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Hey!

Tempos atras trouxemos aqui dica de um livro clássico como uma leitura perfeita para o fim de ano, além de alguns mistérios para esse período também. Ainda nesse inspirados por esse clima, contudo nos especiais de tv típicos dessa época, elegemos um livro que traga esse clima de encanto, mas que não tivesse necessariamente relacionado com os eventos da data. E assim “Em um lugar nas Estrelas” entrou para o nosso calendário de 24 dias.

Se esse livro fornecesse sabores especiais, seria agridoce, se emitisse cores seria como o verde radiante de um amanhecer em uma floresta, e o azul escuro do cair da noite.

Onde jovens protagonistas enfrentam descobertas sombrias, abraçam lembranças calorosas, desvendam segredos amargos, e criam conexões e amizades ao ponto que amadurecem.

Jack Baker, ainda aos 13 anos, precisa lidar com as marcas que a perda de sua mãe deixaram, pois além da dor natural de se lidar com tal fato, intensifica-se ao ponto que preceitos costumeiramente recitados por ela, ainda guiam sua vida. Seu pai, um general da marinha, afastou-se para servir na Segunda Guerra Mundial quando Jack era ainda mais novo, o que acarretou em um distanciamento e desconhecimento da maturidade do filho.

Sua volta para casa após a morte da esposa é marcada, entre muitas outras coisas, pela ida de Jack para o colégio interno militar Morton Hill, em Cape Fealty, Manie. Onde Jack passa a conviver com um novo cenário em sua vida, buscando socializar com garotos mais hábeis e fisicamente mais preparados.

É quando então se depara com um garoto peculiar, que parece tão deslocado quanto ele, mas fora de qualquer grande possibilidade de interação com os outros. Trata-se de Early Auden, miúdo e misterioso, responsável por acrescentar doses de surrealismo à história.

Early também não está vivendo seus melhores dias, na verdade isso tem se arrastado por muito tempo. Após perder toda sua família, passou a morar nas imediações incomuns do colégio, e assistir somente as aulas que lhe convém — o que não demonstra mais incomodar professores e alunos.

Em particularidades, o jovem possui traços característicos de algum transtorno — a autora chega a relatar sobre sua inspiração pra ao cria-lo, em um período sem diagnósticos —, ele segue a risca uma rotina de músicas que devem ser ouvidas, e quando devem,gosta de usar o chiado e o som vazio dos discos para se acalmar, além de depositar na organização das balas de goma um espaço para refrescar as ideias.

De inicio Jack o observa de longe, com certa curiosidade, usando até mesmo a imagem de Early para desviar os olhares sobre suas próprias limitações. No entanto não demora muito para que eles unam-se em afinidade por um interesse em comum, e essa afinidade, e um sentimento que Jack não sabe definir como dívida, pena ou lealdade, os levam para uma jornada muito além das imediações do colégio.

Uma jornada guiada pelas visões, e uma peculiar leitura de Early sobre os passos de um aventureiro em busca de seu nome.

A narrativa tão completa e detalhada, nos momentos em que a história de nossos dois protagonista abre espaço para uma fábula com um ar poético, fomenta nossa curiosidade ao ponto que as duas histórias parecem coexistir. De repente o mundo enxergado por Early não parece tão distante assim, e seu dom para certas coisas fica bem evidente.

Em meio a sua própria cruzada, esses garotos se deparam com personagens carregados de mistérios, passados que de certa forma voltam para assombrá-los e se permeiam na vida de outras personagens.

Apesar da caminhada lúdica, e o ar de fantasia que carrega e impulsiona a história para novos cenários, “Em algum lugar nas Estrelas” está longe de ser um livro infantil.

Clare Vanderpool abre espaço em sua história para tratar sobre assuntos como perda e superação, traumas marcados na pele ou até mesmo aqueles que ficam camuflados na alma. E tudo isso é apresentado à historia de forma natural, inserida de forma astuta, sob o céu estrelado como guia.

Os olhares das crianças, em especial de filhos e parentes de militares estadunidense, sobre a guerra de encerrada em 1945, é outro fator bem explorado pela autora.

O livro já foi associado ao clássico de Stephen King, “Conta comigo“, que da mesma forma traz jovens em uma cruzada ao confronto de coisas difíceis.

Preciso fazer um breve comentário sobre essa edição fantástica da Darkside Books. O livro conta com mapas de constelações, ilustração de seus símbolos, e o toque especial de cada capitulo ser iniciado com linhas de constelações diferentes (como já puderam ver nas imagens a cima).

O livro é uma boa aposta de leitura para esse clima de final de ano, caso você não esteja procurando algo que fale especialmente sobre as datas comemorativas em questão, mas ainda assim deseja um pouco da fantasia inspirada pelo mês. Da mesma forma, pode ser um presente perfeito para fãs de suspenses mais leves.

 

Em algum lugar nas Estrelas,
Clare Vanderpool.
288 paginas.
Darkside Book.

 

Quando chove, é sempre Billie Holiday.
Até a próxima.

 

Então é o décimo dia dessa aventura natalina! Já tivemos decorações, livros, clássicos, app, etc.. E o que temos pra hoje?!

FILMES!

É claro que dezembro não seria completo sem uma maratona de filmes, longas horas entretidas em todo o tipo de filmes, dos clássicos de drama aos suspenses e comédias mais modernas, filmes de fim de ano existem para todos os gostos, inclusive existem para aqueles com gostos variados. Pensando em todos vocês a maratona de hoje é aberta para escolher como montá-la.

Funciona assim: Separamos 4 dos gêneros mais populares, e sob cada gênero dois filmes comentados e mais alguns que indicamos como ótimas opções de entretenimento. Eai? Por onde você vai? Prefere filmes de um gênero só ou varia na escolha?! De qualquer jeito vem com a gente pra essa maratona.

 

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DRAMAS

Nesta categoria estão alguns dos filmes mais clássicos de natal, sempre referenciados e reverenciados pelo próprio cinema. Alguns são enormes produções com os mais altos astros de suas épocas, outros são menores porém não deixam de reunir os atores mais cultuados de cada momento. Para os mais antigos, é impressionante ver a capacidade deles de emocionar as novas audiências após tantos anos e para os novos é muito interessante ver como seguem o passo dos outros e se tornam clássicos modernos.

 

De ilusão também se vive (George Seaton, 1947) ⭐

Pra começar bem, um dos clássicos eternos e imortais de filmes natalinos. Ele nos coloca a questão: E se aquele velhinho vestido de Papai Noel fosse mesmo o Papai Noel? Ou seria somente um homem louco que acredita ser o Papai Noel? O diretor brinca com essas questões enquanto se desenrola na tela um drama passado em uma loja de departamento na qual o Papai Noel contratado, Kris Kringle (Edmund Gwenn) se diz mesmo o bom velhinho, mas sua chefe Doris Walker (Maureen O´Hara) o taxa de louco. Seria Kris capaz de provar que é o verdadeiro Papai Noel?

 

Noite de Ano Novo (Garry Marshall, 2011) ⭐

Muitas vidas estão acontecendo nesse exato momento, não poderia ser diferente na noite de Ano Novo. O filme busca contar como a vida de diferentes pessoas é marcada por esse evento único para muitos.

Da dificuldade em cuidar de um dos maiores símbolos da passagem na Times Square, o empenho para concluir metas antes que o ano termine, o esforço para reencontrar um antigo amor, e até mesmo uma corrida pelo prêmio de primeiro nascimento do Ano. As histórias se cruzam nesse emaranhado que chamamos de vidas.

Outros!

A felicidade não se compra (Frank Capra, 1947)

⭐Natal Branco (Michael Curtiz, 1954)

⭐Simplesmente amor (Richard Curtis, 2003)

⭐Feliz Natal (Christian Carion, 2005)

 

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🎁COMÉDIAS🎁

Os novos clássicos se concentram aqui. Eu não faço idéia do porque, mas nos anos 90 foram produzidos muitos do mais divertidos filmes de natal. Inclusive nos já falamos de alguns deles AQUI. São esses as grandes apostas de público, porque são capazes de entreter a toda família e geralmente contam com caras bem conhecidas, e orçamentos mais altos.

 

Esqueceram de mim (Chris Columbus, 1990) 🎁

É bem difícil não conhecer a história de Kevin Mccalister (Maccaulay Culkin) deixado em casa durante o natal. Ele tem que se esforçar e se desdobrar pra escapar de bandidos que tentam invadir a casa. E absolutamente não se comportar até a volta dos seus pais.

Acho que é possível fazer uma maratona só com o tema “esqueceram de mim“, tal foi o impacto deste filme. Obrigatório ver e rever nessa época do ano.

 

Um Natal Brilhante (Joe Whitesell, 2006) 🎁

Esse é uma das comedias mais divertidas que já se produziu pra época de festas. Os vizinhos Steven Finch (Matthew Broderick) e Buddy (Danny Devito ícone) declaram uma verdadeira guerra ao competir por quem terá a casa mais decorada, que inclusive possa ser vista do espaço. É uma seqüência de sabotagens incrível que merece ser vista e conversa bem com “Esqueceram de mim” e sua temática

Outros!

🎁O natal dos Muppets (Brian Henson, 1992)

🎁Os Fantasmas contra atacam (Richard Donner, 1988)

🎁Menores desacompanhados (Paul Feig, 2006)

🎁A última ressaca do ano (Josh Gordon e Will Speck, 2016)

 

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❄ANIMAÇÕES❄

Não há como negar, as animações natalinas estão cada vez mais deslumbrantes. Por isso é muito bom que incluamos na maratona animações de todas as épocas, afinal os desenhos animados sempre encantaram adultos e pequenos e são pedidas perfeitas pra uma preguiçosa manhã de natal.

 

A origem dos guardiões (Peter Ramsey, 2012) ❄

Nesta espécie de Vingadores das histórias infantis, se unem em torno do Papai Noel e sua maravilhosa oficina do polo norte, um grupo de seres fantásticos dedicados a manter os sonhos infantis. Entre eles: a fada dos dentes, o coelho da páscoa, entre outros. Porém um guardião que foi esquecido, o Jack Frost, espírito do inverno, pode ser a chave para combater um mal maior que se levanta no mundo.

 

Os fantasmas de Scrooge ( Robert Zemeckis, 2009) 

Não da pra passar o natal sem uma boa adaptação direta de “Um conto de Natal” como já falamos aqui. E esta estrelada por Jim Carrey é uma das melhores e também mais recentes produções relacionadas ao secular livro. Além de emprestar a voz, Jim Carrey também empresta o trejeitos únicos do ator para o ranzinza Scrooge durante sua aventura natalina. Um filme marcante por sua fidelidade á historia original e também por se usar da captura de movimenta para dobrar os limites do real e do fantasioso em nome da magia do natal.

Outros!

Como o Grinch roubou o Natal (Chuck Jones, 1966)

❄O natal de Charlie Brown (Bill Melendez, 1965)

❄O natal do Mickey Mouse (Burny Mattinson, 1983)

❄O expresso Polar (Robert Zemeckis, 2004)

❄Olaf – Em uma nova aventura congelante Frozen (Kevin Deters e Steven Wermers, 2017)

 

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SUSPENSE / TERROR

Aqui eu tenho que confessar que foi um pouco de escolha pessoal. Os filmes de terror que se passam no natal ou fim de ano não são nada convencionais (talvez a exceção de Gremlins, uma espécie de clássico do tipo), grande parte deles tem baixos orçamentos, não sendo filmes muito importantes, alguns até mesmo são risíveis, mas um elemento que parece unir a todos é de alguma forma brincar com esse medo primordial do Natal e do Papai Noel, alguns vão direto a fonte, ou seja a lenda européia de Krampus, o espírito natalino maligno que seria responsável por punir as crianças más, outros brincam com clichês do gênero, ambientados no natal. 

 

Krampus – O terror do Natal (Michael Dougherty, 2015)

É noite de natal. Uma família se prepara; terminar de preparar os pratos, recebe os parentes distantes e então inevitavelmente começam as brigas. Um dos grandes trunfos desse filme é mostrar honestamente como se faz um Natal, e isso envolve muitos desentendimentos.

A figura do anti papai noel (o Krampus do título) surge então como sendo um algoz por eles transgredirem as regras do Natal.

Vale a pena assistir e principalmente porque entretém, fala com a lenda original da Europa e nem da tanto medo assim.

Papai Noel das Cavernas (Jalmari Helander, 2011)

A beira do monte Korvatunturi na Finlândia vive uma cidade pacata até demais, mas o que os moradores não sabem é o que acontece lá em cima do monte. Enterrado e congelado nas profundezas do monte está uma figura misteriosa, vestida de vermelho e com aparência nada amigável. Não leva muito tempo até ele escapar.

Outros!

Natal Negro (Glen Morgan, 2006)

⛄O santo (Dick Maas, 2010)

⛄Better watch out (Chris Peckover, 2017)

⛄A christmas horror story (Steve Hoban e Grant Harvey e Brett Sullivan, 2015)

⛄Natal Sangrento (Steven C. Miller, 2012)

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E por hoje é só! Como fomos? Gostou da maratona? Acha que da pra embalar bem todo o mês de dezembro? Esperamos que sim! Conta pra gente quais filmes pretende ver, quais filmes gostaria de acrescentar na lista?! Sua opinião é muito importante!

Até mais,

Gusta

Hey!

O brasileiro Butcher Billy, que já apareceu por aqui uma vez com suas ilustrações dos episódios de Black Mirror em forma de antigas revistas em quadrinhos, soube enxergar um potencial sombrio em músicas dos anos 70, 80 e algumas atuais. Acrescentando uma dose de inspiração nas histórias escritas por Stephen King, Billy criou capas de livros e fitas VHS de terror.

Porém, a relação entre as musicas e as obras de Stephen King não é algo novo, visto que muitas bandas já se inspiraram em seus contos e livros para composições. Um grande exemplo é “Pet Sematary” dos Ramones, também ilustrada pelo designer, a qual o próprio escritor teria indicado para trilhar sonora da adaptação cinematográfica de mesmo da obra, por ser grande admirador da banda.

Em vista disso, o resultado obviamente não poderia ser outro. Butcher Billy ainda acrescenta em seus trabalhos aspectos de desgastes, que faz com que tudo fique ainda mais fascinante.

Confira alguns de seus trabalhos e as músicas nas quais foram inspiradas:

Infelizmente as faixas estão limitadas em 30 segundos, mas é possível ouvi-las em forma completa no site ou aplicativo do spotify.

Você encontrará estas e outras obras do ilustrador em sua galeria  no Behance. Aproveita e depois conta pra gente o que achou dessa mistura sombria.

Abraços, e até mais!

Foto: Ilustração – de desconhecido

Na última parte do nosso especial sobre histórias assustadoras — veja a #1 e #2 parte —, não dá pra falar de contos de terror sem os calafrios causados pelo norte americano Edgar Allan Poe (1809 – 1849), que mais de 100 anos após sua morte ainda é um ícone absoluto do terror ao redor do mundo e continua provando seu poder de assustar leitores e plateias e inspirar as novas gerações de autores de terror.

Poe escrevia como se conhecesse as trevas, representando sentimentos ruins, principalmente o desespero, através de histórias diretas e sem enrolação ou enfeite. Ele soube como poucos estimular o lado negro da imaginação humana, e por isso é leitura perfeita para uma sexta feira 13.

Existem ótimas coletâneas e edições para os textos do autor, por exemplo a completa coletânea da Darkside Books que já falamos por aqui. Porém para este post, escolhi três dos textos que mais gosto do autor, assim relembro de três clássicos para os fãs e apresento três dos melhores para os que ainda não conhecem Edgar Allan Poe.

No geral, Poe escreveu sobre uma gama de angústias, desesperos, assombrações, culpas, sendo capaz de ver como ninguém a mente humana. Até mesmo o amor toma um lado sombrio nas mãos dele, como em “O corvo” nesta maravilhosa edição da Darkside Books que conta até mesmo com a tradução feita pelo mestre brasileiro Machado de Assis. Mesmo que escrito em forma de poesia, a capacidade narrativa desta história é tão incrível que o autor facilmente transporta o leitor para a cabeça de um homem que perdeu o amor e se vê atormentado por um corvo.

Outro trabalho muito reverenciado do autor é “O Gato Preto”, um conto absolutamente original, de novo, Poe retrata de forma inigualável a descida de um homem a loucura, e as consequências disso, dessa vez a figura sombria é um gato, que lembra o homem das suas sombras. O gato preto que parece olhar diretamente na alma do louco, o gato é implacável em revelar ao homem a loucura interna dele que ele negligenciou em ver.

Por fim, temos “O barril de amontillado” apesar de menos conhecido, este conto retrata a suprema e mais sádica história de vingança, quando dois homens decidem explorar uma cripta sozinhos. Inclusive, é melhor que seja dito pouco deste conto para que o leitor o explore sozinho.

Poe continua a ser referenciado em muitas obras até hoje, e lido e atualizado sempre que precisamos de um bom calafrio. Com uma obra imortal dessas, qual seu conto preferido dele? Acham que esquecemos de algo? Conta aqui, vamos nos assustar juntos com Poe!

Esta é a primeira parte do resumo dos dois últimos meses do Desafio Cinematográfico. Os quatro filmes aqui são referentes ao mês de julho.

Como dito no pelo facebook um tempinho atrás, acabei me atrasando para postar e com isso julho ficou acumulado com o mês de agosto, que teve 5 semanas. Então para que não ficasse um post imenso, e também para que não fosse preciso fazer cortes nos textos, estou dividindo em duas partes. 😉

27. Um filme lançado quando você tinha 5 anos – Matrix (Lana Wachowski e Lilly Wachowski, 1999 )

Nem preciso dizer o peso que este filme tem sob a cultura pop . Pois é, mas ele ainda estava na minha lista de filmes mega-conhecidos que eu ainda não vi. Então nada mais justo que assisti-lo no desafio.

Thomas Anderson (Keanu Reeves) trabalha como programador para uma empresa, e leva uma vida aparentemente normal, mas por trás disse ele é uma habilidoso hacker que mora em um apartamento escuro e bagunçado. Sua vida começa a apresentar estranhos acontecimentos, ao ponto que estranhas visões atormentam sua mente.

Ele passa a ser perseguido por um grupo autoritário que lhes mostra possuir domínio sobre a perspectiva da realidade. Com isso ele também aproxima-se de Morpheus (Laurence Fishburne) e Trinity (Carrie-Anne Moss), que por outro lado estão dispostos a ajudá-lo e protegê-lo, eles lhe apresentam a verdade sobre o mundo onde vivem: Dentro, uma simulação onde os seres humanos vivem de forma natural, mas por fora um cenário desolador onde seus corpos são usados como fonte de energia para máquinas inteligentes.

Morpheus enxerga Thomas – Neo – como o escolhido, capaz de quebrar Matrix e libertar a humanidade, porém como esperado o caminho não é fácil, e nem mesmo a certeza de que ele possa ser o escolhido mostra-se exata.

O que posso dizer é que amei o universo construído nesse filme, sei que ele possui sequências, mas estou com um com medo do rumo que a história possa ter levado.

28. Um filme que estreou no mês do seu aniversário – Homem-Aranha: de volta ao lar (Jon Watts, 2017)

A figura do Homem-Aranha esteve presente durante muito tempo na minha infância, pelos desenhos, brinquedos e outros objetos colecionáveis. Foi bem legal poder resgatar um pouco disso em julho.

Quem está mais acostumado com o Peter Park da televisão pode acabar sentindo a diferença durante o filme, já que a história foi em partes reconstruída totalmente. No entanto o próprio filme faz várias menções a episódios dos quadrinhos — entre elas uma ligação com o Aranha de Ferro — , e também aos antigos longas do herói.

Se você quiser saber mais sobre o que eu achei do filme, pode conferir por aqui.

29 – Um filme de Guerra – O túmulo dos vagalumes ( Isao Takahata, 1988)

Para os amantes de animações japonesas, as produções do Studio Ghibli pode ser bem conhecidas. Porém, esse filme se põe em contramão na lista da produtora. Não por ser menos conhecido ou de pouca qualidade, mas por deixar um pouco de lado a fantasia presente nas outras animações e apresentar um cenário real, triste, sofrido e de dotado de uma singela beleza.

Em meio aos ataques no Japão durante a Segunda Guerra Mundial, Seita e sua pequena irmã Setsuko buscam sobreviver em uma sucessão de calamidades. Com a convocação do pai para marinha e a ausência da mãe, os irmãos acabam indo morar na casa de parentes.

O convívio não se mostra nada fácil, conseguir alimento para todos é uma tarefa difícil, além disso Seita passa a ser intimado por sua tia a buscar um trabalho ou algo para fazer da vida, com o propósito de ajudar em casa. Seita por outro lado exerce extrema atenção sobre Setsuko, e mostra-se incapaz de abandonar a garotinha.

Pode-se dizer que Setsuko é fiel a sua idade, a personagem é carregada por generosas doses de inocência, além de chorar sempre que se depara com uma decepção, mas também por saber sorrir e brincar quando lhe parece oportuno.

Dado momento, Seita decide sair com sua irmã da casa de seus parentes, rumando para uma vida independente da qual ele precisará buscar seu próprio sustento. Em um esconderijo antiaéreo os dois passam seus dias, colecionando vagalumes a noite para dormir, e buscando formas de se alimentar.

Infelizmente a guerra se mostra cruel não só entre pessoas de lados opostos, mesmo daqueles aos quais esperamos atitudes mais brandas sobre os dois, os hostilizam ou os negam alimento e cuidados, por se preocuparem em manter as próprias vidas em eixo. O filme também acaba por mostrar como o senso de orgulho por mais que seja cultural, pode arruinar vidas.

30. Uma produção da Europa – Die Welle: A Onda (Dennis Gansel, 2008)

O filme foi baseado em um experimento real criado por um professor na califórnia, e que em menos de uma semana tomou uma grande proporção.

No longa a história foi adaptada para o cenário de uma escola Alemã, o que na minha opinião funcionou muito bem para a expansão do assunto. Na instituição os alunos devem optar por duas áreas de conhecimento: O Anarquismo e a Autocracia. Logo de início conhecemos Rainer WengerJürgen Vogel ) um professor entusiasta que mesmo perdendo a oportunidade de dar aulas sobre o anarquismo, empenha-se para fazer das aulas sobre autocracia uma experiência que vai além dos livros didáticos.

Junto com seus alunos o senhor Wenger cria um movimento, que se constrói na medida que a classe faz questionamentos e sugestões. Eles adquirem uma forma própria de se comportar, se organizar e até mesmo de se vestir. O impacto passa a ser ainda maior quando os jovens começam a levar suas idealizações de grupo para as ruas. O movimento certamente apresenta lados positivos, mas também extremidades preocupantes que vão se aproximando cada vez mais do Fascismo.

Na vida real, essa dinâmica em grupo não chegou a ir tão longe, nem mesmo teve um fim tão trágico. Mesmo assim a mobilização dos estudantes surpreende muitos até hoje. A história chegou a ganhar um documentário com relatos do próprio professor.

Recomendo muito este filme por sua história, e também pelo elenco incrível que conta com Max Riemelt e Max Mauff, além de Jennifer Ulrich e Frederick Lau que mandaram super bem em seus papéis.

Logo mais vocês poderão conferir os outros filmes da lista, os quais muito assistimos juntos desta vez.

Até Breve!

:)