Resultado de Pesquisa

Esta é a primeira parte do resumo dos dois últimos meses do Desafio Cinematográfico. Os quatro filmes aqui são referentes ao mês de julho.

Como dito no pelo facebook um tempinho atrás, acabei me atrasando para postar e com isso julho ficou acumulado com o mês de agosto, que teve 5 semanas. Então para que não ficasse um post imenso, e também para que não fosse preciso fazer cortes nos textos, estou dividindo em duas partes. 😉

27. Um filme lançado quando você tinha 5 anos – Matrix (Lana Wachowski e Lilly Wachowski, 1999 )

Nem preciso dizer o peso que este filme tem sob a cultura pop . Pois é, mas ele ainda estava na minha lista de filmes mega-conhecidos que eu ainda não vi. Então nada mais justo que assisti-lo no desafio.

Thomas Anderson (Keanu Reeves) trabalha como programador para uma empresa, e leva uma vida aparentemente normal, mas por trás disse ele é uma habilidoso hacker que mora em um apartamento escuro e bagunçado. Sua vida começa a apresentar estranhos acontecimentos, ao ponto que estranhas visões atormentam sua mente.

Ele passa a ser perseguido por um grupo autoritário que lhes mostra possuir domínio sobre a perspectiva da realidade. Com isso ele também aproxima-se de Morpheus (Laurence Fishburne) e Trinity (Carrie-Anne Moss), que por outro lado estão dispostos a ajudá-lo e protegê-lo, eles lhe apresentam a verdade sobre o mundo onde vivem: Dentro, uma simulação onde os seres humanos vivem de forma natural, mas por fora um cenário desolador onde seus corpos são usados como fonte de energia para máquinas inteligentes.

Morpheus enxerga Thomas – Neo – como o escolhido, capaz de quebrar Matrix e libertar a humanidade, porém como esperado o caminho não é fácil, e nem mesmo a certeza de que ele possa ser o escolhido mostra-se exata.

O que posso dizer é que amei o universo construído nesse filme, sei que ele possui sequências, mas estou com um com medo do rumo que a história possa ter levado.

28. Um filme que estreou no mês do seu aniversário – Homem-Aranha: de volta ao lar (Jon Watts, 2017)

A figura do Homem-Aranha esteve presente durante muito tempo na minha infância, pelos desenhos, brinquedos e outros objetos colecionáveis. Foi bem legal poder resgatar um pouco disso em julho.

Quem está mais acostumado com o Peter Park da televisão pode acabar sentindo a diferença durante o filme, já que a história foi em partes reconstruída totalmente. No entanto o próprio filme faz várias menções a episódios dos quadrinhos — entre elas uma ligação com o Aranha de Ferro — , e também aos antigos longas do herói.

Se você quiser saber mais sobre o que eu achei do filme, pode conferir por aqui.

29 – Um filme de Guerra – O túmulo dos vagalumes ( Isao Takahata, 1988)

Para os amantes de animações japonesas, as produções do Studio Ghibli pode ser bem conhecidas. Porém, esse filme se põe em contramão na lista da produtora. Não por ser menos conhecido ou de pouca qualidade, mas por deixar um pouco de lado a fantasia presente nas outras animações e apresentar um cenário real, triste, sofrido e de dotado de uma singela beleza.

Em meio aos ataques no Japão durante a Segunda Guerra Mundial, Seita e sua pequena irmã Setsuko buscam sobreviver em uma sucessão de calamidades. Com a convocação do pai para marinha e a ausência da mãe, os irmãos acabam indo morar na casa de parentes.

O convívio não se mostra nada fácil, conseguir alimento para todos é uma tarefa difícil, além disso Seita passa a ser intimado por sua tia a buscar um trabalho ou algo para fazer da vida, com o propósito de ajudar em casa. Seita por outro lado exerce extrema atenção sobre Setsuko, e mostra-se incapaz de abandonar a garotinha.

Pode-se dizer que Setsuko é fiel a sua idade, a personagem é carregada por generosas doses de inocência, além de chorar sempre que se depara com uma decepção, mas também por saber sorrir e brincar quando lhe parece oportuno.

Dado momento, Seita decide sair com sua irmã da casa de seus parentes, rumando para uma vida independente da qual ele precisará buscar seu próprio sustento. Em um esconderijo antiaéreo os dois passam seus dias, colecionando vagalumes a noite para dormir, e buscando formas de se alimentar.

Infelizmente a guerra se mostra cruel não só entre pessoas de lados opostos, mesmo daqueles aos quais esperamos atitudes mais brandas sobre os dois, os hostilizam ou os negam alimento e cuidados, por se preocuparem em manter as próprias vidas em eixo. O filme também acaba por mostrar como o senso de orgulho por mais que seja cultural, pode arruinar vidas.

30. Uma produção da Europa – Die Welle: A Onda (Dennis Gansel, 2008)

O filme foi baseado em um experimento real criado por um professor na califórnia, e que em menos de uma semana tomou uma grande proporção.

No longa a história foi adaptada para o cenário de uma escola Alemã, o que na minha opinião funcionou muito bem para a expansão do assunto. Na instituição os alunos devem optar por duas áreas de conhecimento: O Anarquismo e a Autocracia. Logo de início conhecemos Rainer WengerJürgen Vogel ) um professor entusiasta que mesmo perdendo a oportunidade de dar aulas sobre o anarquismo, empenha-se para fazer das aulas sobre autocracia uma experiência que vai além dos livros didáticos.

Junto com seus alunos o senhor Wenger cria um movimento, que se constrói na medida que a classe faz questionamentos e sugestões. Eles adquirem uma forma própria de se comportar, se organizar e até mesmo de se vestir. O impacto passa a ser ainda maior quando os jovens começam a levar suas idealizações de grupo para as ruas. O movimento certamente apresenta lados positivos, mas também extremidades preocupantes que vão se aproximando cada vez mais do Fascismo.

Na vida real, essa dinâmica em grupo não chegou a ir tão longe, nem mesmo teve um fim tão trágico. Mesmo assim a mobilização dos estudantes surpreende muitos até hoje. A história chegou a ganhar um documentário com relatos do próprio professor.

Recomendo muito este filme por sua história, e também pelo elenco incrível que conta com Max Riemelt e Max Mauff, além de Jennifer Ulrich e Frederick Lau que mandaram super bem em seus papéis.

Logo mais vocês poderão conferir os outros filmes da lista, os quais muito assistimos juntos desta vez.

Até Breve!

Hoje em São Paulo, precisamente no memorial da América Latina, inicia-se o 12º Festival de Cinema Latino Americano. O evento que ocorrerá até o dia 2 de agosto, contará com exibições de filmes de diversas nacionalidades, além de mesas de debates, programação musical entre outras coisas.

Você pode conferir a programação em detalhes através da página do evento no facebook ou pelo site do evento.

Em nosso desafio cinematográfico deste ano, separamos uma categoria voltada para o cinema Sul Americano. O festival acaba tornando-se uma ótima oportunidade de concluir a proposta e também vivenciar uma experiência diversificada. Mas se você – assim como nós – não poderá comparecer ao evento, saiba que não te deixamos na mão. Para isso separamos alguns filmes de diferentes países que acreditamos serem ótimas opções para o desafio.

*Grande parte dos filmes destacados ainda não foram assistidos por nós, sendo que a sinopse ou os trailers nos despertaram interesse. Assim como vocês usamos o desafio para vivenciar coisas novas.*

*Consulte as classificações indicativas*

Argentina

O Segredo dos teus Olhos (Juan José Campanella, 2009)

O drama do ex oficial de Justiça Benjamín Espósito, que tenta escrever um livro baseado numa história real que ele mesmo investigou no passado é magistralmente bem conduzido por Campanella. O diretor foi capaz de extrair do astro argentino Ricardo Darín uma de suas melhores atuações, como o protagonista. No desenrolar da trama de Segredo dos seus olhos, que o aproxima muito da tradição norte americana, as ruas de Buenos Aires ganham cada vez mais uma atmosfera densa, que dialoga com os sentimentos do personagem ao lidar com o caso emblemático.
Quanto mais Benjamin Esposito se aprofunda no romance, mais ele se interessa por descobrir o verdadeiro culpado do assassino e estupro da jovem mulher, inclusive se aliando ao marido dela e a sua jovem secretária para resolver o caso.

Outras indicações:

Diários de Motocicleta (Walter Salles. 2004)
Um dos maiores filmes de conhecimento do cinema argentino. A produção biográfica conta a jornada de Ernesto “Che” Guevara (Gael García Bernal) e seu amigo brasileiro Alberto Granado (Rodrigo De la Serna), rumo ao Peru, cruzando boa parte do continente sob uma motocicleta. Ao chegar em seu destino final, Ernesto percebe que esta lhe foi uma jornada de autoconhecimento que modificou seus valores.

Infancia Clandestina (Benjamín Avila, 2011)
O longa se passa na década de 70, quando o regime ditatorial argentino leva famílias a viverem de forma escondida por discordar dos ideias do governo. Ao se apaixonar pela primeira vez, Juan põe em risco todo o disfarce de sua família, para viver seu amor por Maria.

Porta de ferro – o exilio de Peron (Victor Laplace; Dieguillo Fernández, 2012)
Em 1955, o ditador argentino Juan Domingos Perón se coloca em exílio em Madrid, pois foi retirado do poder por seus opositores militares. Da Espanha, Perón se mantém informado de todos os acontecimentos na Argentina e de lá decide iniciar o trabalho de gravar suas memórias. O filme acompanha o ex ditador justamente por este período.
*Também se encaixa bem como uma biografia política*

Um time show de bola ( Juan José Campanella, 2013)
Para que esta afim de fugir um pouco do sério, está divertida animação traz a dose certa. O filme nos apresenta Amadeo, um garoto fanático por pebolim que certo dia observa seus jogadores de madeira ganhando vinda. Está descoberta desperta o olhar de pessoas gananciosas que querem tomar posse dos objetos mágicos. Os times rivais precisarão aprender a juntar suas formas para um bem maior, tudo isso no espírito do futebol argentino.

Colômbia

Alias Maria ( José Luis Rugeles, 2015)

Maria é uma soldada de guerrilha, ela tem 13 anos de idade, e recebe uma missão juntamente com outras três crianças em combate, elas devem levar em segurança o bebê recém-nascido do comandante até a cidade uma cidade vizinha.
No entanto, este não é o maior desafio enfrentado com Maria. Ela está grávida, o que é proibido na guerrilha. Ao ser descoberta em meio a missão, ela não encontra outra alternativa a não ser fugir, para evitar um aborto forçado.
Investigada por sua situação, a jovem passa a olhar de maneira diferente para cidades devastadas, para as famílias que sofrem perdas e todas as vítimas dos conflitos armados na Colômbia. Ela passa desejar uma vida melhor para si.

Cuba

Uma Noite (Lucy Mulloy, 2012)

Tido para muitos como um filme ousado, “Una Noche” vem com a proposta de retratar a juventude cubana nos dias atuais, em Havana. Porém com um toque quase de fantasia sob os as fronteiras da ilha.

O longa nos apresenta aos irmãos gêmeos Elio (Javier Nuñez Florian) e Lila (Anailín de la Rúa de la Torre), que junto com o amigo Raul (Dariel Arrechaga) sonham com uma vida nova em Miami, nos Estados Unidos.
Após ser acusado de agredir um estrangeiro, e passar a ser perseguido pelas autoridades locais, Raul não vê outra escolha a não ser deixar a ilha. E para isso contará com a companhia do casal de irmãos.

Juntos os três jovens embarcam em um bote, rumo ao mar sem fim, nesta experiência que os liberta de suas amarras, entregando-os à maturidade repentina em alto mar.

Outra indicações:

Juan dos Mortos (Alejandro Brúgues, 2013)
A história do quarentão Juan, um homem sem futuro na vida que vê tudo mudar quando a ilha é tomada por mortos-vivos a princípio parece mais um filme de zumbi americano. Porém, o olhar crítico do cineasta transforma em uma sofisticada e premiada sátira política. Bom pra quem gosta de novas abordagens sobre um gênero clássico.

Parque Lenin (Itzmar Leemans; Carlos Mignon, 2015)
Para os irmãos Antoin, Yesuán e Karla a maior lembrança da qual carregam juntos infelizmente não é a mais alegra. Ao perderem a mãe no em um parque de diversão, Parque Lenin, seus caminhos foram dispersados, de modo que Antoin mudou-se para a França, e estuda música clássica, enquanto Karla e Yesuán permaneceram em cuba, buscando construir e reorganizar suas vidas.

Memórias do subdesenvolvimento (1968, Tomás Gutiérrez Alea)
Tomás Gutiérrez Alea é um dos grandes nomes do primeiro cinema cubano, o cineasta soube como ninguém capturar o ambiente na ilha no momento pós revolucionário. “Memórias..” incorpora diversos elementos na narrativa descontínua de um intelectual que se sente sem lugar em uma Cuba após a vitória de Fidel.

Paraguai

7 cajas (Juan Carlos Maneglia, Tana Schémbori, 2014)

Victor trabalha como carreteiro, a vida não é fácil e os trabalhos são concorridos. Ele se desdobra aceitando pequenos trabalhos e levando comprar para clientes. Seu maior sonho é se tornar alguém famoso e marcar as televisões da loja de filmes do mercado.

Porém sua vida é posta em risco quando ele se propõe aceitar um trabalho diferente com uma boa remuneração. E o que parecia uma simples entrega de 7 caixas, resulta em uma corrida por sua sobrevivência.

Peru

Dias de santiago (Josué Mendez, 2004)

O jovem ex-soldado da marinha peruana Santiago Roman (Pietro Sibile), de 23 anos, retorna a Lima após anos lutando na selva contra terroristas e traficantes e disputas com o Equador. Ele faz parte da chamada “geração perdida peruana“, uma força usa necessariamente na visão de muitos, que só serviu para traumatizar tais jovens.

Em sua volta à Lima ele depara-se com uma cidade decadente, onde muitos de seus colegas da marinha vivem agora como assaltantes por terem sido deixados sem dinheiro ou trabalho.

No entanto ninguém parece compreender a dor que Santiago sente, mesmo ver o que tem de errado em toda essa situação.

Paloma de Papel (Fabrizio Aguilar, 2003)

Este filme foi aclamado pela crítica peruana e foi de grande importância para o seu cinema anos atrás. O filme retrata o conflito de uma guerra interna vivida no Peru, que atingiu diversos povoados.
Aos olhos de Juan e seus amigos, o filme buscar tratar o impacto desta luta sob as crianças, que observam os ares de sua cidade mudar dramaticamente, envolvendo-os em uma batalha da qual eles não escolheram participar.

México

Labirinto do Fauno (Guillermo Del Toro, 2006)

Labirinto do Fauno é um dos marcos na carreira do diretor Guillermo Del Toro, sendo o filme que em definitivo o levou para o cinema holywoodiano e para a cadeira de filmes enormes como “Círculo de fogo”. O filme narra a história da jovem Ofélia , de mudança para o interior, acompanhando o serviço de seu pai na luta contra rebeldes insurgentes e defendendo o governo do ditador Francisco Franco. A menina descobre por um velho fauno que pode ser uma princesa de um reino mágico há muito tempo esquecido, mas para provar isso ela deve passar por algumas tarefas.
Del Toro inova por pegar um período obscuro na história espanhola e preenchê-lo com uma atmosfera mágica, porém de constante perigo e desta forma, cria o ambiente perfeito para o espectador que deseja se voltar para filmes latino americanos. Recomendo (pessoalmente) continua na filmografia do diretor que desde sempre demonstra muita aptidão para incorporar o mágico e o obscuro em suas películas.

Outras indicações:

Amores Perros (Alejandro G. Iñarritu, 2000)
Este filme é embrenhado no cenário de violência urbana do México, no qual entrelaça diversas histórias a um único acidente de carro. O mesmo diretor também possui outros dois filmes no mesmo tom, porém lidando com ambiente norte americano: Babel (2006) e 21 gramas (2003).

Por La Libre (Juan Carlos de Llaca Maldonado, 2000)
Divididos entre amor e ódio, dois primos se esforçam para cumprir o último desejo de seu avó falecido, levar as suas cinzas para a cidade de Acapulco. Sendo um dos filmes mais leves desta nossa breve seleção mexicana, Por La Libre tem imensa capacidade de cativar.

E sua mãe também (Alfonso Cuarón, 2001)
Um dos grandes filmes de Cuarón, também conta com uma história de um filme de estrada, mas desta vez são dois amigos que viajam com uma mulher mais velha. A atmosfera carregada de drama mostra ao espectador dois jovens em um período de descoberta.

Compadres (Enrique Begne, 2016)
Este lembra os filmes de ação e estrada norte americanos, muita pancadaria, explosões e um americano dão tom dessa mistura de ação e comédia. Recomendável pra quem quer fugir de hollywood sem ir muito longe.

Uruguai

Mr. Kaplan (Alvaro Brechner, 2015)

Jacobo Kaplan (Héctor Noguera) sente-se na necessidade de fazer algo maior do que sua rotina como um senhor da terceira idade. Determinado em fazer algo pelo qual será lembrado, ele vê a oportunidade ao ouvir de sua neta que há um alemão que habitando uma praia, e que tem o apelido de “nazista”.

Ao lembrar-se da captura de Eichmann na Argentina, o qual foi julgado pelos crimes cometidos durante a Segunda Guerra Mundial, Jacobo conclui que o alemão também é um foragido do exército de Hitler.

Com a ajuda de um ex-policial, Wilson Contreras (Néstor Guzzini), ele inicia uma investigação e elaboração para um plano de captura do Alemão.

Outras indicações:

Anina – (Alfredo Soderguit, 2013)
Anina é uma garotinha de 10 anos que frequenta uma escola primária em Montevidéu. Após se envolver em uma confusão e entrar em uma briga na escola, ela é suspensa por alguns dias recebendo como punição cuidar de um envelope misterioso que não deve ser aberto. Anina passa a usar seus dias longe da escola para desvendar o que possa estar escrito dentro da carta, e aprender mais sobre a relação entre famílias e amigos.

Os inimigos da dor (Arauco Hernández Holz, 2016)
Ao visitar Montevidéu, um ator alemão acaba perdendo-se na cidade, logo é atacado por uma gang que tenta assaltá-lo. É quando então ele conhece Pedro, um ex-viciado que lhe ajuda mostrando um local para abrigar-se. O convívio dos dois se estende por alguns dias, até que conhecem Nelson, um segurança abandonado por sua esposa. Quando percebem, estes três homens unidos pela dor, estão envolvidos em uma missão por respostas.

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Esperamos que tenham gostado das indicações. Optamos por deixar o cinema brasileiro de fora da lista por enquadra no item nacional. Caso conheça mais filmes legais, até mesmo de outros países, sugestões são sempre bem vindas. 😉

Abraços da Equipe.

Demorou um pouco mais que o esperado, mas estou aqui para mostrar para vocês os filmes que assisti em Junho, para cumprir as metas do nosso desafio cinematográfico de 2017.

Junho marca o fim do primeiro semestre do ano, logo, também chegamos até a metade de nosso desafio (yeah!). É bem comum que agora as coisas fiquem um pouco mais difíceis, para aqueles que assim como eu optam por sempre cumprir os itens mais acessíveis primeiro, ou relacionar algum filme que assistiu ao acaso com o desafio.

Confesso que selecionar 4 filmes para essa etapa foi um tanto quanto complicado. Assisti muitos filmes incríveis, mas que se enquadravam em categorias já preenchidas, ou em nenhuma para esse ano, ou que não eram inéditos para mim. Mesmo assim, resolvi realocar Kong : A ilha da Caveira na minha lista, para uma categoria mais justa e que me desse espaço para um novo longa. ( Não me odeiem, a gente sempre faz isso).

Enfim, estes foram os filmes de Junho!

23. Uma sequência – Alice Através do Espelho (James Bobin, 2016)

Após uma longa viagem pelo mundo Alice (Mia Wasikowska) reencontra sua mãe, e em uma festa a qual não foi exatamente convidada, descobre más notícias sobre os patrimônios de sua família. No casarão onde a festa está sendo realizada ela percebe a presença de uma criatura que a guia até um espelho, ao tocá-lo Alice descobre uma passagem que a leva de volta ao País das Maravilhas. Em sua chegada descobre que a vida do Chapeleiro Maluco (Johnny Depp) está em risco por conta de sua profunda tristeza. Orientada a procurar o Tempo (Sacha Baron Cohen), ela surrupia um item que lhe permite viajar ao passado, e tenta assim resolver os acontecimentos que ocasionaram tantos problemas. Porém seu roubo traz consequências terríveis ao universo mágico.

A troca de direção do filme fica evidente em muitos momentos, porém acredito que James Bobin soube realizar um ótimo trabalho dando sequência aos traços adicionados por Tim Burton no primeiro filme. E apesar de não ter simpatizado tanto com a personagem de Sacha Baron Cohen, gostei do filme.

24. Um filme com protagonista animal – Pets – A Vida Secreta dos Bichos (Chris Renaud e Yarrow Cheney, 2016)

Eis a troca que fiz com Kong.

Nesta animação embarcamos pelo submundo dos animais de rua e de estimação de Nova York. Tudo começa quando Max, um cachorro que possui uma extrema relação de amor e lealdade com sua dona, se depara com a chegada de um novo membro em seu apartamento. Max não aceita dividir a atenção com Duke, muito menos concorda com seus privilégios, o que resulta em um grande problema quando um plano para um se livrar do outro acaba deixando os dois perdidos.

Em meio a isso, ele se deparam com animais abandonados cheios de rancor e ódio (e com razão) enquanto seus amigos buscam formas de localizá-los e trazê-los de volta em segurança.

O filme não chegou a entrar na minha lista de animações preferidas, mas assim me causou umas boas risadas.

25. Um filme que estreou em 2017 – O espaço entre nós (Peter Chelsom, 2017)

*Fica a dica para a categoria: Um filme com cenas que retratam outro(s) planeta(s).*

Todos estão otimistas com a nova missão espacial gerenciada por Nathaniel Shepherd (Gary Oldman) que desta vez anuncia os primeiros passos para uma colonização em Marte. Em sua equipe de tripulantes encontram-se Sarah Elliot (Janet Montgomery) que viaja sem o conhecimento de sua gravidez. Meses depois, já no planeta vermelho, ela da a luz a Gardner Elliot (Asa Butterfield) o primeiro humano nascido fora da Terra. Gardner cresce na estação, sendo cuidado e educado por cientistas, mas sempre nutrindo um forte desejo de ver um mundo além do qual ele vive. Pela internet ele mantém contato com Tulsa (Britt Robertson), uma jovem que não tem uma vida fácil na terra e desconhece seu segredo. Quando lhe é finalmente apresentada a oportunidade de conhecer a Terra, Gardner decide encontrar-se com ela, e conhecer seu pai.

Confesso que peguei este filme para assistir sem grandes expectativas, certo de que seria mais um romance adolescente fofo, desses que você assiste para passar o tempo. No entanto eu me surpreendi muito com esse filme. Ele consegue carregar muita sensibilidade aos olhos do protagonista, e conta também com uma linda fotografia. Apresenta diálogos descomprometidos mas com mensagens sobre autoconhecimento que não soam forçadas. Traz também detalhes da natureza humana e do planeta Terra passam a ser visto como banis por nós, mas ganham uma proporção imensa na vida de alguém que cresceu longe de tudo isso.

26. Exibido no Festival de Cannes – Okja (Joon-Ho Bong, 2017)

Logo de início o filme nos apresenta Lucy Mirando (Tilda Swinton) com seu discurso empolgado sobre uma nova espécie animal descoberta no chile, a qual sua equipe vem trabalhando para gerar a partir dela uma solução para a fome mundial. Os super porcos como são chamados, são enviados para diferentes países do mundo a fora, com o propósito de serem cuidados por fazendeiros locais, sendo que após 10 anos de monitoração, um concurso elegerá o melhor animal. Nesse meio tempo Mija (Seo-Hyun Ahn) uma garota Sul-coreana, cresce com ao lado de Okja, a super porca destinada ao seu avô. Quando Mija se vê preste a perder aquilo que tem de mais sagrado não mede esforço para ir atrás de soluções, e pelo caminho encontra pessoas dispostas a impedi-la ou lutar ao seu lado.

O filme se equilibra em duas classificações bem acentuadas, a presença de uma heroína de 14 anos pode passar a ideia de que se trata de um filme com uma aventura infantil, e o resgate de um animal a qual ela tem como melhor amiga. No entanto a trama traz um aspecto bem mais tenso e político por meio dos outros núcleos da história. Trazendo discussões como valorização da vida, funcionamento do mercado empresarial, e os reflexos das intervenções humanas pelo planeta.

Em muitas das cenas conseguimos sentir com clareza os grandes contrastes presentes em nossa sociedade, e até que ponto somos capazes de chegar para defender aquilo que nos parece correto.

Esse filme me despertou tantos pensamentos, que estou planejando compartilhá-los com vocês em breve por aqui em um post só sobre isso. E também comentar um pouco sobre a polêmica gerada em torno dela no festival de Cannes. 

AINDA DA TEMPO!

Chegamos assim até as nossas 26 semanas cumpridas, falta só meio caminha, mas há uma noticia boa para você que ainda quer embarcar com a gente no desafio: Ainda da tempo! Isso significa que para quem estiver entrando agora a meta será um pouco maior, uma média de 8 filmes por mês, mesmo assim é uma experiência legal, eu garanto ;).

Por hoje é só. Abraços, e até mais!

 

Quando montamos o desafio cinematográfico deste ano, introduzimos a ele também itens de empatia, adicionando categorias relacionadas ao cenário que vivemos atualmente, e muitas das questões que acreditamos serem merecedoras de debates mais abertos. E nesse ponto, os filmes possuem uma capacidade de vivência e ensino muito grande.

E é por esta razão que introduzimos a lista filmes protagonizados por negros, uma trama sobre refugiados, um filme com protagonistas acima de 60 anos, um longa baseado em uma história real, e filmes de diferentes continentes, para que tivessem a chance de refletir e entender um pouco sobre cenas que algumas pessoas sentem na pele todos os dias.

Para que também pudessem observar o olhar de cada um. Como na categoria de filmes dirigidos e roteirizado por mulheres, que teve não só como objetivo mostrar os espaço conquistado por elas, mas também suas formas de trabalho.

E é também por esta razão que inserimos um item voltado para dramas LGBTs. E a palavra drama nesta categoria exerce um peso imenso. Sabemos das inúmeras comédias com personagens caricatos, sabemos das produções que exaltam uma vida promíscua — aliás, existentes também em besteróis e erotismo hétero — , porém sabemos que isso não representa a vida de um grupo como um todo, nem suas dores e muito menos as batalhas travadas contra o próprio coração em alguns casos.

Ao criar esse guia, outra preocupação nos foi apresentada, a de conseguir coletar uma boa representatividade da diversidade dentro do núcleo LBGT. Que assim como a heterossexualidade, mostra-se muitas vezes disposta a exaltar padrões de comportamento e aparência que dificultam o autorreconhecimento para boa parte da comunidade.

Com tudo isso em mente, esperamos que consigam tirar um bom proveito desta lista!

Vamos Lá?

Orações para Bobby – Prayers for Bobby (Russell Mulcahy, 2009)

Mary Griffith (Sigourney Weaver) é uma cristã devota, que criou seus filhos sob os ensinamentos de sua religião. Seu filho Bobby (Ryan Kelley), passa a ter questões sobre sua sexualidade, e confidencia isso ao irmão mais velho. Dado o momento isso passa a ser de conhecimento de todos, que gradualmente aceitam a orientação de Bobby, porém Mary não acredita que isso seja certo, e tem a fé de que Deus possa salvar seu filho. Para não decepcioná-la Bobby concorda em seguir cada orientação de sua mãe, porém com o tempo ele se torna um garoto depressivo.

O filme consegue entregar uma visão sincera sobre as dificuldades de uma mãe em aceitar a condição de seu filho, e posteriormente as consequências de seu comportamento, o qual ela exercia como proteção, tiveram em sua vida e na vida dele.

O filme é baseado em fatos reais.

Meninos não Choram – Boys Don’t Cry (Kimberly Peirce, 1999)

Baseado em uma história real, o filme retrata a vida de Teena Brandon (Hilary Swank), que viveu em uma cidade de interior, mais precisamente em Falls City, Nebraska. Ao buscar sua identidade de gênero, assume-se como Brandon Teena, vivendo como um homem na cidade. Brandon se apaixona e inicia um relacionamento com Lana (Chloë Sevigny), e cria amizade com John (Peter Sarsgaard) e Tom (Brendan Sexton III). Porém ao ter sua identidade sexual revelada a público, Brandon sofre um ataque de ódio partido da pequena cidade, que resulta em um fim trágico e doloroso.

Lost and Delirious: Assunto de Meninas ( Léa Pool, 2003)

Mary Bradford (Mischa Barton) é enviada para um internato feminino ainda sob os sentimentos da perda de sua mãe, e a indiferença de seu pai e sua madrasta. Ao se instalar no dormitório ela conhece Paulie Oster (Piper Perabo) e Tory Moller (Jessica Paré), duas garotas de personalidades opostas mas com um grande vínculo sentimental. Que logo Mary conhece como um relacionamento secreto entre elas.

No entanto, Paulie e Tory passam por conflitos na relação, ligados ao preconceito de suas famílias e por suas incertezas. As coisas só pioram quando as duas são flagradas juntas. Tory passa a ter uma relação heterossexual, como saída para agradar sua família e tentar esquecer de Paulie, que por sua vez parece enlouquecer ao perder sua amada.

Mary se vê na necessidade de tentar solucionar esta situação.

Tomboy (Céline Sciamma, 2011)

Laure (Zoé Héran) é uma garota de 10 anos, que junto a sua família passa por uma mudança residencial, e por conta disso é uma total desconhecida em seu novo bairro. Quando conhece Lisa (Jeanne Disson), que a confundo com um garoto por conta de seu cabelo curto e o estilo de suas roupas, ela percebe então a possibilidade de se reinventar, e sem desfazer a confusão, passa a viver como Mickeal.

Laure vive uma vida dupla escondendo de sua família suas experiências como garoto, onde ela encontra uma espécie de liberdade.

Morgan (Michael D. Akers, 2012)

No filme, Morgan (Leo Minaya) foi um grande esportista, destaque nas corridas de ciclismo. Após um acidente em uma de suas competições ele vê sua vida transformar-se em uma série de desafios e limitações das quais ele precisa vencer. Como consequência do acidente ele fica paraplégico e passa a viver em uma cadeira de rodas, mas se vê decidido a não deixar sua vida parar.

Dado momento ele conhece Dean (Jack kesy), um ex-combatente que lhe oferece grande apoio. Com o tempo os dois se encontram apaixonados. Mas Morgan se sente insuficiente para o companheiro, que por sua vez não vê suas limitações motoras como um obstáculo para uma grande relação.

O filme consegue retratar de certa forma a sexualidade dos portadores de deficiência, que por muitas vezes possuem dificuldades em se relacionar.

Hoje eu quero voltar sozinho (Daniel Ribeiro II, 2014)

Leonardo (Ghilherme Lobo) é uma adolescente portador de uma deficiência visual, que vive com seus pais em uma cidade do interior. Ele recebe grande apoio e atenção de sua melhor amiga, Giovana (Tess Amorim), mas sofre bullying na escola por sua condição. Quando Gabriel (Fabio Audi) entra para sua turma, Leonardo sente algo despertar, o que começa como uma amizade, logo se transforma em um forte sentimento partido dele.

Apesar de ser um filme leve, a trama consegue explorar o desenvolvimento da sexualidade de Leonardo, trazendo de certa forma o pensamento de que a aparência, o porto físico ou até mesmo o sexo, não são os únicos responsáveis por uma atração, que no filme é retratada de forma simples e inocente.

Moonlight: Sob a Luz do Luar (Barry Jenkins, 2016)

Vencedor de Melhor filme no último Oscar, Moonlight narra a ardua tragetória de Chiron, uma homem negro em uma comunidade pobre de Miami em busca de responder para si mesmo e para os outros “quem ele realmente é”.

Apesar do cenário onde a trama passa a ser desenvolvida, o filme não se limita a contar a história de um jovem negro resistindo a criminalidade. O desenvolvimento mostra o amadurecimento de Chiron, diversos conflitos de relacionamento, e o conhecimento de sua própria sexualidade.

A ainda pequeno, interpretado por Alex Hibbert, o protagonista sofre por ser chamado de “bicha”—palavra da qual ele não entende o significado mas sabe ser um insulto — pelo simples fato de gostar de dançar. Em sua adolescência, interpretado por Ashton Sanders, ele descobre a atração e o amor, ao ponto que seu isolamento aumenta junto com o bullying. Já como adulto, interpretado por Trevante Rhodes, ele se encontra como chefe de tráfico, mas sem sentir que realmente vive aquilo que ele é.

Um pouco mais

Citamos a cima filmes que acreditamos possuir uma maior facilidade e sensibilidade para o entendimento desses assuntos, mas obviamente existem muitos outros que vão até um pouco mais além, e tratam abertamente de assuntos que começaram a ser discutidos só agora dentro da sociedade.

Dentro da categoria descoberta: 

Beautiful Thing – Delicada atração (Hettie MacDonald, 1997)

Shelter – De repente Califórnia (Jonah Markowitz, 2009)

Jongens – Garotos ( Mischa Kamp, 2014)

Azul é a cor mais quente (Abdellatif Kechiche, 2013)


Dentro da categoria Vida e Relacionamento:

O Segredo de Brokeback Mountain (Ang Lee, 2005)

Documentário: You Not Alone (Stanley Bennett Clay, 2012)

Documentário: Bridegroom ( Linda Bloodworth-Thomason, 2013)

Cuatro Lunas – Quatro Luas (Sergio Tovar Velarde, 2014)

Praia do Futuro (Karim Aïnouz, 2014)

Amor por Direito (Peter Sollett, 2016)

Dentro da categoria Indenidade de Gênero:

Minha Vida em Cor-de-Rosa (Alain Berliner, 1996)

Garota Dinamarquesa (Tom Hooper, 2015)

Laurence Anyways (Xavier Dolan, 2012)

Esta foi nossa colaboração para o desafio, e também o espaço que abrimos no blog para o mês da consciência LGBT. Se você conhecer outros títulos que mereçam destaque deixe nos comentários, e nos conte também se já assistiu algum desses e o que achou.

Lembrando que por aqui buscamos sempre o respeito e uma boa relação com todos, dispensamos brigas e discursos de ódio. Não confunda liberdade de expressão com opressão.

Abraços e até mais.

Hey! Chegou a hora de contar pra vocês o que eu andei assistindo para cumprir nosso desafio cinematográfico aqui do blog. O post conta com os itens desses últimos dois meses, por isso ficou um pouco extenso. Mas espero que gostem e consigam pegar dicas legais de filmes para assistir.

VAMOS LÁ?

14. Indicado ao Oscar por melhor roteiro – Ex_Machina (Alex Garland, 2015)

O filme foi indicado ao Oscar de melhor roteiro em 2016, mas perdeu para Spotlight, nele somos apresentados a Caleb (Domhnall Gleeson) um programador que é contemplado em um concurso onde ele trabalha e é levado até a mansão secreta de Nathan Bateman (Oscar Isaac) um renomado e inovador cientista, dono da empresa.

Ao chegar no local Caleb descobre que está lá na verdade para participar de experimentos com a nova criação de Nathan. Uma robô dotada de inteligência artificial chamada Ava (Alicia Vikander), que junto a ele é submetida ao teste de Turing — que visa medir a capacidade de uma máquina em desenvolver raciocínio humano, ou levar uma pessoa a desacreditar está interagindo com uma.

Fato é que o filme carrega isso muito bem, tanto que por diversos momentos me peguei assim como Caleb, criando empatia e preocupação pelo confinamento da máquina. O roteiro conseguiu mexer com a minha mente, me levando a acreditar em uma faceta por boa parte da história, e me surpreendendo muito no final.

Eu havia ouvido comentários de algumas pessoas que não curtiram tanto o ritmo do filme. Mas na minha opinião, tanto o ritmo como os diálogos soturnos contribuíram muito na criação do suspense instalado no longo.

15. Um filme vencedor do Framboesa de Ouro – Tartarugas ninjas (Jonathan Liebesman, 2014)

Em 2015 tartarugas ninjas roubou a cena se destacando na premiação do Framboesa de Ouro, por ter tido várias indicações como pior filme e pior diretor, mas se elegendo apenas na categoria de pior atriz coadjuvante por meio da Megan Fox.

Fato é que o filme não traz diálogos tão profundos e uma boa interação entre os personagens como se espera de um filme sobre super heróis. Além da leve modificação no temperamento e físico das tartarugas, que foram tão presentes na infância de várias pessoas. O filme parece tentar se equilibrar entre uma história que irá agradar um público mais jovem e ação para os adultos, mesmo assim consegue entreter.

Neste longa a repórter April O’Neil (Megan Fox) se mostra descontente com sua posição atual na emissora e busca noticias maiores para apresentar. Ao se deparar com um roubo de carga no porto, e a forma como a ação foi impedida, ela passa a investigar a existência de um suposto vigilante na cidade.

Logo, ela se cruza com Rafael Alan Ritchson), Leonardo (Pete Ploszek), Michelangelo (Noel Fisher) e Donatello (Jeremy Howard), tartarugas mutantes que vivem em nos esgotos da cidade, e foram criadas educadas pelo Mestre Splinter (Danny Woodburn), um rato que domina a arte do kung-fu. O caminho das tartarugas e da repórter April se mostra mais interligado do que eles imaginam, sendo que precisaram se unir, contando ainda com a ajuda do câmera Vernon (Will Arnett) para derrotar aquele que está por trás de sua criação, pois ele carrega objetivos malignos.

16. Um filme baseado em uma história real – Na natureza Selvagem (Sean Penn, 2007)

Christopher McCandless (Emile Hirsch) um jovem recém-formado na faculdade, decide que quer mais liberdade para sua própria vida, e para cumprir este objetivo decide largar absolutamente tudo que remete a vida de riqueza dos pais e se atirar em uma jornada rumo a respostas para si mesmo.

Durante sua caminhada pela Dakota do Sul, Arizona, Califórnia e Novo México, ele conhece pessoas que acrescentam algo em sua vida, e faz amizades verdadeiras. Quando então decide ir rumo ao Alasca, para viver em completa função da natureza, encontrando abrigo em um ônibus.

O filme é baseado na real experiência vivida por Christopher McCandless, também conhecido como Alex Supertramp, nome que ele adotou em sua jornada, as cenas foram retiradas dos relatos em seu diário, e dos segredos revelados por sua irmã e um livro.

O ator Emile Hirsch surpreende com sua entrega e interpretação. É uma filme que sem dúvida mexe com o emocional.

17. Um filme que tenha uma única palavra ou verbo como título – Nerve (Ariel Schulman e Henry Joost, 2016)

Apesar do título brasileiro acrescentar a frase “Um jogo sem regra” ao título, originalmente ele é chamado apenas por Nerve, e é baseado na obra de Jeanne Ryan.

Vee DeMarco (Emma Roberts) está vivendo seus últimos dias de ensino médio e fazendo planos para a faculdade, quando então fica sabendo sobre o jogo, inicialmente por sua amiga Sydney (Emily Meade) disposta a cumprir os desafios e ganhar popularidade. Após um desentendimento entre amigos, Vee decide acessar o jogo para provar que pode ser mais do que uma garota que vive à sombra dos outros.

O jogo — é muito black mirror — funciona da seguinte forma: Os participantes são divididos em observadores ( seguidores), responsáveis por designar desafios, e jogadores que estão ali para cumprir. A acessar o jogo todos os dados dos competidores de redes sociais até contas bancárias são coletados, e usados com guias para inspirar os desafios. Ao completar uma prova, um valor em dinheiro lhes é depositado.

Ao passo que a disputa se aproxima de uma final pelo grande vencedor, os desafios passam a ficar mais intensos e arriscados, pondo suas vidas em risco, um dos motivos pelos quais Tommy (Miles Heizer) amigo de Vee se empenha em investigar o jogo e convencê-la a desistir, enquanto ela se aventura pela cidade com Ian (Dave Franco) um participante que ela conhece em seu primeiro desafio e se alia no segundo, mas o que ela não sabe é que ele carrega um segredo ligado ao jogo.

O filme consegue fazer uma crítica legal em cima do poder que as pessoas encarnam no anonimato, e de certa forma também sobre o fenômeno da buscar por aprovação na internet.

18. Um filme dirigido e roteirizado por mulheres – Very good Girls : Garotas Inocentes (Naomi Foner Gyllenhaal, 2013)

O filme roteirizado e dirigido por Naomi Foner Gyllenhaal, que conta com a composição de Jenny Lewis para trilha sonora, nos mostra a vida de Lilly (Dakota Fanning) e Gerry (Elizabeth Olsen) que são duas amigas inseparáveis que encaram juntas o processo para ingressar na vida adulta.

Gerry sonha em conseguir reconhecimento como cantora e compositora, enquanto Liliy se prepara para entrar em uma universidade. Juntas, após o primeiro verão depois de formadas, elas decidem que está na hora de que a primeira vez de ambas ocorram, e que deve ser antes do fim da estação. Mas a amizade delas passa a ficar em risco sob os olhos de Lily que se vê apaixonada pelo mesmo garoto que a amiga, e decide que o melhor a fazer é protegê-la dessa revelação.

Além do interesse mútuo por David (Boyd Holbrook), problemas familiares tornam tudo ainda mais difícil para elas, nesse período de autoconhecimento, amadurecimento e paixão.

O filme consegue trazer uma boa perspectiva sobre as ligações e relacionamentos humanos. Ao ponto que os personagens passam por cima de deus próprios problemas para garantir o bem estar do outro. Além de entregar uma visão feminina sobre o sexo.

19. Um curta-metragem – World of Tomorrow (Don Hertzfeldt, 2015)

O curta de animação foi escrito e dirigido por Don Hertzfeldt, e ilustrado por Julia Pott. A produção foi premiada no Empire Award pela categoria de Melhor Curta Metragem no ano de 2016, também foi vencedora e premiado no Festival Sundance de Cinema, e indicado ao Oscar de melhor curta-metragem de animação em 2016.

Na história somos apresentados a Emily, uma garotinha que por volta dos seus 4 anos de idade é visitada por sua “duplicada” mais velha de um futuro bem distante, com o objetivo de lhe mostrar e contar a ela o rumo tomado pela humanidade, e as coisas que podem a aguardar no futuro.

As duas compartilham memorias e sentimentos enquanto viajam pelo espaço no tempo. Mas a forma inocente e encantadora com que Emily encara os assuntos sérios e desgraças eminentes que torna o curta tão especial.

O tempo de duração é de 17 minutos, muito bem distribuídos.

20. Um filme sobre refugiados – A Boa Mentira ( Phillipe Falardeau, 2014)

O filme retrata a jornada que milhões de africanos, principalmente crianças, precisaram percorrer para salvar suas vida em meio a uma guerra civil nos anos 80 (1983). Motivada por religião e recursos minerais, a guerra que pôs o Sudão do Norte contra o Sul, dizimou aldeias e vilarejos pelo país, aumentando drasticamente a porcentagem de órfãs sob a Africa Subsariana.

Logo de início o filme apresenta este conflito, junto com as personagem que iremos acompanhar durante a história. Mamare, Jeremiah, Paul, Abital guiados pelos cuidados de Theo, atravessam o país passando pela Etiópia e por fim o Quênia, uma viagem que os entregam a muitas desgraças pelo caminho. — Um elenco mirim fantástico.

O filme se divide em duas etapas, quando por fim, 13 anos depois reencontramos os protagonistas agora mais velhos ( interpretados por Arnold Oceng, Ger Duany, Emmanuel Jal e kuoth Wiel) vivendo em um campo de refugiados, recebendo a notícia de que terão a chance de tentar uma vida melhor por meio de um programa de acolhimento — responsável por dar oportunidade acerca de 3600 refugiados — porém bastante burocrático.

Além do estranhamento destes irmãos sob uma realidade completamente oposta da deles, o filme dá também uma visão de como os outros tratam esta diferença, o posicionamento das autoridades sobre a situação, o preconceito incubado, mas também o amor e acima de tudo o altruísmo. Infelizmente o filme se perde um pouco nesta segunda etapa ao apresentar a personagem Carrie Davis (Reese Witherspoon) — encarregada de ajudá-los — criando uma leve distância entre a história dos protagonistas, tão marcante no começo. Infelizmente até a imagem da Reese Witherspoon é usada para vender o filme, o que me causou um questionamento.

Mas não deixo de recomendar e muito esta história.

 21. Indicado ao Globo de Ouro – Lion: Uma jornada para casa (Garth Davis, 2016)

Lion ganhou destaque recentemente por suas indicações ao Oscar e ao globo de Ouro, entre muitas outras premiações. E não é só pela minha inclinação a gostar dos trabalhos do Dev Patel que digo que um dos melhores filmes que assisti neste desafio.

Saroo ( Sunny Pawar) nutre um relacionamento gracioso com seu irmão Guddu (Abhishek Bharate), o qual exerce grande carinho e cuidado sob ele. O que contribui ainda mais para que a separação entre dois seja difícil de ser assistida. O pequeno Saroo acaba indo parar a 1600 quilômetros de sua casa, ficando preso em um vagão por dias. Perdido, e sem conseguir se comunicar — pois fala em Hindi e não compreende bengali, idioma local — ele é hostilizado pelas pessoas e se vê obrigado a dormir nas ruas.

Após dois meses nesta situação, e fugindo de pessoas más intencionadas, Saroo é “acolhido” por um orfanato em estado de calamidade, e é registrado como desaparecido. Até que por fim é adotado por um casal na Austrália.

20 anos após todos esses acontecimentos já o vemos como um homem, mudado por não possuir mais tanta ligação com sua cultural natal, vivendo e desenvolvendo planos para sua vida ao lado de sua família. Quando as lembranças sobre seu passado e sobre quem ele é, que de certa forma nunca os abandonaram, voltam em sua mente motivando-o a prosseguir em uma busca incansável.

A singela interpretação de Sunny Pawar é impactante, é possível sentir o quanto ele deu o seu melhor para este papel. A fotografia do filme auxilia e muito na interpretação da história, mostrando como o mundo era grande e amedrontador sob o olhar do garoto. Outro fator de destaque está na preservação dos idiomas locais, que desempenham uma forte influencia na historia.

O olhar cansado de Dev Patel, a representação de como tudo aquilo mexe com sua vida, o carinho e preocupação de Lucy (Rooney Mara), o amor presente de seus pais adotivos. Tudo somado consegue criar um ótimo filme. Baseado em uma história real.

22. Um filme premiado em um festival brasileiro – Colegas (Marcelo Galvão, 2013)

Colegas foi premiado com o Kikito de melhor filme no Festival de Gramado.

O filme que ganha uma narração em forma de fábula, conta a história de Stallone (Ariel Goldenberg), Aninha (Rita Pook) e Márcio (Breno Viola), três amigos decididos a realizar os maiores sonhos de suas vidas. E para isso se juntam em plano mirabolante inspirado nos filmes que costumam assistir na videoteca do instituto para jovens portadores de síndrome de Down onde eles moram.

Ao roubar o carro do Jardineiro (Lima Duarte) e cometer uma série de assaltos para financiar a viagem, os três acabam parando nos telejornais, que dá uma proporção imensa ao caso, enfatizando a condição dos três como o principal problema.

O longa consegue emitir momentos engraçados, tocantes e apaixonantes, e é possível sentir como os três atores crescem ao longo das interpretações. Algumas piadas “não-politicamente corretas à parte”, é um filme que fala sobre a superação de limitações e quebra de estereótipos.

Não deixem de compartilham com a gente o que vocês andam assistindo!
Abraços e até mais.

:)