu tem sido alterado. De instituições instaladas em prédios seculares dedicadas a unicamente salvar e expor peças de cultura, os museus têm se tornado centros vibrantes de cultura, vivos e em constante mudança e atualização.
Mesmo museus milenares implantam exposições e programas dedicados a atrair novos públicos, já outros são criados com o propósito de novas idéias e exposições, como o Museu da Pessoa, o Museu do Futebol e o Museu da Diversidade. Seria impossível citar todas as idéias sendo incorporadas aos museus, por isso vale a pena ficar de olho nas diversas programações 😉

O Museu da Imagem e do Som, ou MIS para os íntimos, é um exemplo perfeito de como a idéia clássica de museu se combina com novas experiências, formatos e traz um novo mundo de possibilidades. Além de um rico acervo histórico voltado à conservação da arte e cultura audiovisual, o museu sempre traz exposições muito populares que arrastam um grande público, nós já falamos dele aqui. Além disso, conta com ótimas exposições fotográficas, cursos, incentivos a artistas, eventos para todos interessados.

Mais infos: http://www.mis-sp.org.br/
Facebook: https://www.facebook.com/museudaimagemedosom/

O Museu do Amanhã tem um conceito que combina com seu nome, ele se preocupa com a ciência que pretende construir o amanhã. De certa forma, o museu conserva a estrutura convencional, porém não possui um acervo com documentos históricos ou algo semelhante, ao invés disso o Museu se volta a exposições futuristas, cursos e outras formas de contato entre arte e tecnologia. Até mesmo em sua arquitetura ele incorpora o conceito futurista, sendo um dos primeiros (senão o primeiro) museu sustentável, dentre outros, e inclusive colecionando prêmios de organizações internacionais.

Mais infos: https://museudoamanha.org.br
Facebook: https://www.facebook.com/museudoamanha

 

Museus Icônicos

Alguns museus se tornam maiores do que seu propósito. Eles são simbólicos de todo um país, e se tornam verdadeiros monumentos, no sentido de que cristalizam a história também em suas paredes e salas. O Museu Britânico e o Museu do Ipiranga são bons exemplos desta situação geralmente característica dos museus históricos, porém isso passa longe de ser uma regra.

O Museu subterrâneo localizado no Palácio do Louvre, que era utilizado como um forte em seu princípio e veio a se tornar museu em 1793, é guardado por uma imponente pirâmide de vidro e recebe o título de um dos museu mais visitado do mundo. Em seu riquíssimo acervo estão expostas obras que marcaram a história da arte, como a escultura Vênus de Milo, da qual não há certeza sobre seu criador, e Mona Lisa ( La Gioconda) de Leonardo da Vinci, assim como outras obras do pintor.

Mais info: http://www.louvre.fr/en
Facebook: https://www.facebook.com/museedulouvre/

O MASP é interessante de ser incluído aqui pois é uma exceção, sendo criado como um museu de iniciativa privada, diferente destes que citamos anteriormente. Em 1947, ocorre a fundação por iniciativa do empresário e mecenas de arte brasileira Assis Chateaubriand, que planeja o museu de arte como recebedor de sua coleção e que posteriormente seria tombado pelo órgão do patrimônio histórico e artístico nacional (IPHAN).

O prédio do Masp, que tem sua fachada aparente suspensa por algumas poucas vigas de sustentação foi desenhado pela arquiteta Lina BO Bardi (se você ama arte e arquitetura esse nome é indicação indispensável) e é um verdadeiro ícone da Avenida Paulista, passagem obrigatória tanto para paulistanos nativos quanto para os turistas. Nós já falamos mais do MASP em um role cult aqui e também em um post especial sobre SP.

Mais infos: http://masp.art.br/masp2010/
Facebook: https://www.facebook.com/maspmuseu/

Mal nos recuperamos das novidades trazidas pelo Foster The People, que trouxeram três novos trabalhos no final de abril, e maio já nós surpreendeu com diversos lançamentos musicais.

A verdade é que muitos artistas que já estão a um bom tempo sem lançar nada, pretendem voltar para a mídia em 2017, outros estão para começar uma nova fase, por assim dizer, dispostos a trazer inovações em seus estilos ou mensagens.

Destaques desta Semana

Ontem fomos surpreendidos com a graciosidade de Miley Cyrus, que para divulgar sua nova musica, “Malibu“, lançou também um clipe,  que na minha opinião representa bem a sua personalidade, um lado da cantora que eu acreditava que não voltaria a aparecer.

O romantismo, a voz doce, e o lado sexy, tudo está presente em seu novo clipe. Se Miley equilibrar tudo isso junto com a sua energia em seu próximo álbum, sem duvida ela acertará em cheio.

Depois de algumas especulações sobre a continuidade ou não de Hayley Williams na banda, Paramore despertou em abril com o sigle “Hard Times“, que marcou a volta da banda e do novo disco After Laughter.

As musicas do álbum foram lançadas a meia noite, para nós brasileiros, e algumas das 12 musicas se encontram disponíveis no youtube pelo canal da banda. Mas você pode ter acesso ao álbum completo no Spotify.

Precisamos falar dos garotos do One Direction, que estão dispostos a nos surpreender e a provar o por quê entram no meio musical. Os integrantes não chegaram a abrir o jogo a respeito do termino da banda, mas uma coisa é certa, todos estão aproveitando esse tempo explorar suas personalidade e influencias musicais.

Zyan foi capaz de surpreender a todos depois de sua saída, desenvolvendo um pop que lhe dava muito mais força e destaque.  Não demorou muito para que Niall Horan nos apresentasse seu lado compositor, voltando todos os ouvidos para “This Town“, sua voz e um violão. Aliás Nail voltou a chamar atenção semana passado, com o single “Slow Hands“, uma batida boa de se ouvir.

Até que então Harry Styles se levantou. Mês passado nos apresentou “Sign of the Times”, que deixou muitas pessoas curiosas a respeito do rumo de sua carreira, e sobre o que esperar exatamente de seu primeiro disco solo.

Harry já havia deixado explicito varias vezes o seu amor pelo bom e velho rock, assim como suas principais influencias e inspirações que não eram nada fracas. Então na semana passada o áudio de mais uma faixa foi liberada, “Sweet Creature“, que serviu como um ótimo guia sobre o ritmo do disco.

Por fim, hoje, o álbum que leva o seu nome como titulo foi oficialmente lançado. Acredito que paixão foi o seu maior critério na construção deste disco. As musicas recebem influencias que vão do Indie até o Rock Clássico, o Folk e o Soul. São diversas musicas para diferentes momentos, para ouvir calado, dançar ou cantar junto.

Você encontrará as 10 faixas seu canal do youtube. Mas as mesmas também já estão disponíveis no spotify.

Ainda dentro do universo 1D, Liam Payne também chegou a lançar um teaser de seu primeiro single que está por vir, chamado “Strip That Down“.

E para acompanhar melhor o rumo que esses garotos estão tomando, criei uma playlist com o nome de New Direction. Lá vocês vão encontrar alguns dos principais trabalhos solos deles, incluindo “Just Hold On” do Louis Tomlinson com Steve Aoki, e também musicas da banda.

Abraços e Até mais!

A Netflix anunciou muitas grandes estreias para este mês, e a segunda temporada de Sense8, que ocorrerá amanhã (05 de maio) foi uma delas.

A primeira temporada estreou em (5 de junho) 2015, idealizada pelas irmãs Wachowski. E de lá pra cá, a produção já sofreu algumas modificações como o afastamento de Lilly da direção, fazendo com que Lana tomasse as rédeas da segunda temporada, e também a polêmica saída do ator Aml Ameen, que foi substituído por Toby Onwumere nessa nova etapa.

Por ser uma mega produção intercontinental, já se é esperado uma certa demora com as filmagens. Porém a espera de quase dois anos por uma nova temporada, foi amenizada dezembro do ano passado com um especial de natal que nos deu também uma breve ideia do rumo que a trama iria tomar.

Sense8 é uma série que consegue se relacionar com diversos assuntos presentes na sociedade mundial, mas que muitas são apenas pincelados em debates ou outras situações. Ao dar vozes a esses personagens, a série conseguiu despertar um sentimento de identificação e conhecimento das realidades. Ao mesmo tempo, o seriado divaga sob um universo mágico, munido de fantasia, mistério e perigo.

Para alguns é conhecida pelas cenas intensas de sexo, no entanto o seriado vai muito além disso.

Tudo se cria a partir de oito personagens principais, vivendo suas rotinas e desafios dentro do local, ou país, onde foram inseridos. Oito estranhos que tem como único traço em comum o fato de terem nascido no mesmo dia, eles passam a ser unidos por uma empatia mais forte que um sentimento, eles passam a funcionar como uma só entidade. Porém há uma força maior e mais experiente determinada a destruí-los.

CASO NÃO CONHEÇA A SÉRIE

Conhecemos Will Gorski (Brian J. Smith) um policial de Chicago, Estados Unidos, que sempre carregou uma relação de expectativas nem sempre alcançadas ao lado do pai. Will tem um grande coração e um senso de justiça que o leva a querer fazer mais do que apenas prender pessoas, é o elo que fornece proteção.

Riley Blue (Tuppence Middleton) é uma DJ islandesa, mas que mora em Londres, na Inglaterra. Riley é fechada e tem poucos amigos, as drogas entram em sua vida como forma de escapar de um tristes acontecimentos que marcaram seu passado, e a ideia que ela leva por acreditar ser amaldiçoada.

Capheus (Aml Ameen, agora interpretado por Toby Onwumere) é um queniano, que trabalha com o transporte em vans em Nairobi. Além de precisar se destacar entre os concorrentes, e garantir sua segurança se mantendo longe das facções criminosas da cidade, Capheus leva a saúde de sua mãe, portadora de Aids como sua principal motivação. Porém uma oferta tentadora em troca de melhores medicamentos, põe toda sua vida em risco.

Sun Bak (Doona Bae), consegue ser apaixonante mesmo calada a maior parte do tempo.Ela é a filha de um influente empresário na Coréia do Sul. E assume os cargos de vice-presidente e diretora financeira na empresa da família. Sun é coibida a assumir a culpa em um escândalo, para preservar a imagem dos homens de sua família. Além disso tudo, ela se revela uma grande lutadora.

Foto: Imagem de divulgação – Segunda temporada de Sense8.

Wolfgang Bogdanow (Max Riemelt) nos apresenta ao mundo das máfias em Berlin, Alemanha. Ele expert em arrombar cofres, e junto com seu melhor amigo Félix, cria planos mirabolantes para acumular fortuna e conseguir o respeito de uma parte da sua família com qual há uma rixa e disputa por territórios. Wolfgang acrescenta a história cenas de ação e estratégia, e por diversas vezes levanta a questão sobre ser ou não um “mocinho”.

Kala Dandekar (Tina Desai) é indiana, e vive em Mumbai. Ela presta uma grande devoção a Ganesha, ao qual defende seus templos, e passa por um momento em sua vida onde se vê em a casamento com um alguém que ela não ama, o filho de um homem conhecido por tentar inibir expressões de idolatria em seu país. Kala tem formação como farmacêutica, e domina com maestria os elementos químicos.

Lito Rodriguez (Miguel Ángel Silvestre) é um famoso ator mexicano com uma carreira em ascensão. Símbolo de masculinidade em seu país, admirado por muitas pessoas e mestre na convicção. Porém Lito esconde um grande segredo, seu amor e relacionamento com Hernando (Alfonso Herrera), que poderia lhe tirar a admiração conquistada em seu país.

Nomi Marks (Jamie Clayton) vive em São Francisco, Estados Unidos, com a namorada Amanita (Freema Agyeman). Ela é uma Hacker inteligente o bastante para dominar qualquer código de segurança em sua frente. Junto com sua namorada, ela busca amor nas comunidades LGBTs. Nomi é uma mulher trans, que lida com a rejeição de sua família que continua a lhe chamar de Michael e dizer que está doente.

Foto: Imagem de divulgação – Segunda temporada de Sense8.

Ao se unir, estes 8 personagens passam a contribuir uns com os outros, ao ponto que cada um deles demonstra uma habilidade especial úteis para as situações. Essa ligação também gera empatia entre eles, de modo que são postos em frente uns dos outros quando precisam de concelhos ou passam por sentimentos parecidos.

Logo são alertados por Jonas Maliki (Naveen Andrews) que correm um serio risco, pois um ardiloso vilão, conhecido como Sussurros (Terrence Mann),  está disposto a exterminar seres como eles. Ele é dotado da capacidade de se conectar ou se instalar na mente de outros sensates á partir do contado visual.

Também lhes é revelado que o nascimento deles como sensate partiu de Angelica (Daryl Hannaha), que após sofrer com Sussurros em sua mente tirou sua própria vida para os proteger.

PONTOS QUE A SÉRIE ABORDA

Foto: Imagem de divulgação – Segunda temporada de Sense8.

Representação cultural é um grande ponto da série, e isso fica evidente quando observamos a batalha pessoal de Kala em seguir as tradições indianas lutar pelos seus sentimentos e o encantamento por uma homem ao qual ela de fato se sente atraída. O cenário onde Capheus se encontra também não é de toda forma lúdico, e retrata a dificuldade de sobrevivência no país. Sun também representa um enorme números de mulheres reprimidas pela cultura oriental. Sua capacidade, talento e boa índole são apagadas diante dos olhos de seu pai que defende apenas o valor e a honra dos homens.

Sense8 também se destacou por inserir em sua trama a representatividade LGBT. A realidade de Lito pode parecer dramática para alguns, porém o personagem mostra com clareza as dificuldades de se esconder uma amor e manter as aparências em meio a países intolerantes. Além de precisar sustentar para a mídia está visão de masculinidade.

Assim como Nomi conseguiu demonstrar o amargo sentimento de abandono familiar vivido por muitos Transgêneros, em um momento onde o mundo parece dar mais atenção para essas pessoas. A escolha em por Jamie Clayton, uma mulher trans para este papel, não soa nem de longe como mera casualidade.

O QUE ESPERAMOS PARA A 2ª TEMPORADA

Contém spoiler sobre o especial de natal e a primeira temporada.

Com a apresentação do especial de 2hrs, Lana pode demonstrar um pouco o rumo que pretende levar suas personagens daqui em diante. Porém para muitas pessoas o episódio não foi completamente satisfatório.

Will continua sob os cuidados de Riley, pela qual criou uma intimidade mais próxima na primeira temporada. Nos últimos episódios os dois foram fundamentais para esclarecer muitos mistérios sobre a B.P.O, que busca fazer experimentos para controlar sensates. Queremos entender mais as motivações da B.P.O.

Mas infelizmente o personagem é mantido como refém de sua condição por ter olhado para sussurros – que poderia encontrar todos os outros ao entrar em sua mente, assim como encontrou seu pai coletando informações pessoais, e acabar com este grupo –  após uma operação para resgatar Riley da B.P.O. Porém, agora Sussurros passa a ficar exposto, com a ajuda de Jonas, Will passou a explorar a igual capacidade de observar e rastrear o vilão, sem saber se isso faz ou não parte de seus planos. Será que ele conseguirá reunir informações importantes sobre Sussurro? 

Além de Riley ninguém parece se importar ou buscar saber como Will está. Talvez por proteção pessoal, talvez não. Esperamos ver uma saída para essa situação, e não que Will passe uma temporada inteira se dopando e isolado dos demais.

Foto: Imagem de divulgação – Segunda temporada de Sense8.

Por outro lado, Will aparece para fornecer ajuda a Sun na prisão…

Sun também não nos apresenta grandes evoluções em sua condição, ela sabe que seu irmão é capaz de qualquer coisa, como tirar a vida do próprio pai, só para que assim possa manter o nome limpo. Esperamos por uma reviravolta no caso ou talvez Sun fora da prisão.

Foto: Imagem de divulgação – Segunda temporada de Sense8.

Capheus acabou por brilhar pouco no episódio especial. Além da introdução ao novo intérprete, o personagem queniano apresentou cenas em meio a comunidade e amigos, contemplando seu presente de aniversário. Queremos saber que impacto a atitude de Capheus continuará tendo sob o lugar onde ele vive.

Foto: Imagem de divulgação – Segunda temporada de Sense8.

Kala viveu seus primeiros momentos de casada em uma lua de mel. Ao mesmo tempo que precisava lidar com a pressão de ter sua primeira vez, ela lidava com a sua conexão com Wolfgang que aparecia lhe perseguir sempre se mostrava disposta a pensar em outro homem. Além disso, não podemos esquecer das divergências religiosas e politicas entre família de seu marido. Queremos saber se haverá algum envolvimento maior entre Kala e Wolfgang, e como ficará a relação entre as famílias indianas. 

Foto: Imagem de divulgação – Segunda temporada de Sense8.

Wolfgang por sua vez passou uma jornada de flexão após quase perder seu melhor amigo. E concluiu sua vingança contra seu primo e tio que os ameaçava. Agora, Wolfgang passa a ser perseguido por outros, e intimado por sua tia a voltar para casa e assumir o “reino” de seu tio, coisa da qual ele não quer. Aguardemos.

Nomi continua sendo procurada após escapar da enrascada criada por Sussurros –  que pretendia transforma-la em um fantoche – e fugindo com sua namorada Amanita, ambas agora se abrigam em uma casa com Bug, o qual deve ajuda a ela após ela ter assumido a culpa pelo hackeamento do pentágono. Juntas elas iniciaram uma pesquisa sobre espécies capazes de se comunicar por telepatia, e agora investigam mais a fundo livros e estudiosos no assunto. Talvez isso nos traga respostas para as conexões, ou sobre quem está os perseguindo.

Foto: Imagem de divulgação – Segunda temporada de Sense8.

Por fim, a história de Lito parece ter sido a única a obter um avanço significativo no episódio. Após o vazamento de fotos íntimas suas e de seu namorado vazarem, o ator acabou perdendo seus contratos, foi hostilizado, perseguido pela imprensa e ficando sem seu apartamento. Mas em uma cena carregada por emoção vemos a aceitação e acolhimento de sua mãe. Resta saber se Daniela (Eréndira Ibarra) continuará como tira colo do casal, e quais rumos sua vida tomará agora.

Foto: Imagem de divulgação – Segunda temporada de Sense8.

É claro que um episódio não pode percorrer uma grande distância na série e retirar todas as surpresas para temporada. Pelo trailer podemos ter uma ideia do que nos aguarda, como por exemplo o encontro com outros grupos de sensates. Por isso aguardamos com ansiedade pelos próximos episódios, que contará também com cenas no Brasil.

Classificação 18 anos.