Só faltam 4 dias para o Natal!!

Ta tudo pronto por ai? Já da pra sentir o cheirinho de natal, as comidas, o calorzinho típico do nosso país, toda a família já fazendo planos, enfim. Natal é tudo de bom.

Que tal para a surpresa do dia 20 algo bem próximo do Natal? Hoje trazemos a receita de biscoitinhos do Papai Noel. Esses biscoitos são importados diretamente dos países ao Norte da Europa, tão típicos pelo clima oposto ao nosso, por lá é tradicional que junto dos natais também se comemore o dia de São Nicolau, ou seja, o dia do Papai Noel.

Faz parte da tradição deixar os biscoitinhos juntos de um copo de leite, como uma forma de agradecer o bom velhinho, e oferecer a ele um bom descanso. Os biscoitos são no formato que desejar (inclusive existem algumas formas que tem o formato de São Nicolau e são feitas em madeira e muito detalhadas), sendo feitos com algumas especiarias, geralmente os mais doces; canela, cravo, gengibre entre outros. Parte da brincadeira pode ser justamente experimentar com as especiarias e os temperos característicos.

Uma última coisa, por ser uma receita muito antiga, com o tempo ela sofreu diversas mudanças e variações regionais, atualmente algumas nem mais levam especiarias, porém aqui pro blog fomos à busca de uma fonte confiável e tradicional, inclusive os biscoitinhos sendo nomeados como são chamados ao Norte da Europa, speculaas.

Ah! uma última nota, além de serem um lanchinho indispensável para o Papai Noel ou para consumo logo após a ceia de Natal, as speculaas, nossos biscoitinhos, são ótimos e versáteis como presentinhos de Natal, além de representarem muito bem essa época do ano.

 

🎄🎁Vamos a receita então? 🎁🎄

 

Biscoitinhos de Natal 🍪🥛

Em resumo, uma massa crocante, fofinho, com sabor intenso, doce na medida certa, as especiarias intensificam o sabor e dão aquele gostinho de Natal, talvez seja só o que está faltando nesse natal do faltou foco 😉 Esse ano foi a primeira vez que fiz mas com certeza voltarei a essa receita no futuro, é de muita qualidade.

Sobre as especiarias, apesar da receita eu não pude achar pimenta da Jamaica, porém vou pesquisar mais e descobrir onde poderia encontrar, mas mesmo sem ela a receita ficou muito boa! Não vejo a hora de tentar com a pimenta quem sabe alguns outros temperos como anis estrelado e pimenta branca.

Eu tive uma dificuldade com a massa devido a sua textura e maciez ela se tornou um pouco quebradiça, porém não vejo como problema uma vez que depois que sai do forno, não ouvi reclamações em relação aos biscoitinhos.

INGREDIENTES

  • 2 xícaras de açúcar mascavo  
  • 1 e ½ xícaras de manteiga
  • 4 xícaras de farinha de trigo  
  • 1 ovo, batido
  • 1 colher de chá de sal (a famosa pitada)
  • 1 colher de chá de fermento em pó
  • 1 colher de chá de canela em pó
  • ½ colher de chá cravo da índia, moído
  • ½ colher de chá noz moscada, ralada
  • ½ colher de chá pimenta da jamaica
  • ½ colher de chá gengibre, ralado ou em pó

INSTRUÇÕES

  1. Em uma vasilha média separada, misture todos os secos (farinha, as especiarias, fermento e sal).
  2. Bata a manteiga e o açúcar de forma a fazer um creme homogêneo, macio e aveludado, até o ponto em que a manteiga fique mais branca (chama-se blanchir, um nome bem gran fino, eu sei)
  3. Bata o ovo em separado e junte-o, batendo bem com a mistura de manteiga e açúcar
  4. Por fim, incorpore os ingredientes misturados no primeiro passo a mistura de manteiga, açúcar e ovos. (Essa é a parte que tudo isso vira uma massa coesa)
  5. Após meia hora (mínimo) de descanso na geladeira, corte ou molde os biscoitos da forma que preferir.
  6. Forno alto por 15-18 minutos para assar até eles ficarem douradinhos.
  7. Servir com um copo de leite (para melhor aproveitamento do bom velhinho)

Fonte: stnicholascenter.org/

(A tradução e os comentários engraçadinhos ficaram por conta do Gustavo)

Se você quer a versão bonitinha para imprimir e indicar pra todo mundo é só clicar aqui!

Como eu disse, por ser uma receita mais velha ela tem muitas versões e variações. Deixo indicadas aqui algumas outras que parecerem igualmente muito boas :

E essas são só algumas versões hein? Vocês conheciam essa receita? Já tem como tradicional do final de ano alguma versão das famosas bolachinhas caseiras? Se tem conta pra gente! Adoraria aprender mais uma receita e quem sabe mostro aqui pra galera do blog.

Até a próxima 🙂

O clima esta colocado, já temos filmes, musicas, livros tudo pra curtir o Natal ao melhor estilo, agora é hora de comprar os presentes. (*inclusive já demos uma dica de presente aqui*)

Mas para hoje em nosso calendário, apresentamos o grande guia para presentear amigos com livros!!

Selecionados vários tipos de amigos, com seus estilos particulares. Basta encontrar qual tipo de amigos você tem, e assim quem sabe não encontra um livro bem legal pra ele.

A ideia é poder também dar um incentivo à leitura, mostrando para diferente tipo de pessoas que elas podem encontrar livros que combinem com seus gostos. Você estará dando aos seus amigos não só um objeto, mas também uma experiência única e pessoal.

Então, dê livros de presente para seus/suas amigos(as):

Geeks

O guia do mochileiro das galáxias – Douglas Adams

Essa é a maior obra de Douglas Adams, que percorre o tempo conquistando cada vez mais admiradores. Essa edição em especial, reúne os 5 volumes da série em um único livro. Porém os capítulos mais curtos e o humor ácido da narrativa contribuí para um leitura mais rápida. E para quem já conhece, não deixa de ser igualmente um bom presente.

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Senhor dos anéis : edição completa – J.R.R. Tolkien

Para alguém fascinado por universos mágicos e jornadas épicas marcadas por batalhas e conflitos de reinos, a trilogia clássica de o Senhor dos Anéis pode ser um presente e tanto. A leitura é um pouco mais densa, e cada livro da trilogia costuma ter entre 300 e 470 paginas. Mas no caso da pessoa presenteada já conhecer a história, ou ser amante dos filmes, o box com a trilogia completa, ou o livro e volume único, podem acabar agradando bem mais.

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Jogador Nº1 – Ernest Cline

Mas se estamos falando de alguém apaixonado por games, desenvolvedores e a criação dos consoles clássicos, então Jogador Nº 1 é o livro. Além da história apresentar milhares de informações sobre jogos e cultura geek, ela também trabalha com a nostalgia dos anos 80 — incluindo musicas da época —, tudo isso em meio a uma aventura por um mundo virtual. O livro será adaptado em 2018 para os cinemas, então é mais um motivo para ler.

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Movidos por Música

Porcelain : Memórias – Moby Porcelain 

A autobiografia do DJ nova iorquino de sucesso é leitura obrigatória na estante dos movidos a musica. Moby se fez no cenário musical insano e festivo da nova Iorque dos anos 80 e soube se reinventar na década seguinte para criar um álbum novo que arrebatou enorme publico. Além de ser música obrigatória, Moby é leitura obrigatória.

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The Beatles – Todas Músicas, Todas As Letras, Todas As Histórias

A banda de rock inglesa que impactou o cenário da musica mundial durante décadas, e que de certa forma ainda exerce sua influencia, teve seus maiores sucessos coletados nessa edição lindíssima da Sextante. O livro digno de colecionador traz fotografias, manuscritos, curiosidades sobre o grupo, e uma analise sobre suas canções.

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Feministas

Americanah – Chimanda Ngozi Adichie

Chimanda tem mostrado ao mundo não só a discriminação vivada pelas mulheres em cenário mundial, mas também em especial as mulheres de sua própria cultura. A escritora nigeriana já publicou um livros — sejamos todos feministas — em que trata unicamente do assunto (disponível gratuitamente em formato digital). Porém, em Americanah, Chimanda consegue não só tratar sobre a questão, como também da uma visão geral sobre os diferentes tipos de mulheres e suas escolhas de vida.

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Eu sou Malala – Malala Yousafzai

Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina Malala Yousafzai levantou a voz quando viu seu direito de frequentar a escola ser negado, após o Talibã assumiu o controle do vale Swat onde morava. Sua luta pela educação acarretou uma triste repressão, e a jovem Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa, quando voltava da escola. O mundo todo acompanhou sua recuperação, e sua subida como símbolo de uma causa. Ela se tornou a mulher mais jovem a ser condecorada com o Nobel da Paz.

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Histórias de Ninar Para Garotas Rebeldes – Elena Favilli, Francesca Cavallo

Apesar de simples, é um livro que traz um mensagem muito forte, e suas ilustrações o tornam ainda mais encantador. Pode ser que seu publico alvo seja garotas mais novas, mas é um livre capaz de inspirar mulheres de todas as idades, e por que também não homens e garotos? Essa coletânea de grandes personalidades femininas que marcaram a história mostra-nos que as mulheres possuem força para fazer qualquer coisa, e merecem apoio e reconhecimento.

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Influenciadores Digitais

Leia Isto Se Quer Ter Muito Sucesso no Instagram – Henry Carroll

O instagram deixou de ser um álbum de fotos digitais, e hoje, é considerado uma das maiores ferramentas para market pessoal, e até mesmo gerenciamento de negócios. Mas para se dar bem nesse mercado é preciso saber se destacar. Esse livro tornou-se bem popular no exterior, ele reúne usuários da plataforma que possuem altos números de seguidores e interação, e os convida a dar dicas de como administrar a rede da melhor forma possível.  (meio louco né)

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Tá gravando. E agora? – Kéfera Buchmann

Alguns a admiram, outros nem tanto, mas independente disso é impossível negar que a Kéfera foi uma das principais pioneiras do estilo popular e atual de produção de conteúdo para a internet. A atriz que começou falando de assuntos cotidianos sob um olhar bem humorado e debochado, alcançou os cinemas e programas de tv com o seu sucesso. Em seu segundo livro, — Tá gravando, e agora? — kéfera compartilha um pouco sobre sua forma de criar vídeos.

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Pipocando – Rolandindo, Bruno Bock

O pipocando é um dos mais influentes canais sobre cinema e séries no youtube. Seu sucesso foi tamanho que hoje eles trabalham como uma empresa, tendo canais sobre musicas e jogos além de programas especiais na tv. Sob o olhar de Rolandindo e Bruno Bock o livro revela alguns passos dos bastidores do canal. Uma ótima fonte de inspiração.

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Das Exatas

Os segredos matemáticos dos Simpsons –  Simon Singh

Pode parecer engraçado, afinal estamos falando dos simpsons, mas Simon Singh — conhecido por muitos estudos matemáticos — dedicou seu tempo para uma analise profundo sobre como o sucesso dos Simpsons pode estar ligado aos números. Em homenagens a grandes estudiosos, formulas e até mesmo a própria estruturação da série animada.

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O fantástico Mundo dos Números a Matemática do Zero ao Infinito – Ian Stewart

Um livro fantástico, que promete cativar até mesmo aqueles que possuem pouca afinidade com os números. Apresentando como povos antigos desenvolveram a matemática.

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Uma breve história do tempo – Stephen Hawking

Stephen Hawking é um nome que há muito tempo ultrapassou as fronteiras do seu próprio campo. O físico teórico que é portador de Esclerose lateral (ELA) escreveu essa obra em 1984 “Uma breve história do tempo” é um dos seus livros de maior sucesso, de caráter de divulgação científica, o físico aborda uma diversidade de teorias da física quântica, como a teoria do Big Bang, e outras. Perfeito para os fãs de ciência de longa data e para os que estão se interessando agora pelo mundo da física quântica.

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Com muita Criatividade

Destrua este diário: Agora em cores – Keri Smith

De inicio a ideia de estragar um livro pode ser bem incomoda, mas com o tempo torna-se uma experiência “libertadora”, a designer Keri Smith propõe aos corajosos a missão de criar e dar um novo significado para um diário, por meio de registro peculiares. Essa nova versão, colorida, além de trazer um estimulo diferente traz também novos desafios.

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Roube como um Artista – Austin Kleon

Um guia bem rápido, com 10 conselhos de como se inspirar sem cometer plágios. Além disso o livro fornece orientações sobre como criar vínculos, e fazer com que suas criações cause boas impressões. Perfeito para quem depende da criatividade para trabalhar.

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Grande Magia: Vida criativa sem medo – Elizabeth Gilbert

O livro foi escrito por Elizabeth Gilbert, autora do famoso livro “Comer, Rezar e Amar“. A Grande Magia no entanto não é um livro de ficção, Elizabeth fala sobre os desafios de se lidar com a criatividade e de como saber cuidar de suas ideias, tudo isso baseada em suas próprias experiências de vida.

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Sinistros

Coleção: Medo Clássico – Edgar Allan Poe

A editora darkside traz esse livro como homenagem a um dos maiores nomes da literatura de horror e suspense. Um compilado de contos e algumas traduções especiais feitas por autores como Machado de Assis e Fernando Pessoa para a obra de Poe. Em suma, a Darkside traz o presente perfeito para aquele amigo que gosta de um bom calafrio na espinha, clássico e feito com muita qualidade.

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O Bazar Dos Sonhos Ruins – Stephen King

Uma nova antologia de 20 novos contos do mestre do terror Stephen King, aqui o autor traz personagens atormentados pela iminência da morte, seja da sua ou dos outros. Um King maturo e na sua melhor forma é a melhor pedida para embalar os sonhos de terror do(s) seu(s) amigo(s) fãs de contos de mistério e horror. Ou seja, diversão garantida.

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Loney – Andrew Michael Hurley

Andrew Michael Hurley cria em Loney uma atmosfera de horror gótico, sufocante e capaz de prender o leitor. Ele narra a relação de Andrew Smith com uma região isolada da Inglaterra chamada Loney, mais especificamente uma faixa de terra de nome Moorings. Como o personagem fica marcado por toda vida após as experiência que teve lá e como ele se vê obrigado a voltar para essa região muitos anos depois são os temas principais do livro.

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Com espírito Aventureiro

Grandes Aventuras – Lonely Planet

O livro pensado pela Lonely Planet é na verdade o volume de uma coleção sobre grandes viagens e dicas de roteiros. Nesse volume existem dicas sobre trilhas, mergulhos, escaladas, e até mesmo ciclismo, em diferentes localidades.

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100 Viagens Inspiradoras – Michael Ondaatje,‎ Joseph Marshall III,‎ Paul Theroux

O livro dedica-se a reunir lugares que marcaram a história humana ao longo da sua existência. Desde a Construção de templos até paisagens esculpidas pelo tempo. Cenários inspiradores para viajantes.

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Gabriel, As Montanhas E O Mundo – Alícia Uchôa

Gabriel Buchmann viveu da maneira como quis, tendo contato com diferentes culturas e coletando experiências ainda muito jovem. Infelizmente sua jornada de vida terminou de forma triste, porem seus passos deixados pelo mundo inspiraram um filme, que estreou esse ano, e esse livro escrito por sua mãe.

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Que vivem/sonham Grandes Amores

Todo amor – Vinicius de Morais

Ninguém é melhor do que Vinicius de Moraes para falar do amor. O talento do poeta brasileiro reside vê-lo por todos os ângulos, todos os modos, todos os sentimentos. Aqui, nas palavras de Vinicius, o amor esta ao centro. Perfeito para os amantes, para os apaixonados, para os eternos românticos, para os solteiros e para os casados, as palavras de Vinicius são verdadeiras, cortam fundo na alma e trazem todos os sentimentos a tona.

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Água para elefantes – Sara Gruen

São os cruéis anos 30 nos EUA, o jovem Jacob Jankowski decide fugir de sua vida como estudante de veterinária. O garoto entra para o trem do circo em busca de algo novo, uma aventura talvez. Lá ele conhece Marlena, a encantadora de cavalos e esposa do dono do circo. Entre eles floresce um amor profundamente proibido que terá de lutar não só contra homens, mas também contra o próprio tempo. Um clássico moderno necessário para qualquer um que adore uma boa história de romance para encantar todas as idades.

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P.s.: Eu te amo – Cecelia Ahern

Um livro que já inspirou um filme aclamado. Onde Gerry e Holly planejam uma vida juntos, porém tudo toma um novo rumo com a morte de Gerry. Holly. Certo dia ela se depara com uma série de cartas deixadas por  Gerry. Elas parecem prepara-la para a vida sem ele. Incentivando-a crescer e descobrir coisas novas da vida. As cartas de Gerry a mostram que a vida não termina diante de uma grande perda, mas pode ser movimentada por suas lembranças.

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Hey!

Tempos atras trouxemos aqui dica de um livro clássico como uma leitura perfeita para o fim de ano, além de alguns mistérios para esse período também. Ainda nesse inspirados por esse clima, contudo nos especiais de tv típicos dessa época, elegemos um livro que traga esse clima de encanto, mas que não tivesse necessariamente relacionado com os eventos da data. E assim “Em um lugar nas Estrelas” entrou para o nosso calendário de 24 dias.

Se esse livro fornecesse sabores especiais, seria agridoce, se emitisse cores seria como o verde radiante de um amanhecer em uma floresta, e o azul escuro do cair da noite.

Onde jovens protagonistas enfrentam descobertas sombrias, abraçam lembranças calorosas, desvendam segredos amargos, e criam conexões e amizades ao ponto que amadurecem.

Jack Baker, ainda aos 13 anos, precisa lidar com as marcas que a perda de sua mãe deixaram, pois além da dor natural de se lidar com tal fato, intensifica-se ao ponto que preceitos costumeiramente recitados por ela, ainda guiam sua vida. Seu pai, um general da marinha, afastou-se para servir na Segunda Guerra Mundial quando Jack era ainda mais novo, o que acarretou em um distanciamento e desconhecimento da maturidade do filho.

Sua volta para casa após a morte da esposa é marcada, entre muitas outras coisas, pela ida de Jack para o colégio interno militar Morton Hill, em Cape Fealty, Manie. Onde Jack passa a conviver com um novo cenário em sua vida, buscando socializar com garotos mais hábeis e fisicamente mais preparados.

É quando então se depara com um garoto peculiar, que parece tão deslocado quanto ele, mas fora de qualquer grande possibilidade de interação com os outros. Trata-se de Early Auden, miúdo e misterioso, responsável por acrescentar doses de surrealismo à história.

Early também não está vivendo seus melhores dias, na verdade isso tem se arrastado por muito tempo. Após perder toda sua família, passou a morar nas imediações incomuns do colégio, e assistir somente as aulas que lhe convém — o que não demonstra mais incomodar professores e alunos.

Em particularidades, o jovem possui traços característicos de algum transtorno — a autora chega a relatar sobre sua inspiração pra ao cria-lo, em um período sem diagnósticos —, ele segue a risca uma rotina de músicas que devem ser ouvidas, e quando devem,gosta de usar o chiado e o som vazio dos discos para se acalmar, além de depositar na organização das balas de goma um espaço para refrescar as ideias.

De inicio Jack o observa de longe, com certa curiosidade, usando até mesmo a imagem de Early para desviar os olhares sobre suas próprias limitações. No entanto não demora muito para que eles unam-se em afinidade por um interesse em comum, e essa afinidade, e um sentimento que Jack não sabe definir como dívida, pena ou lealdade, os levam para uma jornada muito além das imediações do colégio.

Uma jornada guiada pelas visões, e uma peculiar leitura de Early sobre os passos de um aventureiro em busca de seu nome.

A narrativa tão completa e detalhada, nos momentos em que a história de nossos dois protagonista abre espaço para uma fábula com um ar poético, fomenta nossa curiosidade ao ponto que as duas histórias parecem coexistir. De repente o mundo enxergado por Early não parece tão distante assim, e seu dom para certas coisas fica bem evidente.

Em meio a sua própria cruzada, esses garotos se deparam com personagens carregados de mistérios, passados que de certa forma voltam para assombrá-los e se permeiam na vida de outras personagens.

Apesar da caminhada lúdica, e o ar de fantasia que carrega e impulsiona a história para novos cenários, “Em algum lugar nas Estrelas” está longe de ser um livro infantil.

Clare Vanderpool abre espaço em sua história para tratar sobre assuntos como perda e superação, traumas marcados na pele ou até mesmo aqueles que ficam camuflados na alma. E tudo isso é apresentado à historia de forma natural, inserida de forma astuta, sob o céu estrelado como guia.

Os olhares das crianças, em especial de filhos e parentes de militares estadunidense, sobre a guerra de encerrada em 1945, é outro fator bem explorado pela autora.

O livro já foi associado ao clássico de Stephen King, “Conta comigo“, que da mesma forma traz jovens em uma cruzada ao confronto de coisas difíceis.

Preciso fazer um breve comentário sobre essa edição fantástica da Darkside Books. O livro conta com mapas de constelações, ilustração de seus símbolos, e o toque especial de cada capitulo ser iniciado com linhas de constelações diferentes (como já puderam ver nas imagens a cima).

O livro é uma boa aposta de leitura para esse clima de final de ano, caso você não esteja procurando algo que fale especialmente sobre as datas comemorativas em questão, mas ainda assim deseja um pouco da fantasia inspirada pelo mês. Da mesma forma, pode ser um presente perfeito para fãs de suspenses mais leves.

 

Em algum lugar nas Estrelas,
Clare Vanderpool.
288 paginas.
Darkside Book.

 

Quando chove, é sempre Billie Holiday.
Até a próxima.

 

E no dia 17 do Calendário de Natal o que tem? RESENHA DE FILME FRESQUINHO!!

Star Wars sempre foi uma franquia fortemente relacionada aos finais de ano. Alem de muitas das estreias terem ocorrido em fim de ano, a franquia já teve especiais de Natal e sempre foi considerado um grande presente, pelos seus brinquedos e outros produtos que se originaram a partir dela. Não a toa, este já é o terceiro ano que dezembro vem acompanhado de uma estréia relacionada ao universo de Star Wars. 2017 foi a vez de vermos nas telas o episódio VII “Os últimos Jedi“. Nós trouxemos todo o filme em detalhes aqui pra vocês!

PREPARADOS?!

No final de 1977, estreou nos cinemas uma zebra de nome “Star Wars – Uma nova esperança” (Ou como foi chamado a época em terras brasileiras, Guerra nas Estrelas). Não tinha como saber o que o filme se tornaria, havia poucos precedentes para a ficção científica espacial.

Star Wars foi diferente de tudo e justamente por isso ninguém sabia como lidar com esse fenômeno. Lentamente se construía uma estética que viria a sedimentar o visual desse universo, criando uma espécie de marca registrada. Logo, a única forma de responder a pergunta ”Porque nenhuma das naves evoluiu desde os anos 80?” é simples, porque se houvessem evoluído não seria mais Star Wars.

Avancemos para 2017 (exatos 40 anos e 7 capítulos depois) Star Wars foi de azarão para uma marca consolidada, o que era rebeldia se tornou um Império. E agora? Para onde levar isso?

Em 2015, J. J. Abrams mostrou que tanto esse universo quanto sua história principal (aquela da família Skywalker) ainda tem muito a mostrar e podem render. De forma reverente, Abrams levou o espectador de volta “a uma galáxia tão distante”.

Então entra Rian Johnson, a principal cabeça por trás de “Os últimos Jedi”, o diretor já foi descrito por críticos como “um garoto mal comportado deixado sozinho na sala de brinquedos de George Lucas”. De fato, ele trouxe ares novos à franquia; deturpou a bússola moral, colocou em risco conceitos que eram consolidados em pedra desde “Uma nova esperança”, ameaçou destruir o próprio significado de bem e mal. Quase niilista, em certo momento um personagem afirma que “é necessário destruir os ídolos antigos” e em certa medida, o filme toma conta dessa afirmação. As mudanças de paradigma, e o óbvio conflito geracional passam bem o recado de Rian Johnson: é hora do novo, novos personagens, novos conflitos, novos paradigmas e novas histórias.

A mais recente entrada da saga Star Wars gira em torno de um evento único cujas ondas se desdobram por toda a galáxia. Tal evento é o cerco que as forças do lado negro, a chamada Primeira Ordem, mantém em torno da última nave de comando da Resistência. Logo nas clássicas introduções escritas somos informados da dominação absoluta da Primeira Ordem e do esvaziamento da Resistência.

É necessário uma digressão em relação a esse letreiro inicial. Ele te captura mais efetivamente do que qualquer outra coisa já feita no cinema holywoodiano. A peça de John Willians (essa aqui) é perfeita, capaz de puxar até os mais céticos para uma “galáxia tão tão distante”. Eu que sou um forte crente do compartilhamento de experiências creio que essa é uma daquelas que necessitam ser vividas, é necessário estar bem colado na cadeira do cinema para entender.

Porém, essa abertura é umas poucas coisas convencionais em relação à “Os Últimos Jedi”. Em torno dessa mistura de cerco com fogo que se estabelece como evento principal e fio condutor do filme temos as diversas histórias cada uma ligada a um dos quatro novos protagonistas. Rey, que se estabelece a protagonista por excelência e digna representante da continuidade dos Jedi, vai em busca de treinamento com Luke Skywalker, agora um velho calado, isolado, a espera dos seus últimos dias e em constante conflito consigo mesmo. Luke não acredita mais na existência dos Jedi, e de certa forma, perdeu a esperança. Em outro canto da galáxia, o mais bem sucedido piloto da resistência, Poe Dameron, continuamente desafiando as ordens de Leia Organa, ao contrário de seu irmão, Leia é uma forte crente na força, e nos ideais da Resistência que ela organiza.

Aparentemente uma das mais calmas e conscientes personagens na nova saga, Leia joga a todo momento com a impetuosidade de Poe, ora o incentivando, ora o controlando, até mesmo o mantendo no escuro sobre suas reais intenções. Isso se segue até os momentos finais, quando há uma mudança (HEY eu to falando em detalhes, mas nada de spoilers, lembram?).

Por fim, mas não menos importante, Finn, o ex stormtrooper convertido a herói da Resistência. Se é verdade que “Os últimos Jedi” apesar das liberdades, ainda espelha muito da saga original (por exemplo, o treinamento de Rey e de Luke em planetas isolados e por mestre Jedi incrédulos), Finn é um daqueles pontos sem precedentes. O ,agora rebelde, assume para si uma missão de encontrar alguém capaz de se infiltrar na principal nave da Primeira Ordem, onde estaria o todo poderoso Líder Supremo Snoke. Ao longo da jornada, Finn encontra uma outra membro da Resistência, Rose, e de forma interessante ocorre uma conexão muito forte entre ambos.

Finn e Rose simbolizam a força do pequeno, ou do que não teria nenhuma importância (ressoa um pouco a força do pequeno Frodo contra o poderoso Sauron, em Senhor dos anéis). E de certa forma, Johnson brinda ao espectador quase que didaticamente dois personagens que, em outros tempos, seriam meros peões, mas aqui se tornam triunfantes nas suas crenças (o momento que conclui o arco de Finn neste filme é um dos melhores planos individuais de toda a saga, irei falar dele em breve).

Resta lidar com o vilão principal. Kylo Ren não é o novo Darth Vader, e isso é o principal que deve ser dito sobre ele. Todo resto só serve para levar até ai. Logo no início do filme, Johnson já nos manda essa mensagem em alto e bom som, Kylo destrói sua máscara (que foi um símbolo tão forte no filme anterior) e conserta as feridas em seu rosto. Ele deixa de lado a ideia de um vilão a lá Vader, totalmente consumido pelo lado negro. Kylo opta por abraçar o conflito interno (o que torna o personagem muito mais interessante do que um “ctrl + c/ ctrl + v” do vilão anterior), o vilão hesita, repensa, sofre, se arrepende.

Em um mundo pós guerra fria, pós Obama e etc idéias como mal e bem eternos são impensáveis. Inclusive é digno de nota como a atmosfera de tensão deste filme se constrói em torno da incapacidade de se manter em um lado. Luke (que outrora simbolizou a encarnação da jornada do herói) também tem de encarar sua faceta colérica por exemplo, mas mais forte ainda é o visual simbolizado pelo equilíbrio de forças, quase que evocando a imagem do yin/yang.

Os últimos Jedi é um filme completo, reverente (e referente) ao material original mas ainda assim pleno de novidades, Rian Johnson soube criar em cima das expectativas tanto dos fãs quanto de um dos estúdios de cinema mais poderosos do mundo e sai de Star Wars deixando uma marca na saga que já um dos símbolos da cultura norte americana. Resta saber o que nos aguarda quando esta trilogia chegar ao seu ápice em 2019, pelas mãos do idealizador J.J. Abrams.

POR HOJE É SÓ! Que tal fazermos uma coisa diferente? Eu gostaria de escrever aqui alguns parágrafos repletos de spoilers do novo filme. Então combinamos assim, se você ainda não viu o filme, vai lá ver, que é diversão garantida e volta aqui amanhã que além de mais surpresas de Natal, pode conferir a seção dos spoilers.

Se você já assistiu e quer conversar mais um pouco, vamos lá:

Continue lendo

Não faz muito tempo que falamos de organização e planejamento por aqui, dando dica de alguns aplicativos que atendem essa função. Mas há quem prefira por a criatividade em pratica, ter algo para lidar com carinho e que possa ser guardado de forma especial.

Estou falando dos Bullet Journals, que se tornaram muito populares este ano, mas que na verdade já eram conhecidos a um tempo. Esse método de criação foi inventado pelo designer Ryder Carroll, que visava justamente se desprender um pouco do tecnológico para conectar-se com o artesanal e pessoal.

Logo, essa agenda em forma de diário ganhou novos traços ao ponto que a novidade se espalhava pela internet.

Hoje em dia existem empresas dedicadas à confecção e estruturação dessas agendas. Permitindo que o cliente personalize o material, escolhendo o conteúdo de paginas, cores, e outras coisas. Com isso surgem também os conhecidos Planners.

Mas a real graça está em criar, inventar, e até mesmo de certa forma expressar-se. E você não precisa necessariamente gastar uma fortuna com isso, a ideia é justamente simplificar.

Criando um Bullet Journal

Por onde começar? Um simples caderno em branco talvez. Você pode escolher um estilo moleskine, sem linhas, e com ou sem espiral, talvez um de linhas quadriculadas ou até mesmo pontilhadas — que já lhe ajudaria muito ao criar as tabelas e divisões.

Como estruturá-lo? Você dispõe do seu estilo de vida para isso. Diferente de agendas convencionais, você tem a liberdade para separar espaços para coisas que realmente importam, como metas, rotinas, eventos, acompanhar rendimentos, ou até mesmo algumas folhas para diário.

Além de poder testar outras formas de organização ao longo das semanas, até encontrar aquela que combina mais com você.

Um toque de Personalidade

É mais do que comum encontrar pela internet adeptos que acrescentam estilos e personalidade às suas agendas. Por meio de recortes, desenhos, adesivos, fotos, papeis de carta, e até mesmo post-it e washi tapes.

De certo modo isso acaba expandindo a experiência, proporcionando momentos relaxantes para por em pratica a criatividade.

Mas se você não possuí grandes dons artísticos, não precisa se apagar a ideia de que o Bullet Journal só irá funcionar dessa forma. Mais uma vez, é um tipo de estruturação bem pessoal.

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Um planejamento de rotina e metas podem fazer toda diferença no seu ano, uma boa forma de manter o controle sobre aquilo que você almeja ou deseja cumprir.

Essa foi a dica que eu tinha hoje, no nosso 16º dia especial do nosso calendário. Espero que vocês tenham gostado!

Até mais!