Chegou aquele momento do ano em que o Spotify nos revela o mais passamos o ano ouvindo, e para a maioria de nós sempre acaba pintando uma surpresa que passa despercebido.

A plataforma é toda interativa, e permite que você de o seu palpite sobre o que acha ter escutado mais durante o ano. Para descobrir quais musicas acompanharam seu ano clique aqui. *É preciso ter conta ativa no Spotify*

Meu resultado me surpreendeu muito

O tempo que passei ouvindo musica pelo aplicativo é bem alto, mas sei que poderia ser maior, levando em conta que passei alguns meses sem nem conseguir parar para ouvir musica, por conta da rotina.

Dua Lipa se destacou na minha lista como artista mais ouvida. Me lembro que mais para o começo do ano, eu escutava “Be the one” varias (até no mesmo dia), mas foi só depois da metade do ano que passei a ouvir seu álbum completo — do qual gosto muito aliás.

Me surpreendi também com a ausência da cantora Lorde nessa lista. Nos últimos meses tenho escutado muito seu álbum “Melodrama”, lançado em junho deste ano, mas acredito que tenha ficado de fora justamente por ser um vicio recente.

Apostei em “Cruel” da Foxes como minha musica do ano, justamente porque me identificava muito com ela enquanto ouvia. Porém essa levou o segundo lugar. “Rockabye” da Clean Bandit, com participação de Anne-Marie e Sean Paul, levou o primeiro lugar.

Em resumo geral esses foram os meus resultados:

Ué? Mas não tem playlist de retrospectiva? É claro que sim!

O spotify está criando para seus usuárias 2 playlists pessoais/personalizadas com as 100 musicas mais relevantes em suas bibliotecas durante o ano, e outra com musicas que fizeram sucesso dentro da sua teia de execuções, mas que você não chegou a ouvir.

Eu não poderia deixar de compartilhar essas duas listas com vocês, até por que tem muita coisa que eu gosto e recomendo 😀 — tem também aquelas letras das quais nos arrependemos de ouvir, mas enfim.

Meu top 100 Spotify 2017 ❤

Musicas que deixei escapar

Outras Playlists

Além dessas playlists personalizadas, a plataforma também criou colectâneas com as musicas brasileiras mais ouvidas, os artistas brasileiros mais ouvidos, Artistas mulheres mais ouvidas, os homens mais escutados, entre outras.

Você pode encontrá-las no site ou no aplicativo para Android ou iOS.

Neste ano acabei ouvindo muitas artistas femininas, e conhecendo muita coisa nova também. Mas quero saber o que vocês andaram ouvindo? Qual foi a musica do ano de vocês? Tivemos algum resultado em comum? Deixe aqui nos comentários!

Abraços e até mais!

Vai chegando essa época do ano e um sentimento mutuo de renovação atinge as pessoas. A maioria de nós deseja que o próximo ano seja melhor, ou no mínimo mais fácil.

Mas o que não podemos nos esquecer é que, o ambiente em nossa volta também exerce uma grande influencia sob a maneira que encaramos certas coisas, ou depositamos nossas energias nelas.

E foi pensando nisso que bolei o post especial de hoje. Com algumas dicas e ideias de decoração e organização de ambiente, que podem influenciar você de forma positiva. Dicas para os que estão à procura de um pouco de paz, mas também para quem está afim de dar uma levantada na vida.

Vem comigo!

Estilo Escandinavo

Apresenta uma predominância de cores neutras e frias, como branco, cinza, e às vezes alguns tons de bege. O uso da madeira mais clara e do mármore claro também são recorrentes nessas composições. Transmite calma e aconchego, além de ser estilo.

Decoração Minimalista

O minimalismo não se restringe a um estilo de composição, mas é também uma forma de estilo de vida. Nesse caso, o menos é sempre mais. Menos moveis, menos objetos acumulados, mais espaço e mais claridade.

A ideia de se desapegar das coisas supérfluas pode ser desafiadora para algumas pessoas. Por isso a decoração minimalista chega a ser mais como um reflexo do estilo de vida de uma pessoa.

Mas não se engane, não são ambientes sem graça. A grande sacada do minimalista é justamente realçar ambientes com a presença de objetos especiais que acabam por se destacar nos cômodos, seja uma luminária ou até algo de valor sentimental. Por isso muitas pessoas relacionam o estilo ao “detalhismo”.

Um pouco mais de Cor

Agora se o seu caso é o completo oposto, e ao invés de suavizar e relaxar, você está buscando se energizar, apostar em cores pode ser a atitude certa.

Trazer cor para dentro de casa não é tão complicado quanto parece. Você não precisa se restringir a pintar paredes. Pode colorir o ambiente por meio de móveis, peças de decoração entre outras coisas.

Mas nesses casos é muito importante se conhecer, e apostar em cores que de fato vão lhe agradar ao longo dos dias. Outra dica importante é saber criar as chamadas paletas de cores, selecionando tons e variações da sua escolha, e dispondo-os no ambiente de forma que conversem uns com os outros.

Adote algumas plantas

Verde é Vida! Introduzir plantas em determinados ambientes causam um impacto gigantesco na decoração, e até mesmo em sua saúde. A visão de uma planta depositada em um canto especial, gera uma certa alegria e bem estar. E lhe proporcionará uma atividade relaxante de cuidados que terá de realizar, para mante-la saudável.

É importante levar em conta seu estilo de vida. Se você passa menos tempo em casa, ou tem medo de não se lembrar de cuidar da plantinha, adotar uma que exija menos frequência em rega é uma boa opção.

Além disso existem algumas espécies de plantas que se tornaram muito conhecidas nos últimos tempos, por purificarem ainda mais o ar. Em uma pesquisa breve você consegue acha-las, mas em breve pretendo fazer um post só sobre elas.

Esse foi o post de hoje, espero que tenham gostado. Se tiver mais alguma dica legal, deixe nos comentários!

Abraços!

 

O ato de presentar alguém, independente da situação, sempre vem sem duvida carregado por amor e carinho.  Nós mesmo acabamos nos tornando presentados ao ver um sorriso ou uma reação de surpresa no rosto da outra pessoa.

Porém, todo esse carinho depositado não precisa se prender exclusivamente ao presente em questão. Ele pode começar um pouco antes, já no embrulho.

Por aqui temos o costume de dar presentes naquelas embalagens já formadas, ou então usar aqueles matérias cheios de estampa e cores, comprados em algum lugar. Mas as vezes o simples pode significar muito mais. E o trabalho feito a mão, agrega ainda mais valor simbólico a tudo isso.

É por isso que resolvi trazer essa dica especial no nossa quarto dia de calendário. Essas formas de embrulho são muito comuns em outros países. Em tempos atrás chegaram a ser consideradas tendência. Infelizmente não encontrei algum se possuem algum nome especifico. Mas separei boas imagens para inspirar vocês.

Inspire-se

1. Para esse embrulho foi usado um papel de presente branco, que foi decorado com Washi Tapes, e amarrado com fita de cetim branca.(Fonte)

2. Aqui vemos o uso do papel pardo, muito presente nesses tipos de arranjo, ele ganhou uma impressão de pinheiros, mas você também pode utilizar carimbos para personaliza-los. (Fonte)

3. Mais um exemplo de papel kraft estampada. laçado com Fio de Sisal. (Fonte)

4. Esse embrulho também ficou bem legal, apesar de simples. Um canetão preto foi usado para desenhar um laço simbólico. (Fonte)

5. Nesse numero vemos um exemplo que sai um pouco da proposta do post, mas nem tanto. Aqui foi usado um papel de embrulho com uma estampa que simula um carta antiga. O que serve de inspiração. Em minhas pesquisas também achei alguns trabalhos em folhas de jornais, e ficaram bem legais. (Fonte)

6. E por ultimo o meu favorito. É um embrulho simples, em barbante listrado, mas a fotografia presa dá um toque especial. Vi também outras inspirações com folhas de arvore, pequenas pinhas, e outros objetos que acompanham o presente. (Fonte)

Fio de sisal  – O preço varia de acordo com a metragem comprada, mas é possível encontrá-lo a partir de R$12,00 ou um pouco menos.

Fita de de Cetim – São encontradas em lojas de materiais de costura, e as vezes em algumas papelarias. Custam a partir de R$5,00 de acordo com sua metragem.

Barbante Colorido,Linha Twine ou  Barbante Listrado – O preço varia de acordo com a metragem comprada, mas você gastará em média de R$5,00 à R$10,00. Porém é um material que pode ser guardado para outros coisas também.

Papel kraft ou Pardo – É facilmente encontrado em papelarias, pode ser vendido separado em folhas de tamanho especifico, ou também por metro.

Washi Tape – Essas fitas adesivas estilizadas, muito usadas atualmente, também podem ser encontradas em papelarias, custando em média de R$3,00 cada.

Esse foi o nosso post especial de hoje, ao longo do mês outras postagens feitas com carinho surgirão. Por isso, fiquem ligados!

Abraços!

Novembro foi um mês em que assisti mais de 20 filmes, selecionar quais seriam minhas 4 escolhas foi um pouco difícil, mas aqui estão elas:

45. Indicado ao Oscar por melhores efeitos visuais – Mogli: O Menino Lobo (Jon Favreau, 2016)

Como eu disse, em novembro consegui assistir muitos filmes. Para os que enquadravam-se nesse item vi a animação Kubo e as cordas magicas, Doutor Estranho e claro Mogli, que acabou sendo minha escolha de registro.

O filme de 2016 recria o universo clássico de O livro da selva, do autor Rudyard Kipling, já conhecido e amado por muitos por meio da animação da Disney de 1967. Porém essa história já foi recontada outras vezes em diversas produções.

Na minha opinião, o que diferencia essa das outras, é justamente o seu trabalho visual na criação de efeitos e vida dos animais, que são introduzidos com mais naturalidade nos movimentos de fala e locomoção. Coisas que aproximam a produção da “realidade” por assim dizer. As cenas de ação do filme também são mais brutas, porém não deixa de ser um filme que encantará as crianças.

Mogli (Neel Sethi) é um garoto de origem indiana que foi criado na selva por lobos, após ser entregue a eles por Bagheera (Ben Kingsley) um pantera negra. Durante a  trégua da água, quando a floresta passa por um período de seca e os animais prezam pela vida um dos outros, Mogli é descoberto por Shere Khan (Idris Elba), um tigre que jura caça-lo até a morte, e eliminar qualquer um que fique em seu caminho. Com isso Mogli decide afastar-se de sua alcateia para protege-los. Mas Shere Khan força seu retorno.

46. Indicado por melhor trilha sonora no Grammy – Trolls (Walt Dohrn e Mike Mitchell, 2016)

A animação entrou na lista do Grammy por sua indicação de melhor musica escrita para mídia visual com a musica Can’t stop the feeling, a qual levou o prêmio. A produção também foi indicada ao Oscar de melhor canção original, por meio da mesma musica, mas perdeu para “City of stars”, de “La la land: cantando estações

E sem querer ser critico, ou passar por cima da avaliação positiva de 74% do Rotten Tomatoes, senti que a trilha sonora é o fator de maior relevância nessa história. Sou apaixonado por animações, mas infelizmente esse filme não me conquistou, como achei que seria.

No filme acompanhamos uma colônia de Trolls, que a anos precisa fujir das garras dos Bergens, seres que acreditam que só podem ser felizes caso os devorem. Após uma invasão que leva parte seus amigos e súditos embora, a princesa Poppy (Anna Kendrick) parte em uma viagem para resgata-los, acompanhada do mal-humorado e improvável Tronco (Justin Timberlake). Juntos eles irão também refletir sobre a verdadeira fonte de felicidade.

47. Um filme com cenas que retratam outro(s) planeta(s) – Valerian e a Cidade dos Mil Planetas (Luc Besson, 2017)

Em um futuro onde a humanidade se estabeleceu pela galáxia a fora, e diferentes seres foram descobertos e aliados a eles ao longo dos séculos, em um tratado de convívio universal, Valerian (Dane DeHaan) é um agente viajante do espaço que ao lado de Laureline (Cara Delevingne), sua parceira por quem é apaixonado, combate crimes intergalácticos em com uma espécie de força tarefa espacial.

Em seu trabalho mais recente, o agente se vê no meio de uma operação cheia de segredos e trapaças, que irá por a vida de uma espécie inteira em risco, e consequentemente a sua própria vida também. O mais instigante, é que tais acontecimentos estão relacionados a um sonho tido por ele tempos atrás… Ou teria sido uma visão?

O filme é repleto de efeitos visuais fantásticos, além do trabalho impressionante na criação da aparência de alguns seres, não é atoa que está sendo considerado uma indicação ao Oscar de Melhores efeitos visuais para 2018 (atualmente em repescagem). O personagem de Dane DeHaan busca trazer um certo humor para a trama, o que nem sempre parece funcionar, ao contrario de Cara Delevingne, que mostra uma evolução e força diante das telas.

48. Uma biografia política – Mandela: Longo Caminho para a Liberdade (Justin Chadwick e William Nicholson, 2013)

O filme baseado em uma autobiografia do líder sul-africano Nelson Mandela, conta-nos sobre sua vida, desde seu nascimento em uma tribo isolada — onde foi batizado de Madiba — até sua chegada à presidência. Um caminho tortuoso que se tornou intimamente ligado a sua vida pessoal e a estabilidade e segurança do país, no regime do Apartheid.

Por diversos momentos o filme expõe certas fraquezas, e atitudes certamente humanas que nos parece improvável a essa figura. O longa nos mostra o lado paquerador e mulherengo do jovem advogado que defendia seu povo com anelo, mas passava por problemas conjugais.

Mandela torna-se membro do Congresso Nacional Africano, ao enxergar sua luta justa por direitos em um estado que privilegia descendentes europeus e discrimina os nativos. O movimento passa a combater o estado com violência, quando estes passam a reprimir as manifestações com armas de fogo.

Os ataques acarretam em seu julgamento como terrorista, e sua prisão. Nesse logo período sua esposa e filhas tornam-se vozes fortes do movimento. Mas é também quando o filme passa a nos mostrando seguidas cenas difíceis de serem assistidas, como confrontos civis e atos de tortura como vingança.

Com o tempo Nelson torna-se estimado e importante para o governo que oprime seu povo, pois reconhecem seu poder de influência.

O filme também nos apresenta recortes de cenas reais, reportagens, passeatas e outros momentos que marcaram esse período. A interpretação de Naomie Harris como sua esposa Winnie Mandela merece destaque, assim como a do próprio Idris Elba como Mandela.


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Estamos quase no fim do desafio deste ano, falta apenas 4 filmes para fechar essa lista. Mas calma que essa despedida será bem legal.

Até mais!

A neves de dezembro trouxeram para os cinemas “O assassinato no expresso oriente” livro de Agatha Christie. E nesse embalo nada melhor para o último mês do ano que um clima de mistério e um intrincado crime para ser resolvido — mesmo não nevando por aqui.

Então você, assim como eu, foi ver “O assassinato no Expresso Oriente” e achou aquilo incrível; toda a tensão em volta do detetive Poirot enquanto ele tenta resolver o assassinato?! Eu sei que eu sim!

Particularmente sempre fui apaixonado pelos famosos drama de mistério, e pela busca incessante em resolver o conflito da história. No cinema os filmes de Alfred Hitchcock são encantadores nesse sentido, mas e no mundo da literatura?

Quando falamos de livros de mistério alguns nomes vem naturalmente a cabeça. Que tal falarmos mais deles hoje, assim você já sabe o que buscar agora que quer acompanhar mais detetives resolvendo seus casos impossíveis.

Ah! Comprando um dos livros linkados aqui você nos ajudará nosso blog a crescer cada vez mais.

Outros casos de Hercule Poirot – Agatha Christie 

É inevitável. Se você gostou de uma história do detetive Hercule Poirot você vai gostar de todas as outras. Agatha é especialista em homicídios impossíveis, histórias com cenários macabros e cenários intrincados de dar o nó no cérebro de qualquer leitor e quando ela escreve para Hercule Poirot ela cria com seu personagem uma intima relação, onde ela traça os caminhos e o detetive se vê desafiado pela sua própria criadora.

Para nós leitores, resta o maravilhamento da genialidade da autora que foi chamada de Rainha do Crime. Alguns dos cenários mais interessante são colocados em livros como o próprio “Assassinato no expresso oriente” onde o assassinato invariavelmente esta preso e camuflado dentre os passageiros. Um dos mais deslumbrantes cenários é colocado em “E não sobrou nenhum” quando Agatha isola um grupo de pessoas em uma ilha deserta, e um a um os personagens vão morrendo, como revelar o assassinato quando não sobra ninguém em pé? (porém essa não é uma história do detetive Poirot).

Em suma, a Rainha do Crime merece continuar a ser lida pelo seu intelecto ao criar situações intrigantes e pela sua capacidade em intrigar o leitor desde a primeira página até a ultima. Se você gostou do filme “O assassinato no expresso Oriente”, que tal conhecer o Poirot original ? Quem sabe em breve eu não falo um pouquinho dos dois por aqui 😉

Sherlock Holmes – O cão dos Baskervilles – Sir Arthur Conan Doyle 

Em termos de detetives famosos, Sherlock Holmes talvez seja o maior. O detetive particular que habitou em 221B da rua Baker Street foi descrito e construído com tanta fidelidade que até hoje muitos questionam se não houve um Sherlock Holmes real que haveria inspirado Conan Doyle. Diferente de Poirot, que parece jogar o jogo, Holmes foi criado com tendencia a domina-lo. Ler um dos romances e contos em que o detetive é o protagonista equivale a ser levado para dentro da mente do inglês, sendo guiado sempre pelo fiel Dr. Watson.

Acompanhar Holmes enquanto ele desvenda um caso é fascinante. Enquanto estamos ao lado do Dr. Watson, vemos o detetive resolver qualquer coisa, por mais desafiadora que seja, ele pode desvendar certos casos em instantes. Em outros casos, é fascinante acompanhar o vaivem intelectual que se desenvolve com Holmes e o desafio colocado, como em “O cão dos Baskerville” um caso aparentemente insolúvel e com elementos sobrenaturais, no qual um cão que seria enviado dos infernos como uma maldição que iria recair sobre a secular família Baskerville e sua propriedade pantanosa. Se você busca um dos livros de Holmes, você busca um desafio intelectual a si mesmo, e além disso é sempre bom conhecer as inspirações da própria Rainha do Crime.

O Chamado do Cuco – Robert Galbraith 

Depois de conhecer o passado é impossível não sermos jogados ao futuro. Em 2013, o misterioso autor Robert Galbraith lançou seu primeiro livro “O chamado do Cuco“, ele nos mostra como evoluiu a tradição de detetives. Após Conan Doyle e Agatha Christie, o que há de mais moderno é o detetive Cormoran Strike e sua assistente Robin, que estão investigando um caso de aparente suicídio de uma jovem modelo britânica. Há vários problemas no caso, que seguindo a tradição inglesa, é intrincado e repleto de informações, mas além disso uma das maiores marcas do livro é a fragilidade de Strike, um ex combatente que volta da guerra do Afeganistão com marcas psicológicas e físicas da guerra e a dificuldade de lidar com Robin, sua secretária que almeja ao posto de detetive um dia.

Galbraith seguindo seus predecessores, traça uma complexa relação entre criador e criatura, levantando mais e mais barreiras para Strike a cada virar de página. Se você busca um sucessor natural aos dois autores citados acima,com seus próprios problemas que dialogam com os atuais tempos, este homem é Galbraith….

Porém há um problema, Galbraith não existe. Em 2013, algum tempo após o lançamento do livro veio a publico a informação que Robert Galbraith é ninguém menos que J. K. Rowling. A autora havia criado uma série de barreiras para não ser reconhecida, e lançar esta história individualmente, mas isso não foi possível. (Entretanto, um pequeno conselho de leitor, vale a pena ler o chamado do cuco esquecendo quem é o verdadeiro autor, e não ficando preso a expectativas criadas em torno deste nome.)

Desde 2013, Galbraith/Rowling já lançou mais dois livros ” O bicho da seda” (2014) e “Vocação para o mal” (2015).

Os Assassinatos da Rua Morgue – Edgar Allan Poe 

Aqui Poe é o inicio de tudo. Muitos colocam C. Auguste Dupin, o detetive que protagoniza uma trilogia de contos de Poe como predecessor de Sherlock Holmes, Poirot e todos os outros. Em “Os assassinatos da Rua Morgue”, Dupin se vê diante dos homicídios de uma mãe e sua filha na Paris do século XIX. Diferente dos outros, este não é um detetive no sentido formal da palavra, porque a palavra ainda não era usada, Dupin tem diversas motivações para resolver os mistérios colocados neste conto e nos outros dois “O mistério de Marie Roget” e “A carta roubada“.

É fácil entender por que Poe foi um dos principais criadores e influencia para o gênero dos livros policiais, poucos foram tão racionais e tão eficientes em entender os lados sombrios da mente humana. Dupin busca resolver os mistérios por um procedimento de raciocínio frio e calculado, inclusive embarcando na mente do assassino. Uma leitura rápida e fascinante, Poe sendo mestre dos seus personagens sabe desenvolver cada canto da genialidade dedutiva.

Se vimos tudo que há de mais moderno, devemos também entender onde tudo começou, e é aqui em Poe. A melhor parte é que “Os assassinatos da rua morgue” esta disponível na internet para leitura livre.


Por hoje é só 🙂

Dessa vez eu optei por apresentar os grandes nomes de uma tradição inglesa de detetives, seus assistentes e seus casos misteriosos, porém há muito mais que podemos tratar em um post futuro.

Você gostou? Esquecemos de algum autor ? Quer ver outras histórias de mistério e suspense por aqui?  Conta pra gente!!

Até a proxima,

Gusta