Texto: De algum jeito…

Foto: Lechon Kirb

Nossos corpos foram separados por uma trapaça do destino, eu sempre acreditei pertencer a você, mas os caminhos foram tortos e minhas pernas fracas, de algum jeito eu te deixei.

A vida nos levou para lugares distintos, eu me abriguei em um sofá contemplando o romance dos filmes, enquanto você se balançava sob as luzes de néon de um lugar escuro e amontoado. De algum jeito a vida lhe ensinou a ser quem você é.

Corpos distantes, mentes coladas. De algum jeito lhe guardei em minhas mãos, segurando com tanta força até vê-las sangrar, eu nunca me importei de me machucar. Não por você.

Suas palavras sempre me acalmaram a alma. E seus olhos sempre me abrigavam em um local seguro. Uma vez você me disse o quanto gostava de me ver. Mas não é da mesma forma que eu olho para você, não do jeito que eu amo te ver.

Isso acabou de forma rápida, o curativo foi arrancado mas a ferida continuava a arder. E não importa o que você faça, eu vejo minha vida com você.

Porque me fez sentir tão forte, mesmo quando tudo estava em ruínas. E não importa o que você faça, eu sempre encontrarei um jeito de te amar.

Sei o quanto o coração pode ser volátil as vezes, e isso não é por nossa culpa. O mundo nos exige mudanças e escolhas constantes. A maior parte do tempo buscamos nos esclarecer para nós mesmo e não para os outros.

De alguma maneira eu te entendo.

Quando diz que quer se manter por perto, sob a segurança da sua única certeza, que do meu lado você encontra paz. Mas não da mesma forma que eu preciso de você. Não, não do jeito que eu te amo.

Mas mesmo tão distante, com tudo isso acabado. Não importa o que aconteça, eu me encontro em você.

Porque me senti tão sozinho observando a mudança em seus olhos. Sem me importar com o que você dizia. Eu simplesmente estava de algum jeito com você.

E.Mateus

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