Querido Billy, no último sábado eu assisti Kong: A ilha da caveira, a nova versão para a história de um dos monstros clássicos do cinema pop. Dirigido por Jordan Vogt-Roberts, Kong cria uma nova motivação e um novo habitat para a criatura, em uma ilha no pacífico sul onde os seres vivem em constante evolução e dominância.

Os protagonistas se cruzam após iniciativa do explorador e gente do governo Bill Randa (John Goodman) em explorar esse misterioso local de onde ninguém jamais voltou ou carrega qualquer lembrança. Com o apoio do exército americano após o cessar fogo no Vietnã, Bill também conta com a ajuda de James Conrad (Tom Hiddleston) um ex combatente enigmático, especialista em sobrevivência e exploração, e a destemida fotógrafa de guerra Mason Weaver (Brie Larson), expert em criar boas narrativas a partir de fotos.

Foto: Reprodução. Imagem de divulgação do filme Kong: A ilha da caveira.

Dado momento observamos a história se dividir em 3 eixos, Quando o obstinado Coronel Preston Packard (Samuel L. Jackson) se propõe a salvar até o último homem e cravar sua vingança sobre a criatura. O grupo comandado por James Conrad que vivenciam os segredos desta terra, e passam a enxergar além das aparências, uma vez que Kong deixa de ser o real vilão e passa a ser um protetor. E a caminhada solitária do Major Jack Chapman (Toby Kebbell).

Sem dúvida é um filme com um elenco de peso com atuações exímias. Samuel L. Jackson encarna com obstinação a dureza e o amor de Preston por sua equipe. Tom Hiddleston aparece no papel de um homem mais observador, e menos expressivo, mesmo assim ele se destaca pela postura que toma em frente às câmeras.

A fotografia deste longa sem dúvida também merece destaque, desde os sets e locações, até as cores e enquadramento, o diretor soube muitas vezes entregar um olhar sensível e misterioso para tudo em volta.

Foto: Reprodução. Imagem de divulgação, cena de Kong: A ilha da Caveira.

Mesmo se tratando de um filme de ação, o bom humor não foi dispensado, e isso fica muito evidente pelas cenas de tratos entre os soldados, e a icônica participação de John C. Reilly.

O filme conta também com inúmeras referências aos clássicos de aventuras, como a ambientação de “A Ilha Misteriosa” e os conceitos de “Viagem ao centro da Terra”, ambos de Júlio Verne. O sequenciamento de cenas também e posição de imagem também fazem ligação às produções japonesas, com as clássicas batalhas entre monstros.

Jordan Vogt-Roberts soube criar um enredo que nos leva a respeitar e admirar Kong, por tudo o que ele representa, de seus instintos até o olhar “irracional” de uma fera. Você provavelmente irá torcer e sofrer por ele do começo ao fim, Billy.

Abraços e até mais!

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