Foto: Chancema

De uma forma o outra tirar fotos sempre fez parte da minha vida.

Na minha infância,  quando minha mãe dizia que faltavam poucos filmes na câmera e que precisam ser completados logo para que todos os outros pudessem ser revelados, minha felicidade atingia seu auge. Eu saía correndo tirando fotos dos meus cachorros, dos amigos na rua, das minhas caretas e até mesmo da minha garganta… Acabava ficando sem criatividade depois de um tempo.

Então chegou a conturbada adolescência. E em meio a tantos altos e baixos um telefone celular com câmera era o que garantia meus momentos de descontração.  O celular evoluiu para uma câmera digital e os amigos eram outros, mais dispostos a embarcar comigo em uma tarde de fotos criativas pelo bairro. E foi assim por um longo tempo.

Aos 17 anos eu já havia me formado no ensino médio. Quisera eu que fosse esse o único acontecimento significativo na época, mas não foi. Inúmeras coisas se verteram em ruínas ao meu redor, me levando a um isolamento pelo qual pago até hoje.

Contudo, algo bom surgiu no meio de tudo isso. – Ressurgiu para ser exato. – Eu costumava passar horas na internet, e foi através dela que eu passei a enxergar a fotografia de um modo diferente, algo que eu queria não apenas fazer, mas também aprender.

O brilho do sol entre as lentes. Uma grande cidade vista do alto, repleta de pequenas luzes circulares. Imagens estáticas que pareciam correr a toda velocidade. Um nevoeiro, uma neblina, uma montanha. Um sentimento em imagem. – Tudo isso me inspirava.

Anos depois ganhei uma Canon PowerShot de presente da minha mãe, pequena perto das grandes câmeras por aí, mas grande o bastante para me fazer voar.

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