Hey! Tudo bem?

Esse é mais um dos nossos posts em conjunto, mas desta vez resolvemos apresentá-lo da mesma forma que fizemos com a resenha do livro Caixa de Pássaros. O texto surgiu de uma conversa que tivemos, sendo assim, os trechos em verde são referentes ao que o Elton escreveu, e em vermelho o que o Gusta. — O post não possui spoilers, pois focamos mais nas nossas impressões e expectativas. 😉

Enfim a segunda temporada de Stranger Things foi liberada, e assim como muita gente, separamos nosso fim de semana para maratonar essa produção maravilhosa. E já adianto que não foi nada fácil se despedir da série mais uma vez. Ao chegar no nono episódio e seu epílogo, é inevitável não desejar pelo menos mais quatros episódios. Porém, a Netflix presenteou seus assinantes e fãs da série, com um programa composto por 7 entrevista com parte do elenco, além dos próprios irmãos Duffer — roteiristas e diretores da série — e Shawn Levy — produtor.

Inclusive, este segundo ano, que para mim (Gusta) pareceu menos tenso que o segundo, passa a sensação que passou mais rápido que o primeiro. Os episódios se desenvolvem mais rápido e nós vimos mais histórias mais personagens, porém sem perder aquele clima tão único e característico da série.

A atmosfera de Stranger Things, por si só, já parece ser composta de algo forte que segura o espectador a cada episódio, e com as doses de ação e suspense, torna-se combustível puro. No entanto, a nova temporada acrescente e reforça muitos fatores: Como o desenvolvimento pessoal dos personagens e a expansão do universo obscuro junto com o poder das criaturas habitantes do mundo invertido.

Os dois novos personagens mais marcantes foram: Max (Sadie Sink) e Billy (Dacre Montgomery), dois irmãos que iniciam a temporada em uma aura cercada de mistério. A garota Max (MadMax pros íntimos) tem a mesma idade que os protagonistas e logo se envolve com eles, sendo causa de alguns conflitos e tendo um importante papel com um deles. Já o Billy, mais velho, logo se mostra deslocado e disposto a enfrentar os outros para se estabelecer na escola. Particularmente, eu espero que eles sejam mais desenvolvidos como personagens em uma terceira temporada, pois parecem ter muito potencial.

A introdução desses dois novos personagens me levou a ficar constantemente os questionando, se eram possíveis espiões ou coisa maior, até por certos diálogos. Apesar de Billy ser justificado como antagonista humano, confesso que senti sua presença desinteressante para história. Resta esperar que acrescente algo a mais nas temporadas seguintes.

Do outro lado, temos um novo grande antagonista, uma força obscura destinada ao mal mais puro, porém com consciência e com um plano que deve ser desvendado ao longo da temporada. Estes novos conflitos que se colocam nesta temporada vão estabelecer as dinâmicas entre os personagens.

Mas também não temos como ignorar uma personagem que surgem logo nos primeiros minutos da série, em um contexto completamente diferente vivido pelos personagens em Hawkins, mas que ainda assim possui uma ligação forte com todo o restante da trama.

A presença dessa personagem nos abre caminhos para novas expectativas em relação a série, além de funcionar como ponte para certos esclarecimentos e novas dúvidas. Particularmente eu gostaria muito de ver a Kali (Linnea Berthelsende volta em um novo contexto, talvez lutando por algo maior. Mas isso é tudo que irei dizer.

A série já mostrou um ótimo domínio quando o assunto é referencia aos anos 80. E isso ocorre não só pela construção dos ambientes, mas também pela escalação do elenco. Dessa vez Sean Astin aparece como Bob. O ator é bem conhecido, porém seus papeis de mais conhecidos são o de Mikey em Os Goonies, e Samwise em Senhor dos Anéis. ❤

De maneira semelhante a temporada anterior, os principais núcleos se dividem. Acompanhamos cada grupo envolvido com sua missão especial, coletando descobertas e interpretações, que unidas no fim, constroem esclarecimentos para os telespectadores e os próprios personagens. Ah! E quando os esclarecimentos vem a sensação é de cair o queixo.

Por meio disso, nos deparamos com o afastamento de Will (Noah Schnapp) e Mike (Finn Wolfhard) de Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin)  . Senti saudade deste grupo mais unido, não vou mentir :/ , exatamente por isso que os últimos episódios se tornam mais especiais.

Falando em Will, o personagem finalmente ganha mais voz, e passamos a conhecer mais sobre a atuação de Noah Schnapp, que por diversas vezes nos surpreende em rompantes de grito e fúria e tristeza.

Millie Bobby Brown não fica atrás, sua jornada nessa temporada é triste e isolada, ao mesmo tempo que a remete a um autoconhecimento. A atriz mesmo tão jovem entrega uma interpretação de destaque.

Se na temporada passada o destaque, em termos de atuação, foi absoluto para Winona Ryder encarnando a mãe Joyce Byers, desta vez, os dois jovens Noah Schnapp e Millie Bobby Brown assumem a dianteira. Os dois encarnam duas das jornadas mais difíceis em termos de drama, ela parte em busca de autoconhecimento e ele tem que encarar um enorme desafio, imposto para ele por conta da sua anterior estadia no mundo invertido.

Essa temporada está repleta de dramas pessoais que se estendem em cima de algo maior e obscuro, algo que impacta a vida dos personagens e influencia suas relações, bem como a forma da qual passam a encarar uns aos outros.

Isso se mostra presente desde a relação entre o triângulo Nancy, Steve (Joe Keery) e Jonathan (Charlie Heaton) — onde Nancy mostra-se perturbada pela ausência de Bárbara e o comportamento de seus pais — até a união improvável entre o xerife Hopper (David Harbour) desenvolveu neste período de um ano.

Se você estranhou o fato de não estarmos falando tanto sobre o Mike, que na temporada anterior era visto como uma espécie de centro da equipe, é porque infelizmente não há muito o que dizer sobre seu papel. Mas ele se mostra como um amigo fiel e preocupado, que ainda guarda seus sentimentos sobre Eleven.

Stranger things 2 fez uma temporada sensacional, digna de seguir a primeira (que também foi maravilhosa). As histórias foram muito bem desenvolvidas, apesar de ainda estar na expectativa para algumas coisa. Com certeza, a espera pela terceira temporada será difícil….

Correndo o risco de soar sentimental, não posso deixar de dizer o quanto a gente se impressionou com o amadurecimento do mirim neste período de um ano. A diferença física fica evidente logo no início da série, mas é ainda mais gritante quando flashbacks são introduzidos.

No geral foi uma temporada que amamos, e que prendeu nossas atenções, mesmo identificando uma coisa ou outra que merecesse mais desenvolvimento. Mas acreditamos que muitas coisas ainda serão exploradas, afinal, a terceira temporada já está confirmada, e os gêmeos Duffer declararam que a série deverá acabar em 4 temporadas.

Isso é o que temos a dizer por enquanto, mas sem duvida é um assunto que voltará em breve, já que somos apaixonados por essas produção.

Abraços!

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