É verdade que não deveríamos nos preocupar tanto em criar distinções de raça ou gênero para agregar valor aos feitos de alguém. Mas é importante lembrar que esse tipo de pensamento é muito recente na nossa sociedade. E que muitas pessoas precisaram sim de um esforço maior para serem reconhecidas.

A inspiração para esse post não veio só do Feriado Nacional da Consciência Negra, mas também porque essas mulheres trazem, de certa forma, uma enorme bagagem cultural e histórica para seus livros. Discutindo assuntos atuais, ou que foram em uma época.

E mesmo não sendo escritoras brasileiras, acredito que suas vozes sejam capazes de se conectar com qualquer pessoal, independente da nacionalidade, seja por empatia, conhecimento ou identificação.

E é por isso que quero ler:

Nicola Yoon

Nicola Yoon já é conhecida por muitos pela obra “Tudo e todas as coisas“, que ganhou adaptação para o cinema neste ano. O sucesso da escritora se repetiu em “O Sol também é uma Estrela“, que chegou a ficar 38 semanas na lista de mais vendidos do New York Times. Ela viveu parte da sua infância na Jamaica e Brooklyn, e atualmente vive em Los Angeles com sua família.

No livro, Natasha de 17 anos, nasceu Jamaica mas quando pequena foi com sua família para os Estados Unidos, onde seu pai desejava tentar uma vida de ator, um plano não muito bem sucedido. Ela então cresce no país absorvendo toda a cultura e costumes locais. Certo dia seu pai é abordado e revela que sua família está em situação ilegal no país. Agora Natasha dispõe de apenas 12 horas para encontrar uma maneira de não ser deportada.

Do outro lado, Daniel, filho de coreanos, tem toda sua vida já programada por seus pais, os quais ele tentou agradar durante anos. No entender seu real sonho é ser escritor e não médico como lhe foi destinado.

Os dois se encontram na espera para audições de apelo contra a deportação. Porém Natasha que não acredita em amores à primeira vista, destinos ou coisas do tipo, não enxerga essa situação como convidativa para um romance. Daniel por sua vez, afirma sentir que os dois viverão uma história juntos.

Além do ponto de vista das duas personagens, o livro também conta com o ponto de vista do Universo. A autora acrescenta na história divergências culturais, reflexão sobre identidade e uma narrativa poética.

 

Angie Thomas

Angie Thomas nasceu, em Jackson, no Mississipi. Ela foi rapper em sua adolescência e mais tarde formou-se bacharel em Escrita Criativa pela Belhaven University.

Seu livro de estreia, O ódio que você semeia (The hate U give) foi também o primeiro a vencer o Walter Dean Meyers Grant, em 2015, na categoria We Need Diverse Books. E alcançou a lista de mais vendidos do New York Times na semana do seu lançamento.

Angie Thomas trouxe para o gênero Y.A, que é marcado geralmente por relações adolescentes e questões de amadurecimento, um assunto que ganhou visibilidade em todo o mundo, mas que não chegou a ser tratado com seriedade por muitos. Sua inspiração baseou-se na onde de assassinatos de pessoas negras, pelas mãos de policiais nos Estados Unidos.

No livro Starr é adolescente que vive em um bairro majoritariamente de afrodescendentes, e estuda em uma escola de elite, em sua maioria de alunos brancos. Enquanto volta para casa depois de uma festa com seu melhor amigo Khalil, os dois são abordados por um policial. E é quando tudo acontece, um simples movimento de seu amigo com as mãos o leva a morte, e Starr presencia toda a ação.

Tempo depois ela se vê diante da situação: Testemunhar e contar tudo o que viu, ou calar-se para não sofrer represálias.

Muitos afirmam que Angie Thomas consegue causar impactos com suas palavras, principalmente ao tratar da forma como os negros são ensinados a se comportarem sempre que abordados por autoridades. O livros também despertou o interesse da Fox, que passou a trabalhar em uma adaptação para os cinemas.

 

Chimamanda Ngozi Adichie

A escritora nigeriana, nascida em 1977, é vista atualmente como uma das maiores e mais fortes vozes femininas da literatura contemporânea. Apesar do sucesso mundial Chimamanda não faz questão alguma de apagar suas raízes, que ficam evidentes em suas obras.

Coloquei em destaque dois livros dela que já quero ler faz um bom tempo: Americanah, que nos apresenta Ifemelu, uma mulher que deixou a Nigéria em meio a uma ditadura militar, e foi para os Estados Unidos, onde consolidou seus estudos, mas tendo que enfrentar o preconceito por ser imigrante, mulher e negra. Quinze anos mais tarde ela fica famosa no país, mas sua ligação com seu lugar de origem a leva querer voltar para Nigéria, o que a põe de frente com um cenário oposto do qual ela se lembrava.

Hibisco Roxo traz uma discussão ousada. Kambili é uma adolescente nigeriana, filha de Eugene, um reconhecido dono de indústria, que por sua vez se virou contra qualquer manifestação de fé contrária a qual ele se converteu, a extremamente “branca” e católica. Sua intolerância torna-se tão forte que ele rompe contato com o próprio pai e irmã. A narrativa acompanha Kambili nessa situação de opressão dentro de casa, ao mesmo tempo que ela descobre um mundo contrário às rédeas que lhe foram impostas.

 

Octavia E. Butler

Atualmente é um dos meus livros mais desejados. E logo vocês entenderão o porque.

Chamada de a Grande Dama da Ficção cientifica, Octavia Estelle Butler foi uma escritora afro-americana consagrada por seus livros de ficção científica, que abordam o preconceito, racismo, e a desigualdade de gênero. Mas apesar de ter seu nome em destaque na literatura de ficção científica, Octavia foi publicada pela primeira vez no Brasil meses atrás, através da editora Morro Branco.

Seu título de consagração veio por meio de muito esforço. A escritora nasceu na Califórnia em 1947, foi por volta dos seus 12 anos que se encantou pelas histórias, e desde então criar tramas impactantes tornou-se seu objetivo de vida. Porém Octavia se encantou por um gênero literário que não só era dominado por homens, mas também por brancos.

A frase “Negros não podem ser escritores” dita por sua tia, que apesar de bem intencionada repetia o discurso de segregação, a impulsionou a provar o contrário. Foi então, em 1979 que Kindred seu primeiro livro foi publicado.

Kindred traz Dona como protagonista, uma jovem de 26 anos que acabara de se mudar com o marido para um apertamento. Quando então, em meio aos livros e as caixas, Dona sente-se mal e observa o mundo a sua volta despedaçar-se. Ela acorda em uma floresta próxima a um rio, onde depara-se com uma criança se afogando. Após arrastá-la para margem, Dona é intimidade com o cano de uma espingarda diante dos seus olhos. E em um piscar de olhos, ela está de volta em seu apartamento.

A experiência volta a se repetir vez a após outra, Dona volta no tempo para os EUA do início do século XIX – “um lugar perigoso para uma mulher negra” –, e quanto mais tempo passa por lá, mais apercebe-se de que sua própria existência depende de um fator ligado ao passado.

Esta edição de Kindred – Laços de Sangue conta com manuscritos de Octavia, bem como imagens e alguns fatos sobre sua vida.

Me conta se você souber de mais alguma escritora que eu deveria conhecer, ou se já leu ou se interesse por algum desses livros!

Abraços! Até mais.

Hey!

Você provavelmente já se deparou com um vídeo vertical, ainda mais se você usa aplicativos de stories. A imagem capturada toma a forma da posição na qual o celular está sendo segurado. O curioso é que não muitos anos atrás, esse formato de vídeo o não era se quer existente — me senti velho falando isso —, um vídeo em posição retrato era um vídeo perdido, ou então você precisaria fazer algumas edições para poder usa-lo.

O fato é que esse modo de captação de imagem tem se tornado cada vez mais popular entre os internautas, o que também gera um certa divisão de gostos.

Mas existe uma verdade por trás disso — teoria da conspiração —, algumas coisas tornam-se muito mais impactantes quando vistas fora do formato convencional, como esses três clipes dos quais falarei agora.

Assista em um celular ou tablet.

Foster the People – Sit Next to Me

Entre os três, este é meu favorito sem dúvida. Não só por gostar muito do trabalho da Foster the People, mas primeiro por terem ousado em lançar esse formato como vídeo oficial para a musica Sit next to me, e também pela estética de feed do instagram que deixa a experiência ainda melhor quando visto pelo celular.

 

Selena Gomez & Marshmello – Wolves

A parceria entra Selena Gomez e o DJ Marshmello também não fica muito atrás. O destaque aqui está na simulação de uma chamada de vídeo via smartphone. Por isso o clipe não contém cortes, e a cantora passa grande parte do tempo com o celular em mãos dançando pela casa.

 

Camila Cabello ft. Young Thug – Havana

Eu só sei que o celular da Camila Cabello deve ser muito bom para conseguir essas imagens. A cantora que entrou a pouco tempo em carreira solo, criou mais uma versão audiovisual para sua musica Havana. O clipe assemelha-se aos stories, e é composto por vários trechos em diferentes situações em uma estação de metro e pela cidade.

 

E você? Curte essa forma de apresentação? Tem mais algum clipe para me indicar? Então deixa aqui nos comentários 😀

Abraços, e até mais.

Okay, meu resumo do desafio dos 52 filmes de Outubro acabou tendo um atraso prolongado, mas, estou aqui agora para entregar o relatório do mês passado, onde pude assistir muita coisa legal.

Sem mais delongas — porque né — aqui estão os 5 filmes das 5 semanas de outubro.

40. Um drama LGBT – Moonlight: Sob a Luz do Luar (Barry Jenkins, 2016)

Vencedor do Oscar de Melhor Filme de 2017, Moonlight acompanha a vida de Chiron (mais tarde conhecido como Black) , que cresce em uma comunidade carente em Miami, e acaba por se aproximar de um traficante que cuida dele sempre o menino deseja fugir das difíceis situações em casa.

O ponto de transformação da personagem ocorre claramente quando Chiron (Ashton Sanders) tomado por raiva e angústia, somadas de sua trajetória, decide revidar a quem o oprime. Depois disso, o reencontro com a personagem, já mais velho interpretado pelo ex-jogador Trevante Rhodes, mostra-nos Black em uma posição completamente oposta, e os esclarecimentos de como ele chegou até ali vem por meio de diálogos em reencontros bastante esperados.

Apesar de ter sido minha escolha para esse tema, confesso que não senti que o filme atendeu inteiramente as minhas expectativas. Moonlight soube sim jogar uma luz sob uma realidade vivida por muitas pessoas — a pressão de assumir uma posição ou um comportamento como forma de “atender ao padrão” ou viver a sua própria essência —, soube retratar bem o cenário de uma família corrompida pelo vício, e o amadurecimento precoce diante de certas situações.

Mas o filme explora timidamente a orientação da personagem, que dispõe de poucos momentos de autodescoberta. Por fim, Black se mantém conectado a um único fato que o impactou, e que na realidade nem mesmo ele parece saber o porquê, em um misto de tristeza e uma possível renovação.

41. Uma distopia filmada antes dos anos 2000 – Brazil: O Filme (Terry Gilliam, 1985)

Em um lugar onde a tecnologia e questões burocráticas mostram-se como fornalhas para a sociedade, em meio a um regime totalitário, onde aqueles que se opõem contra a forma de governo são tratados como terroristas e passam por um assombroso processo de “recuperação”. Sam Lowry (Jonathan Pryce) que se mostrava confortável em sua posição de trabalho, dispõe de sua sorte e dos meios ao seu alcance para encontrar Jill Layton (Kim Greist), uma mulher que se assemelha a figura de seus sonhos fantasiosos. Jill Layton por sua vez confronta todo esse sistema atrás de justiça.

Confesso que achei o filme um tanto quanto confuso. É um universo muito complexo que apresenta diversas questões, tanto que durante a primeira hora do filme (que possui 2 horas) a personagem principal trilha seu caminho de forma lenta, quase como uma apresentação, para que então só depois a ação comece, finalizando de forma grandiosa.

Isso não chega a ser ruim, já que nada na história ocorre em vão. Mas, o ritmo pode acabar dando uma desanimada.

Mas é claro que o filme tem o seu valor, o título Brazil não lhe foi dado por um acaso, nem só pela trilha sonora que contém Brasileirinho e também ritmos de Bossa Nova. O longa teria sido inspirado na ditadura militar brasileira — uma distopia real.

42. Um filme com personagens criando um filme secundário – Saneamento Básico: O Filme (Jorge Furtado, 2007)

Em Linha Cristal uma cidadezinha de colonos italianos na serra gaúcha, moradores se reúnem para discutir formas de exigir que o prefeito construa uma fossa para o tratamento do esgoto local. Após ser informada de que a prefeitura não tem condições de arcar com a obra, mas possui um crédito de R$ 10 mil para a produção de um vídeo, Mariana (Fernanda Torres) orientada pela secretária do prefeito, enxerga nessa situação a oportunidade para arrecadar fundos para a obra.

O filme constrói comédia em cima de situações cotidianas, e às vezes diálogos despretensiosos, que aproximam a trama da realidade. A forma como as personagens se esforçam para entender como funciona a estrutura de um filme, e até mesmo a confusão diante de alguns termos garantem boas risadas. O longa também reversa um espaço para analisar a política e as relações familiares.

Além do elenco desse trazer grande nomes do cinema nacional, como a já citada Fernanda Torres,  Wagner Moura, Camila Pitanga, Bruno Garcia, Lazaro Ramos, e outros.

43. Um musical contemporâneo – La la Land: Cantando Estações (Damien Chazelle, 2016)

Já que assisti Moonlight, por que não assistir La La Land? Que era um forte candidato ao Oscar de Melhor Filme do Ano, e se envolveu em uma confusão na premiação.  

Sebastian (Ryan Gosling) é um pianista apaixonado por Jazz clássico, que sonha com uma forma de não deixar essa arte morrer. Mia (Emma Stone) se desdobra entre seu emprego em um café e as audições pelas agências de Los Angeles, visando seu sonho de Atuar. Os dois se aproximam e passam a conhecer um pouco do universo do outro, até que se apaixonam.

Diferente de alguns musicais pelos quais clamamos por mais falas e menos músicas, La la Land é encantador desde a primeira cena em um congestionamento. A trilha sonora além de construir a história e nos apresentar toda a trama, também conecta-se de forma fluida com as falas e os cenários.

O filme, apesar de gracioso, apresenta um retrato das dificuldades encontradas quando nos propomos a seguir nossos sonhos. O distanciamento do ideal, as relações postas em jogo, e aquelas pessoas que marcam a sua vida, tudo isso sob o céu da Califórnia.

Se você tem interesse em saber mais sobre a história, suas referencias e tudo mais, o Gusta fez uma resenha aqui no blog meses atrás sobre esse musical.

44. Um filme que você tinha medo quando criança – Brinquedo Assassino (Tom Holland, 1988)

Antes de qualquer coisa fiquei me perguntando que tipo de criança desejaria um brinquedo feio como aquele, mas então me lembrei do boneco do fofão.

Tudo começa quando um criminoso muito procurado é abandonado por seu comparsa e morto por um policial, porém ele não era um criminoso qualquer, o cara tinha conhecimentos de magia, e após jurar vingança transfere sua vida para um brinquedo. E assim, Andy Barclay (Alex Vicent) um garotinho de 6 anos apaixonado pelo “Cara Legal” acaba tendo um serial killer em seus braços.

Brinquedo Assassino é o filme que acabou dando origem à franquia do Chucky. Essa peste aterrorizava qualquer criança que se deparava com seus comerciais no SBT. Hoje em dia, as histórias do boneco assassino ficaram ainda mais densas e bizarras, e é também por esse motivo que escolhi o filme de 1988.

O filme conta com algumas cenas de efeito exageradas, algumas que chegam à ser engraçadas — confesso que me senti superando uma barreira por conseguir rir desse filme — , mas há também uma certa tensão sob quando o brinquedo esboçará alguma reação.

Por hoje é só, Até mais 😉

Hey! Tudo bem?

Esse é mais um dos nossos posts em conjunto, mas desta vez resolvemos apresentá-lo da mesma forma que fizemos com a resenha do livro Caixa de Pássaros. O texto surgiu de uma conversa que tivemos, sendo assim, os trechos em verde são referentes ao que o Elton escreveu, e em vermelho o que o Gusta. — O post não possui spoilers, pois focamos mais nas nossas impressões e expectativas. 😉

Enfim a segunda temporada de Stranger Things foi liberada, e assim como muita gente, separamos nosso fim de semana para maratonar essa produção maravilhosa. E já adianto que não foi nada fácil se despedir da série mais uma vez. Ao chegar no nono episódio e seu epílogo, é inevitável não desejar pelo menos mais quatros episódios. Porém, a Netflix presenteou seus assinantes e fãs da série, com um programa composto por 7 entrevista com parte do elenco, além dos próprios irmãos Duffer — roteiristas e diretores da série — e Shawn Levy — produtor.

Inclusive, este segundo ano, que para mim (Gusta) pareceu menos tenso que o segundo, passa a sensação que passou mais rápido que o primeiro. Os episódios se desenvolvem mais rápido e nós vimos mais histórias mais personagens, porém sem perder aquele clima tão único e característico da série.

A atmosfera de Stranger Things, por si só, já parece ser composta de algo forte que segura o espectador a cada episódio, e com as doses de ação e suspense, torna-se combustível puro. No entanto, a nova temporada acrescente e reforça muitos fatores: Como o desenvolvimento pessoal dos personagens e a expansão do universo obscuro junto com o poder das criaturas habitantes do mundo invertido.

Os dois novos personagens mais marcantes foram: Max (Sadie Sink) e Billy (Dacre Montgomery), dois irmãos que iniciam a temporada em uma aura cercada de mistério. A garota Max (MadMax pros íntimos) tem a mesma idade que os protagonistas e logo se envolve com eles, sendo causa de alguns conflitos e tendo um importante papel com um deles. Já o Billy, mais velho, logo se mostra deslocado e disposto a enfrentar os outros para se estabelecer na escola. Particularmente, eu espero que eles sejam mais desenvolvidos como personagens em uma terceira temporada, pois parecem ter muito potencial.

A introdução desses dois novos personagens me levou a ficar constantemente os questionando, se eram possíveis espiões ou coisa maior, até por certos diálogos. Apesar de Billy ser justificado como antagonista humano, confesso que senti sua presença desinteressante para história. Resta esperar que acrescente algo a mais nas temporadas seguintes.

Do outro lado, temos um novo grande antagonista, uma força obscura destinada ao mal mais puro, porém com consciência e com um plano que deve ser desvendado ao longo da temporada. Estes novos conflitos que se colocam nesta temporada vão estabelecer as dinâmicas entre os personagens.

Mas também não temos como ignorar uma personagem que surgem logo nos primeiros minutos da série, em um contexto completamente diferente vivido pelos personagens em Hawkins, mas que ainda assim possui uma ligação forte com todo o restante da trama.

A presença dessa personagem nos abre caminhos para novas expectativas em relação a série, além de funcionar como ponte para certos esclarecimentos e novas dúvidas. Particularmente eu gostaria muito de ver a Kali (Linnea Berthelsende volta em um novo contexto, talvez lutando por algo maior. Mas isso é tudo que irei dizer.

A série já mostrou um ótimo domínio quando o assunto é referencia aos anos 80. E isso ocorre não só pela construção dos ambientes, mas também pela escalação do elenco. Dessa vez Sean Astin aparece como Bob. O ator é bem conhecido, porém seus papeis de mais conhecidos são o de Mikey em Os Goonies, e Samwise em Senhor dos Anéis. ❤

De maneira semelhante a temporada anterior, os principais núcleos se dividem. Acompanhamos cada grupo envolvido com sua missão especial, coletando descobertas e interpretações, que unidas no fim, constroem esclarecimentos para os telespectadores e os próprios personagens. Ah! E quando os esclarecimentos vem a sensação é de cair o queixo.

Por meio disso, nos deparamos com o afastamento de Will (Noah Schnapp) e Mike (Finn Wolfhard) de Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin)  . Senti saudade deste grupo mais unido, não vou mentir :/ , exatamente por isso que os últimos episódios se tornam mais especiais.

Falando em Will, o personagem finalmente ganha mais voz, e passamos a conhecer mais sobre a atuação de Noah Schnapp, que por diversas vezes nos surpreende em rompantes de grito e fúria e tristeza.

Millie Bobby Brown não fica atrás, sua jornada nessa temporada é triste e isolada, ao mesmo tempo que a remete a um autoconhecimento. A atriz mesmo tão jovem entrega uma interpretação de destaque.

Se na temporada passada o destaque, em termos de atuação, foi absoluto para Winona Ryder encarnando a mãe Joyce Byers, desta vez, os dois jovens Noah Schnapp e Millie Bobby Brown assumem a dianteira. Os dois encarnam duas das jornadas mais difíceis em termos de drama, ela parte em busca de autoconhecimento e ele tem que encarar um enorme desafio, imposto para ele por conta da sua anterior estadia no mundo invertido.

Essa temporada está repleta de dramas pessoais que se estendem em cima de algo maior e obscuro, algo que impacta a vida dos personagens e influencia suas relações, bem como a forma da qual passam a encarar uns aos outros.

Isso se mostra presente desde a relação entre o triângulo Nancy, Steve (Joe Keery) e Jonathan (Charlie Heaton) — onde Nancy mostra-se perturbada pela ausência de Bárbara e o comportamento de seus pais — até a união improvável entre o xerife Hopper (David Harbour) desenvolveu neste período de um ano.

Se você estranhou o fato de não estarmos falando tanto sobre o Mike, que na temporada anterior era visto como uma espécie de centro da equipe, é porque infelizmente não há muito o que dizer sobre seu papel. Mas ele se mostra como um amigo fiel e preocupado, que ainda guarda seus sentimentos sobre Eleven.

Stranger things 2 fez uma temporada sensacional, digna de seguir a primeira (que também foi maravilhosa). As histórias foram muito bem desenvolvidas, apesar de ainda estar na expectativa para algumas coisa. Com certeza, a espera pela terceira temporada será difícil….

Correndo o risco de soar sentimental, não posso deixar de dizer o quanto a gente se impressionou com o amadurecimento do mirim neste período de um ano. A diferença física fica evidente logo no início da série, mas é ainda mais gritante quando flashbacks são introduzidos.

No geral foi uma temporada que amamos, e que prendeu nossas atenções, mesmo identificando uma coisa ou outra que merecesse mais desenvolvimento. Mas acreditamos que muitas coisas ainda serão exploradas, afinal, a terceira temporada já está confirmada, e os gêmeos Duffer declararam que a série deverá acabar em 4 temporadas.

Isso é o que temos a dizer por enquanto, mas sem duvida é um assunto que voltará em breve, já que somos apaixonados por essas produção.

Abraços!

🎃Maratona de Filmes🎃

APROXIMEM-SE! Aproximem-se os que gostam da noite das bruxas, os que desejam sentir calafrios, os que gostam da escuridão e das coisas noturnas! Se você é assim como eu, gosta do halloween, das suas abóboras assustadores, que parecem te encarar pelas sombras, mas acima de tudo gosta de doces e filmes de terror, eu tenho a solução perfeita! Aproximem-se!

A seguinte lista de filmes é feita para você caro leitor, que deseja um gostinho desta noite única do dia 31 de outubro, quando todas as bruxas, monstros, fantasmas e viajantes noturnos saem às ruas! Vem com a gente, venha se assustar também!

Porém cuidado, caro leitor saiba onde está pisando! Nós lhe apresentamos duas portas; na primeira, as criaturas do halloween vem atrás de você, tiram-lhe o sono e te assustam nas horas menos esperadas, são os filmes de terror. A segunda sessão é para fazer as pazes com tais criaturas, nela tudo gira em torno da atmosfera assustadora, do suspense da corrida por salvar o dia. Você já é parte do halloween, não há porque ter medo!

Porta 1:
Cuidado com pesadelos! Não deixe os monstros te pegarem… 

Contos do dia das bruxas (Martin Dougherty, 2007)

Na mesma cidade, na mesma festa de dia das bruxas, 4 histórias macabras se intercalam, contos de fazer o suor gelado descer pelas costas. Quatro jovens garotas vagam pela festa a céu aberto em busca de garotos, como verdadeiras caçadoras, porém uma delas é deixada para trás. Enquanto isso, um vampiro mascarado vaga pelo lugar buscando sua nova vítima. Não longe dali o diretor da escola mostra ser quem ninguém imagina que ele é. É por fim, um grupo de 4 adolescentes em busca de desvendar um mistério encoberto da cidade.

O halloween pode ser uma festa muito divertida, e o filme mostra isso ao realizar uma ótima construção de cenário de fundo. Os jack o´lanterns são absolutos durante todo o longo, a sessão é que sempre há uma abóbora te olhando ali do fundo e das sombras. Mas cuidado, caro leitor, o halloween tem regras e você não quer quebrá-las!

Halloween (John Carpenter, 1979)

Ao lado de Freddy Krueger (A hora do pesadelo) e Jason Vorhees( sexta-feira 13), Michael Myers é um dos assassinos mais conhecidos dos filmes de horror norte americanos. O diretor John carpenter não poupou esforços para criar a perfeita atmosfera de terror, na disfuncional família Myers.

Na noite de halloween, o jovem Michael tem um surto psicótico e comete uma série de terríveis crimes, o que provoca com que seja internado e esquecido em uma instituição criminal por anos a fio.
Quando ele sai de lá fugindo de volta para casa, é aí que o horror começa. Um filme clássico de Halloween que definitivamente não é para toda a família.

Assim como os outros assassinos de filme citados ali em cima, Michael Myers faz parte de uma tendência, se tornando mais do que um filme, mas realmente uma parte da cultura norte americana (último exemplo disso ocorre em Stranger things) . É um bom halloween quando este psicopata te gera alguns calafrios!

Tales of Halloween ( Darren Lynn Bousman, Axelle Carolyn, Neil Marshall, 2015)

Que o Halloween é uma noite de muita loucura e caos, acredito que você já saiba disso a essa altura, mas a forma como Tales of Halloween apresenta a data é única. Uma verdadeira loucura, que assim como a indicação anterior, dispõe em 10 diferentes pequenas historias e cada uma tendo um diretor diferente, se você gosta de um bom susto, é o filme perfeito para entrar no clima.

Este é a minha escolha para filme na noite em que todas as bruxas, fantasmas estão a solta deste ano!!

Black mirror: Playtest (Dan Trachtenberg, 2016)

Black Mirror dispensa apresentações. Todos os seus episódios são recheados do mais puro desespero. A série lida com nenhuma outra com a relação do homem e da tecnologia, o que leva a resultados dos piores possíveis, um desses é o episódio Playtest.

O jovem norte americano Cooper (Wyatt Russell) enquanto viaja o mundo dá de cara com uma oportunidade única de jogar um jogo de completa imersão, ele não somente veria o jogo, também o viveria. Com o objetivo de passar uma noite em um cenário macabro, Cooper recebe o implante no seu cérebro, então é levado para encarar os perigos, que não são reais e sim de sua mente, mas quem disse que isso não pode machucá-lo também?

Outras idéias:

Freaks (Tod Browning, 1932)

           XX ( St. Vincent, Karyn Kusama, Jovanka Vuckovic, Roxanne Benjamin, 2017)

           A casa da colina (Willian Malone, 1999)

           Corra! (Jordan Peele, 2017) !!!

Porta 2:
Faça amizade com a noite! Nada aqui pode te machucar, você já é um de nós

O estranho mundo de Jack (Henry Selick, 1993)

Esqueça o mundo chato em que vivemos. Jack é rei no mundo do Halloween, ele controla o terror, os sustos, OS GRITOS! Ele é rei, mas se sente incompleto, se sente cansado do halloween, até que em uma noite sombria ele vagueia demais pelas florestas e encontra outro mundo. É um mundo cheio de luzes, cores, felicidade, tudo que jack sempre pensou odiar. Porém o que se segue é bem inimaginável.

É um clássico por excelência do fim de ano. “O estranho mundo de Jack” já tem seus 20 e tantos anos, mas continua encantando platéias de todas as idades.

Frankenweenie (Tim Burton, 2012)

Tim Burton, eterno mestre de tudo que é macabro, construiu com perfeição a melhor brincadeira ou releitura com o clássico Frankenstein (tema do Halloween ano passado por aqui!!!). Aqui o jovem garoto Frankenstein está inconformado com a morte do seu cachorrinho de estimação e decide fazer o possível e o impossível para trazê-lo de volta a vida. Porém, talvez Sparky, o cachorrinho revivido talvez não seja mais o bom garoto de sempre.

Tim Burton e a história epônima de Mary Shelley, é uma combinação perfeita e faz uma homenagem à altura dos clássicos filmes de monstro da década de 30. Recomendo e com certeza irei assistir esse ano.

Abracadabra (Kenny Ortega, 1993)

Os dois irmãos Max e Dani (Omri Katz e Thora Birch), novos na cidade, são deixados em casa na noite do Halloween, os pais estão em uma festa. O que eles fazem? A resposta é simples: trazem de volta a vida três bruxas irmãs Winifred, Mary e Sarah Sanderson (Bete Midler, Kathy Najimy e Sarah Jessica Parker, respectivamente) que querem concluir seu feitiço de vida eterna, com sangue de criancinhas.

Aqui vale uma nota pessoal: esse filme da Disney foi um dos meus primeiros encantos pela data, apesar da iminência do perigo das bruxas, mesmo elas são extremamente carismáticas e compensam o terror com atrapalhações. Eu extremamente recomendo a magia de Abracadabra.

Stranger things 2 (Matt e Ross Duffer, 2017)

A série mega sucesso da netflix combina em absoluto com a data. A atmosfera construída na cidade de Hawkins, associada aos mistérios no ar, o clima de absoluta desconfiança, enfim tudo colabora para o clima perfeito. O segundo ano começa justamente no Halloween, com o quarteto de protagonistas se preparando.

Precisa dizer mais? SIM! Além de ser o programa perfeito para esta noite, nós já já vamos postar a resenha de incrível segunda temporada da série.

Outras idéias: 

Gasparzinho (Brad Silberling, 1995)

Coraline (Henry Selick, 2009)

Ghostbusters – Os caça fantasmas (Ivan Reitman, 1984)

ParaNorman (Chris Butler, Sam Fell, 2012

 

BOO!! 

Assustador né! Eai, qual porta você escolheu, caro leitor? Espero que não tenha se arrependido da sua escolha! Algum outro filme que gostaria de acrescentar? Adoraria ouvir…

Sem mais, Boa noite e tomara que os monstros não te peguem nos seus sonhos 😉