Desde do inicio a natureza do blog foi a de não se agarrar ou se limitar a algum assunto. Mesmo tendo surgido do interesse inicial pela fotografia, com o passar dos anos conseguimos refletir de alguma forma outros traços de nossos interesses e personalidades. Logo, Faltou Foco se tornou um blog imprevisível e de mudanças constantes, vivendo o sentido literal de seu nome, e acompanhando nosso amadurecimento.

Nos últimos meses o blog focou-se em filmes e séries, abordamos assuntos relacionados a estas categorias com base naquilo que gostamos ou inspirados por nossas impressões sobre algo do momento.

Ao mesmo tempo, a ideia de abandonar outras categorias nunca esteve em nossos planos, apenas estavam distantes no momento. Porém existe sim a preocupação com quem nos acompanha, e sabemos que alguns assuntos são mais atrativos do que outros, e às vezes é justamente aquele tópico que fará com que o leitor volte.

Porém queremos fazer tudo isso com amor e vontade. Desempenhar um trabalho por obrigação não é o nosso foco. Esperamos que possam entender nosso ritmo e curtir cada post do mesmo modo que curtimos fazê-los. Mas saibam que a consideração existe.

E é justamente pela gratidão a vocês que nos acompanham que decidimos apresentar e explicar mudanças que estão por vir, e ideias que têm nos empolgado.

Novos e Velhos Projetos

Rolê Cult

Quem navegar por aqui irá notar que algum tempo atrás passamos a introduzir um pouco mais a cultura em nossos posts. Esse movimento foi trazido pelo Gustavo (Gusta) que chegou como quem não quer nada até entrar de vez para a equipe. Seu trabalho e formação – ele cursa história na USP – nos influenciou de forma positiva.

Juntos pretendemos levantar e oficializar um de seus projetos aqui no blog, o Rolê Cult.

Que não nos limitará apenas a indicar programações culturais, mas poder experimentá-las e vivenciá-las, e trazer essas experiências até vocês. Divulgando cultura, arte e história de uma maneira mais sincera, partindo dos olhos e bocas de quem realmente sentiu antes de indicar.

Em breve o próprio Gusta trará uma apresentação melhor de sua idealização, da qual todos iremos participar.

Música em Foco

Em 2014 dedicamos uma espaço para conhecer e divulgar cantores e bandas independentes ou em início de carreira, foi um momento muito especial para nós, durante as entrevistas ouvimos diferentes histórias sobre o que inspirava cada um deles, conhecemos bons talentos e pessoas muito legais dispostas a embarcar nisso conosco.

Eis que o Música em foco irá voltar. Planejamos um novo formato para o projeto, um aspecto mais dinâmico e mais próximo de cada artista. Nossa caminhada para a realização já iniciou, e em breve vocês poderão saber como participar ou indicar músicos para nós.

Uma pequena amostra tem circulado em nossas redes sociais. Caso ainda não tenha visto, confira aqui.

Postagens

Perfil Equipe do Blog

2017 tem gerado mais compromissos para nós, por consequência acabamos ficando mais ocupados, o que acarretou uma diminuição na frequência de posts. No entanto encontramos uma boa forma de lidar com isso, passando a criar mais matérias em grupo, e para dar o devido crédito a todos, temos agora o perfil de autor Equipe do Blog, que já está ativo e entrou em ação em nossa semana literária.

As postagens individuais continuaram, até porque pretendemos reforçar algumas de nossas características pessoais por aqui. Mas vocês verão posts criados em grupo com uma maior frequência, que aliás é algo que curtimos muito fazer.

Um toque pessoal

Como dito, queremos tornar esse espaço um pouco mais pessoal. Ainda não posso lhes adiantar muitas coisas sobre isso, contudo, a pedido do Felipe voltarei a atualizar a aba Textos & Crônicas. Particularmente gosto de me expressar por estes textos, não faço isso como forma de me passar por escritor ou algo assim, são apenas coisas em minha mente expressas em palavras, e reconheço que tenho um longo caminho a percorrer diante de pessoas que criam este mesmo tipo de conteúdo.

Mas até lá, será meu coração me guiando.

Vou postar alguns textos que tenho guardados, e por abordarem diferentes “assuntos” irei mesclá-los com o passar das semanas.

Esperamos que vocês gostem dessa nova fase que está por vir!
Abraços e até mais.

Ontem no domingo (4 de junho) milhões de olhos se voltaram para o show beneficente oferecido por Ariana Grande em memoria das vitimas do ataque sofrido em sua ultima apresentação em Manchester, no dia 22 de maio, o qual causou a morte de 22 duas pessoas, principalmente de crianças e adolescentes.

O show intitulado One Love Manchester, teve uma duração de aproximadamente três horas, e aconteceu no Estadio Old Traddord, reunindo 50 mil pessoas, fora as que assistiam a transmissão pelo mundo. No Brasil foi possível acompanhar através da live no youtube fornecida pelo canal da cantora, e também pelo Multishow.

O evento foi marcado pela participação das bandas Coldplay, Black Eyed Peas, Little Mix, Take That; as cantoras Miley Cyrus, Katy Perry e Imogen Heap; os cantores Niall Horan, Pharrell Williams, Liam GallagherMarcus MumfordJustin BieberMac Miller (namorado de Ariana) e obviamente a própria Anfitriã.

Durante todo o show o clima era de união e solidariedade, não só o publico mas também os cantores foram tomados pela emoção e significado do momento. O que causava períodos arrepiantes onde todos cantavam juntos como um imenso coral.

A imagem de um policial se divertindo com adultos e crianças em uma roda, que ganhou rapidamente uma grande proporção na internet, pareceu expressar bem aquilo que todos esperavam para aquele dia: Um misto de paz e segurança, renovação, para que as coisas fossem mais leves daqui para frente.

Foto: Reprodução de Rede Social, Twitter.

O repertório marcado com musicas, e muitos covers, que abraçavam o publico, transmitiam mensagens e sentimentos aflorados, como se narrassem exatamente o que era preciso dizer. Mas o show também contou com outras canções e hits dos artistas, algumas delas dedicadas aos fãs de Ariana.

Alguns Momentos Significativos

Chris Martin (Coldplay) puxou a multidão para cantar Don’t Look Back in Anger (Não olhe para trás com Rancor) da banda Oasis, musica que já havia sido entoada no memorial às vitimas dias atrás.

Miley Cyrus junto com Ariana cantaram “Don’t Dream It’s Over” ( Não sonhe que Acabou) da banda Crowded House. Está é uma musica da qual gosto muito, e que já passou por varias regravações nas vozes de diferentes artistas, tanto que não é a primeira vez que Miley e Ariana cantam ela juntas, um dueto já havia sido feito em 2015.

Em outro momento, Miley Cyrus emocionou e se emocionou cantando Inspired, uma nova musica da cantora que conta com uma letra cheia de sentimentos sinceros.

Katy Perry trouxe força e motivação ao evento contando “Roar” (Rugido).

Black Eyed Peas se reuniu depois de anos, apenas para participar deste evento. O grupo contou com a voz de Ariana para cantar “Where is the Love” (Onde está o Amor), um grande sucesso de banda, e que expressa a procura de todos por uma sociedade mais harmônica.

Outros momentos como de Ariana cantando “My Everything” junto a um coral de crianças, Coldplay que pareceu abraçar o publico com “Fix You” e o encerramento da cantora com “Somewhere over the rainbow” também merecem destaque.

E caso você queira assistir toda a transmissão completa, poderá fazer isso clicando aqui, ou assistindo o vídeo a baixo.

Quem Não Gostou

Apesar do sucesso do show beneficente que conseguiu arrecadar cerca de US$ 2,6 milhões (R$ 8,4 milhões) para apoio aos sobreviventes, muitos internautas criticaram a ação, chamando-a de auto promoção de artistas e celebração de mortes.

Em uma opinião sincera, acho que não devemos esquecer que o trabalho de um artista é justamente o de aparecer, e que para o bem e para o mal sua voz pode exercer grande influencia sob a sociedade.

Este não foi o primeiro evento beneficente da historia que visa transmitir algo e fazer arrecadações por meio do trabalho de músicos, e tão pouco será o último.

Um sorriso nem sempre expressa a felicidade, por muitas vezes ele também pode estar ligado ao alivio, ou a esperança.

Acima de tudo o show conseguiu passar a mensagem que queria de alguma forma, e reuniu milhões de pessoas que compartilhavam dos mesmos sentimentos.

Abraços, e até mais.

Hey! Chegou a hora de contar pra vocês o que eu andei assistindo para cumprir nosso desafio cinematográfico aqui do blog. O post conta com os itens desses últimos dois meses, por isso ficou um pouco extenso. Mas espero que gostem e consigam pegar dicas legais de filmes para assistir.

VAMOS LÁ?

14. Indicado ao Oscar por melhor roteiro – Ex_Machina (Alex Garland, 2015)

O filme foi indicado ao Oscar de melhor roteiro em 2016, mas perdeu para Spotlight, nele somos apresentados a Caleb (Domhnall Gleeson) um programador que é contemplado em um concurso onde ele trabalha e é levado até a mansão secreta de Nathan Bateman (Oscar Isaac) um renomado e inovador cientista, dono da empresa.

Ao chegar no local Caleb descobre que está lá na verdade para participar de experimentos com a nova criação de Nathan. Uma robô dotada de inteligência artificial chamada Ava (Alicia Vikander), que junto a ele é submetida ao teste de Turing — que visa medir a capacidade de uma máquina em desenvolver raciocínio humano, ou levar uma pessoa a desacreditar está interagindo com uma.

Fato é que o filme carrega isso muito bem, tanto que por diversos momentos me peguei assim como Caleb, criando empatia e preocupação pelo confinamento da máquina. O roteiro conseguiu mexer com a minha mente, me levando a acreditar em uma faceta por boa parte da história, e me surpreendendo muito no final.

Eu havia ouvido comentários de algumas pessoas que não curtiram tanto o ritmo do filme. Mas na minha opinião, tanto o ritmo como os diálogos soturnos contribuíram muito na criação do suspense instalado no longo.

15. Um filme vencedor do Framboesa de Ouro – Tartarugas ninjas (Jonathan Liebesman, 2014)

Em 2015 tartarugas ninjas roubou a cena se destacando na premiação do Framboesa de Ouro, por ter tido várias indicações como pior filme e pior diretor, mas se elegendo apenas na categoria de pior atriz coadjuvante por meio da Megan Fox.

Fato é que o filme não traz diálogos tão profundos e uma boa interação entre os personagens como se espera de um filme sobre super heróis. Além da leve modificação no temperamento e físico das tartarugas, que foram tão presentes na infância de várias pessoas. O filme parece tentar se equilibrar entre uma história que irá agradar um público mais jovem e ação para os adultos, mesmo assim consegue entreter.

Neste longa a repórter April O’Neil (Megan Fox) se mostra descontente com sua posição atual na emissora e busca noticias maiores para apresentar. Ao se deparar com um roubo de carga no porto, e a forma como a ação foi impedida, ela passa a investigar a existência de um suposto vigilante na cidade.

Logo, ela se cruza com Rafael Alan Ritchson), Leonardo (Pete Ploszek), Michelangelo (Noel Fisher) e Donatello (Jeremy Howard), tartarugas mutantes que vivem em nos esgotos da cidade, e foram criadas educadas pelo Mestre Splinter (Danny Woodburn), um rato que domina a arte do kung-fu. O caminho das tartarugas e da repórter April se mostra mais interligado do que eles imaginam, sendo que precisaram se unir, contando ainda com a ajuda do câmera Vernon (Will Arnett) para derrotar aquele que está por trás de sua criação, pois ele carrega objetivos malignos.

16. Um filme baseado em uma história real – Na natureza Selvagem (Sean Penn, 2007)

Christopher McCandless (Emile Hirsch) um jovem recém-formado na faculdade, decide que quer mais liberdade para sua própria vida, e para cumprir este objetivo decide largar absolutamente tudo que remete a vida de riqueza dos pais e se atirar em uma jornada rumo a respostas para si mesmo.

Durante sua caminhada pela Dakota do Sul, Arizona, Califórnia e Novo México, ele conhece pessoas que acrescentam algo em sua vida, e faz amizades verdadeiras. Quando então decide ir rumo ao Alasca, para viver em completa função da natureza, encontrando abrigo em um ônibus.

O filme é baseado na real experiência vivida por Christopher McCandless, também conhecido como Alex Supertramp, nome que ele adotou em sua jornada, as cenas foram retiradas dos relatos em seu diário, e dos segredos revelados por sua irmã e um livro.

O ator Emile Hirsch surpreende com sua entrega e interpretação. É uma filme que sem dúvida mexe com o emocional.

17. Um filme que tenha uma única palavra ou verbo como título – Nerve (Ariel Schulman e Henry Joost, 2016)

Apesar do título brasileiro acrescentar a frase “Um jogo sem regra” ao título, originalmente ele é chamado apenas por Nerve, e é baseado na obra de Jeanne Ryan.

Vee DeMarco (Emma Roberts) está vivendo seus últimos dias de ensino médio e fazendo planos para a faculdade, quando então fica sabendo sobre o jogo, inicialmente por sua amiga Sydney (Emily Meade) disposta a cumprir os desafios e ganhar popularidade. Após um desentendimento entre amigos, Vee decide acessar o jogo para provar que pode ser mais do que uma garota que vive à sombra dos outros.

O jogo — é muito black mirror — funciona da seguinte forma: Os participantes são divididos em observadores ( seguidores), responsáveis por designar desafios, e jogadores que estão ali para cumprir. A acessar o jogo todos os dados dos competidores de redes sociais até contas bancárias são coletados, e usados com guias para inspirar os desafios. Ao completar uma prova, um valor em dinheiro lhes é depositado.

Ao passo que a disputa se aproxima de uma final pelo grande vencedor, os desafios passam a ficar mais intensos e arriscados, pondo suas vidas em risco, um dos motivos pelos quais Tommy (Miles Heizer) amigo de Vee se empenha em investigar o jogo e convencê-la a desistir, enquanto ela se aventura pela cidade com Ian (Dave Franco) um participante que ela conhece em seu primeiro desafio e se alia no segundo, mas o que ela não sabe é que ele carrega um segredo ligado ao jogo.

O filme consegue fazer uma crítica legal em cima do poder que as pessoas encarnam no anonimato, e de certa forma também sobre o fenômeno da buscar por aprovação na internet.

18. Um filme dirigido e roteirizado por mulheres – Very good Girls : Garotas Inocentes (Naomi Foner Gyllenhaal, 2013)

O filme roteirizado e dirigido por Naomi Foner Gyllenhaal, que conta com a composição de Jenny Lewis para trilha sonora, nos mostra a vida de Lilly (Dakota Fanning) e Gerry (Elizabeth Olsen) que são duas amigas inseparáveis que encaram juntas o processo para ingressar na vida adulta.

Gerry sonha em conseguir reconhecimento como cantora e compositora, enquanto Liliy se prepara para entrar em uma universidade. Juntas, após o primeiro verão depois de formadas, elas decidem que está na hora de que a primeira vez de ambas ocorram, e que deve ser antes do fim da estação. Mas a amizade delas passa a ficar em risco sob os olhos de Lily que se vê apaixonada pelo mesmo garoto que a amiga, e decide que o melhor a fazer é protegê-la dessa revelação.

Além do interesse mútuo por David (Boyd Holbrook), problemas familiares tornam tudo ainda mais difícil para elas, nesse período de autoconhecimento, amadurecimento e paixão.

O filme consegue trazer uma boa perspectiva sobre as ligações e relacionamentos humanos. Ao ponto que os personagens passam por cima de deus próprios problemas para garantir o bem estar do outro. Além de entregar uma visão feminina sobre o sexo.

19. Um curta-metragem – World of Tomorrow (Don Hertzfeldt, 2015)

O curta de animação foi escrito e dirigido por Don Hertzfeldt, e ilustrado por Julia Pott. A produção foi premiada no Empire Award pela categoria de Melhor Curta Metragem no ano de 2016, também foi vencedora e premiado no Festival Sundance de Cinema, e indicado ao Oscar de melhor curta-metragem de animação em 2016.

Na história somos apresentados a Emily, uma garotinha que por volta dos seus 4 anos de idade é visitada por sua “duplicada” mais velha de um futuro bem distante, com o objetivo de lhe mostrar e contar a ela o rumo tomado pela humanidade, e as coisas que podem a aguardar no futuro.

As duas compartilham memorias e sentimentos enquanto viajam pelo espaço no tempo. Mas a forma inocente e encantadora com que Emily encara os assuntos sérios e desgraças eminentes que torna o curta tão especial.

O tempo de duração é de 17 minutos, muito bem distribuídos.

20. Um filme sobre refugiados – A Boa Mentira ( Phillipe Falardeau, 2014)

O filme retrata a jornada que milhões de africanos, principalmente crianças, precisaram percorrer para salvar suas vida em meio a uma guerra civil nos anos 80 (1983). Motivada por religião e recursos minerais, a guerra que pôs o Sudão do Norte contra o Sul, dizimou aldeias e vilarejos pelo país, aumentando drasticamente a porcentagem de órfãs sob a Africa Subsariana.

Logo de início o filme apresenta este conflito, junto com as personagem que iremos acompanhar durante a história. Mamare, Jeremiah, Paul, Abital guiados pelos cuidados de Theo, atravessam o país passando pela Etiópia e por fim o Quênia, uma viagem que os entregam a muitas desgraças pelo caminho. — Um elenco mirim fantástico.

O filme se divide em duas etapas, quando por fim, 13 anos depois reencontramos os protagonistas agora mais velhos ( interpretados por Arnold Oceng, Ger Duany, Emmanuel Jal e kuoth Wiel) vivendo em um campo de refugiados, recebendo a notícia de que terão a chance de tentar uma vida melhor por meio de um programa de acolhimento — responsável por dar oportunidade acerca de 3600 refugiados — porém bastante burocrático.

Além do estranhamento destes irmãos sob uma realidade completamente oposta da deles, o filme dá também uma visão de como os outros tratam esta diferença, o posicionamento das autoridades sobre a situação, o preconceito incubado, mas também o amor e acima de tudo o altruísmo. Infelizmente o filme se perde um pouco nesta segunda etapa ao apresentar a personagem Carrie Davis (Reese Witherspoon) — encarregada de ajudá-los — criando uma leve distância entre a história dos protagonistas, tão marcante no começo. Infelizmente até a imagem da Reese Witherspoon é usada para vender o filme, o que me causou um questionamento.

Mas não deixo de recomendar e muito esta história.

 21. Indicado ao Globo de Ouro – Lion: Uma jornada para casa (Garth Davis, 2016)

Lion ganhou destaque recentemente por suas indicações ao Oscar e ao globo de Ouro, entre muitas outras premiações. E não é só pela minha inclinação a gostar dos trabalhos do Dev Patel que digo que um dos melhores filmes que assisti neste desafio.

Saroo ( Sunny Pawar) nutre um relacionamento gracioso com seu irmão Guddu (Abhishek Bharate), o qual exerce grande carinho e cuidado sob ele. O que contribui ainda mais para que a separação entre dois seja difícil de ser assistida. O pequeno Saroo acaba indo parar a 1600 quilômetros de sua casa, ficando preso em um vagão por dias. Perdido, e sem conseguir se comunicar — pois fala em Hindi e não compreende bengali, idioma local — ele é hostilizado pelas pessoas e se vê obrigado a dormir nas ruas.

Após dois meses nesta situação, e fugindo de pessoas más intencionadas, Saroo é “acolhido” por um orfanato em estado de calamidade, e é registrado como desaparecido. Até que por fim é adotado por um casal na Austrália.

20 anos após todos esses acontecimentos já o vemos como um homem, mudado por não possuir mais tanta ligação com sua cultural natal, vivendo e desenvolvendo planos para sua vida ao lado de sua família. Quando as lembranças sobre seu passado e sobre quem ele é, que de certa forma nunca os abandonaram, voltam em sua mente motivando-o a prosseguir em uma busca incansável.

A singela interpretação de Sunny Pawar é impactante, é possível sentir o quanto ele deu o seu melhor para este papel. A fotografia do filme auxilia e muito na interpretação da história, mostrando como o mundo era grande e amedrontador sob o olhar do garoto. Outro fator de destaque está na preservação dos idiomas locais, que desempenham uma forte influencia na historia.

O olhar cansado de Dev Patel, a representação de como tudo aquilo mexe com sua vida, o carinho e preocupação de Lucy (Rooney Mara), o amor presente de seus pais adotivos. Tudo somado consegue criar um ótimo filme. Baseado em uma história real.

22. Um filme premiado em um festival brasileiro – Colegas (Marcelo Galvão, 2013)

Colegas foi premiado com o Kikito de melhor filme no Festival de Gramado.

O filme que ganha uma narração em forma de fábula, conta a história de Stallone (Ariel Goldenberg), Aninha (Rita Pook) e Márcio (Breno Viola), três amigos decididos a realizar os maiores sonhos de suas vidas. E para isso se juntam em plano mirabolante inspirado nos filmes que costumam assistir na videoteca do instituto para jovens portadores de síndrome de Down onde eles moram.

Ao roubar o carro do Jardineiro (Lima Duarte) e cometer uma série de assaltos para financiar a viagem, os três acabam parando nos telejornais, que dá uma proporção imensa ao caso, enfatizando a condição dos três como o principal problema.

O longa consegue emitir momentos engraçados, tocantes e apaixonantes, e é possível sentir como os três atores crescem ao longo das interpretações. Algumas piadas “não-politicamente corretas à parte”, é um filme que fala sobre a superação de limitações e quebra de estereótipos.

Não deixem de compartilham com a gente o que vocês andam assistindo!
Abraços e até mais.

Se você, caro leitor, que é fã de cinema e não perde um grande lançamento já se perguntou da onde vem a fascinação do cinema com monstros e entidades? Porque o mocinho e a mocinha sempre ficam juntos no final? Entre tantas outras… Seus problemas acabaram! (prometo que não vou vender nenhum produto Polishop).

Nós aqui do blog pensamos em um guia rápido para incentivar o cinéfilo moderno a conhecer e entender melhor as origens da sétima arte. Afinal, desde que o cinema nasceu, como uma atração de luz em circos e até o último mega lançamento da Marvel, ele possui essa capacidade de fascinar o espectador, atrair olhos, congelar mentes. A lanterna mágica (como era conhecido em seus primórdios) tem uma capacidade única de nos cativar, seja com a chegada de um trem ou uma parada dos maiores super heróis da Terra.

A proposta é simples, como seria impossível indexar todos os filmes já produzimos, optamos por um abordagem associada ao gênero fílmico, e escolhemos filmes que não gerem tanta estranheza para uma platéia moderna. Assim chegamos a 4 gêneros: Suspense, Drama, Musical e Arte. Quanto aos dois primeiros, são gêneros consagrados na indústria do cinema desde os primórdios de Hollywood e constituem-se de uma história e narrativas bem delineadas. Como espectadores, são duas das formas as quais estamos mais acostumados.

O terceiro, o Musical, se refere a uma novidade com o aparecimento do cinema sonoro , grande novidade da década de 30, este mesmo gênero que alçou ao estrelato artistas como Fred Astaire e Gene Kelly. Mais cedo neste ano, falamos de La La Land, uma grande homenagem a Era de Ouro dos Musicais.

Apesar de ter apenas seus 100 anos de idade, o cinema já oferece um vasto mar de possibilidades e formas de explorá-lo e conhecê-lo, o gênero é somente uma delas, que escolhemos por ser mais próxima da realidade de todos nós.

Ao leitor que se aventurar por esses mares turbulentos da história do cinema, eu desejo boa sorte e espero ser um bom guia.

Suspense

É um mundo cheio de monstros e criaturas sombrias, incertezas, medos e inseguranças. Nada parece muito certo ou no seu lugar. O suspense fascina pois escancara as contradições do nosso próprio mundo. Ao corajoso fã deste género pode encontrar nestes 4 filmes uma oportunidade de conhecer as origens do medo.

Nosferatu (F. W. Murnau, 1922)

Se há uma gênese do horror moderno, ela está em Nosferatu (ou em O gabinete do Dr. Caligari, filme anterior e realizado em condições artísticas semelhantes). Murnau arregimenta todas as ferramentas disponíveis a sua época para criar calafrios na espinha de qualquer plateia, ao contar a história de um banqueiro levado a remota Transilvânia para colaborar com o misterioso Conde Orlock (Max Schreck) que está em busca de comprar terras.

É impossível negar, tudo que faz um bom filme de terror está aqui, porém por ser muito velho exige uma certa paciência de nossas audiências modernas.

Drácula(Todd Browning; Karl Freund, 1931)

Se há uma gênese do terror hollywoodiano, ela está em (interpretado por Bela Lugosi), que foi capaz de reunir uma diversidade de aspectos que já eram correntes no cinema norte americano. A história é exatamente a mesma de Nosferatu, porém desta vez podemos identificá-lo abertamente com o romance de Bram Stoker.

Desta vez, por já ser um filme falado (os primeiros filmes falados datam de 1927 e 1928), Drácula é mais fácil de assistir, e como consequência teve enorme sucesso de público e se tornou uma herança continuamente readaptado em Hollywood.

Psicose (Alfred Hitchcock, 1960)

Alfred Hitchcock foi especialista em levar calafrios às especialistas por todo uma geração, o diretor se consagrou como um dos grandes neste gênero e poucos tem uma obra tão coesa e interessante quanto a dele (recomendo todos os filmes que você conseguir ver) Porém, a cereja do bolo é sem dúvida a história de Marion Crane (Vera Miles), a secretária em fuga que vê a sua situação ficar ainda mais complicada quando decide parar em um motel a beira de estrada e conhece o estranho Norman Bates (Anthony Perkins).

Drama

Drama (ou melodrama para os íntimos) é a estrutura por excelência do cinema hollywoodiano, o mocinho que se apaixona pela mocinha porém seu amor é dificultado por um vilão malvado e moralmente corrupto. (Essa estrutura fundante da narrativa clássica norte americana aparece desde os primeiros curtas de David Griffith em 1915 e sobrevive até hoje.) Flores, uma atmosfera de romance e longas trocas de olhares entre os apaixonados povoam este universo tão vasto que se faz difícil de mapear.

E o vento levou (Victor Fleming, 1939)

A filha rica da família O’hara, é a principal protagonista deste imortal romance de época do cinema norte americano. Scarlett O’hara (Vivien Leigh) é herdeira de uma plantação sulista que se vê entre duas paixões em meio a guerra de secessão dos EUA (quando o Sul buscava se separar do norte).

Por ter um pano de fundo histórico, o filme se embrenha na fundação dos EUA, mesmo que não se aprofundem nos temas da guerra. A saga de Scarlett em busca de seu amor perfeito ainda é capaz de gerar lágrimas no público contemporâneo (mas se prepare que esse filme é enorme. Boa sorte e leve os lenços).

Casablanca (Michael Curtis, 1942)

Escondido na cidade de Casablanca no Marrocos (domínio nazista da frança ocupada) , o americano Rick Blaine ( no papel que imortalizou Humphrey Bogart) é dono de um pequeno café que é referência e ponto de encontro na cidade. Quando sua ex esposa reaparece casada com um membro da resistência a ocupação, Rick é obrigado a decidir se perde ela de novo ou se ajuda os dois a escaparem dos domínios nazista.

Assim como na obra anterior, são eventos históricos massivos que dão pano de fundo ao romance, porém em face do casal apaixonado sempre. Também como a obra anterior, trilhou um caminho de sucesso e é sessão obrigatória para fãs do gênero.

Hiroshima meu amor (Alain Resnais, 1959)

Simplesmente a obra fundamental de Alain Resnais, que entrelaça uma tragédia histórica com uma tragédia pessoal de um casal, e consegue a partir daí discutir as sobrevivências da memória.

Resnais entrelaça( mudar) as cenas de amor entre um homem japonês e uma mulher francesa, com a rememoração constante da explosão da bomba na cidade de Hiroshima. A bomba parece explodir mil vezes diante dos olhos do espectador e do casal de amantes.

Diferente de “E o vento levou” e “Casablanca”, este se aproxima muito mais do filme de arte, dentre outras coisas porque no embate entre um romance e a própria história, a história acaba prevalecendo e chamando atenção, e também por outras questões técnicas como a preferência do diretor pelo silêncio e pelas tomadas mais longas .

Musical

Com o advento do som, naturalmente vem a música. E com a música vem a dança, vem as cores, vem o movimento e toda a agitação que desde sempre contaminava os palcos da Broadway. O musical, apesar de se assentar posteriormente em Hollywood, traz consigo uma das era mais celebradas do cinema de gênero, a era de ouro acompanha Fred Astaire,Gene Kelly, Julie Andrews entre tantos outros. A atmosfera onírica contamina o cinema das décadas de 40 e 50, após um período de adaptação, e neste momento se produzem algumas das mais inesquecíveis obras. Inclusive, é válida a menção que se faz, a La La Land, que constrói uma homenagem a este cinema de sonhos e ritmo.

Cantando na chuva (Stanley Donnen, Genne Kelly; 1952)

Essa obra imortal e inesquecível fala justamente do período de transição pelo qual os astros e estrelas de uma hollywood muda tiveram que se adaptar ao sonoro.Don Lockwood (Gene Kelly) e Lina Lamont (Debbie Reynolds) são um casal de queridinhos da América que tem que se adaptar aos novos tempos, se utilizando de uma diversidade de formas para tentar manter sua fama nesta nova era do cinema.

Amor, sublime amor (Jerome Robbins, Robert Wise; 1961)

Nascido na Broadway e livremente inspirado em Romeu e Julieta, Amor sublime amor (west side story) é um musical que coloca conflitos sociais e étnicos em jogo. Tudo entremeado por uma história de amor das boas (dá pra esperar menos se é baseado em Romeu e Julieta? ) e muito bem colocado no west side, o bairro da classe trabalhadora de Nova Iorque.

Noviça rebelde (Robert Wise, 1965)

Depois que percebe ser incapaz de seguir as regras de um convento na Áustria (rebelde ela né?) Maria (Julie Andrews) se torna governanta e babá dos filhos do Capitão Von Trapp (Christopher Plummer),a partir daí, ela ensina as crianças o dom da música. Porém, a história complica as coisas pois estamos tratando de uma Áustria da década de 30 que está prestes a sofrer uma invasão nazista, capaz de dificultar muito a vida da família Von Trapp.

A noviça rebelde é um daqueles filmes que ficam conosco muito tempo depois que o vemos, assumindo uma espécie de papel de destaque na cultura ocidental. O mais interessante que descobri enquanto pesquisava sobre este filme, é que é uma história verídica baseada no livro de memórias de Maria Von Trapp (spoilers?).

 

 

Essa foi apenas uma pequena introdução ao cinema clássico. E você? Qual seu filme clássico favorito?? Qual gênero você gosta porém não viu aqui? Conta pra gente assim continuamos a fazer mais deste conteúdo 🙂 

Em uma construção simples ou em prédios imponentes, contando histórias resgatadas do mundo ou compartilhando pensamentos e sentimentos, pode-se dizer que os Museus são como portais de acesso ao conhecimento e nossas identidades.

Por isso, não poderíamos deixar de falar da influência que alguns museus exercem sobre algumas cidades, ou até mesmo países. Vamos destacar não só aqueles que já conhecemos, mas também muitos que estão em nossas rotas de turismo.

Museus Históricos

O propósito principal de um museu é salvar a história e arte de um determinado local ou grupo de pessoas, assim o museu se torna esta espécie de arca do conhecimento. Essa ideia surgiu justamente com os museus históricos, quando os grandes imperadores de antigamente buscavam mostrar suas enormes coleções ao mundo.Com certeza você que está lendo este texto conhece algum museu histórico. Nas cidades menores, geralmente eles ficam no centro velho e servem como forma de conectar a população a sua história local. Já nas cidades grandes…vamos falar de 2 museus que explicam bem o que quero dizer.

O museu do Ipiranga, ou às vezes, museu paulista é uma memória comum pra grande parte dos paulistanos (pra quem não é de SP, com certeza conhece o gigantesco quadro “Independência ou Morte!” de Pedro Américo). O prédio principal é um monumento à fundação de um país, o enorme palácio e sua área anexa, o parque da independência foram criados como homenagem a 1822 e a exposição que se encontrava fixa fora criada em 1922 por ocasião do centenário da Independência.
ATUALMENTE O MUSEU SE ENCONTRA FECHADO, mas isso não significa que esteja parado. A equipe do museu organiza diversas atividades com o público em áreas anexas.

Mais infos: http://www.mp.usp.br/museu-do-ipiranga

O museu Britânico sem dúvida foi uma das fontes de inspiração para a criação do nosso Ipiranga. Ao lado do Louvre, é sem dúvida, um dos maiores museus do mundo e foi criado justamente com esse propósito. Em 1753, o Império Britânico, muito poderoso, era conhecido como “o Império onde o sol não se põe”, nesta situação era necessário pensar em alguma forma de coletar cultura de todos os cantos do mundo. Atualmente o museu conta com 10 departamentos, entre eles: África, Oceania e América; Egito Antigo e Sudão; Ásia; Bretanha, Europa e Pré História; Grécia e Roma; Conservação e pesquisa científica. O museu Britânico é obrigatório pra quem vai para Londres, e a melhor parte é que é totalmente de graça.
Mais infos: http://www.britishmuseum.org/
Facebook: https://www.facebook.com/britishmuseum

Museus Contemporâneos

Mudança é inevitável e com o passar do tempo mesmo o significado de museu tem sido alterado. De instituições instaladas em prédios seculares dedicadas a unicamente salvar e expor peças de cultura, os museus têm se tornado centros vibrantes de cultura, vivos e em constante mudança e atualização.
Mesmo museus milenares implantam exposições e programas dedicados a atrair novos públicos, já outros são criados com o propósito de novas idéias e exposições, como o Museu da Pessoa, o Museu do Futebol e o Museu da Diversidade. Seria impossível citar todas as idéias sendo incorporadas aos museus, por isso vale a pena ficar de olho nas diversas programações 😉

O Museu da Imagem e do Som, ou MIS para os íntimos, é um exemplo perfeito de como a idéia clássica de museu se combina com novas experiências, formatos e traz um novo mundo de possibilidades. Além de um rico acervo histórico voltado à conservação da arte e cultura audiovisual, o museu sempre traz exposições muito populares que arrastam um grande público, nós já falamos dele aqui. Além disso, conta com ótimas exposições fotográficas, cursos, incentivos a artistas, eventos para todos interessados.

Mais infos: http://www.mis-sp.org.br/
Facebook: https://www.facebook.com/museudaimagemedosom/

O Museu do Amanhã tem um conceito que combina com seu nome, ele se preocupa com a ciência que pretende construir o amanhã. De certa forma, o museu conserva a estrutura convencional, porém não possui um acervo com documentos históricos ou algo semelhante, ao invés disso o Museu se volta a exposições futuristas, cursos e outras formas de contato entre arte e tecnologia. Até mesmo em sua arquitetura ele incorpora o conceito futurista, sendo um dos primeiros (senão o primeiro) museu sustentável, dentre outros, e inclusive colecionando prêmios de organizações internacionais.

Mais infos: https://museudoamanha.org.br
Facebook: https://www.facebook.com/museudoamanha

 

Museus Icônicos

Alguns museus se tornam maiores do que seu propósito. Eles são simbólicos de todo um país, e se tornam verdadeiros monumentos, no sentido de que cristalizam a história também em suas paredes e salas. O Museu Britânico e o Museu do Ipiranga são bons exemplos desta situação geralmente característica dos museus históricos, porém isso passa longe de ser uma regra.

O Museu subterrâneo localizado no Palácio do Louvre, que era utilizado como um forte em seu princípio e veio a se tornar museu em 1793, é guardado por uma imponente pirâmide de vidro e recebe o título de um dos museu mais visitado do mundo. Em seu riquíssimo acervo estão expostas obras que marcaram a história da arte, como a escultura Vênus de Milo, da qual não há certeza sobre seu criador, e Mona Lisa ( La Gioconda) de Leonardo da Vinci, assim como outras obras do pintor.

Mais info: http://www.louvre.fr/en
Facebook: https://www.facebook.com/museedulouvre/

O MASP é interessante de ser incluído aqui pois é uma exceção, sendo criado como um museu de iniciativa privada, diferente destes que citamos anteriormente. Em 1947, ocorre a fundação por iniciativa do empresário e mecenas de arte brasileira Assis Chateaubriand, que planeja o museu de arte como recebedor de sua coleção e que posteriormente seria tombado pelo órgão do patrimônio histórico e artístico nacional (IPHAN).

O prédio do Masp, que tem sua fachada aparente suspensa por algumas poucas vigas de sustentação foi desenhado pela arquiteta Lina BO Bardi (se você ama arte e arquitetura esse nome é indicação indispensável) e é um verdadeiro ícone da Avenida Paulista, passagem obrigatória tanto para paulistanos nativos quanto para os turistas. Nós já falamos mais do MASP em um role cult aqui e também em um post especial sobre SP.

Mais infos: http://masp.art.br/masp2010/
Facebook: https://www.facebook.com/maspmuseu/