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Hey! Chegou a hora de contar pra vocês o que eu andei assistindo para cumprir nosso desafio cinematográfico aqui do blog. O post conta com os itens desses últimos dois meses, por isso ficou um pouco extenso. Mas espero que gostem e consigam pegar dicas legais de filmes para assistir.

VAMOS LÁ?

14. Indicado ao Oscar por melhor roteiro – Ex_Machina (Alex Garland, 2015)

O filme foi indicado ao Oscar de melhor roteiro em 2016, mas perdeu para Spotlight, nele somos apresentados a Caleb (Domhnall Gleeson) um programador que é contemplado em um concurso onde ele trabalha e é levado até a mansão secreta de Nathan Bateman (Oscar Isaac) um renomado e inovador cientista, dono da empresa.

Ao chegar no local Caleb descobre que está lá na verdade para participar de experimentos com a nova criação de Nathan. Uma robô dotada de inteligência artificial chamada Ava (Alicia Vikander), que junto a ele é submetida ao teste de Turing — que visa medir a capacidade de uma máquina em desenvolver raciocínio humano, ou levar uma pessoa a desacreditar está interagindo com uma.

Fato é que o filme carrega isso muito bem, tanto que por diversos momentos me peguei assim como Caleb, criando empatia e preocupação pelo confinamento da máquina. O roteiro conseguiu mexer com a minha mente, me levando a acreditar em uma faceta por boa parte da história, e me surpreendendo muito no final.

Eu havia ouvido comentários de algumas pessoas que não curtiram tanto o ritmo do filme. Mas na minha opinião, tanto o ritmo como os diálogos soturnos contribuíram muito na criação do suspense instalado no longo.

15. Um filme vencedor do Framboesa de Ouro – Tartarugas ninjas (Jonathan Liebesman, 2014)

Em 2015 tartarugas ninjas roubou a cena se destacando na premiação do Framboesa de Ouro, por ter tido várias indicações como pior filme e pior diretor, mas se elegendo apenas na categoria de pior atriz coadjuvante por meio da Megan Fox.

Fato é que o filme não traz diálogos tão profundos e uma boa interação entre os personagens como se espera de um filme sobre super heróis. Além da leve modificação no temperamento e físico das tartarugas, que foram tão presentes na infância de várias pessoas. O filme parece tentar se equilibrar entre uma história que irá agradar um público mais jovem e ação para os adultos, mesmo assim consegue entreter.

Neste longa a repórter April O’Neil (Megan Fox) se mostra descontente com sua posição atual na emissora e busca noticias maiores para apresentar. Ao se deparar com um roubo de carga no porto, e a forma como a ação foi impedida, ela passa a investigar a existência de um suposto vigilante na cidade.

Logo, ela se cruza com Rafael Alan Ritchson), Leonardo (Pete Ploszek), Michelangelo (Noel Fisher) e Donatello (Jeremy Howard), tartarugas mutantes que vivem em nos esgotos da cidade, e foram criadas educadas pelo Mestre Splinter (Danny Woodburn), um rato que domina a arte do kung-fu. O caminho das tartarugas e da repórter April se mostra mais interligado do que eles imaginam, sendo que precisaram se unir, contando ainda com a ajuda do câmera Vernon (Will Arnett) para derrotar aquele que está por trás de sua criação, pois ele carrega objetivos malignos.

16. Um filme baseado em uma história real – Na natureza Selvagem (Sean Penn, 2007)

Christopher McCandless (Emile Hirsch) um jovem recém-formado na faculdade, decide que quer mais liberdade para sua própria vida, e para cumprir este objetivo decide largar absolutamente tudo que remete a vida de riqueza dos pais e se atirar em uma jornada rumo a respostas para si mesmo.

Durante sua caminhada pela Dakota do Sul, Arizona, Califórnia e Novo México, ele conhece pessoas que acrescentam algo em sua vida, e faz amizades verdadeiras. Quando então decide ir rumo ao Alasca, para viver em completa função da natureza, encontrando abrigo em um ônibus.

O filme é baseado na real experiência vivida por Christopher McCandless, também conhecido como Alex Supertramp, nome que ele adotou em sua jornada, as cenas foram retiradas dos relatos em seu diário, e dos segredos revelados por sua irmã e um livro.

O ator Emile Hirsch surpreende com sua entrega e interpretação. É uma filme que sem dúvida mexe com o emocional.

17. Um filme que tenha uma única palavra ou verbo como título – Nerve (Ariel Schulman e Henry Joost, 2016)

Apesar do título brasileiro acrescentar a frase “Um jogo sem regra” ao título, originalmente ele é chamado apenas por Nerve, e é baseado na obra de Jeanne Ryan.

Vee DeMarco (Emma Roberts) está vivendo seus últimos dias de ensino médio e fazendo planos para a faculdade, quando então fica sabendo sobre o jogo, inicialmente por sua amiga Sydney (Emily Meade) disposta a cumprir os desafios e ganhar popularidade. Após um desentendimento entre amigos, Vee decide acessar o jogo para provar que pode ser mais do que uma garota que vive à sombra dos outros.

O jogo — é muito black mirror — funciona da seguinte forma: Os participantes são divididos em observadores ( seguidores), responsáveis por designar desafios, e jogadores que estão ali para cumprir. A acessar o jogo todos os dados dos competidores de redes sociais até contas bancárias são coletados, e usados com guias para inspirar os desafios. Ao completar uma prova, um valor em dinheiro lhes é depositado.

Ao passo que a disputa se aproxima de uma final pelo grande vencedor, os desafios passam a ficar mais intensos e arriscados, pondo suas vidas em risco, um dos motivos pelos quais Tommy (Miles Heizer) amigo de Vee se empenha em investigar o jogo e convencê-la a desistir, enquanto ela se aventura pela cidade com Ian (Dave Franco) um participante que ela conhece em seu primeiro desafio e se alia no segundo, mas o que ela não sabe é que ele carrega um segredo ligado ao jogo.

O filme consegue fazer uma crítica legal em cima do poder que as pessoas encarnam no anonimato, e de certa forma também sobre o fenômeno da buscar por aprovação na internet.

18. Um filme dirigido e roteirizado por mulheres – Very good Girls : Garotas Inocentes (Naomi Foner Gyllenhaal, 2013)

O filme roteirizado e dirigido por Naomi Foner Gyllenhaal, que conta com a composição de Jenny Lewis para trilha sonora, nos mostra a vida de Lilly (Dakota Fanning) e Gerry (Elizabeth Olsen) que são duas amigas inseparáveis que encaram juntas o processo para ingressar na vida adulta.

Gerry sonha em conseguir reconhecimento como cantora e compositora, enquanto Liliy se prepara para entrar em uma universidade. Juntas, após o primeiro verão depois de formadas, elas decidem que está na hora de que a primeira vez de ambas ocorram, e que deve ser antes do fim da estação. Mas a amizade delas passa a ficar em risco sob os olhos de Lily que se vê apaixonada pelo mesmo garoto que a amiga, e decide que o melhor a fazer é protegê-la dessa revelação.

Além do interesse mútuo por David (Boyd Holbrook), problemas familiares tornam tudo ainda mais difícil para elas, nesse período de autoconhecimento, amadurecimento e paixão.

O filme consegue trazer uma boa perspectiva sobre as ligações e relacionamentos humanos. Ao ponto que os personagens passam por cima de deus próprios problemas para garantir o bem estar do outro. Além de entregar uma visão feminina sobre o sexo.

19. Um curta-metragem – World of Tomorrow (Don Hertzfeldt, 2015)

O curta de animação foi escrito e dirigido por Don Hertzfeldt, e ilustrado por Julia Pott. A produção foi premiada no Empire Award pela categoria de Melhor Curta Metragem no ano de 2016, também foi vencedora e premiado no Festival Sundance de Cinema, e indicado ao Oscar de melhor curta-metragem de animação em 2016.

Na história somos apresentados a Emily, uma garotinha que por volta dos seus 4 anos de idade é visitada por sua “duplicada” mais velha de um futuro bem distante, com o objetivo de lhe mostrar e contar a ela o rumo tomado pela humanidade, e as coisas que podem a aguardar no futuro.

As duas compartilham memorias e sentimentos enquanto viajam pelo espaço no tempo. Mas a forma inocente e encantadora com que Emily encara os assuntos sérios e desgraças eminentes que torna o curta tão especial.

O tempo de duração é de 17 minutos, muito bem distribuídos.

20. Um filme sobre refugiados – A Boa Mentira ( Phillipe Falardeau, 2014)

O filme retrata a jornada que milhões de africanos, principalmente crianças, precisaram percorrer para salvar suas vida em meio a uma guerra civil nos anos 80 (1983). Motivada por religião e recursos minerais, a guerra que pôs o Sudão do Norte contra o Sul, dizimou aldeias e vilarejos pelo país, aumentando drasticamente a porcentagem de órfãs sob a Africa Subsariana.

Logo de início o filme apresenta este conflito, junto com as personagem que iremos acompanhar durante a história. Mamare, Jeremiah, Paul, Abital guiados pelos cuidados de Theo, atravessam o país passando pela Etiópia e por fim o Quênia, uma viagem que os entregam a muitas desgraças pelo caminho. — Um elenco mirim fantástico.

O filme se divide em duas etapas, quando por fim, 13 anos depois reencontramos os protagonistas agora mais velhos ( interpretados por Arnold Oceng, Ger Duany, Emmanuel Jal e kuoth Wiel) vivendo em um campo de refugiados, recebendo a notícia de que terão a chance de tentar uma vida melhor por meio de um programa de acolhimento — responsável por dar oportunidade acerca de 3600 refugiados — porém bastante burocrático.

Além do estranhamento destes irmãos sob uma realidade completamente oposta da deles, o filme dá também uma visão de como os outros tratam esta diferença, o posicionamento das autoridades sobre a situação, o preconceito incubado, mas também o amor e acima de tudo o altruísmo. Infelizmente o filme se perde um pouco nesta segunda etapa ao apresentar a personagem Carrie Davis (Reese Witherspoon) — encarregada de ajudá-los — criando uma leve distância entre a história dos protagonistas, tão marcante no começo. Infelizmente até a imagem da Reese Witherspoon é usada para vender o filme, o que me causou um questionamento.

Mas não deixo de recomendar e muito esta história.

 21. Indicado ao Globo de Ouro – Lion: Uma jornada para casa (Garth Davis, 2016)

Lion ganhou destaque recentemente por suas indicações ao Oscar e ao globo de Ouro, entre muitas outras premiações. E não é só pela minha inclinação a gostar dos trabalhos do Dev Patel que digo que um dos melhores filmes que assisti neste desafio.

Saroo ( Sunny Pawar) nutre um relacionamento gracioso com seu irmão Guddu (Abhishek Bharate), o qual exerce grande carinho e cuidado sob ele. O que contribui ainda mais para que a separação entre dois seja difícil de ser assistida. O pequeno Saroo acaba indo parar a 1600 quilômetros de sua casa, ficando preso em um vagão por dias. Perdido, e sem conseguir se comunicar — pois fala em Hindi e não compreende bengali, idioma local — ele é hostilizado pelas pessoas e se vê obrigado a dormir nas ruas.

Após dois meses nesta situação, e fugindo de pessoas más intencionadas, Saroo é “acolhido” por um orfanato em estado de calamidade, e é registrado como desaparecido. Até que por fim é adotado por um casal na Austrália.

20 anos após todos esses acontecimentos já o vemos como um homem, mudado por não possuir mais tanta ligação com sua cultural natal, vivendo e desenvolvendo planos para sua vida ao lado de sua família. Quando as lembranças sobre seu passado e sobre quem ele é, que de certa forma nunca os abandonaram, voltam em sua mente motivando-o a prosseguir em uma busca incansável.

A singela interpretação de Sunny Pawar é impactante, é possível sentir o quanto ele deu o seu melhor para este papel. A fotografia do filme auxilia e muito na interpretação da história, mostrando como o mundo era grande e amedrontador sob o olhar do garoto. Outro fator de destaque está na preservação dos idiomas locais, que desempenham uma forte influencia na historia.

O olhar cansado de Dev Patel, a representação de como tudo aquilo mexe com sua vida, o carinho e preocupação de Lucy (Rooney Mara), o amor presente de seus pais adotivos. Tudo somado consegue criar um ótimo filme. Baseado em uma história real.

22. Um filme premiado em um festival brasileiro – Colegas (Marcelo Galvão, 2013)

Colegas foi premiado com o Kikito de melhor filme no Festival de Gramado.

O filme que ganha uma narração em forma de fábula, conta a história de Stallone (Ariel Goldenberg), Aninha (Rita Pook) e Márcio (Breno Viola), três amigos decididos a realizar os maiores sonhos de suas vidas. E para isso se juntam em plano mirabolante inspirado nos filmes que costumam assistir na videoteca do instituto para jovens portadores de síndrome de Down onde eles moram.

Ao roubar o carro do Jardineiro (Lima Duarte) e cometer uma série de assaltos para financiar a viagem, os três acabam parando nos telejornais, que dá uma proporção imensa ao caso, enfatizando a condição dos três como o principal problema.

O longa consegue emitir momentos engraçados, tocantes e apaixonantes, e é possível sentir como os três atores crescem ao longo das interpretações. Algumas piadas “não-politicamente corretas à parte”, é um filme que fala sobre a superação de limitações e quebra de estereótipos.

Não deixem de compartilham com a gente o que vocês andam assistindo!
Abraços e até mais.

Se você, caro leitor, que é fã de cinema e não perde um grande lançamento já se perguntou da onde vem a fascinação do cinema com monstros e entidades? Porque o mocinho e a mocinha sempre ficam juntos no final? Entre tantas outras… Seus problemas acabaram! (prometo que não vou vender nenhum produto Polishop).

Nós aqui do blog pensamos em um guia rápido para incentivar o cinéfilo moderno a conhecer e entender melhor as origens da sétima arte. Afinal, desde que o cinema nasceu, como uma atração de luz em circos e até o último mega lançamento da Marvel, ele possui essa capacidade de fascinar o espectador, atrair olhos, congelar mentes. A lanterna mágica (como era conhecido em seus primórdios) tem uma capacidade única de nos cativar, seja com a chegada de um trem ou uma parada dos maiores super heróis da Terra.

A proposta é simples, como seria impossível indexar todos os filmes já produzimos, optamos por um abordagem associada ao gênero fílmico, e escolhemos filmes que não gerem tanta estranheza para uma platéia moderna. Assim chegamos a 4 gêneros: Suspense, Drama, Musical e Arte. Quanto aos dois primeiros, são gêneros consagrados na indústria do cinema desde os primórdios de Hollywood e constituem-se de uma história e narrativas bem delineadas. Como espectadores, são duas das formas as quais estamos mais acostumados.

O terceiro, o Musical, se refere a uma novidade com o aparecimento do cinema sonoro , grande novidade da década de 30, este mesmo gênero que alçou ao estrelato artistas como Fred Astaire e Gene Kelly. Mais cedo neste ano, falamos de La La Land, uma grande homenagem a Era de Ouro dos Musicais.

Apesar de ter apenas seus 100 anos de idade, o cinema já oferece um vasto mar de possibilidades e formas de explorá-lo e conhecê-lo, o gênero é somente uma delas, que escolhemos por ser mais próxima da realidade de todos nós.

Ao leitor que se aventurar por esses mares turbulentos da história do cinema, eu desejo boa sorte e espero ser um bom guia.

Suspense

É um mundo cheio de monstros e criaturas sombrias, incertezas, medos e inseguranças. Nada parece muito certo ou no seu lugar. O suspense fascina pois escancara as contradições do nosso próprio mundo. Ao corajoso fã deste género pode encontrar nestes 4 filmes uma oportunidade de conhecer as origens do medo.

Nosferatu (F. W. Murnau, 1922)

Se há uma gênese do horror moderno, ela está em Nosferatu (ou em O gabinete do Dr. Caligari, filme anterior e realizado em condições artísticas semelhantes). Murnau arregimenta todas as ferramentas disponíveis a sua época para criar calafrios na espinha de qualquer plateia, ao contar a história de um banqueiro levado a remota Transilvânia para colaborar com o misterioso Conde Orlock (Max Schreck) que está em busca de comprar terras.

É impossível negar, tudo que faz um bom filme de terror está aqui, porém por ser muito velho exige uma certa paciência de nossas audiências modernas.

Drácula(Todd Browning; Karl Freund, 1931)

Se há uma gênese do terror hollywoodiano, ela está em (interpretado por Bela Lugosi), que foi capaz de reunir uma diversidade de aspectos que já eram correntes no cinema norte americano. A história é exatamente a mesma de Nosferatu, porém desta vez podemos identificá-lo abertamente com o romance de Bram Stoker.

Desta vez, por já ser um filme falado (os primeiros filmes falados datam de 1927 e 1928), Drácula é mais fácil de assistir, e como consequência teve enorme sucesso de público e se tornou uma herança continuamente readaptado em Hollywood.

Psicose (Alfred Hitchcock, 1960)

Alfred Hitchcock foi especialista em levar calafrios às especialistas por todo uma geração, o diretor se consagrou como um dos grandes neste gênero e poucos tem uma obra tão coesa e interessante quanto a dele (recomendo todos os filmes que você conseguir ver) Porém, a cereja do bolo é sem dúvida a história de Marion Crane (Vera Miles), a secretária em fuga que vê a sua situação ficar ainda mais complicada quando decide parar em um motel a beira de estrada e conhece o estranho Norman Bates (Anthony Perkins).

Drama

Drama (ou melodrama para os íntimos) é a estrutura por excelência do cinema hollywoodiano, o mocinho que se apaixona pela mocinha porém seu amor é dificultado por um vilão malvado e moralmente corrupto. (Essa estrutura fundante da narrativa clássica norte americana aparece desde os primeiros curtas de David Griffith em 1915 e sobrevive até hoje.) Flores, uma atmosfera de romance e longas trocas de olhares entre os apaixonados povoam este universo tão vasto que se faz difícil de mapear.

E o vento levou (Victor Fleming, 1939)

A filha rica da família O’hara, é a principal protagonista deste imortal romance de época do cinema norte americano. Scarlett O’hara (Vivien Leigh) é herdeira de uma plantação sulista que se vê entre duas paixões em meio a guerra de secessão dos EUA (quando o Sul buscava se separar do norte).

Por ter um pano de fundo histórico, o filme se embrenha na fundação dos EUA, mesmo que não se aprofundem nos temas da guerra. A saga de Scarlett em busca de seu amor perfeito ainda é capaz de gerar lágrimas no público contemporâneo (mas se prepare que esse filme é enorme. Boa sorte e leve os lenços).

Casablanca (Michael Curtis, 1942)

Escondido na cidade de Casablanca no Marrocos (domínio nazista da frança ocupada) , o americano Rick Blaine ( no papel que imortalizou Humphrey Bogart) é dono de um pequeno café que é referência e ponto de encontro na cidade. Quando sua ex esposa reaparece casada com um membro da resistência a ocupação, Rick é obrigado a decidir se perde ela de novo ou se ajuda os dois a escaparem dos domínios nazista.

Assim como na obra anterior, são eventos históricos massivos que dão pano de fundo ao romance, porém em face do casal apaixonado sempre. Também como a obra anterior, trilhou um caminho de sucesso e é sessão obrigatória para fãs do gênero.

Hiroshima meu amor (Alain Resnais, 1959)

Simplesmente a obra fundamental de Alain Resnais, que entrelaça uma tragédia histórica com uma tragédia pessoal de um casal, e consegue a partir daí discutir as sobrevivências da memória.

Resnais entrelaça( mudar) as cenas de amor entre um homem japonês e uma mulher francesa, com a rememoração constante da explosão da bomba na cidade de Hiroshima. A bomba parece explodir mil vezes diante dos olhos do espectador e do casal de amantes.

Diferente de “E o vento levou” e “Casablanca”, este se aproxima muito mais do filme de arte, dentre outras coisas porque no embate entre um romance e a própria história, a história acaba prevalecendo e chamando atenção, e também por outras questões técnicas como a preferência do diretor pelo silêncio e pelas tomadas mais longas .

Musical

Com o advento do som, naturalmente vem a música. E com a música vem a dança, vem as cores, vem o movimento e toda a agitação que desde sempre contaminava os palcos da Broadway. O musical, apesar de se assentar posteriormente em Hollywood, traz consigo uma das era mais celebradas do cinema de gênero, a era de ouro acompanha Fred Astaire,Gene Kelly, Julie Andrews entre tantos outros. A atmosfera onírica contamina o cinema das décadas de 40 e 50, após um período de adaptação, e neste momento se produzem algumas das mais inesquecíveis obras. Inclusive, é válida a menção que se faz, a La La Land, que constrói uma homenagem a este cinema de sonhos e ritmo.

Cantando na chuva (Stanley Donnen, Genne Kelly; 1952)

Essa obra imortal e inesquecível fala justamente do período de transição pelo qual os astros e estrelas de uma hollywood muda tiveram que se adaptar ao sonoro.Don Lockwood (Gene Kelly) e Lina Lamont (Debbie Reynolds) são um casal de queridinhos da América que tem que se adaptar aos novos tempos, se utilizando de uma diversidade de formas para tentar manter sua fama nesta nova era do cinema.

Amor, sublime amor (Jerome Robbins, Robert Wise; 1961)

Nascido na Broadway e livremente inspirado em Romeu e Julieta, Amor sublime amor (west side story) é um musical que coloca conflitos sociais e étnicos em jogo. Tudo entremeado por uma história de amor das boas (dá pra esperar menos se é baseado em Romeu e Julieta? ) e muito bem colocado no west side, o bairro da classe trabalhadora de Nova Iorque.

Noviça rebelde (Robert Wise, 1965)

Depois que percebe ser incapaz de seguir as regras de um convento na Áustria (rebelde ela né?) Maria (Julie Andrews) se torna governanta e babá dos filhos do Capitão Von Trapp (Christopher Plummer),a partir daí, ela ensina as crianças o dom da música. Porém, a história complica as coisas pois estamos tratando de uma Áustria da década de 30 que está prestes a sofrer uma invasão nazista, capaz de dificultar muito a vida da família Von Trapp.

A noviça rebelde é um daqueles filmes que ficam conosco muito tempo depois que o vemos, assumindo uma espécie de papel de destaque na cultura ocidental. O mais interessante que descobri enquanto pesquisava sobre este filme, é que é uma história verídica baseada no livro de memórias de Maria Von Trapp (spoilers?).

 

 

Essa foi apenas uma pequena introdução ao cinema clássico. E você? Qual seu filme clássico favorito?? Qual gênero você gosta porém não viu aqui? Conta pra gente assim continuamos a fazer mais deste conteúdo 🙂 

Mais um mês do nosso desafio cinematográfico chega ao fim, e como prometido vim lhes contar o que eu risquei como concluído em minha lista este mês. Caso você ainda não tenha visto o resumo dos dois primeiros meses poderá fazer isso clicando aqui.

Não foi bem intencional, mas neste mês eu conclui os itens unicamente com filmes que retratam ou foram de fato feitos antes dos anos 2000, dando destaque para os anos 80 e 70.

O que por um lado foi legal, pois tive contato com muitas coisas que influenciaram as novas produções. Mas me sinto obrigado em dizer que: Os tempos eram outros, então muitos dos pensamentos ou coisas retratadas podem acabar incomodando a sociedade atual de certa forma.

Em Março tivemos 5 semanas, por conta disso, listei 5 filmes dos quais eu vi.

E FORAM ESSES:

9.Um clássico da animação infantil – Bernardo e Bianca (Wolfgang Reitherman, John Lounsbery e Art Stevens. 1977)

Bernado e Bianca foi o primeiro filme que assisti para esse mês. E analisando a estrutura da animação o contrate com as produções atuais fica em grande evidencia. A historia corre de forma rápida, e sem muitos rodeios ou mistérios para solução do caso.

O filme apresenta a Sociedade de Proteção e Ajuda, formada por camundongos de diversos países, se reúne no prédio da Nos interiores do prédio da ONU camundongos se reúnem para formar a Sociedade de Proteção e Ajuda. Desta vez uma garrafa com uma carta molhada é encontrado, assinada por uma garota chamada Penny com um pedido de ajuda. Bianca se voluntaría para assumir o caso e Bernado é apontado como acompanhante. Juntos eles embarcam em uma missão de investigação e resgate pela garota.

10. Um filme dirigido e roteirizado por pessoas com menos de 40 anos – Kong: A Ilha da Caveira (Jordan Vogt-Roberts, 2017)

Kong ganhou resenha aqui no blog, mesmo assim irei falar um pouco mais sobre ele. Apesar da historia não ser centrada na vida do animal do começo ao fim, o filme não deixa de destaca-lo como um forte protagonista. O longa foi dirigido por Jordan Vogt-Roberts (de 32 anos), e preparado por uma equipe que conta com jovens roteiristas também. A inspiração da cultura pop, que cresceu com sua geração, também mostra-se muito presente no filme.

O longa acabou me surpreendendo, eu não havia lido muitas coisas sobre a produção antes, por conta disso eu esperava de certa forma um remake da clássica historia de King Kong – o que não aconteceu. Você irá encontrar no máximo pequenas referencias do amor da fera pela mocinha da história, e a expedição que o revela.

Leia minha resenha para saber um pouco mais sobre a historia.

11.Um musical vintage (anterior aos anos 90) – The Rocky Horror Picture Show (Jim Sharman e Richard O’Brien, 1975)

A convite do Gustavo assisti Rocky Horror para entrar no clima da adaptação musical brasileira que ele foi assistir e contou sobre sua experiência aqui no blog. Essa trama surreal, é recheada de referencias da cultura pop da época, e passou a ser uma para muitos depois. Com um humor sarcástico e malicioso, e musicas contagiantes, Rocky Horror marcou a carreira de Tim Curry e Susan Sarandon.

Este musical narra jornada de Brad Majors (Barry Bostwick) e Janet Weiss (Susan Sarandon), um casal que decide buscar ajuda em uma noite tempestuosa quando seu carro fica com um dos pneu furado. Os dois acabam se deparando a monumental mansão do Dr. Frank N. Furter (Tim Curry), um travesti com ares de cientista louco que está sempre em busca de prazer e no momento se dedica a criar Rocky (Peter Hinwood) um homem capaz de satisfaze-lo.

12.Um filme que se passe em apenas uma estação do ano – December Boys: Um Verão para Toda Vida (Rod Hardy, 2007)

O verão costuma ser uma das estações preferidas para os filmes coming-of-age, não poderia ser diferente com December Boys, que apesar de não se passar 100% em um ano, remeta apenas ao verão.

O filme acompanha o verão de quatro órfãos, que pela primeira vez estão tendo a possibilidade de passar as ferias de dezembro, mês de seus aniversários, longe do orfanato católico do interior onde moram e estudam para ficar em um vilarejo no litoral.

Manteiga (Lee Cormie), Mapa (Daniel Radcliffe), Faísca (Christian Byers) e Cuspe (James Fraser) possuem habilidades e personalidades diferentes, mesmo assim costumam ser inseparáveis e vivem juntos todas as experiências de descobertas e transição para o amadurecimento. Durante sua estadia Manteiga ouve de um casal que eles possuem interesse em adotar um dos quatro, e sua conexão espiritual o leva a crer que ele seja o melhor para isso, escondendo assim esse segredo dos outros. Enquanto isso Mapa, o mais velho, vive uma paixão de verão que mudará sua vida.

13.Uma comédia dos anos 80 ou 90. – Sixteen Candles: Gatinhas e Gatões (John Hughes, 1984)

Os filmes de John Hughes ficaram conhecidos por dialogar com os adolescentes americanos dos anos 80, trazendo assuntos dos quais eles queriam de fato falar, e sentimentos dos quais eles realmente entendiam. Molly Ringwald foi uma grande parceira deste diretor, estrelando muito dos seus filmes e tornando-se uma admiração adolescente. Gatinha e Gatões cria humor a partir da posição social na escola, a relação familiar, e o autoconhecimento.

A protagonista Samantha Baker (Molly Ringwald) é uma jovem cheia de sonhos que carrega um amor platônico por Jake Ryan (Michael Schoeffling) típico garoto popular do ensino médio, mas que na verdade esconde um olhar sensível e um interesse sincero em um relacionamento sério. Mas que no entanto namora Caroline Mulford (Haviland Morris) que não o passa essa segurança.

Após ter a data de seu aniversario ofuscada pelo casamento de sua irmã, Sam passa a acreditar que as coisas já deveriam ter começado a mudar em sua vida. Até que então o estranho Ted (Anthony Michael Hall – *que também fez “o clube dos cinco“) lhe entrega uma informação importante sobre Jake.

E esses foram os filmes que eu assisti este mês. E você está o que tem assistido? Já viu algum filme desta lista? Me conte aqui nos comentários!

Abraços! E até mais.

Aproveitando que hoje (08 de março) está sendo comemorado o dia internacional da mulher, iremos mais um vez juntar o útil a agradável, com mais um guia para o nosso desafio cinematográfico.

O item como o título do post já sugere é indicar “Filmes dirigidos e roteirizados por Mulheres”. No entanto a dinâmica para hoje será um pouco diferente, ao invés de uma lista de filmes irei destacar alguns dos muitos nomes femininos que ganharam espaço no meio cinematográfico.

Mas caso você queira fazer sua própria pesquisa ou não se interessar por nenhum desses nomes, relaxe. Em uma breve pesquisa sobre “Diretoras de Cinema e Roteiristas Mulheres” uma lista de tamanho considerável se abrirá para você.

Vamos as dicas?

DIRETORAS DE CINEMA

Ava DuVernay, (Americana, 1972)

Foto: Reprodução – Ava DuVernay

A Diretora e produtora americana Ava DuVernay, atualmente com 44 anos, é a responsável pela execução de filmes impactantes como “Selma – Uma Luta pela Igualdade” e o documentário “A 13ª Emenda“. Em seu currículo outras produções como Queen Sugar , Middle Of Nowhere e a direção de um episódio de Scandal também aparecem. Ela aparece como aliada de muitas causas sociais, além de lutar pela valorização da história de da cultura Afro-americana.

Catherine Hardwicke ( Americana, 1955)

Foto: Reprodução – Catherine Hardwicke

Catherine Hardwicke é uma diretora experiente que já entregou seu olhar para longas bem conhecidos como “A Garota da Capa Vermelha“, “Aos Treze“, “Crepúsculo” e ao drama “Já estou com saudades“. Catherine também já dirigiu para alguns seriados como Eye Candy e Reckless.

Lone Scherfig (Dinarmaquesa, 1959)

Foto: Reprodução – Lone Scherfig

Lone Scherfig é diretora e roteirista, e conta com uma longa lista de filmes que carregam o seu nome. Entre eles estão “The Roit Club“, “Educação“, e a adaptação de “Um Dia“, além de “Meu Irmão Quer Se Matar” e “Hjemve – Lar Doce Lar” dos quais ela também roteirizou.

Gina Prince Bythewood (Americana,1969)

Foto: Reprodução – Gina Prince Bythewood

Gina Prince Bythewood também trabalha com direção e roteiro, e falei um pouco sobre ela recentemente por aqui. Seu ponto forte é o romance, e entre as histórias que receberam o seu toque de direção e roteiro estão “Nos Bastidores da Fama“, e “A Vida Secreta das Abelhas“. Gina também roteirizou o filme “Antes Que Eu Vá“.

Anna Muylaert (Brasileira, 1964)

Foto: Reprodução – Anna Muylaert

O cinema brasileiro também conta com uma extensa lista de grandes diretoras, mas na atualidade Anna Muylaert tem ganho um certo destaque. Ela também já roteirizou filmes conhecidos como “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias“. Em suas direções estão títulos premiados – até mesmo internacionalmente – como “Que Horas Ela Volta?“, “Mãe Só Há Uma” e “Chamada a Cobrar“.

Angelina Jolie (Americana, 1975)

Foto: Reprodução – Angelina Jolie

Angelina Jolie é um nome que dispensa muitas apresentações, porém ainda existem pessoas que não conhecem o lado produtora desta atriz. Sua direção já lhe garantiu uma indicação ao Oscar nesta função, através do filme “Unbroken – Incrível“. Em sua lista de direções também estão “By The Sea – À Beira Mar” onde ela atuou ao lado de seu ex-marido Brad Pitt, e “Na Terra de Amor e Ódio“, sua primeira direção.

MULHERES ROTEIRISTAS

Brit Marling (Americana, 1982)

Foto: Reprodução – Brit Marling

O nome da produtora e roteirista Brit Marling reacendeu após sua produção na Netflix, The OA, alcançar um grande público. Porém Brit conta com uma grande lista de atuações, produções e roteiros em seu currículo. Entre eles “O Sistema“, filme que tem o seu roteiro mas recebeu a direção de Zal Batmanglij, além de “A Seita Misteriosa” e “A outra Terra“, todos com também com sua atuação.

Linda Woolverton (Americana, 1952)

Foto: Reprodução – Linda Woolverton

Sua infância provavelmente foi acompanhada por algum roteiro de Linda Woolverton. Isso porque ela é responsável por grandes enredos infantis e juvenis como “A Bela e a Fera“, “Malevola“, “Alice no pais das maravilhas“, “Alice Através do Espelho” e “O Rei Leão“.

Jane Goldman ( Inglesa, 1970)

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Foto: Reprodução – Jane Goldman

Jane Goldman é roteirista e produtora, e está no coração de todos os geek e admiradores de ação. Seu nome está atrelado a filmes como X-Men: “Primeira Classe“, “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido“, “Kingsman – Serviço Secreto“,” Kick Ass – Quebrando Tudo” e o suspense “A Mulher De Preto“.

Tina Fey ( Americana, 1970)

Foto: Reprodução – Tina Fey

Tina Fey é uma das maiores mulher humorista americana. Sua versatilidade parece não ter fim: Ela é atriz, produtora, diretora e roteirista, como se não bastasse, sua lista de trabalhos conta com mais de 25 títulos. Apesar de aparecer mais como atriz e diretora para seriados, Tina roteirizou filmes famosos como “Meninas Malvadas” e colaborou como produtora para “Uma repórter em Apuros” e “Irmãs“, nos quais ela também atua.

Apesar desta lista acabar trazendo um grande numero de profissionais americanas, a intensão do post não foi valorizar apenas mulheres dessa nacionalidade. A escolha dos nomes se deu pela popularidade e acessibilidade às obras. Espero que possa ter contribuído não só para o desafio, como também para o conhecimento de vocês.

Parabéns à todas as Mulheres!
Abraços! E até.

Se você acabou de chegar e não sabe muito bem do que estou falando, quero primeiramente lhe dar as boas vindas! E convidar você a conhecer nosso desafio dos 52 filmes. Lhe garanto que será uma ótima experiência que irá te tirar não só da zona de conforto, mas também irá lhe proporcionar conhecimento para coisas novas.

8 semanas (completas) já se passaram desde o início do desafio, sendo assim 8 filmes de caráter especial deveriam ser assistidos, atendendo às categorias de sua escolha. Obviamente não assistimos apenas 8 filmes em 2 meses. Alguns nem mesmo atende as categorias do jogo. Enquanto outras categorias acumulam mais de um.

Mas é claro que para ser justo com o jogo e com todos os participantes selecionei apenas os filmes que mais se destacaram para computar no desafio.

Sem mais demora,…

ESSA FOI A MINHA SELEÇÃO DE FILMES:

1.Um filme baseado em um livro que você ainda não leu – A Hospedeira (Andrew Niccol, 2013)

Adaptação do livro de Stephenie Meyer traz às telas um universo completamente diferente, para aqueles que estavam apenas familiarizados com sua obra de grande sucesso : Crepúsculo.

O filme lançado em 2013, conta a história de uma garota chamada Melanie Stryder (Saoirse Ronan), sobrevivente de uma invasão alienígena, por seres que usam os corpos dos humanos como hospedeiros para suas formas de vida. Ao ser capturada Melanie passa a ser habitada por Peregrina, que descobre não poder se livrar tão fácil da mente da garota, e passa a conhecer melhor os humanos e seus laços.

2.Uma animação japonesa – Akira (Katsuhiro Otomo, 1998)

Akira é considerada a precursora das animações japonesas, por isso logo me veio cabeça assisti-la já que eu não a conhecia. A animação de 1988 roteirizada por de Izô Hashimoto e dirigida por Katsuhiro Ôtomo foi baseada em um mangá homônimo de sua autoria.

O ano é do de 2019, o cenário é a iluminada Neo-Tokio, erguida após uma grande explosão que causou a destruição da antiga cidade. Porém a cidade está em crise, e sofre com constantes ataques. Nas ruas gangs de motoqueiros combatem por território. Uma realidade desconhecida surge quando Tetsuo evolve-se em um acidente, tendo contato com Takashi uma criança de aparência e mente misteriosa.

Tetsuo é levado pelo governo como cobaia e passa a desenvolver poderes imensuráveis, chegando a ser comparado com Akira, o responsável pela grande explosão.

Kaneda, líder de sua gang e amigo de Tetsuo, precisará lidar com os mistérios que envolvem a vida de seu parceiro e lidar com as influências que o poder passa a desenvolver na mente de alguém amargurado.

3.Um filme que se passa em diferentes épocas – A viagem (Tom Tykwer; Lana Wachowski e Lilly Wachowski, 2012)

Este filme apresenta seis fascinantes histórias, que mesmo ocorrendo em diferentes épocas, carregam entre elas uma forte ligação e uma relação de coexistência dentro do ciclo da vida. Do século XIX (19) até um futuro distante onde a terra foi invadida e os seres humanos regressaram em seu modo de viver, somos apresentados a um advogado levado a lutar pelos direitos abolicionistas, um jovem compositor em busca de sua sonata perfeita, uma jornalista empenhada em ir até o fim para desmascarar uma desonestidade, um senhor dono de uma editora em busca de lucros financeiros e segurança, uma clone programada para servir a sociedade e que se envolve em uma jornada descobrimento da vida fora de seus padrões, e um homem atormentado que luta pela segurança de sua tribo sobre as crenças de uma mulher que lhes deixou sabias palavras para trás.

É um grande filme, não só pela forma como as histórias se cruzam e se completam, mas também pelo maravilhoso elenco – que conta com Tom Hanks, Halle Berry,Jim Sturgees, David Gyasi, Ben Whishaw, James d’ArcyDonna Bae ( que atualmente trabalha com as Wachowskis em Sense8) –  e sua caracterização e direção.

4. Um filme com protagonistas negros –  Beyond The Lights: Nos Bastidores da Fama (Gina Prince-Bythewood, 2014)

Assisti um dos filmes que indiquei em um dos guias para o desafio. O filme explora através de Noni Jean (Gugu Mbatha-Raw) um lado da mídia e do mercado musical ainda pouco exposto para os seus consumidores. Noni tem o seu talento explorado por sua mãe (Minnie Driver), e acaba muitas vezes passando para a impressa uma imagem bem oposta dos seus reais interesses. Kaz Nicol (Nate Parker) também passa por dilemas por nem sempre querer seguir os passos de seu pai, mesmo vivendo muitas vezes em sua sombra.

O trabalho de Gugu Mbatha-Raw nesse longa é sem dúvida algo admirável, em minha opinião ela soube incorporar perfeitamente os traços e postura de uma cantora em cima dos palcos. A trilha sonora também é um bom complemento. E despertou meu interesse por mais filmes dirigidos por Gina Prince-Bythewood.

5.Um filme que se passe em apenas uma noite – Nick e Norah: Uma Noite de Amor e Música ( Peter Sollett, 2009)

Antes de tudo quero dizer que talvez eu refaça esta categoria. Já que o filme passa grande parte do enredo em uma unica noite, porém no começo apresenta cenas a luz do dia. Já tenho outro filme em mente, mas por enquanto estou mantendo este aqui.

Nick (Michael Cera) está em uma banda, ele rompeu com uma garota já a algum tempo, porém seguir em frente não é exatamente o que ele esta tentando fazer, por mais que diga que sim. Norah (Kat Dennings) é apaixonada pelos Cds que ele grava na intenção de reconquistar Tris, mas nem mesmo o conhece. Os dois se encontram quando ambos estão tentando fujir das verdades. E logo se encontram juntos pela cidade de Nova York atrás de um show icônico.

6.Um documentário – The mask you live in (Jennifer Siebel Newsom, 2015)

The mask you live in aponta os principais efeitos negativos causados em homens, jovens e crianças que foram criados sobre a cultura do machismo. O documentário mostra o quão devastador pode ser para alguém evitar falar ou demonstrar seus sentimentos, buscar uma postura de poder, ou aceitar a distorcida visão sobre o papel de um homem na sociedade.

A produção conta com a análise de profissionais, esportistas, psicólogos e educadores, assim como depoimentos emocionantes de homens que presenciaram os impactos desse tipo de criação em suas vidas.

Apesar de focar no cenário social dos Estados Unidos, chega ser impossível não se lembrar de alguém que tenha vivido algo semelhante ou até mesmo se identificar. Creio que é um ótimo filme não só para homens de diferentes idades, mas também para mulheres, mães ou qualquer pessoa que venha se interessar.

7. Um sci-fi pouco comentado -A outra Terra (Mike Cahill II, 2011)

Rhoda Williams (Brit Marling) cruza o caminho com John Burroughs (William Mapother) de um modo trágico. Na noite em que a descoberta de um planeta semelhante a terra anunciada, ela se distraí observando o céu enquanto dirige, atingindo o em cheio o carro da onde se encontrava a família do compositor. Após quatro anos as noticias são outros, há vida neste planeta e uma sociedade replicada da Terra. Rhoda enxerga em um concurso para uma viagem espacial a possibilidade de recomeçar, mas antes ela se vê obrigada a concertar os seus erros de alguma forma.

A ficção cientifica ou o lado fantasioso não surgem como protagonistas nesse longa, mas sim como apoio para sustentar uma história de superação e recomeço dos personagens. Eu acabei não encontrando exatamente aquilo que eu esperava no filme. Mas foi uma boa forma de conhecer um pouco mais do trabalho de  Mike Cahill IIBrit Marling, que se unem constantemente na produções de filmes com essa pegada, e atualmente trabalham juntos na série The OA.

8.Um filme indicado ao Oscar no ano que você nasceu – Sintonia do amor – Sleepless in Seattle (Nora Ephron, 1993)

O filme foi indicado ao Oscar por melhor roteiro original em 1994, porém não levou o prêmio na categoria. (Me desculpem pelo trailer sem legenda ou dublagem, mas infelizmente não consegui encontrar.)

Sam Baldwin (Tom Hanks)  perdeu a sua esposa, e decide que precisa recomeçar sua vida em outra cidade ao lado de seu filho Jonah (Ross Malinger).  Em outro lado Annie Reed (Meg Ryan) está ocupada construindo alicerces para seu futuro casamento. Após um ano e meio observando a tristeza de seu pai Jonah decide ligar para um programa de radio na busca por concelhos, envolvendo seu pai em um desabafo sincero. A história do viúvo que amou sua esposa e não consegue esquece-la ou tão pouco seguir em frente ganha o país e a atenção de varias mulheres, incluindo Annie que passa a repensar sobre seu casamente e nutre o desejo de conhecer Sam.

E esses foram os filmes que eu assisti para o desafio nesses primeiros 2 meses. Acabei por resumir minha opinião sobre alguns, para que o post não ficasse tão extenso.

Mas podemos trocar dicas e impressões por aqui mesmo nos comentários.

Aquele Abraço! E Até mais!

:)