Hey! Como vão vocês?

Bem, com eu disse por aqui tempos atrás, esses últimos meses andam acarretando menos tempo livre para nós, e infelizmente o blog passou a ser atualizado com menos frequência. Mas em meio a tudo isso ainda conseguimos descolar tempo para honrar nosso compromisso com vocês (pensando em novos assuntos e cumprindo o desafio cinematográfico deste ano) e também nos divertir um pouco.

Ontem assisti a nova produção da Marvel, Homem-Aranha: De volta ao Lar, do diretor Jon Watts. E é sobre ela que vou falar um pouco.

Logo de cara percebemos os traços marcantes do herói desta nova geração, interpretado por Tom Holland, que traz um humor mais adolescente para o longa. E justamente por ser o mais jovem dentre as três versões já filmadas, é possível notar claramente que suas motivações como herói também são distintas.

Tobey Maguire que marcou as telas como o aranha de 2002 até 2007, interpretava um Peter Parker mais sensível, um herói que equilibrava a vontade de usar seus poderes recém descobertos para bem, junto com o desejo de proteger aqueles a quais amava.

Andrew Garfield, que viveu o herói nos filmes de 2012 e 2014, era um cabeça de teia mais despreocupado, descolado e muito inteligente, que quebrava em vários sentidos o estereótipo do antigo garoto nerd, e carregava pouquíssimas semelhanças com o anterior (inclusive os quadrinhos do qual foi inspirado).

Com Tom Holland o contraste é ainda maior. Sua maior motivação é provar o seu potencial como herói para Tony Stark, que apesar de patrociná-lo, repete constantemente que ele ainda não está pronto para grandes responsabilidades e precisa amadurecer.

Foto: Imagem de divulgação, Homem-Aranha: De volta ao Lar, Marvel.

A roupagem desenvolvida pelo Homem de Ferro e entregue a ele, também contribui para uma mudança em suas performances. De modo que nem tudo exatamente vem de seu poder como homem aranha, mas lhe dá uma espécie de reforço e aprimoramento. Inicialmente ele não conhece nem a metade de seus apetrechos, porém sendo um adolescente querendo se livrar de limitações e desbravar o mundo, isso muda logo.

Os aspectos de inteligência foram mantidos, ele é considerado um dos membros mais importantes para o time de decathlon acadêmico de sua escola, além de usar seus conhecimentos para desenvolver suas próprias armas quando preciso.

Foto: Imagem de divulgação, Homem-Aranha: De volta ao Lar, Marvel.

Falando em poder, desta vez o filme não retrata a cena clássica de Peter Parker adquirindo seus poderes por meio da picada de uma aranha mutante. Nem qualquer relato sobre uma possível existência do tio Ben. A história se inicia tempos depois do combate no filme Guerra Civil, do qual ele participou lutando ao lado do Homem de Ferro. Porém em uma conversa com seu amigo Ned (Jacob Batalon) ele faz uma menção ao acontecimento que originou sua força.

Ned caracteriza o amigo maravilhado por descobrir as habilidades e feitos de Peter. O nerd da cadeira como ele mesmo se intitula torna-se na história um aliado na investigação de uma enorme operação criminosa na cidade.

Seu primeiro grande vilão a ser enfrentado exige muito mais do que só o raciocínio e força. O herói é obrigado constantemente a enfrentar as regras, a realidade e acima de tudo seus valores.

Foto: Imagem de divulgação, Homem-Aranha: De volta ao Lar, Marvel.

O enredo é recheado por cenas cômicas, umas das principais características da personalidade do protagonista, mas que no filme não se limita a sair apenas de sua boca. Sua relação com as demais personagens atinge diferentes níveis. May (Marisa Tomei) mostra-se uma tia mais jovem e também mais moderna, concedendo a Peter não só o papel de tutora mas também de amiga. Liz Allen (Laura Harrier) é seu amor platônico, e sua graciosidade faz com que a gente torça para que eles fiquem juntos. A história também apresenta o irreverente e conhecido Flash (Tony revolori), o inimigo acadêmico de Peter, que neste filme tem sua implicância motivada por disputas de Q.I. A observadora Michelle (Zendaya Coleman) deixa a todo tempo no ar a incógnita que talvez ela saiba de muita coisa. Até mesmo Happy hogan (Jon Favreau) assistente de Tony Stark, cria momentos engraçados e desafiadores para o protagonista por não levar muita fé nele.

No geral, o filme mostra-se mais leve do que as versões anteriores, mas ao longo das 2 horas acompanhamos o crescimento e aprendizado desta figura icônica. Seus 15 anos não servem apenas como chamariz para um publico mais jovem, mas é bem utilizado para representar sua batalha entre sua vontade de crescer e as limitações que exigem dele mostrar do que é capaz. Além do reconhecimento que para alcançar a vida da qual almeja muito ainda precisa ser feito.

Mesmo sentindo falta de aspectos que sempre foram carregados por este herói, fiquei curioso pelas sequências (Que espero que aconteçam).

Algumas Curiosidades Sobre o Filme

Apesar de apresentar uma bela diversidade nas telas com personagens descendentes de diferentes etnias no núcleo principal, e se distanciar um pouco do que já foi mostrado sobre o Homem-Aranha, o trabalho de Jon Watts não foge completamente do universo Spider.

Quem é mais ligado no mundo comics e na cultura pop, certamente coletará dezenas de easter eggs durante o filme, que homenageia constantemente cenas que foram impactantes nas Hqs e filmes, inclusive de outras histórias.

As referências também são dadas pela presença de algumas personagens e seus nomes. Como a relação da personagem Michelle, interpretada por Zendaya, e Mary Jane. Logo após a divulgação do elenco, ocorreram fortes boatos de que Zendaya incorporaria Mary Jane neste longa, o que não aconteceu exatamente. Porém em certo momento do filme a garota diz que pode ser chamada por MJ, uma possível ligação por abreviação. Se os dois terão algum tipo de envolvimento, só o futuro poderá dizer.

Entre as cenas que homenageiam diferentes filmes, a que traz o Homem-Aranha correndo pelos quintais da vizinhança, dá ainda mais força para a declaração de que “De volta ao lar” se trata é uma referência aos filmes adolescentes dos anos 80 dirigidos por John Hughes. Inclusive em uma das casas a mesma cena em questão de Ferris Bueller’s Day Off (Curtindo a vida adoidado) é reproduzida ao fundo.

A produção de Sam Raimi, de 2002, também é reverenciada quando Peter é aconselhado a dar um beijo em Liz, enquanto está suspenso de cabeça para baixa.

Se deu curiosidade por mais, o site Omelete compilou muitos dos os easter eggs encontrados no filme.

Eu me despeço por aqui, Abraços e Até mais.

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