Foto: Ezra Jeffrey

Até aqui uma verdade constante tem se apresentado, a verdade de que a vida é inconstante. E por mais que você busque deixar tudo no lugar, em repouso, no caminho certo, sempre existirão coisas que não dependem só de você.

A vida é como um emaranhado de fios, ou uma cesta trançada — se lhe for mais bonito —, cada linha segue seu percurso até se encontrar com outra, esse encontro forma uma base, ou nó, algum tipo de interação que mantém todo o elemento unido.

Na nossa existência esses encontros podem ser maravilhosos, mas também desastrosos.

Quando isso acontece, passo a enxergar três caminhos lógicos para seguir, ao mesmo tempo que sei que a verdade ligada a cada um deles carrega uma parcela de dor.

Me vejo obrigado a escolher o que devo sacrificar e a que devo me agarrar fervorosamente. Enquanto a face mais sincera da minha mente esboça um sorriso sem graça, dizendo para si mesma que vai ficar tudo bem, mesmo não querendo abrir mão de nenhum dos dois.

Me vejo intimado a não fugir, a lidar com isso, confrontar os erros cometidos por todos os lados dessa infelicidade, e buscar um caminho que não me leve a revivê-los.

E talvez o mais pesado. Aceitar. Aceitar que se foi, aceitar que perdi, que se rompeu, que aconteceu e não pude controlar. E por mais que eu berre, e enlouqueça de frustração, nada irá mudar o passou. Já foi, dói, eu sei.

Mas assim como o emaranhado só conquista sua forma através de conexões, mesmo que confusas, nós só passamos a crescer quando guardamos conosco aquilo que nos faz crescer.

No final, a parte de aceitar só é ruim quando vem acompanhada de acomodação.

No geral as pessoas costumam saber exatamente o que querem para si, e onde querem estar — mesmo que a mente não demonstre com clareza —, mas alcançar isso demanda as vezes mudanças, adaptações e amadurecimento.

hoje me vejo no meio dessas três etapas, ainda cambaleando por conta do tombo que levei, mas convicto daquilo que quero.

Não tenho certeza quanto a isso, mas acho que cresci.

E.Mateus

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